O QUE É O PERDÃO?
1. O perdão reconhece que aquilo que
pensaste que o teu irmão te fez, não ocorreu. Ele não perdoa pecados
tornando-os reais; Ele vê que não há pecado. E, neste modo de ver, todos os
teus pecados são perdoados. O que é o pecado, senão uma ideia falsa sobre o
Filho de Deus? O perdão, simplesmente, vê a falsidade dessa ideia falsa e,
portanto, abandona-a. A Vontade de Deus passa, então, a ser livre para ocupar
agora o espaço que lhe é devido.
2. Um pensamento que não perdoa é um
pensamento que faz um julgamento que não questionará, embora não seja
verdadeiro. A mente está fechada e não será libertada. O pensamento protege a
projecção, apertando as suas correntes de modo a que as distorções se tornem
mais veladas e mais obscuras; menos acessíveis à dúvida e mais afastadas da
razão. O que poderia interpor-se entre uma projecção fixa e o objectivo que ela
escolheu como sua meta?
3. Um pensamento que não perdoa faz
muitas coisas: persegue a sua meta activa e freneticamente, distorcendo e derrubando
o que vê como interferências ao atalho que escolheu. A deturpação é o seu
propósito, assim como o meio pelo qual o quer realizar. Ele lança-se nas suas
tentativas furiosas de esmagar a realidade, sem se preocupar com o que quer que
seja que, aparentemente, contradiga o seu ponto de vista.
4. O perdão, por sua vez, é quieto e,
na quietude, nada faz. Não ofende nenhum aspecto da realidade, nem procura
distorcê-la para a encaixar em aparências que lhe agradem. Apenas olha, espera
e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois tem de justificar
o seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar a si mesmo, tem de
aprender a dar as boas-vindas à verdade exactamente como ela é.
5. Assim sendo, não faças nada e
deixa o perdão mostrar-te o que fazer através Daquele que é o teu Guia, teu
Salvador e Protector, forte em esperança e certo do teu êxito final. Ele já te
perdoou, pois essa é a Sua função, dada por Deus. Agora, é preciso que
compartilhes a Sua função e perdoes àqueles que Ele salvou, cuja
impecabilidade. Ele vê e a quem honra como Filho de Deus.
O QUE É A SALVAÇÃO?
1. A salvação é uma promessa, feita
por Deus, de que encontrarias, finalmente, um caminho para ele. Ela não pode
deixar de ser cumprida. Ela garante que o tempo terá um fim e que todos os
pensamentos nascidos os tempo também terão um fim. O Verbo de Deus é dado a
todas as mentes que pensam ter pensamentos em separado, para substituir esses
pensamentos de conflito pelo Pensamento da paz.
2. O Pensamento da paz foi dado ao
Filho de Deus no instante em que a sua mente pensou em guerra. Antes disso, não
havia necessidade de tal Pensamento, pois a paz era dada sem opostos e,
simplesmente, não existia. Mas, quando a mente se dividiu, a cura fez-se
necessária. Assim, o Pensamento que tem o poder de curar a divisão tornou-se
parte de cada fragmento da mente que, embora ainda permanecesse una, deixou de
reconhecer a sua unicidade. Nesse momento, não mais se conhecia e pensou que
havia perdido a própria Identidade.
3. A salvação é um «desfazer», no
sentido em que nada faz por não apoiar o mundo de sonhos e malícia. E, assim,
afasta as ilusões. Por não as apoiar, abandona-as, simplesmente, no pó. Assim,
o que elas escondiam é agora revelado: um altar para o santo Nome de Deus, no
qual está escrito o Seu Verbo, com as dádivas do teu perdão depositadas diante
dele e, logo atrás, a memória de Deus.
4. Vamos, diariamente, a este santo
lugar para passarmos algum tempo juntos. Aqui compartilhamos o nosso sonho
final. Um sonho em que não há tristezas, pois contém u indício de toda a glória
que nos é dada por Deus. A relva desponta na terra, as árvores começam a
florescer e os pássaros vêm viver nos galhos delas. A terra renasce com uma
nova perspectiva. A noite desapareceu e, juntos, chegamos até à luz.
5. Daqui, damos a salvação ao mundo,
pois é aqui que a salvação foi recebida. A canção do nosso júbilo é a chamada
para toda a gente anunciando que a liberdade está de volta, que o tempo está
quase no fim, que ao Filho de Deus só resta mais um instante de espera até que
o seu Pai seja lembrado, os sonhos acabem e a eternidade brilhe afastando o
mundo e só o Céu exista agora.
O QUE É O MUNDO?
1. O mundo é falsa percepção. Nasceu
do erro e não deixou a sua fonte. Deixará de existir quando o pensamento que
lhe deu origem deixar de ser apreciado. Quando o pensamento da separação for
mudado para um pensamento de verdadeiro perdão, o mundo será visto sob outra
luz; uma luz que conduz à verdade, na qual o mundo todo tem de desaparecer,
assim como todos os seus erros. Agora, a fonte foi anulada e os efeitos dela
também.
2. O mundo foi feito como um ataque a
Deus. Ele simboliza o medo. E o que é o medo senão ausência de amor? Assim, o
mundo foi feito para ser um lugar onde Deus não pudesse entrar e no qual o Seu
Filho pudesse estar à parte Dele. Aqui nasceu a percepção, pois o conhecimento
não poderia causar tais pensamentos doentios. Mas os olhos enganam e os ouvidos
ouvem o que é falso. Agora, os erros vêm a ser bastantes possíveis, pois a
certeza desapareceu.
3. Em seu lugar nasceram os
mecanismos da ilusão. E, agora, eles partem para encontrar o que lhes é dado
procurar. O seu objectivo é cumprir o propósito que o mundo foi feito para
testemunhar e fazer com que seja real. Eles vêem, nas suas ilusões, apenas uma
base sólida onde a verdade existe, mantida à parte das mentiras. No entanto,
tudo o que transmitem é apenas ilusão, mantida à parte da verdade.
4. Embora a vista tenha sido feita
para afastar a verdade, ela pode ser redireccionada. Os sons transformam-se no
apelo de Deus e um novo propósito pode ser dado a todas as percepções por
Aquele que Deus designou como o Salvador do mundo. Segue a Sua Luz e vê o mundo
tal como Ele o contempla. Ouve apenas a Sua Voz em tudo o que fala contigo. E
deixa-O dar-te a paz e a certeza que deitaste fora, mas que o Céu preservou
Nele, para ti.
5. Que não descansemos no nosso
contentamento, enquanto o mundo não se tiver unido à nossa percepção, que já
foi mudada. Que não estejamos satisfeitos enquanto o perdão não se tiver
tornado completo. E não tentemos mudar a nossa função. Temos que salvar o
mundo. Pois nós, que o fizemos, temos de contemplá-lo através dos olhos de
Cristo, para que o que foi feito para morrer possa ser restituído à vida
eterna.
O QUE É O PECADO?
1. O pecado é a insanidade. É o meio
pelo qual a mente é levada à loucura, tudo fazendo para que as ilusões tomem o
lugar da verdade. E, estando louca, vê ilusões onde a verdade deveria estar e
onde realmente está. O pecado deu olhos ao corpo, pois, para aqueles que não
têm pecado, o que há para contemplar? Que necessidade têm eles da visão, da
audição ou do tacto? O que ouviriam ou tentariam agarrar? O que perceberiam com
os sentidos? Ter sensações não é conhecer. E a verdade só poder ser preenchida
com o conhecimento e nada mais.
2. O corpo é o instrumento feito pela
mente nos seus esforços para se enganar a si mesma. O seu propósito é lutar. Mas
a meta da luta pode mudar. E, agora, o corpo serve para lutar por um objectivo
diferente. O que ele busca, agora, é escolhido pelo objectivo que a mente
adoptou para substituir a meta do auto-engano. A verdade pode ser o seu
objectivo, tanto quanto as mentiras. Neste caso, os sentidos procurarão
testemunhas do que é verdadeiro.
3. O pecado é o lar de todas as
ilusões que só representam coisas imaginárias, geradas por pensamentos que não
são verdadeiros. São a «prova» de que o que não tem realidade é real. O pecado
«prova» que o Filho de Deus é mau, que a intemporalidade tem de ter um fim, que
a vida eterna tem de morrer. E o próprio Deus perdeu o Filho que ama, ficando
apenas com a corrupção para contemplar a Si Mesmo; a Vontade de Deus foi, para
sempre, superada pela morte, o amor decapitado pelo ódio e nunca mais haverá
paz.
4. Os sonhos de um louco são
assustadores e o pecado, de facto, parece aterrorizar. E, no entanto, o que o
pecado percebe não passa de um jogo infantil. O Filho de Deus pode brincar ao
jogo de se tornar um corpo, uma presa para o mal e para a culpa, tendo apenas
uma pequena vida que terminará na morte. Porém, enquanto isso, o seu Pai
ilumina-o e ama-o com um Amor eterno que as pretensões do Filho de Deus não
podem mudar de forma nenhuma.
5. Por quanto tempo, ó Filho de Deus,
ainda manterás o jogo do pecado? Não é melhor deixarmos de lado esses
brinquedos de criança, cheios de pontas afiadas? Em quanto tempo estarás pronto
para voltar para casa? Hoje, talvez? Não existe pecado. A criação não pode ser
mudada. Ainda queres protelar a volta ao Céu? Até quando, ó Filho santo de
Deus, até quando?
5. O QUE É O CORPO?
1. O corpo é uma cerca que o Filho de
Deus imagina ter construído para separar partes do seu Ser de outras partes. É
dentro dessa cerca que pensa viver, para morrer quando ela decair e se
desmoronar. Pois, dentro dessa cerca, pensa estar a salvo do amor. Identificando-se
com a própria segurança, considera ser aquilo que é a sua segurança. De que
outro modo poderia ele ter a certeza de permanecer dentro do corpo, mantendo o
amor do lado de fora?
2- O corpo não perdurará. Mas isso,
ele vê como uma dupla segurança. Pois a impermanência do Filho de Deus é uma
«prova» de que as suas cercas funcionam e cumprem a tarefa que a sua mente lhe
designou. Pois se a sua unicidade ainda permanecesse intocada, quem poderia
atacar e quem poderia ser atacado? Quem poderia ser vitorioso? Quem poderia ser
a sua presa? Quem poderia ser vítima? Quem o assassino? E, se ele não morresse,
que «prova» haveria de que o eterno Filho de Deus pode ser destruído?
3. O corpo é um sonho. Como outros
sonhos, ele, por vezes, parece retratar a felicidade, mas pode retroceder
subitamente para o medo, onde nascem todos os sonhos. Pois só o amor cria em
verdade e a verdade nunca tem medo. Feito para ter medo, o corpo tem de servir
ao propósito que lhe é dado. Mas podemos mudar o propósito ao qual o corpo
obedecerá mudando o nosso pensamento quanto ao que ele serve.
4. O corpo é o meio pelo qual o Filho
de Deus regressa à sanidade. Apesar de ter sido feito para o cercar
irremediavelmente no inferno, a perseguição do inferno foi trocada pela meta do
Céu. O Filho de Deus estende a mão para alcançar o seu irmão e para o ajudar a
caminhar pela estrada, junto dele. Agora, o corpo é santo. Agora, serve para
curar a mente que o fizera para matar.
5. Identificar-te-ás com aquilo que
pensas ser a tua segurança. O que quer que seja, acreditarás que és um com ela.
A tua segurança está na verdade e não em mentiras. A tua segurança é o amor. O
medo não existe. Identifica-te com o amor e estás seguro. Identifica-te com o
amor e estás em casa. Identifica-te com o amor e encontras o teu Ser.
O QUE É O CRISTO?
1. Cristo é o Filho de Deus, tal como
Ele O Criou. É o Ser que compartilhamos, unindo-nos uns aos outros e também a
Deus. Ele é o Pensamento que ainda habita no interior da Mente que é a Sua
Fonte. Ele não deixou o Seu lar santo, nem perdeu a inocência em que foi
criado. Para sempre imutável, habita na Mente de Deus.
2. Cristo é o elo que te mantém um
com Deus e garante que a separação não passa de uma ilusão de desespero, pois a
esperança habitará para sempre Nele. A tua mente faz parte da Dele e a Dele da
tua. Ele é a parte em que está a Resposta de Deus, onde todas as decisões já
foram tomadas e os sonhos já acabaram. Ele permanece intocado por todas as
coisas que os olhos do corpo percebem. Pois embora o Pai tenha depositado Nele
os meios para a tua salvação, Ele continua a ser o Ser Que, como o Pai,
desconhece o pecado.
3. Lar do Espírito Santo, em casa
apenas em Deus, Cristo permanece em paz dentro do Céu da tua mente santa. Essa
é a única parte de ti que, verdadeiramente, tem realidade. O resto são sonhos.
Mas esses sonhos serão dados a Cristo, para que se desvaneçam diante da Sua
Glória e, enfim, te revelem o teu Ser santo, o Cristo.
4. A partir do Cristo em ti, o
Espírito Santo alcança todos os teus sonhos e pede que venham a Ele para serem
traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o
fim dos sonhos. De facto, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz tiver
vindo a todos os Filhos de Deus, o que mais poderia haver para manter as coisas
separadas, já que o que resta para ser visto é, apenas, a face de Cristo?
5. E por quanto tempo essa face santa
será vista, se não passa de um símbolo, indicando que o tempo da aprendizagem
agora terminou e a meta da Expiação foi, enfim alcançada? Portanto, procuremos
encontrar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando contemplarmos a
Sua glória, teremos o conhecimento de não precisarmos de aprendizagem, de
percepção ou de tempo ou de qualquer outra coisa, excepto do Ser santo, o
Cristo que Deus criou como Seu Filho.
O QUE É O ESPÍRITO SANTO?
1. O Espírito Santo é o mediador
entre as ilusões e a verdade. Como Ele tem de fazer uma ponte sobre a brecha
que existe entre a realidade e os sonhos, a percepção conduz ao conhecimento
através da graça que Deus Lhe deu para que fosse a Sua dádiva a todos aqueles
que se voltam para Ele em busca da verdade. Todos os sonhos são carregados para
a verdade através da ponte que Ele provê, para serem dissipados da luz do conhecimento.
Ali, Cenas e sons são, para sempre, deixados de lado. E, onde eram percebidos
antes, o perdão tornou possível o fim tranquilo da percepção.
2. A meta que o ensinamento do
Espírito Santo estabelece é, apenas, esse fim dos sonhos. Pois cenas e sons têm
de ser traduzidos de testemunhos do medo em testemunhos do amor. E quando isso
for inteiramente realizado, a aprendizagem terá conseguido a sua única meta na
verdade. Pois a aprendizagem, do modo que o Espírito Santo o orienta para o
resultado que Ele percebe, torna-se o meio para ir além da própria aprendizagem
a fim de ser substituída pela Verdade Eterna.
3. Se ao menos conhecesses o quanto o
teu Pai anseia para que reconheças a tua impecabilidade, não deixarias a Sua
Voz apelar em vão, nem virarias as costas para as Suas substituições das
imagens assustadoras e dos sonhos que fizeste. O Espírito Santo compreende os
meios que fizeste, pelos quais queres alcançar o que é para sempre incansável.
E se os ofereceres a Ele, Ele empregará os meios que fizeste a fim de te
exilares para restituir a tua mente ao lugar em que ela está verdadeiramente em
casa.
4. Desde o conhecimento, onde foi
colocado por Deus, o Espírito Santo chama por ti para que deixes o perdão
repousar sobre os teus sonhos e para que sejas restituído à sanidade e à paz da
tua mente. Sem o perdão, os teus sonhos continuarão a aterrorizar-te. E a
memória da totalidade do Amor do teu Pai não voltará, o Qual significa que o
fim dos sonhos já veio.
5. Aceita a dádiva do teu Pai. É uma
chamada do Amor para o Amor, para que Ele seja apenas Ele mesmo. O Espírito
Santo é essa dádiva, através da qual a quietude do Céu é restituída ao amado Filho
de Deus. Recusarias aceitar a função de completar a Deus, quando toda a Sua
Vontade é que sejas completo?
O QUE É O MUNDO REAL?
1. O mundo real é um símbolo, tal
como o resto do que a percepção oferece. Mas representa o oposto daquilo que
fizeste. O teu mundo é visto através dos olhos do medo e traz à tua mente os
testemunhos do terror. O mundo real não pode ser percebido excepto através dos
olhos que o perdão abençoa, de modo que vejam um mundo onde o terror é
impossível e onde testemunhos do medo não podem ser encontrados.
2. O mundo real possui uma
contrapartida para cada pensamento infeliz reflectido no teu mundo; uma
correcção certa para as cenas de medo e para os sons de batalha que o teu mundo
contém. O mundo real mostra um mundo visto de modo diferente, através de olhos
serenos e com a mente em paz. Nele só há descanso. Nele não se ouvem gritos de
dor e de pesar, pois nada mais resta fora do perdão. E o que vês é gentil.
Apenas cenas e sons felizes podem alcançar a mente que perdoou a si mesma.
3. Que necessidade tem essa mente de
pensamentos de morte, ataque e assassinato? O que pode perceber ao seu redor,
senão a segurança, o amor e a alegria? O que pode existir que escolhesse
condenar e o que quereria julgar desfavoravelmente? O mundo que ela vê surge de
uma mente em paz consigo mesma. Não há perigos à espreita em nada do que é
visto por ela, pois é benigna e só contempla a benignidade.
4. O mundo real é o símbolo de que o
sonho do pecado e da culpa terminou e de que o Filho de Deus deixou de estar a
dormir. Os seus olhos despertos percebem o reflexo seguro do Amor de seu Pai, a
promessa certa de foi redimido. O mundo real significa o fim do tempo pois
percebê-lo faz com que o tempo não tenha nenhum propósito.
5. O Espírito Santo não tem
necessidade de tempo, desde que o tempo já tenha servido ao Seu propósito.
Agora, Ele só espera por aquele único instante a mais para que Deus dê o Seu
passo final e o tempo desapareça, levando consigo a percepção e deixando apenas
a verdade para ser ela mesma. Esse instante é a nossa meta, pois contém a
memória de Deus. E, ao olharmos para um mundo perdoado, é Ele que nos chama e
vem para nos levar para casa, lembrando-nos da nossa Identidade que o nosso
perdão nos restituiu.
O QUE É A SEGUNDA VINDA?
1. A Segunda Vinda de Cristo, que é
tão certa quanto Deus, é apenas a correcção de erros e a volta da sanidade. É
aparte da condição que restitui o que nunca foi perdido e restabelece o que é
para sempre e eternamente verdadeiro. É o convite para que o Verbo de Deus tome
o lugar das ilusões; a disponibilidade para deixar que o perdão repouse sobre
todas as coisas, sem excepção e sem reserva.
2. É a natureza toda abrangente da
Segunda Vinda de Cristo que lhe permite abraçar o mundo e manter-te a salvo no
interior do seu gentil Advento, que encerra todas as coisas vivas juntamente
contigo. Não há fim para a libertação que a Segunda Vinda traz, assim como a
Criação de Deus tem de ser sem limites. O perdão ilumina o caminho da Segunda
Vinda, pois brilha sobre tudo como um só. e, assim, a unicidade é enfim
reconhecida.
3. A Segunda Vinda põe fim às lições
que o Espírito Santo ensina, abrindo caminho para o julgamento final no qual a
aprendizagem termina nu último sumário que se estenderá além de si mesmo e
alcançará a Deus. A Segunda Vinda é o momento em que todas as mentes são
entregues nas mãos de Cristo para serem devolvidas ao espírito em nome da
verdadeira criação e da Vontade de Deus.
4. A Segunda Vinda é o único evento
no tempo que o próprio tempo não pode afectar. Pois cada um daqueles que, um
dia, veio para morrer, ou que ainda está por vir, ou está presente agora, é
libertado do que fez. Nesta igualdade, Cristo é restabelecido como uma só
Identidade, na Qual os Filhos de Deus reconhecem que são um só. E Deus Pai
sorri a seu Filho, Sua única criação e Sua única alegria.
5. Reza para que a Segunda Vinda
ocorra já, mas não descanses com isso. Ela precisa dos teus olhos, ouvidos,
mãos e pés. Ela precisa da tua voz. E, acima de tudo, da tua disponibilidade.
Vamos regozijar-nos porque podemos fazer a Vontade de Deus e unir-nos sob a sua
luz santa. Repara nisto: o Filho de Deus é um só em nós e, através Dele,
podemos alcançar o Amor do nosso Pai.
O QUE É O JULGAMENTO FINAL?
1. A Segunda Vinda de Cristo dá ao
Filho de Deus essa dádiva: ouvir a Voz por Deus proclamar que aquilo que é
falso é falso e o que é verdadeiro jamais mudou. E é esse o julgamento no qual
a percepção chega ao fim. Em primeiro lugar, vês um mundo que aceitou isso como
verdadeiro, projectado a partir de uma mente, agora corrigida. E com essa vista
santa, a percepção dá uma bênção silenciosa e, em seguida, desaparece com a sua
meta realizada e a sua missão cumprida.
2. O Julgamento Final do mundo não
contém nenhuma condenação. Pois vê o mundo totalmente perdoado, sem pecado e
inteiramente sem propósito. Sem causa, e agora sem função na visão de Cristo,
simplesmente, se desvanece no nada. Ali nasceu e ali também termina. E todas as
figuras do sonho em que o mundo começou desaparecem juntamente com ele. Os
corpos, agora, são inúteis e, portanto, desvanecem-se porque o Filho de Deus
não tem limites.
3. Tu, que acreditaste que o
Julgamento Final de Deus condenaria o mundo ao inferno juntamente contigo,
aceita esta verdade santa: o Julgamento de Deus é a dádiva da correcção que Ele
concedeu a todos os teus erros, libertando-te deles e de todos os efeitos que,
algum dia, pareceram ter. Ter medo da graça salvadora de Deus. Não é senão ter
medo da libertação completa do sofrimento, da volta à paz, à segurança e à
felicidade e à união com a tua própria Identidade.
4. O Julgamento Final de Deus é tão
misericordioso quanto cada passo no plano que Ele designou para abençoar o Seu
Filho e chamá-lo de regresso à paz eterna que compartilha com ele. Não tenhas
medo do amor. Pois só ele pode curar toda a tristeza, enxugar as tuas lágrimas
e despertar gentilmente do seu sonho de dor o Filho que Deus reconhece como
Seu. Não tenhas medo disso. A salvação pede que lhe dês as boas-vindas. E o
mundo aguarda que aceites isso com contentamento, pois isso o libertará.
5. Este é o Julgamento Final de Deus:
«Tu ainda és o Meu Filho santo, para sempre inocente, para sempre amoroso e
para sempre amado, tão ilimitado quanto o teu Criador, completamente imutável e
para sempre puro. Portanto, desperta e volta para Mim. Sou o teu Pai e tu és o
Meu Filho».
O QUE É A CRIAÇÃO?
1. A criação é a soma de todos os
pensamentos de Deus, em número infinito, omnipresentes e ilimitados. Só o Amor
cria e só cria como Ele mesmo. Nunca houve um tempo em que o que Ele criou não
existisse. E tampouco haverá um tempo em que algo que Ele tenha criado possa
sofrer qualquer perda. Os Pensamentos de Deus são para a eternidade,
exactamente como sempre foram e como são, imutáveis através do tempo e após o
fim dos tempos.
2. Aos pensamentos de Deus é dado o
máximo poder do seu próprio Criador. Pois Ele quer acrescentar ao Amor pela sua
extensão. Assim, o Seu Filho compartilha da criação e, portanto, tem de
compartilhar o poder de criar. O que a Vontade de Deus determina que seja para
sempre uno ainda será uno quando o tempo tiver chegado ao fim e não será mudado
ao longo do tempo, permanecendo como era antes que tivesse início a ideia do
tempo.
3. A criação é o oposto de todas as
ilusões, pois a criação é a verdade. A criação é o Filho santo de Deus, pois na
criação a Sua Vontade completa-se em todos os aspectos, fazendo com que cada
uma das partes esteja contida no Todo. A inviolabilidade da unidade da criação
está garantida para sempre; para sempre mantida na Sua Vontade santa, além de
toda a possibilidade de dano, de separação, de imperfeição e de qualquer mancha
na sua impecabilidade.
4. Nós somos a criação, nós, os
Filhos de Deus. Parecemos ser separados e inconscientes da nossa eterna unidade
com Ele. Entretanto, por detrás de todas as nossas dúvidas, depois de todos os
nossos medos, ainda existe a certeza. Pois o Amor permanece com todos os Seus
Pensamentos e a Sua segurança pertence a eles. A memória de Deus está nas
nossas mentes santas, que conhecem a sua unicidade e a sua unidade com o seu
Criador. Que a nossa função seja, apenas, a de deixar que essa memória volte,
somente para que a Vontade de Deus seja feita na terra, somente para sermos
restituídos à sanidade e para sermos, apenas, como Deus nos criou.
5. O nosso Pai chama-nos. Ouvimos a
Voz Dele e perdoamos a criação em Nome do Seu Criador, que é a Santidade em Si
Mesmo e Cuja santidade a própria criação compartilha, Santidade Essa que ainda
faz parte de nós.
O QUE É O EGO?
1. O ego é idolatria; o sinal de um
ser separado e limitado, nascido em um corpo, destinado a sofrer e a terminar a
sua vida na morte. É a «vontade» que vê a Vontade de Deus como inimiga e assume
uma forma na qual Ela é negada. O ego é a «prova» de que a força é fraca e o
amor assustador, de que a vida é realmente morte e de que só aquilo que se opõe
a Deus é verdadeiro.
2. O ego é doentio. Ele
restabelece-se no medo, além de Todos os Lugares, à parte de Tudo, separado do
Infinito. Na sua insanidade, pensa que veio a ser vitorioso sobre o próprio
Deus. E, na sua terrível autonomia, «vê» que a vontade de Deus foi destruída.
Sonha com o castigo e treme com as figuras dos seus sonhos, os seus inimigos
que buscam assassiná-lo antes que consiga garantir a sua segurança atacando-os.
3. O Filho de Deus não tem ego. O que
pode ele saber da loucura e da morte de Deus, se habita Nele? O que pode
conhecer do pesar e do sofrimento, se vive na alegria eterna? O que pode saber
do medo e do castigo, do pecado e da culpa, do ódio e do ataque, se tudo o que
o cerca é a paz que dura para sempre, para sempre sem conflitos e imperturbada,
no mais profundo silêncio e tranquilidade?
4. Conhecer a realidade é não ver o
ego e os seus pensamentos, os seus trabalhos, os seus actos, as suas leis e as
suas crenças; os seus sonhos, as suas esperanças, os seus planos para a própria
salvação e qual o preço de acreditar nele. O preço da fé no ego é tão imenso em
sofrimento que a crucificação do Filho de Deus é diariamente oferecida no seu
santuário escuro e o sangue tem de ser derramado diante do altar onde os seus
seguidores doentios se preparam para morrer.
5. E, no entanto, um só lírio de
perdão transforma a escuridão em luz, o altar para as ilusões da própria Vida.
E a paz será para sempre restituída às mentes santas que Deus criou como Seu
Filho, Sua morada, Sua alegria, Seu Amor, completamente Seu, completamente um
com Ele.
O QUE É UM MILAGRE?
1. Um milagre é uma correcção. Não cria
e, realmente, não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que
o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem
superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo. No entanto,
prepara o caminho para o regresso da intemporalidade e do despertar do amor,
pois o medo tem de desaparecer com o gentil remédio que ele traz.
2. O milagre contém a dádiva da
graça, pois é dado e recebido como um só. E, assim, ilustra a lei da verdade, à
qual o mundo não obedece porque falha inteiramente em compreender os seus
caminhos. O milagre inverte a percepção que antes estava de cabeça para baixo,
e, assim, acaba com as estranhas distorções ali manifestadas. Agora, a
percepção está aberta para a verdade. Agora, vê-se o perdão justificado.
3. O perdão é o lar dos milagres. Os
olhos de Cristo enviam-nos a tudo o que contemplam em misericórdia e amor. A
percepção está corrigida de acordo com a Sua forma de ver e o que pretendia
amaldiçoar veio para abençoar. Cada lírio de perdão oferece ao mundo inteiro o
silencioso milagre do amor. E, cada um, é depositado diante do Verbo de Deus,
sobre o altar universal do Criador e da criação, à luz da pureza perfeita e da
alegria sem fim.
4. O milagre é inicialmente aceite
com base na fé, porque pedi-lo significa que a mente está preparada para
conceber aquilo que não pode ver e que não compreende. Mas a fé trará as suas
testemunhas para demonstrar que se baseou em algo que realmente existe. E,
assim, o milagre justificará a tua fé nele e mostrará que se baseou num mundo
mais real do aquele que vias antes, um mundo redimido daquilo que pensavas que
existisse.
5. Os milagres caem como gotas de
chuva regeneradora do Céu sobre um mundo seco e poeirento, onde criaturas
famintas e sedentas vêm para morrer. Agora, elas têm água. Agora, o mundo está
verde. E, em toda a parte, surgem sinais de vida para mostrar que o que nasceu
nunca pode morrer, pois o que tem vida tem imortalidade.
O QUE SOU EU?
1. Eu sou o Filho de Deus, completo,
curado e íntegro, brilhando no reflexo do Seu Amor. Em mim, a Sua criação é
santificada e a vida eterna é garantida. Em mim, o amor torna-se perfeito, o
medo impossível e a alegria é estabelecida sem opostos. Eu sou o lar santo do
próprio Deus. Eu sou o Céu onde habita o Seu Amor. Sou a Sua santa
Impecabilidade, pois na minha pureza habita a Dele.
2. Agora, o uso da palavras, para
nós, está quase no fim. Entretanto, nos últimos dias deste ano que, juntos, tu
e eu demos a Deus, encontrámos um único propósito que compartilhamos. E, assim,
tu uniste-te a mim, de modo que o que eu sou tu também és. A verdade do que nós
somos não pode ser dita ou descrita por palavras. No entanto, podemos
reconhecer a nossa função aqui e as palavras podem falar dela e também
ensiná-la, se exemplificarmos as palavras em nós.
3. Somos os portadores da salvação.
Aceitamos o nosso papel de salvadores do mundo que, através do nosso perdão
conjunto, é redimido. E esse, a nossa dádiva, assim nos é dado. Olhamos para
todos como irmãos e percebemos todas as coisas como benignas e boas. Não
procuramos uma função que esteja para além da portas do Céu. O conhecimento
regressará quando tivermos feito a nossa parte. Só nos preocupamos em dar as
boas-vindas à verdade.
4. São nossos os olhos através dos
quais a visão de Cristo vê um mundo redimido de todos os pensamentos de pecado.
São nossos os ouvidos que ouvem a voz por Deus proclamar que o mundo não tem
pecado. São nossas as mentes que se unem quando abençoamos o mundo. E, da
unicidade que alcançámos, chamamos todos os nossos irmãos pedindo-lhes que
compartilhem a nossa paz e consumam a nossa alegria.
5. Somos os mensageiros santos de
Deus que falam por Ele e, ao levar o Seu Verbo a todos aqueles que Ele nos
envia, aprendemos que está escrito nos nossos corações. E, assim, mudamos as
nossas mentes quanto ao objectivo da nossa vinda, ao qual procuramos servir.
Trazemos boas-vindas ao Filho de Deus, que pensava sofrer. Agora, ele é
redimido. E, ao ver as portas do Céu abrirem-se diante dele, entrará e
desaparecerá no Coração de Deus.
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