sexta-feira, 30 de maio de 2014

Dívidas VII Temos as leis de Causa e Efeito, Ação e Reação, Semear e Colher, a cada ação corresponde uma conseqüência, etc.


Temos as leis de Causa e Efeito, Ação e Reação, Semear e Colher, a cada ação corresponde uma conseqüência, etc.. Todas dizem a mesma coisa. A semeadura é livre, mas a colheita é inevitável. Por isso o Conhecimento é tão importante. Conhecimento é Poder.
Existe um livro e um DVD que todos deveriam conhecer: “O sequestro da América”, de Charles H. Ferguson e o DVD “Trabalho Interno” (Inside Job) do mesmo autor. O trabalho dele mostra como as dívidas foram contraídas e como a atual crise econômica financeira foi construída. Praticamente ninguém conhece esse trabalho de Ferguson. Pessoas que acompanham a economia nunca ouviram falar disto. Informação não é algo que está facilmente disponível. É preciso garimpar o tempo todo para descobrir. 
Antes de se fazer qualquer dívida é preciso pensar N vezes em todas as alternativas para não fazê-la. A questão das dívidas é que normalmente as pessoas não pensam que estão fazendo dívidas, elas acham que estão usando um crédito. Pensam em crédito como se fosse um capital próprio e isso é extremamente perigoso. 

Outra forma de fazer dívida é quando se abre ou se tem um negócio que apresenta problemas de faturamento ou capital de giro. Quando acontece o primeiro sinal de queda de faturamento e do lucro é preciso “levantar as orelhas” imediatamente e analisar profundamente onde está a causa disto. Achar que se cobrem prejuízos com crédito (dívida) é outra coisa extremamente perigosa. 
Vê-se que o negócio vai mal, mas toda análise racional vai pelo ralo quando se cai na esperança de que melhorará. Como sempre dizem: esperança é a última que morre. E isso é fatal nos negócios. 
Esperança é o que leva todo viciado em jogo à falência. É a pura ilusão. Quando a condução de um negócio passa a ter 100% de emoção e 0% de razão só se pode esperar o desastre. 

A análise clara e racional é fundamental. Se a pessoa não consegue pensar claramente deve pedir ajuda de quem consegue. Mas, isso tem de ser feito no inicio dos problemas, onde ainda é possível sanar com facilidade. Depois que o estrago está feito a saída é muito difícil. Será necessário muito trabalho. Por esta razão é que é da maior importância entender como funciona este mundo, o universo, a economia, a mente humana. Não dar importância a esse conhecimento é uma escolha que sai muito caro.
Alguns economistas alertaram para o caminho que estava sendo trilhado pela humanidade nos 25 anos anteriores ao início da crise. Foram chamados de loucos. Mostraram a verdade e ninguém queria saber da verdade. Tudo isso poderia ser evitado como também a crise de 29 poderia ser evitada. Quem ouviu a voz da razão está livre das dívidas, quem não ouviu tem um longo caminho a percorrer até chegar à liberdade. Para aqueles que entenderam que o conhecimento cria a realidade é possível sair desta situação. Ainda hoje quem quer ouvir a verdade sobre o que acontece na economia do mundo?
Os humanos são especialistas em criar problemas por não quererem entender como funciona o universo. O preço de não querer saber é caro, é a escravidão. Já foi o tempo das correntes, agora é tudo mais sutil e eficiente.

Qual a solução individual?
A primeira coisa a entender é que existe uma Hierarquia no universo. Existe também o livre-arbítrio do co-criador. Essas duas variáveis andam juntas. O ser humano não gosta de coisas complicadas. Ele quer o que mais simples possível. Visão sistêmica é indispensável para quem quer ser livre. O universo é extremamente complexo, mas é simples de se viver nele, se a pessoa entender algumas coisas simples. Quando se pensa em apenas uma dessas variáveis, a Hierarquia e o livre-arbítrio co-criador, os resultados são complicados. Achar que a Hierarquia fará tudo e que não precisamos trabalhar e estudar é desastre na certa. E achar que não precisamos da Hierarquia e que nós como co-criadores somos capazes de tudo também é desastre na certa. Na Hierarquia temos inúmeros atores atuando, mas não é o caso aqui de nomeá-los. Estamos explicando com apenas duas variáveis para que as pessoas entendam e não precisem sofrer tanto para sair disto.

A Hierarquia administra em termos de tempo passado/presente/futuro. Isto é, sem prazos para resolver algo. E também usando todas as dimensões da realidade. Não importa o tempo nem o lugar. O objetivo é a evolução final de cada pessoa. Em que dimensão está, de onde veio ou para onde vai, é apenas circunstancial. E o tempo também é circunstancial. Trabalha-se com todos os recursos para obter o resultado: a evolução. 
O fato da pessoa não se lembrar de algo que fez há 10 mil anos atrás não é relevante. O importante é o resultado em termos de eternidade, isto é, o tempo não importa. E em que dimensão está se trabalhando nisso também é irrelevante. É um continuum espaço/temporal. É nesse “tecido” que se trabalha. Esse é o meio em que se atua. Tudo isso é considerado o tempo todo, propiciando as oportunidades de crescimento, aprendizagem e evolução para qualquer pessoa.
Juntamente com essa administração do universo existe o livre-arbítrio da pessoa. 

As escolhas livres que faz. Toda pessoa é um co-criador, ele pensa e cria, sente e cria. Literalmente. Tudo no universo é feito da mesma substância. A única diferença é o grau de autoconsciência que cada ser tem no momento. A Hierarquia também é co-criadora. Todos são co-criadores e nunca esquecer que o Todo é a soma das partes e mais que isso. É aquilo que se fala em termos de imanente e transcendente.

Pensar que só existe a variável do co-criador é uma temeridade em termos financeiros. Quando se pensa que como a pessoa é co-criador ela irá manipular a realidade a seu bel-prazer é não entender como funciona o Universo. A co-criação funciona o tempo todo, mas existe uma Hierarquia administrando todas as vontades dos co-criadores. Senão como ficaríamos? Teríamos o caos. Se cada um impusesse sua vontade sobre os demais teríamos a guerra eterna. O universo seria inviável. O filme “Todo Poderoso” com Jim Carrey mostra exatamente essa questão.

O poder está na harmonia entre a vontade do co-criador e a Hierarquia. Quando os dois trabalham pelo mesmo objetivo: a evolução. Os limites de ação de um co-criador são extensos. Ninguém pode reclamar de que foi cerceado na sua ação; vejam as fortunas pessoais que alguns tem hoje em dia e no campo militar quem tem capacidade pode fazer até uma Segunda Guerra Mundial. Em qualquer área o campo de atuação é praticamente infinito, mas a colheita também o é. Tanto para o bem quanto para o mal. Pode-se fazer o bem sem limites, como Gandhi, Martin e Mandela. É apenas uma questão de escolha do que fazer com a própria capacidade co-criadora.

Agora vejamos. Toda ação de um co-criador tem de estar em harmonia com a Hierarquia. Depois que as dívidas são contraídas pensar que por um passe de mágica elas serão resolvidas é uma ilusão. O universo é regido por leis e a economia também o é. 
É possível pagar as dívidas, mas com trabalho e estudo, criando a riqueza necessária para quitar as dívidas. 
Nenhum co-criador deixa de ser co-criador. Isso é inerente à sua essência. Da mesma forma que criou a dívida ele pode criar o pagamento.
Da mesma forma que criou a carência pode criar a abundância. São escolhas. 


Não tem nada errado com a abundância, mas com a carência tem. Num universo onde tudo é abundante, onde a matéria é criada do Nada, como pode ter carência de algo? A carência é criada pelo sistema de crenças da pessoa e isso é uma escolha dela. Ela acredita no que quiser e criará sua realidade de acordo com essas crenças. 

Todo ser tem discernimento para julgar isso e decidir por si só. A intuição nunca falha. A questão é “ouvir” a intuição. Se a mente não pára um segundo como se pode ouvir a intuição? Continuamente a informação da intuição tenta chegar ao consciente. Nosso ego deve permitir que isso aconteça para que a pessoa ouça o que está sendo orientado a fazer para a sua própria felicidade. Quando se inicia um negócio, durante a administração dele, ou antes de fazer uma dívida, sempre temos a voz da intuição para nos guiar. É preciso ouvi-la. E quando o problema já está criado mais urgente ainda é necessário ouvi-la.
Unindo harmoniosamente estas duas realidades tudo pode ser resolvido. A solução tem de estar em harmonia com a Hierarquia. O co-criador deve usar todo seu conhecimento e poder para resolver os problemas, mas em harmonia com a Hierarquia. Visando o resultado final: a evolução.

Milho: Prosperidade, riqueza, crescimento, abastança.
(Do Livro Marketing e Arquétipos - Hélio Couto)
— com Geniel Flavia Luz.

Psicologia Transpessoal

Psicologia Transpessoal

Não apenas é o homem parte da natureza - e esta é parte sua - como deve ser minimamente isomórfico (semelhante a) com ela para nela ser viável. Ela o gerou. Sua comunhão com aquilo que o transcende não precisa ser definida, portanto, como não-natural ou sobrenatural. Pode ser vista como uma experiência 'biológica'.
Abraham Maslow

O Que é e Como Surgiu a Psicologia Transpessoal

Foi em meados da década de sessenta, durante o rápido desenvolvimento e aceitação dos pressupostos básicos da psicologia humanista, com Maslow e Rogers, que alguns psicólogos e psiquiatras começaram a discutir quais os limites e características a que seria possível chegar o potencial da consciência humana. Muitos pesquisadores achavam que a visão da psique dada pela Psicanálise e pelo Behaviorismo eram, no mínimo, bastante simplificadas e reducionistas, não explicando uma grande gama de fenômenos mentais que escapavam - e muito - do campo de alcance de tais teorias. E a Psiquiatria dava ainda menos clareza sobre uma ampla gama de estados de consciência claramente chocantes e, ao mesmo tempo, fascinantes, que não podiam se restringir unicamente à história orgânico-biográfica de alguns pacientes.

A grande maioria dos teóricos da personalidade toma por fundamento básico a consciência em estado de vigília, ou consciência normal, como sendo a única possibilidade saudável de nível de percepção cognitiva. As características básicas desta consciência normal, segundo Fadiman & Frager, é que a pessoa sabe "quem é", tem perfeita noção de si mesma como uma individualidade, e seu sentido de identidade é estável. Ou seja, a pessoa tem uma idéia clara de ser uma individualidade diferenciada do meio que a cerca. Estudos vários sobre a imagem corporal e do sentido do ego concluem que qualquer desvio desses limites é um grave sintoma psicopatológico. Só que tal conclusão começou a ser seriamente questionada com vários relatos e pesquisas sérias realizadas em várias partes do mundo.

Às vezes, experiências correlacionadas com um declínio de uma psicopatologia e com a restauração da saúde psíquica podem muito bem expor experiências subjetivas que ultrapassam e muito os chamados limites normais do ego. William James já o havia notado em fins do século passado. O resultado de muitas destas pesquisas, muitas delas envolvendo psiquiatras e psicólogos famosos, levantou uma séria questão: seria possível que algumas das distinções que mantemos entre nós mesmos e o resto do mundo sejam arbitrárias e/ou culturalmente condicionadas? Talvez a consciência humana seja um vasto campo ou espectro, semelhante ao espectro eletromagnético, onde cada "freqüência" expressaria um modo de percepção, muito mais que um conjunto firme de traços ou características rigidamente definidas de expressão, já que em certas experiências - algumas delas envolvendo psicodélicos ou drogas psicoativas - a consciência do sujeito parece abranger elementos que não têm nenhuma continuidade com sua identidade do ego usual e que não podem ser considerados simples derivativos de suas experiências no mundo convencional.

Vejamos esta descrição, feita por Stanislav Grof, de experiências correlacionadas com o declínio de uma patologia de Fadiman & Frager, 1986, página 168):
"No estado de consciência 'normal' ou usual, o indivíduo se experimenta existindo dentro dos limites de seu corpo físico (a imagem corporal), e sua percepção do meio ambiente é restringida pela extensão, fisicamente determinada, de seus órgãos de percepção externa; tanto a percepção interna quanto à percepção do meio ambiente estão confinadas dentro dos limites do espaço e do tempo (numa aceitação cultural das premissas do paradigma cartesiano, próprio da visão de mundo ocidental nos últimos 300 anos). Em experiências psicodélicas (área explorada por Grof em fins dos anos 50, na Tchecoslováquia, e nos anos 60 nos EUA) de cunho transpessoais, uma ou várias destas limitações parecem ser transcendidas (este fenômeno também se encontra, de modo esporádico, nas várias terapias psicológicas, tendo recebido nomes como "Experiências Oceânicas" em Freud, "Experiências Culminantes" em Maslow, "Consciência Cósmica", em Weil, "Experiência Mística", etc). Em alguns casos, o sujeito experiência um afrouxamento de seus limites usuais de ego e sua consciência e autopercepção parecem expandir-se para incluir e abranger outros indivíduos e elementos do mundo externo. Em outros casos, ele continua experienciando sua própria identidade, mas numa percepção de tempo diferente, num lugar diferente ou em um diferente contexto. Ainda em outros casos, o indivíduo pode experienciar uma completa perda de sua própria identidade egóica e uma total identificação com a consciência de uma 'outra' entidade. Finalmente (em similaridade com o que experiência o místico), numa categoria bastante ampla destas experiências psicodélicas transpessoais (experiências arquetípicas, união com Deus, etc.), a consciência do sujeito parece abranger elementos que não têm nenhuma continuidade com a sua identidade de ego usual e que não podem ser considerados simples derivativos de suas experiências do mundo tridimensional".

São, pois, estas experiências culminantes que são o foco central da Psicologia Transpessoal.

Muitos renomados psicólogos humanísticos e alguns psiquiatras insatisfeitos com a abordagem excessivamente mecanicista e biomédica de sua disciplina mostraram crescente interesse por áreas de estudo antes negligenciadas, e por tópicos de psicologia próximas a estes estados-alterados de consciência, como, por exemplo, as experiências místicas, ou de consciência de transe.

As tendências isoladas começaram a se unir graças aos trabalhos de Abraham Maslow e Anthony Sutich, o que acabou por consolidar a chamada Quarta Força em Psicologia (esta classificação é feita com base em características próprias de cada escola, não pelo contexto histórico. Assim, a Primeira seria o Behaviorismo, a Segunda a Psicanálise e a Terceira o Humanismo). Foi assim que nasceu a Psicologia Transpessoal, como disciplina autônoma, no final dos anos sessenta, mas as tendências desse movimento já existiam há muito tempo. Por exemplo, Carl Gustav Jung, Roberto Assagioli e o próprio Maslow já haviam lançado as bases para o movimento transpessoal (Grof, 1988). Outros psicólogos, como Carl Rogers, acabaram, na evolução de seu trabalho e de sua prática clínica, por se encontrarem com dimensões transcendentes trazidos à tona por clientes e grupos terapêuticos.

Carl Gustav Jung pode ser considerado o mentor máximo e o primeiro psicólogo transpessoal. As diferenças entre a Psicanálise Freudiana e as teorias de Jung são muito bem representativas das diferenças entre uma psicoterapia mecanicista e biomédica e uma mais humana e holística. Ainda que Freud e muitos dos seus discípulos tenham ido muito a fundo nas suas revisões da psicologia ocidental, atingindo os limites do paradigma cartesiano em Psicologia, apenas Jung questionou radicalmente seus fundamentos filosóficos: a visão de mundo de Descartes e Newton. Jung salientou, de modo convincente, aspectos não racionais e não lineares da psique, que inclui o misterioso, o criativo e o espiritual como meios válidos, ou formas holísticas-intuitivas de conhecimento.

Jung via a psique como uma interação complementar entre elementos conscientes e inconscientes, com uma constante troca de informação e fluidez entre ambos. O inconsciente não seria um mero depósito psicobiológico de tendências instintivas reprimidas. Ele seria um princípio ativo inteligente, que, em seu estrato mais profundo, ligaria o indivíduo a toda a humanidade, à natureza e ao cosmos. Ele não seria governado apenas pelo determinismo histórico, como postulado por Freud, mas também por uma ânsia evolutiva com uma função projetiva e teleológica.

Estudando a dinâmica do inconsciente, Jung descobriu as unidades funcionais que chamou de complexos e, como tais, foram adotadas por Freud. Os complexos são constelações de elementos psíquicos - idéias, opiniões, atitudes e convicções - associados com sensações diversas e que se juntam ao redor de um tema nuclear. Partindo de áreas biograficamente determinadas do inconsciente, Jung chegou aos padrões de criação dos mitos, lendas e símbolos universais, aos quais ele deu o nome de arquétipos e que expressam, de forma simbólica, conteúdos psíquicos de significação emocional universal, como o processo de maturação psíquica e outros.

Jung não acreditava que o ser humano fosse uma mera máquina biológica. O conceito de máquina é extremamente antropomórfico para ser um conceito natural. Além disso, ele reconhecia que o processo de maturação psíquica pode, em certos casos, transcender e muito os estreitos limites do ego e do inconsciente individual. Por isso ele é considerado o primeiro representante da orientação transpessoal em psicologia.

Pela sutil e cuidadosa análise de seus próprios sonhos, tal como antes fizera Freud, bem como dos sonhos de seus pacientes e dos delírios de pacientes psicóticos, Jung descobriu que os sonhos têm, algumas vezes, imagens e motivos que se repetem e que podem ser encontrados não só nas diversas partes do mundo, como também em deferentes períodos da história. Assim, ele chegou à conclusão de que, além do inconsciente individual, há um inconsciente coletivo ou racial, comum a toda a humanidade, manifestação da criatividade universal. As únicas fontes de informação sobre os aspectos coletivos do inconsciente seriam o estudo das religiões comparadas e da mitologia universal. Para Freud, os mitos podem ser interpretados em termos de problemas e conflitos característicos da infância e sua universalidade reflete o conjunto da experiência humana compartilhada culturalmente. Jung rejeitou tal explicação reducionista. Ele havia observado que os enredos mitológicos universais ocorriam em indivíduos que não tinham, de maneira alguma, qualquer conhecimento deles. Isso lhe sugeriu que haveria elementos estruturais formadores de mitos na psique inconsciente. Tais elementos originariam tanto a fantasia viva e os sonhos pessoais quanto à mitologia dos povos. Assim, os sonhos podem ser encarados como mitos individuais e os mitos, como sonhos coletivos. De qualquer modo, estas matrizes primárias são como a expressão instintual do potencial psíquico que cada indivíduo terá de, em seu crescimento, desenvolver.

Freud sempre demonstrou durante toda a sua vida um apaixonante interesse por religião e espiritualidade, mas como expressão de recalques do desenvolvimento psicossexual do homem expresso na forma da cultura religiosa. Ele acreditava que era possível uma compreensão do processo irracional conflitivo, que viria das fases do desenvolvimento psicossexual, responsável pelo surgimento da religião. Jung, ao contrário, dispunha-se a aceitar o irracional e o paradoxal como válidos em si mesmos. Ele estava convicto da realidade da dimensão espiritual no esquema universal das coisas. Sua suposição básica era que o elemento espiritual é uma parte orgânica integral da psique. A verdadeira espiritualidade, ou a sua busca, é um aspecto pulsional do inconsciente coletivo, independente do condicionamento da infância e da vida do indivíduo, do ponto de vista cultural e educacional. Assim, se a análise e a auto-exploração alcançam suficiente profundidade, os elementos espirituais emergem espontaneamante na consciência. A maior contribuição de Jung para a psicoterapia é seu reconhecimento das dimensões espirituais da psique e suas descobertas nos campos transpessoais.

O que faz de Jung um gênio na psicologia moderna é sua ampla visão, que vai bem além de sua época, e o seu método científico. O enfoque de Freud era estritamente histórico e determinístico, bem ao gosto do paradigma cartesiano-newtonino; ele se interessava em encontrar explicações lineares-racionais para todos os fenômenos psíquicos, seguindo uma gênese histórico-biográfica. Jung estava convencido de que a causalidade linear não era o único princípio mandatário na natureza. Ele criou um termo, sincronicidade, para designar um princípio de ligação entre eventos de forma NÃO-causal, o que explicaria as chamadas coincidências significativas de eventos separados no tempo e/ou no espaço. Também se interessava intensamente pelo desenvolvimento da Física Moderna e mantinha estreito contato com seus representantes mais proeminentes. Foi Einstein que, durante um encontro pessoal, encorajou Jung a perseguir o conceito de sincronicidade, e Wolfgang Pauli, um dos fundadores da teoria quântica, publicou um ensaio conjunto com Jung sobre sincronicidade, bem como escreveu um estudo sobre os arquétipos na obra do físico Johannes Kepler. Não deixa de ser tremendamente irônico o fato de que, embora Freud se orgulhasse de a Psicanálise ser atrelada ao mecanicismo newtoniano e de que os psicanalistas serem "mecanicistas incorrigíveis", ter sido a psicologia "esotérica" de Jung a que tenha exercido maior impacto entre os gênios da ciência moderna.

Mas o que tem a ver Física e Psicologia? Bem, os Físicos modernos têm muito a dizer sobre a importância da consciência na definição do que seja realidade. Eles, juntamente com os místicos genuínos, parecem estar cada vez mais próximos uns dos outros em suas tentativas para descrever o que seja o universo (ver os excelentes livros de Fritjof Capra e de Lawrence Leshan). Os resultados das experiências transpessoais sugerem que a natureza da gênese da consciência podem ser mais realisticamente descritas por místicos e físicos modernos do que pela mais estável e aceita linha psicológica acadêmica.

Muitos autores (Abraham Maslow, Pierre Weil, Stanislav Grof, Ken Wilber, Walsh, Vaughan entre outros) oferecem a evidência de que os assim chamados "estados alterados" são não só naturais, como também são necessários para o bem-estar e a saúde do indivíduo, após atingir um certo grau de desenvolvimento cognitivo e ter atendido as necessidades básicas mais urgentes. Maslow acredita que, a menos que tenhamos oportunidade de mudarmos nosso estado de consciência, podem se desenvolver sintomas emocionais graves se impedirmos o afloramento dos níveis transcendentes da personalidade. Da mesma forma como existe uma pulsão para a experiência sexual, também parece haver uma pulsão para o desenvolvimento de níveis de percepção.


Roberto Assagioli


Outro autor de importância para o desenvolvimento da Psicologia Transpessoal é Roberto Assagioli. Ele é o criador da psicossíntese, que é um tipo de resposta ao método fragmentar da psicanálise, onde está claro a responsabilidade do indivíduo no processo do próprio crescimento, que é um impulso constante em todos as pessoas, apesar de relativamente tênue, embora poucas se dêem à chance de se desenvolverem plenamente.

A cartografia de Assagioli sobre a personalidade humana tem muito em comum com o modelo junguiano da psique, uma vez que inclui os campos espirituais e os elementos coletivos da psique. Ele se constitui de sete constituintes dinâmicos: o inconsciente inferior orienta as atividades psicológicas básicas, como as pulsões sexuais e os complexos emocionais. O inconsciente médio seria algo como o subconsciente. O campo superconsciente é o local dos sentimentos e aptidões superiores, onde se localizam a intuição e a inspiração. O campo da consciência inclui os pensamentos e sentimentos analisáveis. O ponto central da psique é o self. Todos esses componentes são anexados ao inconsciente coletivo.

O processo terapêutico fundamental da psicossíntese envolve quatro estágios consecutivos. Primeiro, o cliente toma conhecimento dos vários elementos (didaticamente falando) de sua personalidade, o que inclui seu ego ideal e o seu ego real, com todos os defeitos que a pessoa gostaria de suprimir. Depois que estiver bem familiarizado com eles, ele terá que começar a se desidentificar com esses elementos (conhecer-se a si mesmo e perceber que suas várias características são apenas características, não o fundamento do ser, ou self). Depois que a pessoa descobre seu centro psicológico unificador, é possível a realização total da psicossíntese, caracterizada pela culminância do processo de auto-realização pela integração dos componentes da personalidade à volta do novo centro, o self.


Abraham Maslow

Foi Abraham Maslow quem primeiro formulou, explicitamente, os princípios da psicologia transpessoal como uma abordagem diferenciada. Uma de suas mais importantes contribuições é seu estudo sobre pessoas que vivenciaram, espontaneamente, as chamadas experiências místicas de "pico". Na psicoterapia tradicional, experiências místicas de qualquer tipo são sempre taxadas como sérias psicopatologias. Em seu muito bem-feito estudo, Maslow demonstrou que as pessoas que tiveram experiências espontâneas de "pico" beneficiavam-se delas e mostravam uma claríssima tendência para a auto-realização, que é o objetivo da psicoterapia humanística. Ele julgou estas experiências como supernormais em vez de subnormais. A partir desse fato, ele erigiu os fundamentos da nova psicologia.

Um outro aspecto importante do trabalho de Maslow é a análise das necessidades humanas e sua revisão geral da teoria dos instintos. Ele descobriu que as maiores necessidades representam um aspecto importante e autêntico das estrutura da personalidade humana e não pode ser reduzido a uma mera derivação de instintos básicos (a idéia de instinto sugere uma busca da ligação do comportamento humano dentro das diretrizes da ciência mecanicista convencional). Segundo ele, as maiores necessidades têm um papel importante na doença e na saúde mental. Valores superiores (metavalores) e os impulsos para alcançá-los (meta motivações) são intrínsecos à natureza humana, possuindo uma fundamentação tão biológica quanto à pulsão sexual, por exemplo.

Eis as palavras de Maslow anunciando o desenvolvimento da Psicologia Transpessoal (Maslow, 1968, página 12):
"Devo também dizer que considero a Psicologia Humanística, ou Terceira Força em Psicologia, apenas transitória, uma preparação para uma Quarta Força ainda "mais elevada", transpessoal, transumana, centrada mais na ecologia universal do que nas necessidades interesses restritos ao ego, indo além da identidade, da individuação e congêneres... Necessitamos de algo "maior do que somos", que seja respeitado por nós mesmos e a que nos entreguemos num novo sentido, naturalista, empírico, não-eclesiástico, talvez como Thoreau e Whitman, William James e John Dewey fizeram".


Carl Rogers

Apesar de não ser incluído, pela maioria dos autores, como um psicólogo transpessoal, mas como um dos mais significativos psicólogos humanistas, não escapou a Carl Rogers as chamadas dimensões transcendentes ou espirituais que freqüentemente emergiam no contexto terapêutico, especialmente em termos de Terapia de Grupo, na qual Rogers foi grande pioneiro. E foi exatamente a partir do revolucionário trabalho com Grandes Grupos e em Workshorps, na última fase de sua formulação teórica, que a temática transpessoal começa a se delinear nos escritos do criador da Abordagem Centrada na Pessoa, e nos escritos de seus principais colaboradores. John K. Wood, por exemplo, escreveu o seguinte comentário (Rogers, 1983b) sobre as ocorrências transpessoais que costumam ocorrer em Grandes Grupos:

Freqüentemente as pessoas compartilham e falam de sonhos sem interpretação ou comentário. Sonhos comuns muitas vezes ocorrem. Algumas pessoas reportam "experiências místicas" (...). As mesmas idéias e mitos [imagens arquetípicas] freqüentemente emergem de várias pessoas ao mesmo tempo. (Rogers, 1983b, p. 34)

O próprio Rogers se refere muitas vezes em suas últimas obras às percepções transpessoais e fenômenos congêneres de estados sutis de consciência, e estabelece que estes são eventos observáveis e inerentes ao trabalho bem sucedido com Grandes Grupos e Workshops:

O outro aspecto importante do processo de formação de [Grandes Grupos] com que tenho tido contato é a sua transcendência e espiritualidade. Há alguns anos eu jamais empregaria estas palavras. Mas a estrema sabedoria do grupo, a presença de uma comunicação profunda quase telepática, a sensação de que existe "algo mais", parecem exigir tais termos (Rogers, 1983a, p. 62).

Tenho a certeza de que este tipo de fenômeno transcendente às vezes é vivido em alguns grupos com que tenho trabalhado, provocando mudanças na vida de alguns participantes. Um deles colocou de forma eloqüente: "Acho que vivi uma experiência espiritual profunda, senti que havia uma comunhão espiritual no grupo. Respiramos juntos, sentimos juntos, e até falamos uns pelos outros. Senti o poder de força vital que anima cada um de nós, não importa o que isso seja. Senti sua presença sem as barreiras usuais do 'eu' e do 'você' - foi como uma experiência de meditação, quando me sinto como um centro de consciência, como parte de uma consciência mais ampla, universal. (Rogers, 1983a, pp. 47-48)

De certa forma, Rogers parecia estar indicando que a ACP por ele elaborada, junto com seus colaboradores, estaria se desenvolvendo a ponto de incluir as dimensões transpessoais em seu arcabouço teórico, mas a sua morte o impediu de levar adiante seus insights:

Tenho a certeza de que nossas experiências terapêuticas e grupais lidam com o transcendente, o indescritível, o espiritual. Sou levado a crer que eu, como muitos outros, tenho subestimado a importância da dimensão espiritual ou mística (Rogers, 1983a, p. 53).


Características de uma nova Psicologia

A nova psicologia que surge, apoiada numa concepção holística e sistêmica, considera o organismo humano como um todo integrado que envolve padrões físicos, mentais, sociais e espirituais. Assim, a base conceitual da Psicologia dever ser compatível tanto com a da Biologia quanto da Sociologia, Antropologia e Filosofia. No modelo acadêmico moderno, a estrutura voltada à especialização do conhecimento tornou muito difícil a comunicação entre as disciplinas, e entre biólogos e psicólogos o entendimento era muito sofrido. E pior era a comunicação, cheia de medos e ressentimentos, entre psicólogos e médicos. Mas a abordagem sistêmica fornece um terreno propício para a compreensão das manifestações psicossomática do organismo na saúde e na doença, permitindo um intercâmbio, desde que se queira, entre biomédicos e psicólogos.

O foco central da psicologia está tendendo a se transferir das estruturas psicológicas para os processos relacionais subjacentes. A psique humana é vista como um sistema dinâmico que envolve uma variedade de fenômenos ligados à auto-atualização e crescimento contínuos. Assim, a psique teria um tipo de inteligência intrínseca que a habilita a envolver-se a tal ponto com o meio, que este processo pode levar não só a uma doença, mas também ao processo de cura e crescimento, como a concepção de autotranscendência da teoria dos sistemas.


O Espectro da Consciência

Um dos sistemas didáticos, em psicologia, que procura integrar os diferentes insights das várias escolas psicoterapêuticas do ocidente entre si, e estas com as várias abordagens orientais, é a Psicologia do Espectro, proposta por Ken Wilber, como um modelo da compreensão transpessoal das diferenças entre psicoterapias. Nele, cada uma das diferentes escolas é vista como uma faixa que se dedica a um aspecto específico do total a que se pode apresentar a consciência humana. Cada uma dessas escolas aponta para um estado de consciência que se caracteriza por possuir um diferente senso de identidade, indo da pequena identidade restrita ao ego até à suprema identidade com todo o universo, que é o nível extremo da consciência transpessoal. Este espectro pode ser entendido a partir de quatro níveis: o do ego, o biossocial, o existencial e o transpessoal.

No nível do ego, a pessoa não se identifica, a rigor, com o seu organismo, mas com uma representação mental, ou com um conceito do mesmo, como uma auto-imagem construída, ou egóica. É, pois, um problema de identificação com um modelo que a pessoa aceita, num investimento, como sendo seu "eu". Existe - para ela - um "eu" que é diferente e independente de tudo e de todos. A pessoa não se interessa muito em cultivar relações interpessoas sem que haja uma vantagem específica para o ego, e muito menos se preocupa com aspectos ecológicos ou sociais.

O nível biossocial já envolve a consciência e a preocupação com o nível e com os aspectos do ambiente social da pessoa. A influência preponderante é a de padrões culturais e sociais. A pessoa sente como fazendo parte - e tendo alguma responsabilidade - pelo seu meio-ambiente social e natural.

O Nível existencial é o nível do organismo total, caracterizado por um senso de identidade corpo/mente auto-organizador. É o nível dos ideais humanistas e do pensamento mais sofisticado, em termos de filosofia de vida. Emoção e razão estão mais ou menos associadas para o crescimento e o desenvolvimento das potencialidades do homem, desde que os meios sejam razoavelmente propícios. Quando não, ainda assim a pessoa luta para se auto-atualizar e a ajudar seus semelhantes. Alto grau de desenvolvimento moral é freqüentemente associado a este estágio.

O nível transpessoal é o nível da expansão da consciência para além das fronteiras do ego, correspondendo a um senso de identidade mais amplo. Elas podem envolver percepções do meio ambiente, onde tudo está, de uma forma sutil, mas muito presente, ligado - de forma NÃO LINEAR - a tudo. É o nível do inconsciente coletivo e dos fenômenos que lhe estão associados, tal como descritos por Jung e seguidores. É também neste nível de percepção que podem - mas não necessariamente ocorrem ou são regra geral próprias de uma percepção transpessoal - surgir, como eventos secundários, certos fenômenos parapsicológicos, como telepatia, precognição ou - o que não tipifica um fenômeno parapsicológico, mas sim psicológico - lembranças de vidas passadas. É uma forma extremamente sofisticada e não ordinária de consciência em que a pessoa não aceita mais a crença uma separação rígida entre ela e todo o universo, a não ser como uma forma de atuar praticamente sobre o meio em que vive com outras pessoas. Essa forma de consciência transcende,e muito, o raciocínio lógico convencional, e aproxima-se das assim chamadas experiências místicas. E é este estado que é objeto mais íntimo de estudo da Psicologia Transpessoal.

Enfim, para terminar, é preciso definir o relacionamento entre a prática da psicologia transpessoal e os enfoques tradicionais de psicoterapia. O que caracteriza um terapeuta transpessoal não é o seu conteúdo, mas o contexto. O conteúdo é determinado pela relação terapêutica em si, entre cliente e terapeuta, como bem o estabeleceu Carl Rogers. Um terapeuta transpessoal lida com os problemas que emergem durante o processo terapêutico, incluindo acontecimentos mundanos, fatos biográficos e problemas existenciais. O que realmente define a orientação transpessoal é um modelo da psique humana que reconhece a importância das dimensões espirituais e o potencial para a evolução da consciência. O terapeuta transpessoal deve ser consciente do espectro total e deve sempre acompanhar o cliente a novos campos experiências, quando há oportunidade, não importando qual o nível que o processo terapêutico esteja focalizando.
Compilado por Maria de Fátima Estimado Corga – Psicóloga - CRP 13521/06, Terapeuta do Instituto Luz
Estudos de Geraldo de Souza - Gratidão Fátima Corga. 





quinta-feira, 29 de maio de 2014

Como Posso não me Desesperar Quando o meu Mundo está Ruindo?

Como o mundo espiritual está se manifestando no seu mundo e por que você sente como se estivesse pulando para fora de sua própria pele?

Você está trazendo uma nova freqüência para sua própria vida, focando no mundo espiritual ao invés do material. Você está liberando o passado e aprendendo como ficar centrado no presente, ao mesmo tempo em que está usando uma nova freqüência de energia que pode ajudar à Terra, seu povo e todas as coisas vivas a evoluir para um novo nível dimensional. Conforme a energia se intensifica, você pode sentir que o tempo, de alguma forma, está se acelerando. Você pode se sentir inquieto, incapaz de pegar no sono algumas vezes e compelido a realizar mais. O que você deve fazer é se prender e se fazer presente ao seu próprio corpo físico. O descanso apropriado, uma nutrição saudável e exercícios podem aliviar o Stress. Isto não quer dizer que você deva fazer mais; significa que você deve estar pronto e aberto para receber o que está a caminho. Se acontecer de você sentir que está sentado à beira do caminho, impossibilitado de trazer ao mundo os seus dons únicos, saiba que isto é uma ilusão. Você não está esperando; você está em transição.
1. Centre-se e se visualize como uma coluna de luz, alinhando-se com o seu EU-SOU presença divina.
2. Acredite que você está fazendo e recebendo o que é verdadeiramente seu, independente do que está acontecendo a sua volta.
3.Esteja disposto a confiar em você mesmo, seu instinto e sua intuição.
4. Não se deixe seduzir pela opinião alheia, nem se deixe afetar por energias negativas.Fale a sua verdade de modo firme e com compaixão.
5. Pare de esperar pela mudança e SEJA a mudança. Se você está infeliz com a sua vida, comece a escrever uma lista das coisas que quer. Cheque a sua lista e se pergunte, “eu realmente quero isso?”, então, escreva uma nova lista. Transforme a sua lista de desejos em afirmações concretas de intenção. Por exemplo, se você quer entrar em forma, você pode escrever: Eu agora me exercito pelo menos três vezes por semana. Então tome pequenos passos para alcançar seu objetivo. Faça uma longa caminhada, suba pelas escadas ao invés de subir pelo elevador, faça um simples alongamento ou faça uma aula de academia. Anote no seu calendário o que conseguiu fazer e continue explorando novos modos de alcançar seu plano.
6. A criação se torna orgânica. A partir do momento que você sabe o que quer, você pode atrair para si através da focalização dos seus pensamentos e energia. Se preocupe em concentrar a energia com bom humor e alegria. Se você se sentir bloqueado, examine os seus pensamentos. Você está se preocupando demais, colocando pressão sobre si ou tentando forçar uma situação, ao invés de PERMITIR que isso aconteça?
Você está recebendo o Amor de que precisa?

Se alinhando com seu Eu Superior
                O mundo está obcecado com a concepção de amor. Está idealizado em músicas, literatura, filmes, teatro e na mídia. Como uma pessoa encontra amor, alimenta-o e o mantém por toda eternidade? Somente algumas pessoas professam saber os segredos do amor. Na verdade, tirando o dinheiro, o amor se tornou uma mercadoria com o poder sobrenatural de trazer felicidade. Então pode parecer simplista dizer que o AMOR está sempre disponível – assim como a água e o ar. Na verdade, o amor não pode ser criado ou destruído. Ele corta através das bandas de freqüências. Ele corta através das emoções humanas como o medo, raiva, ódio e ganância. E ele cura as feridas de dualidade e divisão do planeta.
            Para começar a experienciar o AMOR como uma freqüência, se centre relaxando a sua mente o melhor que você pode. Ouça o som de sua respiração. Procure sentir seus pés e o peso do seu corpo. Permita que a parte de você que sabe que você está conectado com DEUS- FONTE revelar o melhor de si mesmo. Isso pode vir como um pensamento ou um sentimento, ou ainda como um sentimento interno de paz e segurança. Conforme você procura o seu ser superior, uma abertura é criada. O véu é levantado. Você começa a vibrar com a sua própria divindade e irradia a freqüência do AMOR. Nunca teve um tempo tão propício como agora para abrir a magnificência de sua identidade angelical. A sua presença EU SOU aguarda você.
            Apenas quando a freqüência do AMOR se torna ativa o self pode expandir para outros. Muitas pessoas cometem o erro de presumir que eles devem se doar primeiro, sem reconhecer suas próprias necessidades. Isto cria culpa e raiva. E não cria a ligação freqüêncial necessária com Deus-Fonte. Isto não quer dizer que uma pessoa deva pensar apenas em si. Servir baseado no amor incondicional é a maior das vocações.
            Quando a relação entre você e Deus-Fonte está estabilizada, isto provoca uma cadeia de acontecimentos que irá irradiar para outros como a evolução natural do princípio universal. As pessoas podem criar desequilíbrios em suas vidas ou colocando o foco apenas em si mesmas, ou colocando-o apenas nos outros sem fazer a ligação com a Fonte de tudo, o grande Um. A Fonte Crística Divina, disponível a todos, independente dereligião ou crença, permite que seres humanos angelicais se liguem uns aos outros para o bem de todos. Durante períodos de crises, alinhando-se com a freqüênciado AMOR ativa-se uma cadeia de acontecimentos por todo o globo, criando um escudo de força e suporte para proteger a humanidade.

Como Posso não me Desesperar Quando o meu Mundo está Ruindo?
Lembre-se: O  que é verdadeiramente seu nunca pode ser tirado de você – SELF
                Durante este período caótico pelo qual o planeta está passando, com a crise econômica e as mudanças terrestres, muitos de vocês estão perdendo suas casas e empregos, e muitos entes queridos estão partindo. Quando tudo parece estar ruindo a sua volta, a tendência é entrar em pânico e tentar segurar em sistemas de crenças desgastados. É mais fácil voltar para a mentalidade acelerada, que é perpetuada pelo medo e pelo pensamento ilusório. Tentar se iludir forçando um sorriso na cara ou tentando ter pensamentos positivos nem sempre funciona, quando por baixo da superfície existem emoções negativas que precisam ser processadas.
            Reconhecendo a presença do medo você pode dissolver os laços da ilusão e se permitir ir mais fundo dentro do SELF, onde a verdadeira paz e segurança residem. O Espírito Eterno vive dentro de você, a centelha de Deus-Fonte, a chama do Fogo Divino nunca podem ser destruídos. É  aqui que a verdadeira fonte de poder está, ao alcance de todos. Quando mais você reconhece a sua verdadeira divindade, mais você irá se ligar às maiores freqüências do planeta. Mudanças maravilhosas são possíveis que irão mudar o equilíbrio do poder no planeta. Para ativar esta mudança, é por isso que você está aqui neste momento.
            Você escolheu participar deste evento cósmico para lembrar quem você é, de onde você veio e como pode ajudar a humanidade a dar este enorme passo na evolução. Tudo o que você pensava que sabia e conhecia está mudando. O propósito e a direção de sua vida podem mudar muito. E apesar de mudanças serem desgastantes, não tentar controlar o resultado irá ajudá-lo a receber novas oportunidades de crescimento e expansão.O que antes não era possível se tornará possível conforme você se abre para cada momento. Literalmente o tempo parece mais rápido porque as restrições na Terra estão se soltando, libertando você de uma existência puramente física –abrindo a sua habilidade de experienciar a realidade multidimensional.

«Que os Santos Seres, cujos discípulos aspiramos ser, nos mostrem a luz que buscamos e nos dêem a poderosa ajuda de sua Compaixão e Sabedoria.

«Que os Santos Seres, cujos discípulos aspiramos ser, nos mostrem a luz que
buscamos e nos dêem a poderosa ajuda
de sua Compaixão e Sabedoria. 
Existe
um AMOR que transcende a toda compreensão e que mora nos corações
daqueles que vivem no Eterno. 
Há um
Poder que remove todas as coisas. É Ele que vive e se move em quem o Eu é Uno.
Que esse AMOR esteja conosco e que esse
PODER nos eleve até chegar onde o
Iniciador Único é invocado, até ver o Fulgor de Sua Estrela.
Que o AMOR e a bênção dos Santos Seres
se difunda nos mundos.
PAZ e AMOR a todos os Seres»
A lente que olha para um mundo material vê uma realidade, enquanto a lente que olha através do coração vê uma cena totalmente diferente, ainda que elas estejam olhando para o mesmo mundo. A lente que vocês escolherem determinará como experienciarão a sua realidade.
Oração ao Criador
“Amado Criador, eu invoco a sua sagrada e divina luz para fluir em meu ser e através de todo o meu ser agora. Permita-me aceitar uma vibração mais elevada de sua energia, do que eu experienciei anteriormente; envolva-me com as suas verdadeiras qualidades do amor incondicional, da aceitação e do equilíbrio. Permita-me amar a minha alma e a mim mesmo incondicionalmente, aceitando a verdade que existe em meu interior e ao meu redor. Auxilie-me a alcançar a minha iluminação espiritual a partir de um espaço de paz e de equilíbrio, em todos os momentos, promovendo a clareza em meu coração, mente e realidade.
Encoraje-me através da minha conexão profunda e segura e da energia de fluxo eterno do amor incondicional, do equilíbrio e da aceitação, a amar, aceitar e valorizar  todos os aspectos do Criador a minha volta, enquanto aceito a minha verdadeira jornada e missão na Terra.
Eu peço com intenções puras e verdadeiras que o amor incondicional, a aceitação e o equilíbrio do Criador, vibrem com poder na vibração da energia e na freqüência da Terra, de modo que estas qualidades sagradas possam se tornar as realidades de todos.
Eu peço que todas as energias e hábitos desnecessários, e falsas crenças em meu interior e ao meu redor, assim como na Terra e ao redor dela e de toda a humanidade, sejam agora permitidos a se dissolverem, guiados pela vontade do Criador. Permita que um amor que seja um poderoso curador e conforto para todos, penetre na Terra, na civilização e em meu ser agora. Grato e que assim seja.”

quarta-feira, 28 de maio de 2014

OS HABITANTES ARCTURIANOS - HARCTUROS

Arcturianos
Arcturus
Arcturus é a estrela mais brilhante no hemisfério Norte. Embora emita 180 vezes mais energia do que o Sol, ela parece somente 110 vezes mais brilhante, pois grande parte da luz que emana é infravermelha e invisível ao olho humano.


Arcturus está a 37 anos-luz de distância de nós e poderia ser uma estrela binária, mas sua companheira é vinte vezes menos brilhante e muito difícil de ser vista.

Arcturus possui o mesmo nome do antigo grego Arktouros, que significa “guardião do urso”, porque é a estrela mais brilhante próxima às Ursas Maior e Menor.

OS HABITANTES DE ARCTURUS

     Os Arcturianos são uma das civilizações mais adiantadas de toda nossa galáxia. Arcturus é uma supergigante estrela vermelha na constelação Bootes, e a estrela mais brilhante daquela constelação, distando 36 anos-luz da Terra. É visível do Hemisfério Norte de Março a Novembro. Estrelas supergigantes vermelhas são precursoras das super-novas, estrelas de neutrões, e buracos negros (assim se acredita).

     Edgar Cayce disse em seus ensinamentos que Arcturus é uma das mais avançadas nesta galáxia. É uma civilização de quinta dimensão que é o protótipo do futuro da Terra. Sua energia funciona como terapia tanto emocional, mental, como espiritual para a humanidade. É também um portal de energia pelo qual humanos passam durante a morte e renascimento. Ele funciona como uma estação onde consciências não físicas se acostumam à fisicalidade. O Livro do Conhecimento: As Chaves de Enoch descreve este portal como um centro de programação intermediário, usado pela fraternidade física deste universo para governar os vários tipos de experiências com "físicos" neste fim de galáxia.
Podemos obter algumas informações fascinantes de um livro chamado Nós, os Arcturianos, de Norma Milanovich, que é altamente recomendado.
     


Em Arcturus, todos os aspectos da sociedade estão focalizados na realização do caminho de Deus. Os Arcturianos ensinam que o ingrediente fundamental para viver na quinta dimensão é AMOR. Negatividade, medo e culpa devem ser transformados em amor e luz! Os Arcturianos trabalham em conexão direta com os mestres Ascensionados, a quem eles chamam de Irmandade do Tudo. Eles também trabalham próximos ao que chamam como Comando Galáctico. Esta civilização viaja pelo espaço em suas espaçonaves, que são algumas das mais avançadas em todo universo. Uma das razões pela qual a Terra ainda não foi invadida por civilizações bélicas de extraterrestres, é o grande medo que eles têm das naves dos Arcturianos. Elas são como obras-de-arte tecnológicas, estando muito além de tudo o que tenha sido mencionado até aqui. Uma das espaçonaves circulando a Terra chama-se Athena, em homenagem à deusa grega. A sociedade Arcturiana é governada pelos Anciões, reverenciados pelo povo de Arcturus pelo seu avançado conhecimento, sabedoria, e pelas suas frequências vibracionais extremamente altas. Quanto maior a frequência vibracional, mais perto o ser encontra-se da Luz, do Espírito, de Deus. Os Arcturianos são fisicamente pequenos, têm mais ou menos um metro, um metro e trinta centímetros de altura, e esbeltos. Eles se parecem bastante uns com os outros, e isto é apreciado porque elimina a banalidade da comparação física tão predominante em nossas sociedades terráqueas.

     Os Arcturianos são os mais amorosos e compreensivos seres que se possa imaginar. A sua pele tem uma cor esverdeada. Têm olhos muito grandes e amendoados. Têm somente três dedos, têm a habilidade de mover objetos com o poder das suas mentes, e são completamente telepáticos. A sua fonte de alimento é um líquido efervescente que é altamente vitalizante para todo o seu ser. Seus olhos são castanho-escuro ou pretos. Seu principal órgão de visão é na realidade a sua natureza telepática. Também têm capacidade sensorial atrás das suas cabeças. A longevidade destes seres é de 350 a 400 anos de vida. A sua natureza espiritual altamente desenvolvida permite-lhes evitar o envelhecimento, uma vez que têm capacidade de transcender tempo e espaço. Eles terminam a sua existência quando o contrato que foi arranjado nesse sentido chega ao fim. Não há doença em Arcturus; elas foram eliminadas há séculos atrás.
     No sistema Arcturiano não há temperaturas extremas. A sua civilização é uma das que transcendeu a dualidade e vive em unicidade. As profissões em Arcturus são determinadas pela frequência vibracional e as cores na sua aura. Por exemplo, aqueles que tem o cargo de cuidar de crianças devem ter violeta como cor predominante nas suas auras, pois somente as almas mais sensatas têm a permissão de conviver com os pequeninos. O mesmo é verdade para aqueles que têm permissão de procriar. Eles são analisados e testados nos termos de suas frequências áuricas e vibracionais, e quando escolhidos pelos Anciões para procriar uma criança Arcturiana, os candidatos passam por um surpreendente processo. As vibrações de ambos os indivíduos envolvidos são elevadas a uma frequência de sétima dimensão no processo de concepção para assegurar que sejam concebidos seres com almas altamente evoluídas. (A frequência vibracional da sétima dimensão é a frequência dos Mestres Ascencionados). Reprodução é uma honra em Arcturus e uma das profissões mais respeitadas.
     O ato reprodutivo não se dá de forma física como na Terra. Em Arcturus isto é feito através de uma ligação mental na qual a energia do macho e da fêmea estão perfeitamente equilibradas. Através deste processo de procriação, uma espécie de força electrónica flúi entre os dois seres, e cria outro ser que é uma réplica da união. A nova forma de vida é então levada para uma sala especial que emana as frequências vibratórias apropriadas até que ele esteja pronto para integrar uma família Arcturiana.
     Muitos seres de Arcturus são espalhados em outros planetas porque o alto conselho considera isto como uma grande atitude. Em Arcturus não há competições. Cada pensamento, palavra, acto e produto é julgado por sua habilidade de elevar a vibração à proximidade de Deus. A frequência vibracional de cada pessoa é directamente relacionada ao domínio que a pessoa exerce sobre o seu corpo, emoções, pensamentos, acções, e criações. Os Arcturianos têm total domínio sobre estes aspectos do "eu".

 Frequência Vibratória

"Descobrimos que a frequência na qual um Ser vibra está diretamente
relacionada ao controle que ele tem sobre seus pensamentos, palavras e
emoções. Quando um Ser vibra numa frequência mais baixa, permite a muitas outras formas de energia se misturarem e se fundirem com seu reservatório de energia e seus ciclos. Quando isso acontece, os pensamentos têm a tendência de ficar confusos, o que leva o Ser a sentir frustração. Nesse estado de
Ser, aquele que está operando nesta frequência pode ficar muito desanimado e deprimido, o que, por sua vez, tem a tendência de manter o nível vibratório num plano permanentemente baixo.
Quando a pessoa eleva a própria frequência vibratória até a frequência
da velocidade da luz, ela começa aí o processo de domínio. Isso significa que o Ser agora tem acesso a mais informações da Consciência Universal...
que o Ser pode ditar o que vai ou não passar

Livro de Exercícios, Parte II - Cursos Milagres

O QUE É O PERDÃO?


1. O perdão reconhece que aquilo que pensaste que o teu irmão te fez, não ocorreu. Ele não perdoa pecados tornando-os reais; Ele vê que não há pecado. E, neste modo de ver, todos os teus pecados são perdoados. O que é o pecado, senão uma ideia falsa sobre o Filho de Deus? O perdão, simplesmente, vê a falsidade dessa ideia falsa e, portanto, abandona-a. A Vontade de Deus passa, então, a ser livre para ocupar agora o espaço que lhe é devido.

2. Um pensamento que não perdoa é um pensamento que faz um julgamento que não questionará, embora não seja verdadeiro. A mente está fechada e não será libertada. O pensamento protege a projecção, apertando as suas correntes de modo a que as distorções se tornem mais veladas e mais obscuras; menos acessíveis à dúvida e mais afastadas da razão. O que poderia interpor-se entre uma projecção fixa e o objectivo que ela escolheu como sua meta?

3. Um pensamento que não perdoa faz muitas coisas: persegue a sua meta activa e freneticamente, distorcendo e derrubando o que vê como interferências ao atalho que escolheu. A deturpação é o seu propósito, assim como o meio pelo qual o quer realizar. Ele lança-se nas suas tentativas furiosas de esmagar a realidade, sem se preocupar com o que quer que seja que, aparentemente, contradiga o seu ponto de vista.

4. O perdão, por sua vez, é quieto e, na quietude, nada faz. Não ofende nenhum aspecto da realidade, nem procura distorcê-la para a encaixar em aparências que lhe agradem. Apenas olha, espera e não julga. Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois tem de justificar o seu fracasso em perdoar. Mas aquele que quer perdoar a si mesmo, tem de aprender a dar as boas-vindas à verdade exactamente como ela é.

5. Assim sendo, não faças nada e deixa o perdão mostrar-te o que fazer através Daquele que é o teu Guia, teu Salvador e Protector, forte em esperança e certo do teu êxito final. Ele já te perdoou, pois essa é a Sua função, dada por Deus. Agora, é preciso que compartilhes a Sua função e perdoes àqueles que Ele salvou, cuja impecabilidade. Ele vê e a quem honra como Filho de Deus.



O QUE É A SALVAÇÃO?

1. A salvação é uma promessa, feita por Deus, de que encontrarias, finalmente, um caminho para ele. Ela não pode deixar de ser cumprida. Ela garante que o tempo terá um fim e que todos os pensamentos nascidos os tempo também terão um fim. O Verbo de Deus é dado a todas as mentes que pensam ter pensamentos em separado, para substituir esses pensamentos de conflito pelo Pensamento da paz.


2. O Pensamento da paz foi dado ao Filho de Deus no instante em que a sua mente pensou em guerra. Antes disso, não havia necessidade de tal Pensamento, pois a paz era dada sem opostos e, simplesmente, não existia. Mas, quando a mente se dividiu, a cura fez-se necessária. Assim, o Pensamento que tem o poder de curar a divisão tornou-se parte de cada fragmento da mente que, embora ainda permanecesse una, deixou de reconhecer a sua unicidade. Nesse momento, não mais se conhecia e pensou que havia perdido a própria Identidade.

3. A salvação é um «desfazer», no sentido em que nada faz por não apoiar o mundo de sonhos e malícia. E, assim, afasta as ilusões. Por não as apoiar, abandona-as, simplesmente, no pó. Assim, o que elas escondiam é agora revelado: um altar para o santo Nome de Deus, no qual está escrito o Seu Verbo, com as dádivas do teu perdão depositadas diante dele e, logo atrás, a memória de Deus.

4. Vamos, diariamente, a este santo lugar para passarmos algum tempo juntos. Aqui compartilhamos o nosso sonho final. Um sonho em que não há tristezas, pois contém u indício de toda a glória que nos é dada por Deus. A relva desponta na terra, as árvores começam a florescer e os pássaros vêm viver nos galhos delas. A terra renasce com uma nova perspectiva. A noite desapareceu e, juntos, chegamos até à luz.

5. Daqui, damos a salvação ao mundo, pois é aqui que a salvação foi recebida. A canção do nosso júbilo é a chamada para toda a gente anunciando que a liberdade está de volta, que o tempo está quase no fim, que ao Filho de Deus só resta mais um instante de espera até que o seu Pai seja lembrado, os sonhos acabem e a eternidade brilhe afastando o mundo e só o Céu exista agora.


O QUE É O MUNDO?

1. O mundo é falsa percepção. Nasceu do erro e não deixou a sua fonte. Deixará de existir quando o pensamento que lhe deu origem deixar de ser apreciado. Quando o pensamento da separação for mudado para um pensamento de verdadeiro perdão, o mundo será visto sob outra luz; uma luz que conduz à verdade, na qual o mundo todo tem de desaparecer, assim como todos os seus erros. Agora, a fonte foi anulada e os efeitos dela também.

2. O mundo foi feito como um ataque a Deus. Ele simboliza o medo. E o que é o medo senão ausência de amor? Assim, o mundo foi feito para ser um lugar onde Deus não pudesse entrar e no qual o Seu Filho pudesse estar à parte Dele. Aqui nasceu a percepção, pois o conhecimento não poderia causar tais pensamentos doentios. Mas os olhos enganam e os ouvidos ouvem o que é falso. Agora, os erros vêm a ser bastantes possíveis, pois a certeza desapareceu.

3. Em seu lugar nasceram os mecanismos da ilusão. E, agora, eles partem para encontrar o que lhes é dado procurar. O seu objectivo é cumprir o propósito que o mundo foi feito para testemunhar e fazer com que seja real. Eles vêem, nas suas ilusões, apenas uma base sólida onde a verdade existe, mantida à parte das mentiras. No entanto, tudo o que transmitem é apenas ilusão, mantida à parte da verdade.

4. Embora a vista tenha sido feita para afastar a verdade, ela pode ser redireccionada. Os sons transformam-se no apelo de Deus e um novo propósito pode ser dado a todas as percepções por Aquele que Deus designou como o Salvador do mundo. Segue a Sua Luz e vê o mundo tal como Ele o contempla. Ouve apenas a Sua Voz em tudo o que fala contigo. E deixa-O dar-te a paz e a certeza que deitaste fora, mas que o Céu preservou Nele, para ti.

5. Que não descansemos no nosso contentamento, enquanto o mundo não se tiver unido à nossa percepção, que já foi mudada. Que não estejamos satisfeitos enquanto o perdão não se tiver tornado completo. E não tentemos mudar a nossa função. Temos que salvar o mundo. Pois nós, que o fizemos, temos de contemplá-lo através dos olhos de Cristo, para que o que foi feito para morrer possa ser restituído à vida eterna.


O QUE É O PECADO?

1. O pecado é a insanidade. É o meio pelo qual a mente é levada à loucura, tudo fazendo para que as ilusões tomem o lugar da verdade. E, estando louca, vê ilusões onde a verdade deveria estar e onde realmente está. O pecado deu olhos ao corpo, pois, para aqueles que não têm pecado, o que há para contemplar? Que necessidade têm eles da visão, da audição ou do tacto? O que ouviriam ou tentariam agarrar? O que perceberiam com os sentidos? Ter sensações não é conhecer. E a verdade só poder ser preenchida com o conhecimento e nada mais.

2. O corpo é o instrumento feito pela mente nos seus esforços para se enganar a si mesma. O seu propósito é lutar. Mas a meta da luta pode mudar. E, agora, o corpo serve para lutar por um objectivo diferente. O que ele busca, agora, é escolhido pelo objectivo que a mente adoptou para substituir a meta do auto-engano. A verdade pode ser o seu objectivo, tanto quanto as mentiras. Neste caso, os sentidos procurarão testemunhas do que é verdadeiro.

3. O pecado é o lar de todas as ilusões que só representam coisas imaginárias, geradas por pensamentos que não são verdadeiros. São a «prova» de que o que não tem realidade é real. O pecado «prova» que o Filho de Deus é mau, que a intemporalidade tem de ter um fim, que a vida eterna tem de morrer. E o próprio Deus perdeu o Filho que ama, ficando apenas com a corrupção para contemplar a Si Mesmo; a Vontade de Deus foi, para sempre, superada pela morte, o amor decapitado pelo ódio e nunca mais haverá paz.

4. Os sonhos de um louco são assustadores e o pecado, de facto, parece aterrorizar. E, no entanto, o que o pecado percebe não passa de um jogo infantil. O Filho de Deus pode brincar ao jogo de se tornar um corpo, uma presa para o mal e para a culpa, tendo apenas uma pequena vida que terminará na morte. Porém, enquanto isso, o seu Pai ilumina-o e ama-o com um Amor eterno que as pretensões do Filho de Deus não podem mudar de forma nenhuma.

5. Por quanto tempo, ó Filho de Deus, ainda manterás o jogo do pecado? Não é melhor deixarmos de lado esses brinquedos de criança, cheios de pontas afiadas? Em quanto tempo estarás pronto para voltar para casa? Hoje, talvez? Não existe pecado. A criação não pode ser mudada. Ainda queres protelar a volta ao Céu? Até quando, ó Filho santo de Deus, até quando?


5. O QUE É O CORPO?

1. O corpo é uma cerca que o Filho de Deus imagina ter construído para separar partes do seu Ser de outras partes. É dentro dessa cerca que pensa viver, para morrer quando ela decair e se desmoronar. Pois, dentro dessa cerca, pensa estar a salvo do amor. Identificando-se com a própria segurança, considera ser aquilo que é a sua segurança. De que outro modo poderia ele ter a certeza de permanecer dentro do corpo, mantendo o amor do lado de fora?

2- O corpo não perdurará. Mas isso, ele vê como uma dupla segurança. Pois a impermanência do Filho de Deus é uma «prova» de que as suas cercas funcionam e cumprem a tarefa que a sua mente lhe designou. Pois se a sua unicidade ainda permanecesse intocada, quem poderia atacar e quem poderia ser atacado? Quem poderia ser vitorioso? Quem poderia ser a sua presa? Quem poderia ser vítima? Quem o assassino? E, se ele não morresse, que «prova» haveria de que o eterno Filho de Deus pode ser destruído?

3. O corpo é um sonho. Como outros sonhos, ele, por vezes, parece retratar a felicidade, mas pode retroceder subitamente para o medo, onde nascem todos os sonhos. Pois só o amor cria em verdade e a verdade nunca tem medo. Feito para ter medo, o corpo tem de servir ao propósito que lhe é dado. Mas podemos mudar o propósito ao qual o corpo obedecerá mudando o nosso pensamento quanto ao que ele serve.

4. O corpo é o meio pelo qual o Filho de Deus regressa à sanidade. Apesar de ter sido feito para o cercar irremediavelmente no inferno, a perseguição do inferno foi trocada pela meta do Céu. O Filho de Deus estende a mão para alcançar o seu irmão e para o ajudar a caminhar pela estrada, junto dele. Agora, o corpo é santo. Agora, serve para curar a mente que o fizera para matar.

5. Identificar-te-ás com aquilo que pensas ser a tua segurança. O que quer que seja, acreditarás que és um com ela. A tua segurança está na verdade e não em mentiras. A tua segurança é o amor. O medo não existe. Identifica-te com o amor e estás seguro. Identifica-te com o amor e estás em casa. Identifica-te com o amor e encontras o teu Ser.


O QUE É O CRISTO?

1. Cristo é o Filho de Deus, tal como Ele O Criou. É o Ser que compartilhamos, unindo-nos uns aos outros e também a Deus. Ele é o Pensamento que ainda habita no interior da Mente que é a Sua Fonte. Ele não deixou o Seu lar santo, nem perdeu a inocência em que foi criado. Para sempre imutável, habita na Mente de Deus.

2. Cristo é o elo que te mantém um com Deus e garante que a separação não passa de uma ilusão de desespero, pois a esperança habitará para sempre Nele. A tua mente faz parte da Dele e a Dele da tua. Ele é a parte em que está a Resposta de Deus, onde todas as decisões já foram tomadas e os sonhos já acabaram. Ele permanece intocado por todas as coisas que os olhos do corpo percebem. Pois embora o Pai tenha depositado Nele os meios para a tua salvação, Ele continua a ser o Ser Que, como o Pai, desconhece o pecado.

3. Lar do Espírito Santo, em casa apenas em Deus, Cristo permanece em paz dentro do Céu da tua mente santa. Essa é a única parte de ti que, verdadeiramente, tem realidade. O resto são sonhos. Mas esses sonhos serão dados a Cristo, para que se desvaneçam diante da Sua Glória e, enfim, te revelem o teu Ser santo, o Cristo.

4. A partir do Cristo em ti, o Espírito Santo alcança todos os teus sonhos e pede que venham a Ele para serem traduzidos em verdade. Ele os trocará pelo sonho final que Deus designou como o fim dos sonhos. De facto, quando o perdão descansar sobre o mundo e a paz tiver vindo a todos os Filhos de Deus, o que mais poderia haver para manter as coisas separadas, já que o que resta para ser visto é, apenas, a face de Cristo?

5. E por quanto tempo essa face santa será vista, se não passa de um símbolo, indicando que o tempo da aprendizagem agora terminou e a meta da Expiação foi, enfim alcançada? Portanto, procuremos encontrar a face de Cristo e não olhar para mais nada. Quando contemplarmos a Sua glória, teremos o conhecimento de não precisarmos de aprendizagem, de percepção ou de tempo ou de qualquer outra coisa, excepto do Ser santo, o Cristo que Deus criou como Seu Filho.


O QUE É O ESPÍRITO SANTO?

1. O Espírito Santo é o mediador entre as ilusões e a verdade. Como Ele tem de fazer uma ponte sobre a brecha que existe entre a realidade e os sonhos, a percepção conduz ao conhecimento através da graça que Deus Lhe deu para que fosse a Sua dádiva a todos aqueles que se voltam para Ele em busca da verdade. Todos os sonhos são carregados para a verdade através da ponte que Ele provê, para serem dissipados da luz do conhecimento. Ali, Cenas e sons são, para sempre, deixados de lado. E, onde eram percebidos antes, o perdão tornou possível o fim tranquilo da percepção.

2. A meta que o ensinamento do Espírito Santo estabelece é, apenas, esse fim dos sonhos. Pois cenas e sons têm de ser traduzidos de testemunhos do medo em testemunhos do amor. E quando isso for inteiramente realizado, a aprendizagem terá conseguido a sua única meta na verdade. Pois a aprendizagem, do modo que o Espírito Santo o orienta para o resultado que Ele percebe, torna-se o meio para ir além da própria aprendizagem a fim de ser substituída pela Verdade Eterna.

3. Se ao menos conhecesses o quanto o teu Pai anseia para que reconheças a tua impecabilidade, não deixarias a Sua Voz apelar em vão, nem virarias as costas para as Suas substituições das imagens assustadoras e dos sonhos que fizeste. O Espírito Santo compreende os meios que fizeste, pelos quais queres alcançar o que é para sempre incansável. E se os ofereceres a Ele, Ele empregará os meios que fizeste a fim de te exilares para restituir a tua mente ao lugar em que ela está verdadeiramente em casa.

4. Desde o conhecimento, onde foi colocado por Deus, o Espírito Santo chama por ti para que deixes o perdão repousar sobre os teus sonhos e para que sejas restituído à sanidade e à paz da tua mente. Sem o perdão, os teus sonhos continuarão a aterrorizar-te. E a memória da totalidade do Amor do teu Pai não voltará, o Qual significa que o fim dos sonhos já veio.

5. Aceita a dádiva do teu Pai. É uma chamada do Amor para o Amor, para que Ele seja apenas Ele mesmo. O Espírito Santo é essa dádiva, através da qual a quietude do Céu é restituída ao amado Filho de Deus. Recusarias aceitar a função de completar a Deus, quando toda a Sua Vontade é que sejas completo?


O QUE É O MUNDO REAL?

1. O mundo real é um símbolo, tal como o resto do que a percepção oferece. Mas representa o oposto daquilo que fizeste. O teu mundo é visto através dos olhos do medo e traz à tua mente os testemunhos do terror. O mundo real não pode ser percebido excepto através dos olhos que o perdão abençoa, de modo que vejam um mundo onde o terror é impossível e onde testemunhos do medo não podem ser encontrados.

2. O mundo real possui uma contrapartida para cada pensamento infeliz reflectido no teu mundo; uma correcção certa para as cenas de medo e para os sons de batalha que o teu mundo contém. O mundo real mostra um mundo visto de modo diferente, através de olhos serenos e com a mente em paz. Nele só há descanso. Nele não se ouvem gritos de dor e de pesar, pois nada mais resta fora do perdão. E o que vês é gentil. Apenas cenas e sons felizes podem alcançar a mente que perdoou a si mesma.

3. Que necessidade tem essa mente de pensamentos de morte, ataque e assassinato? O que pode perceber ao seu redor, senão a segurança, o amor e a alegria? O que pode existir que escolhesse condenar e o que quereria julgar desfavoravelmente? O mundo que ela vê surge de uma mente em paz consigo mesma. Não há perigos à espreita em nada do que é visto por ela, pois é benigna e só contempla a benignidade.

4. O mundo real é o símbolo de que o sonho do pecado e da culpa terminou e de que o Filho de Deus deixou de estar a dormir. Os seus olhos despertos percebem o reflexo seguro do Amor de seu Pai, a promessa certa de foi redimido. O mundo real significa o fim do tempo pois percebê-lo faz com que o tempo não tenha nenhum propósito.

5. O Espírito Santo não tem necessidade de tempo, desde que o tempo já tenha servido ao Seu propósito. Agora, Ele só espera por aquele único instante a mais para que Deus dê o Seu passo final e o tempo desapareça, levando consigo a percepção e deixando apenas a verdade para ser ela mesma. Esse instante é a nossa meta, pois contém a memória de Deus. E, ao olharmos para um mundo perdoado, é Ele que nos chama e vem para nos levar para casa, lembrando-nos da nossa Identidade que o nosso perdão nos restituiu.


O QUE É A SEGUNDA VINDA?

1. A Segunda Vinda de Cristo, que é tão certa quanto Deus, é apenas a correcção de erros e a volta da sanidade. É aparte da condição que restitui o que nunca foi perdido e restabelece o que é para sempre e eternamente verdadeiro. É o convite para que o Verbo de Deus tome o lugar das ilusões; a disponibilidade para deixar que o perdão repouse sobre todas as coisas, sem excepção e sem reserva.

2. É a natureza toda abrangente da Segunda Vinda de Cristo que lhe permite abraçar o mundo e manter-te a salvo no interior do seu gentil Advento, que encerra todas as coisas vivas juntamente contigo. Não há fim para a libertação que a Segunda Vinda traz, assim como a Criação de Deus tem de ser sem limites. O perdão ilumina o caminho da Segunda Vinda, pois brilha sobre tudo como um só. e, assim, a unicidade é enfim reconhecida.

3. A Segunda Vinda põe fim às lições que o Espírito Santo ensina, abrindo caminho para o julgamento final no qual a aprendizagem termina nu último sumário que se estenderá além de si mesmo e alcançará a Deus. A Segunda Vinda é o momento em que todas as mentes são entregues nas mãos de Cristo para serem devolvidas ao espírito em nome da verdadeira criação e da Vontade de Deus.

4. A Segunda Vinda é o único evento no tempo que o próprio tempo não pode afectar. Pois cada um daqueles que, um dia, veio para morrer, ou que ainda está por vir, ou está presente agora, é libertado do que fez. Nesta igualdade, Cristo é restabelecido como uma só Identidade, na Qual os Filhos de Deus reconhecem que são um só. E Deus Pai sorri a seu Filho, Sua única criação e Sua única alegria.

5. Reza para que a Segunda Vinda ocorra já, mas não descanses com isso. Ela precisa dos teus olhos, ouvidos, mãos e pés. Ela precisa da tua voz. E, acima de tudo, da tua disponibilidade. Vamos regozijar-nos porque podemos fazer a Vontade de Deus e unir-nos sob a sua luz santa. Repara nisto: o Filho de Deus é um só em nós e, através Dele, podemos alcançar o Amor do nosso Pai.


O QUE É O JULGAMENTO FINAL?

1. A Segunda Vinda de Cristo dá ao Filho de Deus essa dádiva: ouvir a Voz por Deus proclamar que aquilo que é falso é falso e o que é verdadeiro jamais mudou. E é esse o julgamento no qual a percepção chega ao fim. Em primeiro lugar, vês um mundo que aceitou isso como verdadeiro, projectado a partir de uma mente, agora corrigida. E com essa vista santa, a percepção dá uma bênção silenciosa e, em seguida, desaparece com a sua meta realizada e a sua missão cumprida.

2. O Julgamento Final do mundo não contém nenhuma condenação. Pois vê o mundo totalmente perdoado, sem pecado e inteiramente sem propósito. Sem causa, e agora sem função na visão de Cristo, simplesmente, se desvanece no nada. Ali nasceu e ali também termina. E todas as figuras do sonho em que o mundo começou desaparecem juntamente com ele. Os corpos, agora, são inúteis e, portanto, desvanecem-se porque o Filho de Deus não tem limites.

3. Tu, que acreditaste que o Julgamento Final de Deus condenaria o mundo ao inferno juntamente contigo, aceita esta verdade santa: o Julgamento de Deus é a dádiva da correcção que Ele concedeu a todos os teus erros, libertando-te deles e de todos os efeitos que, algum dia, pareceram ter. Ter medo da graça salvadora de Deus. Não é senão ter medo da libertação completa do sofrimento, da volta à paz, à segurança e à felicidade e à união com a tua própria Identidade.

4. O Julgamento Final de Deus é tão misericordioso quanto cada passo no plano que Ele designou para abençoar o Seu Filho e chamá-lo de regresso à paz eterna que compartilha com ele. Não tenhas medo do amor. Pois só ele pode curar toda a tristeza, enxugar as tuas lágrimas e despertar gentilmente do seu sonho de dor o Filho que Deus reconhece como Seu. Não tenhas medo disso. A salvação pede que lhe dês as boas-vindas. E o mundo aguarda que aceites isso com contentamento, pois isso o libertará.

5. Este é o Julgamento Final de Deus: «Tu ainda és o Meu Filho santo, para sempre inocente, para sempre amoroso e para sempre amado, tão ilimitado quanto o teu Criador, completamente imutável e para sempre puro. Portanto, desperta e volta para Mim. Sou o teu Pai e tu és o Meu Filho».



O QUE É A CRIAÇÃO?

1. A criação é a soma de todos os pensamentos de Deus, em número infinito, omnipresentes e ilimitados. Só o Amor cria e só cria como Ele mesmo. Nunca houve um tempo em que o que Ele criou não existisse. E tampouco haverá um tempo em que algo que Ele tenha criado possa sofrer qualquer perda. Os Pensamentos de Deus são para a eternidade, exactamente como sempre foram e como são, imutáveis através do tempo e após o fim dos tempos.

2. Aos pensamentos de Deus é dado o máximo poder do seu próprio Criador. Pois Ele quer acrescentar ao Amor pela sua extensão. Assim, o Seu Filho compartilha da criação e, portanto, tem de compartilhar o poder de criar. O que a Vontade de Deus determina que seja para sempre uno ainda será uno quando o tempo tiver chegado ao fim e não será mudado ao longo do tempo, permanecendo como era antes que tivesse início a ideia do tempo.

3. A criação é o oposto de todas as ilusões, pois a criação é a verdade. A criação é o Filho santo de Deus, pois na criação a Sua Vontade completa-se em todos os aspectos, fazendo com que cada uma das partes esteja contida no Todo. A inviolabilidade da unidade da criação está garantida para sempre; para sempre mantida na Sua Vontade santa, além de toda a possibilidade de dano, de separação, de imperfeição e de qualquer mancha na sua impecabilidade.

4. Nós somos a criação, nós, os Filhos de Deus. Parecemos ser separados e inconscientes da nossa eterna unidade com Ele. Entretanto, por detrás de todas as nossas dúvidas, depois de todos os nossos medos, ainda existe a certeza. Pois o Amor permanece com todos os Seus Pensamentos e a Sua segurança pertence a eles. A memória de Deus está nas nossas mentes santas, que conhecem a sua unicidade e a sua unidade com o seu Criador. Que a nossa função seja, apenas, a de deixar que essa memória volte, somente para que a Vontade de Deus seja feita na terra, somente para sermos restituídos à sanidade e para sermos, apenas, como Deus nos criou.

5. O nosso Pai chama-nos. Ouvimos a Voz Dele e perdoamos a criação em Nome do Seu Criador, que é a Santidade em Si Mesmo e Cuja santidade a própria criação compartilha, Santidade Essa que ainda faz parte de nós.


O QUE É O EGO?

1. O ego é idolatria; o sinal de um ser separado e limitado, nascido em um corpo, destinado a sofrer e a terminar a sua vida na morte. É a «vontade» que vê a Vontade de Deus como inimiga e assume uma forma na qual Ela é negada. O ego é a «prova» de que a força é fraca e o amor assustador, de que a vida é realmente morte e de que só aquilo que se opõe a Deus é verdadeiro.

2. O ego é doentio. Ele restabelece-se no medo, além de Todos os Lugares, à parte de Tudo, separado do Infinito. Na sua insanidade, pensa que veio a ser vitorioso sobre o próprio Deus. E, na sua terrível autonomia, «vê» que a vontade de Deus foi destruída. Sonha com o castigo e treme com as figuras dos seus sonhos, os seus inimigos que buscam assassiná-lo antes que consiga garantir a sua segurança atacando-os.

3. O Filho de Deus não tem ego. O que pode ele saber da loucura e da morte de Deus, se habita Nele? O que pode conhecer do pesar e do sofrimento, se vive na alegria eterna? O que pode saber do medo e do castigo, do pecado e da culpa, do ódio e do ataque, se tudo o que o cerca é a paz que dura para sempre, para sempre sem conflitos e imperturbada, no mais profundo silêncio e tranquilidade?

4. Conhecer a realidade é não ver o ego e os seus pensamentos, os seus trabalhos, os seus actos, as suas leis e as suas crenças; os seus sonhos, as suas esperanças, os seus planos para a própria salvação e qual o preço de acreditar nele. O preço da fé no ego é tão imenso em sofrimento que a crucificação do Filho de Deus é diariamente oferecida no seu santuário escuro e o sangue tem de ser derramado diante do altar onde os seus seguidores doentios se preparam para morrer.

5. E, no entanto, um só lírio de perdão transforma a escuridão em luz, o altar para as ilusões da própria Vida. E a paz será para sempre restituída às mentes santas que Deus criou como Seu Filho, Sua morada, Sua alegria, Seu Amor, completamente Seu, completamente um com Ele.


O QUE É UM MILAGRE?

1. Um milagre é uma correcção. Não cria e, realmente, não muda nada. Apenas olha para a devastação e lembra à mente que o que ela vê é falso. Desfaz o erro, mas não tenta ir além da percepção, nem superar a função do perdão. Assim, permanece nos limites do tempo. No entanto, prepara o caminho para o regresso da intemporalidade e do despertar do amor, pois o medo tem de desaparecer com o gentil remédio que ele traz.

2. O milagre contém a dádiva da graça, pois é dado e recebido como um só. E, assim, ilustra a lei da verdade, à qual o mundo não obedece porque falha inteiramente em compreender os seus caminhos. O milagre inverte a percepção que antes estava de cabeça para baixo, e, assim, acaba com as estranhas distorções ali manifestadas. Agora, a percepção está aberta para a verdade. Agora, vê-se o perdão justificado.

3. O perdão é o lar dos milagres. Os olhos de Cristo enviam-nos a tudo o que contemplam em misericórdia e amor. A percepção está corrigida de acordo com a Sua forma de ver e o que pretendia amaldiçoar veio para abençoar. Cada lírio de perdão oferece ao mundo inteiro o silencioso milagre do amor. E, cada um, é depositado diante do Verbo de Deus, sobre o altar universal do Criador e da criação, à luz da pureza perfeita e da alegria sem fim.

4. O milagre é inicialmente aceite com base na fé, porque pedi-lo significa que a mente está preparada para conceber aquilo que não pode ver e que não compreende. Mas a fé trará as suas testemunhas para demonstrar que se baseou em algo que realmente existe. E, assim, o milagre justificará a tua fé nele e mostrará que se baseou num mundo mais real do aquele que vias antes, um mundo redimido daquilo que pensavas que existisse.

5. Os milagres caem como gotas de chuva regeneradora do Céu sobre um mundo seco e poeirento, onde criaturas famintas e sedentas vêm para morrer. Agora, elas têm água. Agora, o mundo está verde. E, em toda a parte, surgem sinais de vida para mostrar que o que nasceu nunca pode morrer, pois o que tem vida tem imortalidade.


O QUE SOU EU?

1. Eu sou o Filho de Deus, completo, curado e íntegro, brilhando no reflexo do Seu Amor. Em mim, a Sua criação é santificada e a vida eterna é garantida. Em mim, o amor torna-se perfeito, o medo impossível e a alegria é estabelecida sem opostos. Eu sou o lar santo do próprio Deus. Eu sou o Céu onde habita o Seu Amor. Sou a Sua santa Impecabilidade, pois na minha pureza habita a Dele.

2. Agora, o uso da palavras, para nós, está quase no fim. Entretanto, nos últimos dias deste ano que, juntos, tu e eu demos a Deus, encontrámos um único propósito que compartilhamos. E, assim, tu uniste-te a mim, de modo que o que eu sou tu também és. A verdade do que nós somos não pode ser dita ou descrita por palavras. No entanto, podemos reconhecer a nossa função aqui e as palavras podem falar dela e também ensiná-la, se exemplificarmos as palavras em nós.

3. Somos os portadores da salvação. Aceitamos o nosso papel de salvadores do mundo que, através do nosso perdão conjunto, é redimido. E esse, a nossa dádiva, assim nos é dado. Olhamos para todos como irmãos e percebemos todas as coisas como benignas e boas. Não procuramos uma função que esteja para além da portas do Céu. O conhecimento regressará quando tivermos feito a nossa parte. Só nos preocupamos em dar as boas-vindas à verdade.

4. São nossos os olhos através dos quais a visão de Cristo vê um mundo redimido de todos os pensamentos de pecado. São nossos os ouvidos que ouvem a voz por Deus proclamar que o mundo não tem pecado. São nossas as mentes que se unem quando abençoamos o mundo. E, da unicidade que alcançámos, chamamos todos os nossos irmãos pedindo-lhes que compartilhem a nossa paz e consumam a nossa alegria.

5. Somos os mensageiros santos de Deus que falam por Ele e, ao levar o Seu Verbo a todos aqueles que Ele nos envia, aprendemos que está escrito nos nossos corações. E, assim, mudamos as nossas mentes quanto ao objectivo da nossa vinda, ao qual procuramos servir. Trazemos boas-vindas ao Filho de Deus, que pensava sofrer. Agora, ele é redimido. E, ao ver as portas do Céu abrirem-se diante dele, entrará e desaparecerá no Coração de Deus.