terça-feira, 27 de maio de 2014

AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS 1ª Lei AMAR AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO – 2ª Lei Universal

AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS 1ª Lei

AMAR AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO – 2ª Lei Universal

Não fazer aos outros o que não gostaríamos que fizessem a nós.
Parece fácil, mas não é! Muitas vezes, em momentos de descontrole, raiva, ou injustiça, descarregamos os nossos sentimentos nas outras pessoas. Neste momento crucial, esquecemos de parar, respirar e pensar um pouquinho se devemos fazer aquilo que o nosso impulso diz que sim e o coração diz que não.

Quantas coisas acontecem nestes momentos de falta de reflexão e ponderação, simplesmente porque fazemos aos outros aquilo que não gostaríamos que fizessem a nós. E para que? Pergunto. Para que, se, num momento mais tarde, com mais calma, vamos refletir e compreender que a nossa atitude foi impensada.

Quantas atitudes que tomamos e quantas coisas que fazemos aos outros passam a nos atormentar durante a vida. Ah! Se não tivesse feito isso. Ah! Se não tivesse tomado esta atitude. Ah! Se não tivesse feito aquilo. O arrependimento é uma das emoções mais negativas que existe, pois nos marca profundamente. Por mais que tentemos esquecer, ele existe, está sempre lá, no fundo do nosso ser, nos atormentando e dizendo: Estou aqui! Não se esqueça do que fez aos outros!

Atitudes premeditadas, decisões precipitadas, reflexos mentais errôneos, razões idiotas. Quanta bobagem as pessoas fazem, para depois se atormentarem eternamente. E a vergonha de voltar atrás? Somos humanos, não é verdade? Este sentimento idiota de vergonha também nos assalta. Vergonha de pedir perdão, de reconhecer o erro. Vergonha de amar!

A Parábola do Bom Samaritano combina bem com a ponderação sobre amar ao próximo. O que nos diz a Parábola?
"E eis que se levantou um doutor da lei e lhe disse: Mestre, que ei de fazer para entrar na posse da vida eterna? Disse-lhe então Jesus: Que é que está escrito na lei? Como a lês tu? Ele, respondendo, disse: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. E Jesus lhe disse: Respondeste bem, faze isso e viverás.

Mas ele, querendo justificar-se, disse a Jesus: E quem é o meu próximo? Jesus, prosseguindo disse-lhe: Um homem descia de Jerusalém a Jericó e caiu nas mãos de salteadores, que o despojaram e se foram, deixando-o semimorto. Aconteceu que pelo mesmo caminho desceu um sacerdote, que o viu e passou de largo. Do mesmo modo um levita, que também foi ter àquele lugar, viu o homem e passou de largo. Um Samaritano, porém, seguindo o seu caminho, veio onde estava o homem e ao vê-lo se encheu de compaixão. Aproximou-se dele, pensou-lhe as feridas, deitando nelas óleo e vinho, colocou-o sobre a sua alimária e o levou para uma hospedaria, onde cuidou dele. No dia seguinte, tirou dois denários e os deu ao hospedeiro, dizendo: Trata desse homem e na minha volta te pagarei tudo quanto despenderes a mais.


Qual dos três te parece que tinha sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu o doutor da lei: O que para com ele usou de misericórdia. Pois vai, disse-lhe Jesus, e faze o mesmo". (Lucas, 10, 25 a 37).

Jesus quis evidenciar com essa parábola que a caridade e a compaixão independe do credo religioso. Importa, sim, nos colocarmos no lugar do próximo. Saber que se estivéssemos no lugar dele, estariamos passando pelo que ele está passando.

Como é que fica então, a nossa cabeça, quando não tomamos a atitude caridosa ou correta com as pessoas? Se Jesus nos ensinou a Lei do Amor, por que esta violência no nosso coração? Esquecemo-nos dos seus ensinamentos? Estamos deveras condicionados pela sociedade? Falta-nos a educação necessária?

Quando perdoamos a ofensa recebida, não sete, mas setenta vezes sete; quando aguardamos até o dia seguinte para queixarmo-nos com o nosso vizinho; quando exercitamos a nossa paciência e complascência; quando procuramos dar o exemplo; quando respeitamos a liberdade alheia; quando fazemos todos os esforços para não nos omitirmos; estaremos nos exercitando na arte de amar ao próximo.

Amar ao próximo como a si mesmo é um trabalho custoso. Muitas vezes implica num sacrifício total da liberdade humana, coisa que nem sempre estamos dispostos a fazer.

A família é o melhor lugar para o exercício constante do amor. Para isso, é importante que amemos a todos com desprendimento, sem exigências pessoais, que nos doemos num exercício permanente de renúncia, de humildade em benefício dos demais. "Muito se pedirá a quem muito foi dado", asseverou Jesus.

Amor na família inclui também amar as pessoas que comparticipam dessa relação, como empregados domésticos que, muitas vezes, ficam anos recebendo tratamento diferenciado, embora concorram com a paz e a harmonia do lar. Por que excluí-los das alegrias do convívio familiar? Como viveríamos muito mais felizes no lar, por conseqüência, fora dele, se buscássemos amar a todos!

Aqueles a quem temos dificuldade de amar, provavelmente, sentem o mesmo em relação a nós, vendo-nos também como pessoas difíceis. Precisamos aprender olhar cada pessoa com olhos de simpatia e vontade de gostar dela, mesmo que a nossa mente concreta diga o contrário. Com esta atitude estaremos facilitando o desenvolvimento do amor em nós, ainda que os outros não nos correspondam da mesma forma.

Jesus nos ensinou: "Amai aos inimigos". Se devemos amar até a quem nos faz mal refletidamente, quanto mais devemos amar aos que convivem conosco e aos que nos encontramos no dia-a-dia!

Amar ao próximo, desenvolvendo o amor em nós, deve ser o nosso objetivo, se queremos ser, a cada dia, pessoas melhores, mais felizes e em paz. O amor ao próximo leva-nos a amarmo-nos sem egoísmo e sem ilusões; leva-nos a amar a Deus e às suas leis, trazendo-nos a paz interior, porque assim, estaremos sempre rodeados de amigos e de pessoas a quem desejamos tudo o que queremos para nós e... para eles!
 
NÃO MATAR – 1ª Lei Universal
N
ão matar qualquer ser vivo - mineral, vegetal ou animal - é a primeira Lei Universal. Não é apenas uma Lei de Deus para os homens; é um conceito do universo. Em um sentido amplo, não matar significa não fazer sofrer os demais, os animais e a natureza. Não odiar, não invejar, já que também essas ações são outras formas de matar.

Devemos observar sempre que o céu e a terra possuem a mesma essência. Toda a existência é formada de uma só consistência. Compreender a natureza original significa compreender a não diferenciação entre si e o todo. Por essa compreensão, qualquer crime, qualquer ódio ou inveja, qualquer animosidade desaparecem para sempre.

O nosso entendimento de compaixão cresce graças aos outros. Sem os outros não pode existir entendimento de compaixão ou de amor. Se exercemos a nossa paciência frente às dificuldades o nosso domínio da paciência aumenta. O poder de nossa fé aumenta ao mesmo tempo em que se desenvolve o nosso espírito da compaixão.
Tive uma aluna que reclamava que as formigas estavam invadindo sua casa. Disse-lhe: Já falou com elas? A aluna pensou que eu estava brincando. Disse que não, que quem tinha invadido o território das formigas tinha sido ela ao construir a sua habitação. Expliquei como deveria fazer e no dia seguinte compareceu ao curso maravilhada. Falei com as formigas e elas foram embora, agora só tenho pena da vizinha, pois elas se dirigiram para lá.


A desgraça dos indivíduos da nossa época e toda a crise da civilização atual se resume na acumulação das más sementes que germinam e crescem, semeadas e mantidas pelas falhas praticadas contra a moral primordial, quando esta cai no esquecimento. “Não matar” é a regra essencial para o ser humano se harmonizar com a natureza e não se opor às leis do universo.
Ao respeitarmos uma pessoa e sentirmos uma compaixão verdadeiramente intensa, alcançaremos a plenitude e o nosso egoísmo diminuirá. Porém, o mais importante antes de tudo é respeitar a família, os pais, o cônjuge e os irmãos. Aqueles que não sentem respeito nem compaixão pela própria família não podem criar um espírito de compaixão pelos demais ou pela própria natureza. Ao não se possuir um espírito de compaixão facilmente se mata animais, insetos ou a própria mãe natureza. Um animal ou um inseto também sente amor por seus filhos ou por sua mãe. Também existe intimidade entre o macho e a fêmea, sentem alegria, prazer e temem a morte. Se nós nos observássemos de cima, como se estivéssemos numa nave espacial, o ser humano também pareceria um inseto pequenino. Ao compreendermos isso entendemos que não podemos matar.
Muita gente acha que os monges andam de cabeça baixa por humildade. Não, eles andam de cabeça baixa para não pisar e matar qualquer ser pequenino que possa estar abaixo dos seus pés.
Se a nossa forma de proceder se afastar do ensinamento de “não matar”, ou se os nossos antepassados não a respeitaram, seguramente isso irá se refletir na nossa vida atual. Isso é devido à influência do mau karma. Aqueles que não mantêm esse preceito sofrem de enfermidades ou problemas que são, em sua maioria, devidos à aparição do karma passado. Se os nossos antepassados não tiverem cumprido ou nós não cumprirmos esse preceito sofreremos com isso. A força do karma é poderosa e se repete eternamente.
As grandes guerras provocam grandes calamidades. Os japoneses, por exemplo, receberam uma bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki em retribuição a seu mau karma. E, sem dúvida, esta ação trará um karma nacional para os Estados Unidos. Existem grandes karmas entre os países. Se uma nação conquista a outra isso lhe criará um mau karma. Em um Sutra está escrito: "Se numerosas pessoas morrem em um país, as colheitas não serão boas. Esse país não dará bons frutos, nem belas flores."

No debate a respeito da conveniência ou não da instituição da pena de morte para castigar delinqüentes que cometem delitos atrozes, existe uma pergunta que necessita ser feita aos que defendem o castigo capital: qual a reação adequada quando um crime hediondo é praticado pelo próprio Estado?

Não há porque matar o delinqüente, seja ele o cidadão ou o Estado. Como afirmou o famoso penalista italiano Cesare Beccaria, não é a crueldade da pena que inibe o criminoso, mas a crença de que ela será infalivelmente aplicada. Acreditando-se que todos os delitos serão punidos de forma honesta, a criminalidade – inclusive a do “colarinho branco” que indiretamente ceifa mais vidas do que a marginal – diminuirá?
Servir-se da pena de morte como meio de proteção da sociedade é comprovadamente desnecessário. Usada como processo de vingança, é reacionária. Do “olho por olho, dente por dente”, Lei de Talião, passamos para as fogueiras da Idade Média. Das mutilações e torturas que antecediam o enforcamento dos plebeus franceses, atingimos a guilhotina estabelecida pela revolução burguesa de 1789. Do miserável garrote espanhol, que aos poucos quebrava a espinha dos sentenciados, nos aproximamos do pelotão de fuzilamento. Da cadeira elétrica que descarrega, durante períodos alternados, dois mil volts sobre o corpo do condenado, chegamos à injeção fatal aplicada aos norte-americanos penalizados com a morte.
Ainda, atualmente, em algumas poucas nações, mulheres adúlteras são apedrejadas até que a vida lhes seja tirada. Os cristãos, no romper do primeiro milênio, eram atirados aos leões para divertimento dos cidadãos de Roma e se dava fim aos desequilibrados mentais por serem avaliados como endemoniados.
A diferença entre o homem e o animal reside, por essência, na observância dos preceitos. O ser humano segue um cerimonial ou ritual em grande número de acontecimentos, tais como nascimentos, casamentos e funerais. A hierarquia familiar e os antepassados foram, durante muito tempo, honrados em nossa sociedade, estando ainda este conceito muito presente nas sociedades mais arcaicas. O próprio ato sexual sempre foi objeto de rito, de um comportamento definido. Esses aspectos da forma de proceder não se encontram nos animais que submetem-se aos seus instintos sem o intermédio de um cerimonial. Os homens, em nossa civilização atual, tendem a regressar ao comportamento animal, entregando-se aos instintos sem se preocupar com a moral. Isso traz grandes repercussões para a civilização.

A nossa vida é exatamente igual a uma nuvem: sempre segue a direção do vento. O vento é parecido com o karma e a nuvem, com o nosso corpo. O vento move e impulsiona a nuvem do corpo. Da mesma forma, o destino das pessoas e de um país é conduzido pelo karma. Se seguirmos a doutrina do “não matar”, o nosso mau karma diminuirá e influenciará a humanidade.

Pesquisa, estudos de Geraldo de Souza

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