Sabedoria e pensamentos
O terapeuta e seu divã
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
TEXTOS APÓCRIFOS
DRAUZIO VARELLA
Textos apócrifos
Sou contra a prisão perpétua, mas sou a favor dela para quem escreve textos apócrifos na internet.
Segundo o "Dicionário Houaiss", apócrifo é um texto falsamente atribuído a um autor ou de cuja autoria se tenha dúvida. Ele cita como exemplo existirem várias poesias apócrifas atribuídas a Luís de Camões por seus editores haverem introduzido em sua lírica textos de outros poetas.
Outro caso célebre de intromissão apócrifa ocorreu com o genial Jorge Luis Borges, que jamais alinhavaria as mediocridades contidas naquele que acabou divulgado como o mais popular de "seus" poemas: "Se pudesse viver novamente minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros... tomaria mais sorvetes... andaria descalço...". Alguém imaginaria Borges, que passou a vida entre os livros, pelas ruas descalço lambendo um sorvete?
Mas foi com o advento da internet que a falsidade autoral chegou ao apogeu. Escritores e jornalistas como Carlos Heitor Cony, Arnaldo Jabor, Verissimo e outros foram vítimas desse desrespeito.
Comigo já havia acontecido duas vezes. Na primeira, um amigo me enviou por e-mail uma crônica com minha foto sorridente, na qual eram ressaltadas as virtudes do companheirismo entre os casais. No final, esse amigo acrescentava: "Que coisa melosa! Seu nível está cada vez mais baixo".
Fiquei indignado e procurei saber como provar minha inocência. Descobri que essas coisas são lançadas na rede e se disseminam feito os boatos; impossível localizar de onde partiram.
Dias depois, fui cumprimentado por várias pessoas pela autoria desse "texto maravilhoso" que uma apresentadora de TV, comovida, havia lido num programa matutino.
Meses mais tarde, com o título de "A Porta do Lado", surgiu outra página apócrifa com minha foto e assinatura. Tomei conhecimento de sua existência ao receber novas congratulações pelas "sábias palavras" nela contidas. Ao lê-las, no entanto, não pude perceber tal sabedoria e fiquei morto de vergonha outra vez.
Entusiasmados talvez pelo sucesso dos escritos anteriores, os responsáveis por eles lançaram um terceiro em meu nome: "A Arte de Não Adoecer". Por tratar de um tema de saúde, desta vez achei conveniente afirmar publicamente que nada tenho a ver com ele.
Já no primeiro parágrafo o autor demonstra ter a mente infestada de certezas: "Se não quiser adoecer, fale de seus sentimentos. Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo, a repressão dos sentimentos degenera até em câncer".
E segue nessa linha para chegar a um final de rara inspiração poético-filosófica: "O bom humor, a risada, o lazer, a alegria recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. O bom humor nos salva das mãos do doutor. Alegria é saúde e terapia".
Embora já tenha recebido elogios por mais essas "sábias palavras", tomo a liberdade de deixar claro que só um escritor primário, um médico ignorante ou alguém dotado de ambos os atributos assinaria um descalabro tão pretensioso.
A idéia de que através da mente conseguimos controlar os males da carne sempre encantou o homem. Conviver com a fragilidade inerente à condição humana, que pode ser extinta por um evento imprevisível e tantas vezes aleatório como a doença, é inaceitável para muitos. A história da medicina é povoada de feiticeiros, pitonisas, pajés, médiuns e exorcistas especializados na arte de expulsar os maus fluidos e os espíritos que se apossaram dos enfermos.
No século 20, quando as pessoas mais cultas começaram a sentir desconforto com a idéia de tratar pacientes por meio de intervenções sobrenaturais, os pensamentos de Sigmund Freud deturpados por gente que só ouviu falar de seus trabalhos em porta de botequim caíram como uma luva para explicar a doença como resultante de processos engendrados pelo cérebro, de forma consciente ou não.
A idéia de que o subconsciente tem esse poder é imbatível: mesmo jurando por todos os santos que você nunca pensou de determinado jeito, seu subconsciente poderá ser incriminado. Caiu de cama? Também, neurótico como você é! Não consegue melhorar? Também, com esse negativismo! No fundo, você não quer ficar bom!
Travestida de interpretação psicanalítica, essa filosofia de almanaque nada mais é do que a versão contemporânea da prática secular de atirar no doente a culpa pela doença. Na Idade Média, a hanseníase acometia apenas os ímpios que desafiavam a ira do Senhor; no século passado, morriam de tuberculose as moçoilas desiludidas e os rapazes devassos e, mais recentemente, adquiriam Aids somente os promíscuos.
Esquecer que a hanseníase e a tuberculose são causadas por bactérias desinteressadas daquilo em que pensam seus hospedeiros, a Aids, por um vírus alheio a julgamentos morais, e o câncer, por interações de alta complexidade entre o DNA celular e o meio externo é ridículo.
É lógico que o psiquismo interfere e é influenciado por todos os processos orgânicos. A interação é tão íntima que a separação didática entre corpo e mente é tema do tempo de Descartes; na medicina moderna, ninguém mais perde tempo com ele. Atirar nos subterrâneos da consciência a culpa das moléstias que nos afligem, desculpem, é ignorância em estado bruto; superestimar os poderes da mente na gênese e no tratamento delas também.
Texto Anterior: Do outro lado da passarela: Bastidores agrupam amor e ódio
Próximo Texto: Panorâmica - Cinema: Redford diz que Sundance é "dissidente"
Índice
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
domingo, 15 de fevereiro de 2015
A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO
A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO
A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO
Evangelho de Lucas cap.15 vers. 11 a 32)
11- Certo homem tinha dois filhos ;
12- o mais moço deles disse ao pai : Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe . E ele repartiu os haveres.
13- Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu , partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente.
14-Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade .
15- Então , ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra ., e este o mandou para os seus campos a guardar porcos.
16-Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam ; mas ninguém lhe dava nada .
17- Então, caindo em si, disse : Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome !
18- Levantar-me-ei , e irei ter com o meu pai, e lhe direi : Pai, pequei contra o céu e diante de ti ;
19- já não sou digno de ser chamado teu filho ; trata-me como um dos teus trabalhadores ;
20- E, levantando-se , foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou .
21-E o filho lhe disse : Pai, pequei contra o céu e diante de ti ; já não sou digno de ser chamado teu filho.-
22- O pai, porém, disse aos seus servos :
Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés;
23- trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemos-nos ;
24-porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se
25-Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.
26- Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo .
27- E ele informou : veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde .
28- Ele se indignou e não queria entrar, saindo, porém, o pai procurava conciliá-lo.
29-Mas ele respondeu a seu pai. Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos ;
30-vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes , tu mandaste matar para ele o novilho cevado
31-Então, lhe respondeu o pai : Meu filho, tu sempre estás comigo ; tudo o que é meu é teu.
32-Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado .
Lição que extraímos :
Nesta parábola, o Senhor ensina que uma vida de pecado e de egoísmo, no seu sentido cabal, é a separação do amor, comunhão e autoridade de Deus. O pecador ou desviado é como o filho mais jovem da parábola, que em busca dos prazeres do pecado, desperdiça os dotes físicos, intelectuais e espirituais que Deus lhe deu . O resultado é desilusão e tristeza e, as vezes , condições pessoais degradantes, e, sempre, a falta da vida verdadeira e real, que somente se encontra no relacionamento correto com Deus.
Antes de um perdido vir a Deus, ele precisa reconhecer seu verdadeiro estado, de escravidão do pecado e de separação de Deus. Precisa voltar humildemente ao Pai, confessar seus pecados e estar disposto a fazer tudo quanto o Pai quiser. É o Espírito Santo quem convence o perdido pecador da sua situação pecaminosa.
A descrição que Jesus faz da reação favorável do pai, diante da volta do filho, ensina várias verdades importantes :
(1) Deus tem compaixão dos perdidos por causa da triste condição deles .
(2) o amor de Deus por eles é tão grande que nunca cessa de sentir pesar por eles e esperar a sua volta
(3) Quando o pecador, de coração, volta para Deus, ele sempre está plenamente disposto a acolhê-lo com perdão, amor, compaixão, graça e os plenos direitos de um filho. Os benefícios da morte de Cristo, a influencia do Espírito Santo e a graça de Deus estão à disposição daqueles que buscam a Deus.
(4) A alegria de Deus pela volta dos pecadores é imensurável.
No versículo 24 – o pai diz : Meu filho estava morto...perdido- “Perdido” é empregado no sentido de estar perdido em relação a Deus , como “ovelha desgarrada”. A vida afastada da comunhão com Deus é morte espiritual. Voltar-se para Deus é alcançar vida verdadeira.
No versículo 28- O filho mais velho se indigna, O filho mais velho representa aqueles que têm sua religião e que exteriormente guardam os mandamentos de Deus, porém interiormente estão longe d'Ele e dos seus propósitos para o seu reino.
A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO
Evangelho de Lucas cap.15 vers. 11 a 32)
11- Certo homem tinha dois filhos ;
12- o mais moço deles disse ao pai : Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe . E ele repartiu os haveres.
13- Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu , partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente.
14-Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade .
15- Então , ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra ., e este o mandou para os seus campos a guardar porcos.
16-Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam ; mas ninguém lhe dava nada .
17- Então, caindo em si, disse : Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome !
18- Levantar-me-ei , e irei ter com o meu pai, e lhe direi : Pai, pequei contra o céu e diante de ti ;
19- já não sou digno de ser chamado teu filho ; trata-me como um dos teus trabalhadores ;
20- E, levantando-se , foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou .
21-E o filho lhe disse : Pai, pequei contra o céu e diante de ti ; já não sou digno de ser chamado teu filho.-
22- O pai, porém, disse aos seus servos :
Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés;
23- trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemos-nos ;
24-porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se
25-Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças.
26- Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo .
27- E ele informou : veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde .
28- Ele se indignou e não queria entrar, saindo, porém, o pai procurava conciliá-lo.
29-Mas ele respondeu a seu pai. Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos ;
30-vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes , tu mandaste matar para ele o novilho cevado
31-Então, lhe respondeu o pai : Meu filho, tu sempre estás comigo ; tudo o que é meu é teu.
32-Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado .
Lição que extraímos :
Nesta parábola, o Senhor ensina que uma vida de pecado e de egoísmo, no seu sentido cabal, é a separação do amor, comunhão e autoridade de Deus. O pecador ou desviado é como o filho mais jovem da parábola, que em busca dos prazeres do pecado, desperdiça os dotes físicos, intelectuais e espirituais que Deus lhe deu . O resultado é desilusão e tristeza e, as vezes , condições pessoais degradantes, e, sempre, a falta da vida verdadeira e real, que somente se encontra no relacionamento correto com Deus.
Antes de um perdido vir a Deus, ele precisa reconhecer seu verdadeiro estado, de escravidão do pecado e de separação de Deus. Precisa voltar humildemente ao Pai, confessar seus pecados e estar disposto a fazer tudo quanto o Pai quiser. É o Espírito Santo quem convence o perdido pecador da sua situação pecaminosa.
A descrição que Jesus faz da reação favorável do pai, diante da volta do filho, ensina várias verdades importantes :
(1) Deus tem compaixão dos perdidos por causa da triste condição deles .
(2) o amor de Deus por eles é tão grande que nunca cessa de sentir pesar por eles e esperar a sua volta
(3) Quando o pecador, de coração, volta para Deus, ele sempre está plenamente disposto a acolhê-lo com perdão, amor, compaixão, graça e os plenos direitos de um filho. Os benefícios da morte de Cristo, a influencia do Espírito Santo e a graça de Deus estão à disposição daqueles que buscam a Deus.
(4) A alegria de Deus pela volta dos pecadores é imensurável.
No versículo 24 – o pai diz : Meu filho estava morto...perdido- “Perdido” é empregado no sentido de estar perdido em relação a Deus , como “ovelha desgarrada”. A vida afastada da comunhão com Deus é morte espiritual. Voltar-se para Deus é alcançar vida verdadeira.
No versículo 28- O filho mais velho se indigna, O filho mais velho representa aqueles que têm sua religião e que exteriormente guardam os mandamentos de Deus, porém interiormente estão longe d'Ele e dos seus propósitos para o seu reino.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
TODA DOENÇA É CRIADA POR NÓS MESMO
domingo, 23 de novembro de 2014
TODA DOENÇA É CAUSADA...
Toda doença é criada por nós mesmos. Ele, e tudo mais em nossa vida, é um reflexo de nossos pensamentos, sentimentos e crenças interiores. O corpo sempre fala conosco, precisamos parar para ouvi-lo.
Padrões contínuos de pensar e falar geram posturas, comportamentos, confortos ou desconfortos no corpo. A pessoa que tem um rosto triste não criou essa condição tendo pensamentos bons e construtivos.
O padrão mental nem sempre é 100% verdade para todos, No entanto, lhe fornece um ponto de referência para iniciar sua busca pela causa da doença. Pessoas que trabalham com terapias de cura alternativas afirmam que as causas mentais têm a incidência de 90 a 95%.
LISTA:
Quando você consultar a lista que se segue, procure encontrar a correlação entre doenças que você pode ter tido ou está tendo agora e as prováveis causas apresentadas.
Um bom modo de usar a lista quando você tem um problema físico é:
1. Procure a causa mental. Veja se vale para você. Se não, sente-se em silêncio, tranquilize-se e pergunte-se: "Quais seriam os pensamentos que criaram isto em mim?"
2. Repita consigo mesmo: "Estou disposto a soltar o padrão em minha consciência que criou esta condição".
3. Repita o novo padrão de pensamento várias vezes.
4. Tenha como certo que você já está no processo de cura. Sempre que pensar na sua doença, repita as etapas.
A HISTÓRIA DO VIAJANTE
QUADRO DE VISÃO
LEI DO ESFORÇO CONVERTIDO
AS 7 LEIS DA SABEDORIA
Fonte: Livro - Você pode curar a sua vida. Louise Hay.
GOSTOU? ENTÃO COMPARTILHE E LEVE ESSA MENSAGEM PARA SEUS AMIGOS!
Poderá também gostar de:
O MAIOR ERRO DE QUEM BUSCA A FELICIDADE
25 PODEROSOS Ensinamentos Que Você Pode Aplicar No Seu ...
A TÁBUA DE ESMERALDA
Lei Do Esforço Convertido
Linkwithin
Postado por Olhar Cósmico às 14:49 4 comentários:
Enviar por e-mail
BlogThis!
Compartilhar no Twitter
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Marcadores: Consciência, Cura Quântica, Felicidade, Física Quântica, Lei da atração
Postagens mais antigas Página inicial.
TODA DOENÇA É CAUSADA...
Toda doença é criada por nós mesmos. Ele, e tudo mais em nossa vida, é um reflexo de nossos pensamentos, sentimentos e crenças interiores. O corpo sempre fala conosco, precisamos parar para ouvi-lo.
Padrões contínuos de pensar e falar geram posturas, comportamentos, confortos ou desconfortos no corpo. A pessoa que tem um rosto triste não criou essa condição tendo pensamentos bons e construtivos.
O padrão mental nem sempre é 100% verdade para todos, No entanto, lhe fornece um ponto de referência para iniciar sua busca pela causa da doença. Pessoas que trabalham com terapias de cura alternativas afirmam que as causas mentais têm a incidência de 90 a 95%.
LISTA:
Quando você consultar a lista que se segue, procure encontrar a correlação entre doenças que você pode ter tido ou está tendo agora e as prováveis causas apresentadas.
Um bom modo de usar a lista quando você tem um problema físico é:
1. Procure a causa mental. Veja se vale para você. Se não, sente-se em silêncio, tranquilize-se e pergunte-se: "Quais seriam os pensamentos que criaram isto em mim?"
2. Repita consigo mesmo: "Estou disposto a soltar o padrão em minha consciência que criou esta condição".
3. Repita o novo padrão de pensamento várias vezes.
4. Tenha como certo que você já está no processo de cura. Sempre que pensar na sua doença, repita as etapas.
A HISTÓRIA DO VIAJANTE
QUADRO DE VISÃO
LEI DO ESFORÇO CONVERTIDO
AS 7 LEIS DA SABEDORIA
Fonte: Livro - Você pode curar a sua vida. Louise Hay.
GOSTOU? ENTÃO COMPARTILHE E LEVE ESSA MENSAGEM PARA SEUS AMIGOS!
Poderá também gostar de:
O MAIOR ERRO DE QUEM BUSCA A FELICIDADE
25 PODEROSOS Ensinamentos Que Você Pode Aplicar No Seu ...
A TÁBUA DE ESMERALDA
Lei Do Esforço Convertido
Linkwithin
Postado por Olhar Cósmico às 14:49 4 comentários:
Enviar por e-mail
BlogThis!
Compartilhar no Twitter
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest
Marcadores: Consciência, Cura Quântica, Felicidade, Física Quântica, Lei da atração
Postagens mais antigas Página inicial.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
NÃO ESTAMOS SEPARADOS DE NADA. ESTÁ TUDO CONECTADO
Ativismo quântico
Página curtida · 14 de outubro de 2013 ·
Não estamos separados de nada. Está tudo conectado.
A energia é uma possibilidade da consciência, inclusive da consciência cósmica que é a fonte das escolhas.
Dentro das nossas polaridades, ficamos com a energia vital cujo movimento gera o que chamamos de sentimento.
Temos uma "energia" cuja vibração é gerada por uma frequência maior.
Temos uma "energia" mais próxima de nossa consciência imediata, que é a energia vital.
Quando conseguimos "alinhar" energia imediata (energia vital) com a energia com a potencialidade cósmica, estamos acessando a energia que os japoneses chamam de REIKI.
Passa a ser uma filosofia de vida.
Passa a ser uma maneira de conquistar a serenidade e também a felicidade.
Passa a ser uma maneira de conexão com o próximo.
Passa a ser uma maneira de amar o próximo.
Diante disso, abre uma possibilidade de aliviar sintomas e proporcionar uma oportunidade para o encontro com novas escolhas.
Essa "energia espiritual" é inerente a todos.
Outra coisa importante... Sempre há a necessidade de uma transformação pessoal, uma certa mudança de um querer interno. A dinâmica da transformação proporciona um aperfeiçoamento que possibilita novos "saltos" de compreensão e como consequência, novos significados.
Somente hoje, não me irrito.
Somente hoje, não me preocupo.
sábado, 7 de fevereiro de 2015
"O PODER DA PALAVRA FALADA"
O PODER DA PALAVRA FALADA"
As palavras são poderosas ferramentas que usamos de muitas, diferentes e interessantes maneiras. As palavras podem dirigir nossas experiências, pois elas podem programar nossas mentes em uma certa direção. Esta é a razão de ser tão importante estarmos conscientes daquilo que declaramos.
Por exemplo: muitas pessoas usam frases como "Isto me deixa doente" ou "isto está me matando". Você acredita que eles querem ficar doente ou morrer por algo estúpido e sem razão? certamente que não, então o melhor é não repetir declarações que podem programar uma realização de algo que não queremos.
Seja mais consciente das palavras que escolhe falar. Quando escorregar e deixar sair uma frase ou palavra com programação negativa, diga logo em seguida, "amada Presença EU SOU, cancele isso que acabei de falar".
Ao falarmos, liberamos energia divina de comando, porque "A Palavra é Deus, e Deus é a Palavra", assim como lemos em João 1:1 - “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.
Falar é colocar em ação a energia criativa de Deus. Falar negativamente é pura magia negra, uma forma de corromper o maior bem divino que possuímos, o direito de decretar a vontade de Deus, manifestando Sua vontade neste mundo.
Somos avaliados por Deus e os Mestres Ascensos, a cada 24 horas, sobre tudo o que fazemos e falamos. Nada se torna físico, até que agimos fisicamente, ou, abrimos a nossa boca para falar.
O maior poder da nossa palavra está no comando que podemos fazer ao mundo etéreo. A comunicação etérea pode ser feita através da Meditação, Invocação, Entrega, Decreto, Oração, Reza e Visualização.
Estas são formas "Alfa" de manifestação, onde utilizamos os chakras "Alfa" (chakras da Coroa, 3ª Visão e Garganta) para a transformação da vida na matéria.
LORD, WORD, WORK, SWORD, WORLD
Veja a semelhança destas palavras, Lord / Word / Work / Sword / World.
Não é por acaso que estas palavras são tão semelhantes.
Lord = Deus.
Word = Palavra.
Work = Trabalho.
Sword = Espada.
World = Mundo.
Juntas elas significam: Deus fala a Palavra, que tem o Poder de Construir, ou Destruir o Mundo!
Nós somos filhos de Deus, e na qualidade de Deus-Filhos/Lord, somos como Ele, capazes de falar a Palavra/Word, que tem o poder de movimentar as energias/Work, no planeta Terra/World.
A palavra Espada/Sword, indica o poder da palavra para proteger e para atacar, para construir e para destruir o mundo.
COMUNICAÇÃO ETÉREA
Só o Éter é Eterno! A comunicação etérea é uma realidade cada vez mais conhecida e utilizada por pessoas esclarecidas e de boa vontade. É através da comunicação etérea que conseguimos participar da vida no universo interagindo com seres da mais alta vibração e energia.
Quem são os seres etéreos?
Os seres etéreos são aqueles que vivem no plano etéreo, ou plano do fogo etéreo, um fogo de altíssima vibração que não pode ser visto a olho nu, só pode ser visto através do olho etéreo, mais conhecido como terceiro olho, ou chakra da terceira visão; localizado acima, entre as sobrancelhas.
Os seres etéreos vivem em completa harmonia e unificados a Deus. Deus é o fogo etéreo em ação!
Estes seres podem já ter encarnado, ou não. Por exemplo: os Elohim, os anjos e os elementais, são seres etéreos e raramente encarnam. Só temos conhecimento de um Elohim que encarnou, e na comparação com o numero de anjos, e de elementais, mesmo tendo milhares deles encarnados, isso é um numero muito pequeno. Quando eles encarnam, vem com uma missão específica, necessária para o equilíbrio da vida no planeta.
Jesus, a Virgem Maria, Saint Germain, El Morya, São Francisco de Assis, Gautama Buda; são exemplos de seres que um dia estiveram encarnados, e hoje vivem no plano etéreo, servindo a vontade Divina, e completamente compromissados com a verdade de Deus e do Cosmos. Além destes, nós temos ainda seres etéreos que evoluíram de encarnações, em outros planetas.
Os seres humanos que cumprem a vontade de Deus, realizando o plano divino, e consomem pelo menos 51% de seu carma negativo, ao morrerem/ fazerem a passagem, não necessitam mais reencarnar na Terra e passam a viver no plano etéreo, apoiando a evolução da Terra e de seus habitantes, ainda não evoluídos.
A nossa comunicação espiritual deve ser dirigida para os seres etéreos, jamais, para os seres astrais, que são almas desencarnadas, ainda não elevadas ao éter divino.
Se estamos preocupados em ajudar as almas perdidas no astral, devemos pedir para que os arcanjos os ajudem, levando-os para planos mais elevados, dando-lhes uma nova oportunidade para encarnar na Terra, que é o único meio para que as almas possam se elevar.
Estude a aula Plano de Luz - Astral x Etéreo para compreender melhor este assunto.
Até quando devemos orar para solucionar um problema? Até sabermos se nossas preces foram ou não atendidas! Até obter uma resposta!
Quem está rezando o oposto da minha oração? Existe uma força contraria? Quanto mais soubermos, quanto melhor for a nossa visão sobre a situação e a realidade, melhor será a nossa oração aos Mestres. E quanto melhor for a nossa oração, quanto mais completa ela for, quanto mais específica for a oração, melhor e mais rápida será a resposta, por isso, precisamos aprender a meditar antes de agir.
Energia tem peso e tamanho! Dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço! Dois seres não podem dominar a mesma coisa ao mesmo tempo, a não ser que estejam em comunhão, por isto, devemos sempre pensar se o que vamos pedir a Deus, não está indo de encontro ao livre arbítrio de um outro filho da Luz.
As vezes, as pessoas perdem uma vida inteira em orações contrarias, umas às outras... Uma perda de tempo e energia!
A Meditação é a Sabedoria Divina em ação! Busque sempre a orientação dos Mestres Ascensos, para saber encontrar o caminho certo, para que suas invocações e decretos saiam perfeitos e atinjam seus objetivos com o menor esforço possível, sem desperdício de energia e tempo.
A Vontade Divina é a Razão! Submeta todos os seus pedidos à Vontade de Deus! É importante afirmar, ao final de suas orações, que a vontade de Deus esteja sempre em primeiro lugar.
"Que a Vontade de Deus seja feita, acima da minha!"
Seja específico em seus pedidos, não adianta pedir um carro e muita água para atravessar um deserto e esquecer de pedir a gasolina extra, necessária para toda a travessia... Vocês se espantariam com a quantidade de pedidos incompletos que as pessoas fazem...
A gratidão e o perdão são a chave do fluir da energia. Muitos não conseguem atingir seus objetivos em suas orações por não entenderem a necessidade de estarem sempre gratos e felizes com Deus e com aquilo que já possuem.
É preciso aprender a perdoar os erros de seus irmãos, admitindo o direito que todos temos de errar. E ainda, de sermos capazes de estender nossas orações para aqueles que, como nós, estão passando pelo mesmo problema. Por exemplo: Quando pedir proteção para seu filho, que saiu à noite, peça também por todos os jovens que como ele, precisam de proteção e direção divina...
Reclamações são extremamente ruins para quem reclama. São como orações negativas que atraem mais daquilo que se reclama... Não adianta ficar orando e invocando a chama violeta, e ao primeiro amigo que te pergunta se está tudo bem, você desanda a falar sobre todos os sofrimento pelo qual está passando, ou que os crimes e os políticos estão destruindo nosso país, etc...
Só falamos dos problemas para quem realmente pode ajudar a resolve-los, mesmo assim, sem lamentar. A lamentação é um sentimento de derrota. A lamentação é uma lama que nos leva para baixo...
A compaixão é muito importante! Deus espera que estejamos orando uns pelos outros! É isso o que mais agrada ao nosso Deus! Quando pensamos nos outros, Deus abre um novo mundo de opções em nossas vidas!
Você está, onde sua atenção está. Se você pensa ou olha para alguma coisa, lá estará a sua energia. Quando queremos alguma coisa e procuramos por todos os lugares, deixamos de procurar onde é mais fácil de encontrar, dentro de nós mesmos.
E o que isto significa? Significa que quanto mais focarmos em nossas mentes aquilo que queremos manifestar, quanto mais desejarmos em nossos corações e invocarmos em nossas bocas, mais rápido os Deus poderá entregar para nós.
Não queira fazer o trabalho dos anjos. Não queira ser patrão e funcionário ao mesmo tempo. Você não está apto a fazer o trabalho dos seres cósmicos, pela simples razão de que você atua na posição de "ser atômico", "materializado". Um ser responsável pela criação das coisas, (a manifestação do espírito na matéria), e pela ordem de execução delas.
Busque o exemplo de Deus, comande um mundo espiritual elevado no éter.
Vitória Sempre na Luz!
Paulo R. Simões.
do site: www.eusouluz.com.br
GRUPO DE ESTUDOS VIRTUAL - EUSOULUZ - Ensinamentos dos Mestres Ascensos da Grande Fraternidade...
- Aulas em Textos. - Aulas Gravadas. - E-mails...
GRANDEFRATERNIDADEBRANCA.COM.BR
Curtir · · Compartilhar
Geraldo de Souza
As palavras são poderosas ferramentas que usamos de muitas, diferentes e interessantes maneiras. As palavras podem dirigir nossas experiências, pois elas podem programar nossas mentes em uma certa direção. Esta é a razão de ser tão importante estarmos conscientes daquilo que declaramos.
Por exemplo: muitas pessoas usam frases como "Isto me deixa doente" ou "isto está me matando". Você acredita que eles querem ficar doente ou morrer por algo estúpido e sem razão? certamente que não, então o melhor é não repetir declarações que podem programar uma realização de algo que não queremos.
Seja mais consciente das palavras que escolhe falar. Quando escorregar e deixar sair uma frase ou palavra com programação negativa, diga logo em seguida, "amada Presença EU SOU, cancele isso que acabei de falar".
Ao falarmos, liberamos energia divina de comando, porque "A Palavra é Deus, e Deus é a Palavra", assim como lemos em João 1:1 - “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.
Falar é colocar em ação a energia criativa de Deus. Falar negativamente é pura magia negra, uma forma de corromper o maior bem divino que possuímos, o direito de decretar a vontade de Deus, manifestando Sua vontade neste mundo.
Somos avaliados por Deus e os Mestres Ascensos, a cada 24 horas, sobre tudo o que fazemos e falamos. Nada se torna físico, até que agimos fisicamente, ou, abrimos a nossa boca para falar.
O maior poder da nossa palavra está no comando que podemos fazer ao mundo etéreo. A comunicação etérea pode ser feita através da Meditação, Invocação, Entrega, Decreto, Oração, Reza e Visualização.
Estas são formas "Alfa" de manifestação, onde utilizamos os chakras "Alfa" (chakras da Coroa, 3ª Visão e Garganta) para a transformação da vida na matéria.
LORD, WORD, WORK, SWORD, WORLD
Veja a semelhança destas palavras, Lord / Word / Work / Sword / World.
Não é por acaso que estas palavras são tão semelhantes.
Lord = Deus.
Word = Palavra.
Work = Trabalho.
Sword = Espada.
World = Mundo.
Juntas elas significam: Deus fala a Palavra, que tem o Poder de Construir, ou Destruir o Mundo!
Nós somos filhos de Deus, e na qualidade de Deus-Filhos/Lord, somos como Ele, capazes de falar a Palavra/Word, que tem o poder de movimentar as energias/Work, no planeta Terra/World.
A palavra Espada/Sword, indica o poder da palavra para proteger e para atacar, para construir e para destruir o mundo.
COMUNICAÇÃO ETÉREA
Só o Éter é Eterno! A comunicação etérea é uma realidade cada vez mais conhecida e utilizada por pessoas esclarecidas e de boa vontade. É através da comunicação etérea que conseguimos participar da vida no universo interagindo com seres da mais alta vibração e energia.
Quem são os seres etéreos?
Os seres etéreos são aqueles que vivem no plano etéreo, ou plano do fogo etéreo, um fogo de altíssima vibração que não pode ser visto a olho nu, só pode ser visto através do olho etéreo, mais conhecido como terceiro olho, ou chakra da terceira visão; localizado acima, entre as sobrancelhas.
Os seres etéreos vivem em completa harmonia e unificados a Deus. Deus é o fogo etéreo em ação!
Estes seres podem já ter encarnado, ou não. Por exemplo: os Elohim, os anjos e os elementais, são seres etéreos e raramente encarnam. Só temos conhecimento de um Elohim que encarnou, e na comparação com o numero de anjos, e de elementais, mesmo tendo milhares deles encarnados, isso é um numero muito pequeno. Quando eles encarnam, vem com uma missão específica, necessária para o equilíbrio da vida no planeta.
Jesus, a Virgem Maria, Saint Germain, El Morya, São Francisco de Assis, Gautama Buda; são exemplos de seres que um dia estiveram encarnados, e hoje vivem no plano etéreo, servindo a vontade Divina, e completamente compromissados com a verdade de Deus e do Cosmos. Além destes, nós temos ainda seres etéreos que evoluíram de encarnações, em outros planetas.
Os seres humanos que cumprem a vontade de Deus, realizando o plano divino, e consomem pelo menos 51% de seu carma negativo, ao morrerem/ fazerem a passagem, não necessitam mais reencarnar na Terra e passam a viver no plano etéreo, apoiando a evolução da Terra e de seus habitantes, ainda não evoluídos.
A nossa comunicação espiritual deve ser dirigida para os seres etéreos, jamais, para os seres astrais, que são almas desencarnadas, ainda não elevadas ao éter divino.
Se estamos preocupados em ajudar as almas perdidas no astral, devemos pedir para que os arcanjos os ajudem, levando-os para planos mais elevados, dando-lhes uma nova oportunidade para encarnar na Terra, que é o único meio para que as almas possam se elevar.
Estude a aula Plano de Luz - Astral x Etéreo para compreender melhor este assunto.
Até quando devemos orar para solucionar um problema? Até sabermos se nossas preces foram ou não atendidas! Até obter uma resposta!
Quem está rezando o oposto da minha oração? Existe uma força contraria? Quanto mais soubermos, quanto melhor for a nossa visão sobre a situação e a realidade, melhor será a nossa oração aos Mestres. E quanto melhor for a nossa oração, quanto mais completa ela for, quanto mais específica for a oração, melhor e mais rápida será a resposta, por isso, precisamos aprender a meditar antes de agir.
Energia tem peso e tamanho! Dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço! Dois seres não podem dominar a mesma coisa ao mesmo tempo, a não ser que estejam em comunhão, por isto, devemos sempre pensar se o que vamos pedir a Deus, não está indo de encontro ao livre arbítrio de um outro filho da Luz.
As vezes, as pessoas perdem uma vida inteira em orações contrarias, umas às outras... Uma perda de tempo e energia!
A Meditação é a Sabedoria Divina em ação! Busque sempre a orientação dos Mestres Ascensos, para saber encontrar o caminho certo, para que suas invocações e decretos saiam perfeitos e atinjam seus objetivos com o menor esforço possível, sem desperdício de energia e tempo.
A Vontade Divina é a Razão! Submeta todos os seus pedidos à Vontade de Deus! É importante afirmar, ao final de suas orações, que a vontade de Deus esteja sempre em primeiro lugar.
"Que a Vontade de Deus seja feita, acima da minha!"
Seja específico em seus pedidos, não adianta pedir um carro e muita água para atravessar um deserto e esquecer de pedir a gasolina extra, necessária para toda a travessia... Vocês se espantariam com a quantidade de pedidos incompletos que as pessoas fazem...
A gratidão e o perdão são a chave do fluir da energia. Muitos não conseguem atingir seus objetivos em suas orações por não entenderem a necessidade de estarem sempre gratos e felizes com Deus e com aquilo que já possuem.
É preciso aprender a perdoar os erros de seus irmãos, admitindo o direito que todos temos de errar. E ainda, de sermos capazes de estender nossas orações para aqueles que, como nós, estão passando pelo mesmo problema. Por exemplo: Quando pedir proteção para seu filho, que saiu à noite, peça também por todos os jovens que como ele, precisam de proteção e direção divina...
Reclamações são extremamente ruins para quem reclama. São como orações negativas que atraem mais daquilo que se reclama... Não adianta ficar orando e invocando a chama violeta, e ao primeiro amigo que te pergunta se está tudo bem, você desanda a falar sobre todos os sofrimento pelo qual está passando, ou que os crimes e os políticos estão destruindo nosso país, etc...
Só falamos dos problemas para quem realmente pode ajudar a resolve-los, mesmo assim, sem lamentar. A lamentação é um sentimento de derrota. A lamentação é uma lama que nos leva para baixo...
A compaixão é muito importante! Deus espera que estejamos orando uns pelos outros! É isso o que mais agrada ao nosso Deus! Quando pensamos nos outros, Deus abre um novo mundo de opções em nossas vidas!
Você está, onde sua atenção está. Se você pensa ou olha para alguma coisa, lá estará a sua energia. Quando queremos alguma coisa e procuramos por todos os lugares, deixamos de procurar onde é mais fácil de encontrar, dentro de nós mesmos.
E o que isto significa? Significa que quanto mais focarmos em nossas mentes aquilo que queremos manifestar, quanto mais desejarmos em nossos corações e invocarmos em nossas bocas, mais rápido os Deus poderá entregar para nós.
Não queira fazer o trabalho dos anjos. Não queira ser patrão e funcionário ao mesmo tempo. Você não está apto a fazer o trabalho dos seres cósmicos, pela simples razão de que você atua na posição de "ser atômico", "materializado". Um ser responsável pela criação das coisas, (a manifestação do espírito na matéria), e pela ordem de execução delas.
Busque o exemplo de Deus, comande um mundo espiritual elevado no éter.
Vitória Sempre na Luz!
Paulo R. Simões.
do site: www.eusouluz.com.br
GRUPO DE ESTUDOS VIRTUAL - EUSOULUZ - Ensinamentos dos Mestres Ascensos da Grande Fraternidade...
- Aulas em Textos. - Aulas Gravadas. - E-mails...
GRANDEFRATERNIDADEBRANCA.COM.BR
Curtir · · Compartilhar
Geraldo de Souza
domingo, 1 de fevereiro de 2015
PSICOLOGIA TRANSPESSOAL
Psicologia Transpessoal
Compilado por Fátima Corga, Terapeuta do Instituto Luz
Não apenas é o homem parte da natureza - e esta é parte sua - como deve ser minimamente isomórfico (semelhante a) com ela para nela ser viável. Ela o gerou. Sua comunhão com aquilo que o transcende não precisa ser definida, portanto, como não-natural ou sobrenatural. Pode ser vista como uma experiência 'biológica'.
Abraham Maslow
O Que é e Como Surgiu a Psicologia Transpessoal
Foi em meados da década de sessenta, durante o rápido desenvolvimento e aceitação dos pressupostos básicos da psicologia humanista, com Maslow e Rogers, que alguns psicólogos e psiquiatras começaram a discutir quais os limites e características a que seria possível chegar o potencial da consciência humana. Muitos pesquisadores achavam que a visão da psique dada pela Psicanálise e pelo Behaviorismo eram, no mínimo, bastante simplificadas e reducionistas, não explicando uma grande gama de fenômenos mentais que escapavam - e muito - do campo de alcance de tais teorias. E a Psiquiatria dava ainda menos clareza sobre uma ampla gama de estados de consciência claramente chocantes e, ao mesmo tempo, fascinantes, que não podiam se restringir unicamente à história orgânico-biográfica de alguns pacientes.
A grande maioria dos teóricos da personalidade toma por fundamento básico a consciência em estado de vigília, ou consciência normal, como sendo a única possibilidade saudável de nível de percepção cognitiva.
As características básicas desta consciência normal, segundo Fadiman & Frager, é que a pessoa sabe "quem é", tem perfeita noção de si mesma como uma individualidade, e seu sentido de identidade é estável. Ou seja, a pessoa tem uma idéia clara de ser uma individualidade diferenciada do meio que a cerca. Estudos vários sobre a imagem corporal e do sentido do ego concluem que qualquer desvio desses limites é um grave sintoma psicopatológico. Só que tal conclusão começou a ser seriamente questionada com vários relatos e pesquisas sérias realizadas em várias partes do mundo.
Às vezes, experiências correlacionadas com um declínio de uma psicopatologia e com a restauração da saúde psíquica podem muito bem expor experiências subjetivas que ultrapassam e muito os chamados limites normais do ego.
William James já o havia notado em fins do século passado. O resultado de muitas destas pesquisas, muitas delas envolvendo psiquiatras e psicólogos famosos, levantou uma séria questão: seria possível que algumas das distinções que mantemos entre nós mesmos e o resto do mundo sejam arbitrárias e/ou culturalmente condicionadas? Talvez a consciência humana seja um vasto campo ou espectro, semelhante ao espectro eletromagnético, onde cada "freqüência" expressaria um modo de percepção, muito mais que um conjunto firme de traços ou características rigidamente definidas de expressão, já que em certas experiências - algumas delas envolvendo psicodélicos ou drogas psicoativas - a consciência do sujeito parece abranger elementos que não têm nenhuma continuidade com sua identidade do ego usual e que não podem ser considerados simples derivativos de suas experiências no mundo convencional.
Vejamos esta descrição, feita por Stanislav Grof, de experiências correlacionadas com o declínio de uma patologia de Fadiman & Frager, 1986, página 168):
"No estado de consciência 'normal' ou usual, o indivíduo se experimenta existindo dentro dos limites de seu corpo físico (a imagem corporal), e sua percepção do meio ambiente é restringida pela extensão, fisicamente determinada, de seus órgãos de percepção externa; tanto a percepção interna quanto à percepção do meio ambiente estão confinadas dentro dos limites do espaço e do tempo (numa aceitação cultural das premissas do paradigma cartesiano, próprio da visão de mundo ocidental nos últimos 300 anos). Em experiências psicodélicas (área explorada por Grof em fins dos anos 50, na Tchecoslováquia, e nos anos 60 nos EUA) de cunho transpessoais, uma ou várias destas limitações parecem ser transcendidas (este fenômeno também se encontra, de modo esporádico, nas várias terapias psicológicas, tendo recebido nomes como "Experiências Oceânicas" em Freud, "Experiências Culminantes" em Maslow, "Consciência Cósmica", em Weil, "Experiência Mística", etc). Em alguns casos, o sujeito experiência um afrouxamento de seus limites usuais de ego e sua consciência e autopercepção parecem expandir-se para incluir e abranger outros indivíduos e elementos do mundo externo. Em outros casos, ele continua experienciando sua própria identidade, mas numa percepção de tempo diferente, num lugar diferente ou em um diferente contexto. Ainda em outros casos, o indivíduo pode experienciar uma completa perda de sua própria identidade egóica e uma total identificação com a consciência de uma 'outra' entidade. Finalmente (em similaridade com o que experiência o místico), numa categoria bastante ampla destas experiências psicodélicas transpessoais (experiências arquetípicas, união com Deus, etc.), a consciência do sujeito parece abranger elementos que não têm nenhuma continuidade com a sua identidade de ego usual e que não podem ser considerados simples derivativos de suas experiências do mundo tridimensional".
São, pois, estas experiências culminantes que são o foco central da Psicologia Transpessoal.
Muitos renomados psicólogos humanísticos e alguns psiquiatras insatisfeitos com a abordagem excessivamente mecanicista e biomédica de sua disciplina mostraram crescente interesse por áreas de estudo antes negligenciadas, e por tópicos de psicologia próximas a estes estados-alterados de consciência, como, por exemplo, as experiências místicas, ou de consciência de transe.
As tendências isoladas começaram a se unir graças aos trabalhos de Abraham Maslow e Anthony Sutich, o que acabou por consolidar a chamada Quarta Força em Psicologia (esta classificação é feita com base em características próprias de cada escola, não pelo contexto histórico.
Assim, a Primeira seria o Behaviorismo, a Segunda a Psicanálise e a Terceira o Humanismo). Foi assim que nasceu a Psicologia Transpessoal, como disciplina autônoma, no final dos anos sessenta, mas as tendências desse movimento já existiam há muito tempo. Por exemplo, Carl Gustav Jung, Roberto Assagioli e o próprio Maslow já haviam lançado as bases para o movimento transpessoal (Grof, 1988). Outros psicólogos, como Carl Rogers, acabaram, na evolução de seu trabalho e de sua prática clínica, por se encontrarem com dimensões transcendentes trazidos à tona por clientes e grupos terapêuticos.
Carl Gustav Jung pode ser considerado o mentor máximo e o primeiro psicólogo transpessoal. As diferenças entre a Psicanálise Freudiana e as teorias de Jung são muito bem representativas das diferenças entre uma psicoterapia mecanicista e biomédica e uma mais humana e holística. Ainda que Freud e muitos dos seus discípulos tenham ido muito a fundo nas suas revisões da psicologia ocidental, atingindo os limites do paradigma cartesiano em Psicologia, apenas Jung questionou radicalmente seus fundamentos filosóficos: a visão de mundo de Descartes e Newton. Jung salientou, de modo convincente, aspectos não racionais e não lineares da psique, que inclui o misterioso, o criativo e o espiritual como meios válidos, ou formas holísticas-intuitivas de conhecimento.
Jung via a psique como uma interação complementar entre elementos conscientes e inconscientes, com uma constante troca de informação e fluidez entre ambos. O inconsciente não seria um mero depósito psicobiológico de tendências instintivas reprimidas. Ele seria um princípio ativo inteligente, que, em seu estrato mais profundo, ligaria o indivíduo a toda a humanidade, à natureza e ao cosmos. Ele não seria governado apenas pelo determinismo histórico, como postulado por Freud, mas também por uma ânsia evolutiva com uma função projetiva e teleológica.
Estudando a dinâmica do inconsciente, Jung descobriu as unidades funcionais que chamou de complexos e, como tais, foram adotadas por Freud. Os complexos são constelações de elementos psíquicos - idéias, opiniões, atitudes e convicções - associados com sensações diversas e que se juntam ao redor de um tema nuclear. Partindo de áreas biograficamente determinadas do inconsciente, Jung chegou aos padrões de criação dos mitos, lendas e símbolos universais, aos quais ele deu o nome de arquétipos e que expressam, de forma simbólica, conteúdos psíquicos de significação emocional universal, como o processo de maturação psíquica e outros.
Jung não acreditava que o ser humano fosse uma mera máquina biológica. O conceito de máquina é extremamente antropomórfico para ser um conceito natural. Além disso, ele reconhecia que o processo de maturação psíquica pode, em certos casos, transcender e muito os estreitos limites do ego e do inconsciente individual. Por isso ele é considerado o primeiro representante da orientação transpessoal em psicologia.
Pela sutil e cuidadosa análise de seus próprios sonhos, tal como antes fizera Freud, bem como dos sonhos de seus pacientes e dos delírios de pacientes psicóticos, Jung descobriu que os sonhos têm, algumas vezes, imagens e motivos que se repetem e que podem ser encontrados não só nas diversas partes do mundo, como também em deferentes períodos da história. Assim, ele chegou à conclusão de que, além do inconsciente individual, há um inconsciente coletivo ou racial, comum a toda a humanidade, manifestação da criatividade universal. As únicas fontes de informação sobre os aspectos coletivos do inconsciente seriam o estudo das religiões comparadas e da mitologia universal.
Para Freud, os mitos podem ser interpretados em termos de problemas e conflitos característicos da infância e sua universalidade reflete o conjunto da experiência humana compartilhada culturalmente. Jung rejeitou tal explicação reducionista. Ele havia observado que os enredos mitológicos universais ocorriam em indivíduos que não tinham, de maneira alguma, qualquer conhecimento deles. Isso lhe sugeriu que haveria elementos estruturais formadores de mitos na psique inconsciente. Tais elementos originariam tanto a fantasia viva e os sonhos pessoais quanto à mitologia dos povos. Assim, os sonhos podem ser encarados como mitos individuais e os mitos, como sonhos coletivos. De qualquer modo, estas matrizes primárias são como a expressão instintual do potencial psíquico que cada indivíduo terá de, em seu crescimento, desenvolver.
Freud sempre demonstrou durante toda a sua vida um apaixonante interesse por religião e espiritualidade, mas como expressão de recalques do desenvolvimento psicossexual do homem expresso na forma da cultura religiosa. Ele acreditava que era possível uma compreensão do processo irracional conflitivo, que viria das fases do desenvolvimento psicossexual, responsável pelo surgimento da religião. Jung, ao contrário, dispunha-se a aceitar o irracional e o paradoxal como válidos em si mesmos. Ele estava convicto da realidade da dimensão espiritual no esquema universal das coisas. Sua suposição básica era que o elemento espiritual é uma parte orgânica integral da psique. A verdadeira espiritualidade, ou a sua busca, é um aspecto pulsional do inconsciente coletivo, independente do condicionamento da infância e da vida do indivíduo, do ponto de vista cultural e educacional. Assim, se a análise e a auto-exploração alcançam suficiente profundidade, os elementos espirituais emergem espontaneamante na consciência. A maior contribuição de Jung para a psicoterapia é seu reconhecimento das dimensões espirituais da psique e suas descobertas nos campos transpessoais.
O que faz de Jung um gênio na psicologia moderna é sua ampla visão, que vai bem além de sua época, e o seu método científico.
>O enfoque de Freud era estritamente histórico e determinístico, bem ao gosto do paradigma cartesiano-newtonino; ele se interessava em encontrar explicações lineares-racionais para todos os fenômenos psíquicos, seguindo uma gênese histórico-biográfica.
Jung estava convencido de que a causalidade linear não era o único princípio mandatário na natureza. Ele criou um termo, sincronicidade, para designar um princípio de ligação entre eventos de forma NÃO-causal, o que explicaria as chamadas coincidências significativas de eventos separados no tempo e/ou no espaço. Também se interessava intensamente pelo desenvolvimento da Física Moderna e mantinha estreito contato com seus representantes mais proeminentes.
Foi Einstein que, durante um encontro pessoal, encorajou Jung a perseguir o conceito de sincronicidade, e Wolfgang Pauli, um dos fundadores da teoria quântica, publicou um ensaio conjunto com Jung sobre sincronicidade, bem como escreveu um estudo sobre os arquétipos na obra do físico Johannes Kepler.
Não deixa de ser tremendamente irônico o fato de que, embora Freud se orgulhasse de a Psicanálise ser atrelada ao mecanicismo newtoniano e de que os psicanalistas serem "mecanicistas incorrigíveis", ter sido a psicologia "esotérica" de Jung a que tenha exercido maior impacto entre os gênios da ciência moderna.
Mas o que tem a ver Física e Psicologia? Bem, os Físicos modernos têm muito a dizer sobre a importância da consciência na definição do que seja realidade. Eles, juntamente com os místicos genuínos, parecem estar cada vez mais próximos uns dos outros em suas tentativas para descrever o que seja o universo (ver os excelentes livros de Fritjof Capra e de Lawrence Leshan). Os resultados das experiências transpessoais sugerem que a natureza da gênese da consciência podem ser mais realisticamente descritas por místicos e físicos modernos do que pela mais estável e aceita linha psicológica acadêmica.
Muitos autores (Abraham Maslow, Pierre Weil, Stanislav Grof, Ken Wilber, Walsh, Vaughan entre outros) oferecem a evidência de que os assim chamados "estados alterados" são não só naturais, como também são necessários para o bem-estar e a saúde do indivíduo, após atingir um certo grau de desenvolvimento cognitivo e ter atendido as necessidades básicas mais urgentes. Maslow acredita que, a menos que tenhamos oportunidade de mudarmos nosso estado de consciência, podem se desenvolver sintomas emocionais graves se impedirmos o afloramento dos níveis transcendentes da personalidade. Da mesma forma como existe uma pulsão para a experiência sexual, também parece haver uma pulsão para o desenvolvimento de níveis de percepção.
Roberto sagioli
Outro autor de importância para o desenvolvimento da Psicologia Transpessoal é Roberto Assagioli. Ele é o criador da psicossíntese, que é um tipo de resposta ao método fragmentar da psicanálise, onde está claro a responsabilidade do indivíduo no processo do próprio crescimento, que é um impulso constante em todos as pessoas, apesar de relativamente tênue, embora poucas se dêem à chance de se desenvolverem plenamente.
A cartografia de Assagioli sobre a personalidade humana tem muito em comum com o modelo junguiano da psique, uma vez que inclui os campos espirituais e os elementos coletivos da psique. Ele se constitui de sete constituintes dinâmicos: o inconsciente inferior orienta as atividades psicológicas básicas, como as pulsões sexuais e os complexos emocionais. O inconsciente médio seria algo como o subconsciente. O campo superconsciente é o local dos sentimentos e aptidões superiores, onde se localizam a intuição e a inspiração. O campo da consciência inclui os pensamentos e sentimentos analisáveis. O ponto central da psique é o self. Todos esses componentes são anexados ao inconsciente coletivo.
O processo terapêutico fundamental da psicossíntese envolve quatro estágios consecutivos. Primeiro, o cliente toma conhecimento dos vários elementos (didaticamente falando) de sua personalidade, o que inclui seu ego ideal e o seu ego real, com todos os defeitos que a pessoa gostaria de suprimir. Depois que estiver bem familiarizado com eles, ele terá que começar a se desidentificar com esses elementos (conhecer-se a si mesmo e perceber que suas várias características são apenas características, não o fundamento do ser, ou self). Depois que a pessoa descobre seu centro psicológico unificador, é possível a realização total da psicossíntese, caracterizada pela culminância do processo de auto-realização pela integração dos componentes da personalidade à volta do novo centro, o self.
Abraham Maslow
Foi Abraham Maslow quem primeiro formulou, explicitamente, os princípios da psicologia transpessoal como uma abordagem diferenciada.
Uma de suas mais importantes contribuições é seu estudo sobre pessoas que vivenciaram, espontaneamente, as chamadas experiências místicas de "pico". Na psicoterapia tradicional, experiências místicas de qualquer tipo são sempre taxadas como sérias psicopatologias. Em seu muito bem-feito estudo, Maslow demonstrou que as pessoas que tiveram experiências espontâneas de "pico" beneficiavam-se delas e mostravam uma claríssima tendência para a auto-realização, que é o objetivo da psicoterapia humanística. Ele julgou estas experiências como supernormais em vez de subnormais. A partir desse fato, ele erigiu os fundamentos da nova psicologia.
Um outro aspecto importante do trabalho de Maslow é a análise das necessidades humanas e sua revisão geral da teoria dos instintos. Ele descobriu que as maiores necessidades representam um aspecto importante e autêntico das estrutura da personalidade humana e não pode ser reduzido a uma mera derivação de instintos básicos (a idéia de instinto sugere uma busca da ligação do comportamento humano dentro das diretrizes da ciência mecanicista convencional). Segundo ele, as maiores necessidades têm um papel importante na doença e na saúde mental. Valores superiores (metavalores) e os impulsos para alcançá-los (meta motivações) são intrínsecos à natureza humana, possuindo uma fundamentação tão biológica quanto à pulsão sexual, por exemplo.
Eis as palavras de Maslow anunciando o desenvolvimento da Psicologia Transpessoal (Maslow, 1968, página 12): "Devo também dizer que considero a Psicologia Humanística, ou Terceira Força em Psicologia, apenas transitória, uma preparação para uma Quarta Força ainda "mais elevada", transpessoal, transumana, centrada mais na ecologia universal do que nas necessidades interesses restritos ao ego, indo além da identidade, da individuação e congêneres... Necessitamos de algo "maior do que somos", que seja respeitado por nós mesmos e a que nos entreguemos num novo sentido, naturalista, empírico, não-eclesiástico, talvez como Thoreau e Whitman, William James e John Dewey fizeram".
Carl Rogers
Apesar de não ser incluído, pela maioria dos autores, como um psicólogo transpessoal, mas como um dos mais significativos psicólogos humanistas, não escapou a Carl Rogers as chamadas dimensões transcendentes ou espirituais que freqüentemente emergiam no contexto terapêutico, especialmente em termos de Terapia de Grupo, na qual Rogers foi grande pioneiro. E foi exatamente a partir do revolucionário trabalho com Grandes Grupos e em Workshorps, na última fase de sua formulação teórica, que a temática transpessoal começa a se delinear nos escritos do criador da Abordagem Centrada na Pessoa, e nos escritos de seus principais colaboradores. John K. Wood, por exemplo, escreveu o seguinte comentário (Rogers, 1983b) sobre as ocorrências transpessoais que costumam ocorrer em Grandes Grupos:
Freqüentemente as pessoas compartilham e falam de sonhos sem interpretação ou comentário. Sonhos comuns muitas vezes ocorrem. Algumas pessoas reportam "experiências místicas" (...). As mesmas idéias e mitos [imagens arquetípicas] freqüentemente emergem de várias pessoas ao mesmo tempo. (Rogers, 1983b, p. 34)
O próprio Rogers se refere muitas vezes em suas últimas obras às percepções transpessoais e fenômenos congêneres de estados sutis de consciência, e estabelece que estes são eventos observáveis e inerentes ao trabalho bem sucedido com Grandes Grupos e Workshops:
O outro aspecto importante do processo de formação de [Grandes Grupos] com que tenho tido contato é a sua transcendência e espiritualidade. Há alguns anos eu jamais empregaria estas palavras. Mas a estrema sabedoria do grupo, a presença de uma comunicação profunda quase telepática, a sensação de que existe "algo mais", parecem exigir tais termos (Rogers, 1983a, p. 62).
Tenho a certeza de que este tipo de fenômeno transcendente às vezes é vivido em alguns grupos com que tenho trabalhado, provocando mudanças na vida de alguns participantes. Um deles colocou de forma eloqüente: "Acho que vivi uma experiência espiritual profunda, senti que havia uma comunhão espiritual no grupo. Respiramos juntos, sentimos juntos, e até falamos uns pelos outros. Senti o poder de força vital que anima cada um de nós, não importa o que isso seja. Senti sua presença sem as barreiras usuais do 'eu' e do 'você' - foi como uma experiência de meditação, quando me sinto como um centro de consciência, como parte de uma consciência mais ampla, universal. (Rogers, 1983a, pp. 47-48)
De certa forma, Rogers parecia estar indicando que a ACP por ele elaborada, junto com seus colaboradores, estaria se desenvolvendo a ponto de incluir as dimensões transpessoais em seu arcabouço teórico, mas a sua morte o impediu de levar adiante seus insights:
Tenho a certeza de que nossas experiências terapêuticas e grupais lidam com o transcendente, o indescritível, o espiritual. Sou levado a crer que eu, como muitos outros, tenho subestimado a importância da dimensão espiritual ou mística (Rogers, 1983a, p. 53).
Características de uma nova Psicologia
A nova psicologia que surge, apoiada numa concepção holística e sistêmica, considera o organismo humano como um todo integrado que envolve padrões físicos, mentais, sociais e espirituais. Assim, a base conceitual da Psicologia dever ser compatível tanto com a da Biologia quanto da Sociologia, Antropologia e Filosofia.
No modelo acadêmico moderno, a estrutura voltada à especialização do conhecimento tornou muito difícil a comunicação entre as disciplinas, e entre biólogos e psicólogos o entendimento era muito sofrido. E pior era a comunicação, cheia de medos e ressentimentos, entre psicólogos e médicos. Mas a abordagem sistêmica fornece um terreno propício para a compreensão das manifestações psicossomática do organismo na saúde e na doença, permitindo um intercâmbio, desde que se queira, entre biomédicos e psicólogos.
O foco central da psicologia está tendendo a se transferir das estruturas psicológicas para os processos relacionais subjacentes. A psique humana é vista como um sistema dinâmico que envolve uma variedade de fenômenos ligados à auto-atualização e crescimento contínuos. Assim, a psique teria um tipo de inteligência intrínseca que a habilita a envolver-se a tal ponto com o meio, que este processo pode levar não só a uma doença, mas também ao processo de cura e crescimento, como a concepção de autotranscendência da teoria dos sistemas.
O Espectro da Consciência
Um dos sistemas didáticos, em psicologia, que procura integrar os diferentes insights das várias escolas psicoterapêuticas do ocidente entre si, e estas com as várias abordagens orientais, é a Psicologia do Espectro, proposta por Ken Wilber, como um modelo da compreensão transpessoal das diferenças entre psicoterapias. Nele, cada uma das diferentes escolas é vista como uma faixa que se dedica a um aspecto específico do total a que se pode apresentar a consciência humana. Cada uma dessas escolas aponta para um estado de consciência que se caracteriza por possuir um diferente senso de identidade, indo da pequena identidade restrita ao ego até à suprema identidade com todo o universo, que é o nível extremo da consciência transpessoal. Este espectro pode ser entendido a partir de quatro níveis: o do ego, o biossocial, o existencial e o transpessoal.
No nível do ego, a pessoa não se identifica, a rigor, com o seu organismo, mas com uma representação mental, ou com um conceito do mesmo, como uma auto-imagem construída, ou egóica. É, pois, um problema de identificação com um modelo que a pessoa aceita, num investimento, como sendo seu "eu". Existe - para ela - um "eu" que é diferente e independente de tudo e de todos. A pessoa não se interessa muito em cultivar relações interpessoas sem que haja uma vantagem específica para o ego, e muito menos se preocupa com aspectos ecológicos ou sociais.
O nível biossocial já envolve a consciência e a preocupação com o nível e com os aspectos do ambiente social da pessoa. A influência preponderante é a de padrões culturais e sociais. A pessoa sente como fazendo parte - e tendo alguma responsabilidade - pelo seu meio-ambiente social e natural.
O Nível existencial é o nível do organismo total, caracterizado por um senso de identidade corpo/mente auto-organizador. É o nível dos ideais humanistas e do pensamento mais sofisticado, em termos de filosofia de vida. Emoção e razão estão mais ou menos associadas para o crescimento e o desenvolvimento das potencialidades do homem, desde que os meios sejam razoavelmente propícios. Quando não, ainda assim a pessoa luta para se auto-atualizar e a ajudar seus semelhantes. Alto grau de desenvolvimento moral é freqüentemente associado a este estágio.
O nível transpessoal é o nível da expansão da consciência para além das fronteiras do ego, correspondendo a um senso de identidade mais amplo. Elas podem envolver percepções do meio ambiente, onde tudo está, de uma forma sutil, mas muito presente, ligado - de forma NÃO LINEAR - a tudo. É o nível do inconsciente coletivo e dos fenômenos que lhe estão associados, tal como descritos por Jung e seguidores. É também neste nível de percepção que podem - mas não necessariamente ocorrem ou são regra geral próprias de uma percepção transpessoal - surgir, como eventos secundários, certos fenômenos parapsicológicos, como telepatia, precognição ou - o que não tipifica um fenômeno parapsicológico, mas sim psicológico - lembranças de vidas passadas. É uma forma extremamente sofisticada e não ordinária de consciência em que a pessoa não aceita mais a crença uma separação rígida entre ela e todo o universo, a não ser como uma forma de atuar praticamente sobre o meio em que vive com outras pessoas. Essa forma de consciência transcende,e muito, o raciocínio lógico convencional, e aproxima-se das assim chamadas experiências místicas. E é este estado que é objeto mais íntimo de estudo da Psicologia Transpessoal.
Enfim, para terminar, é preciso definir o relacionamento entre a prática da psicologia transpessoal e os enfoques tradicionais de psicoterapia. O que caracteriza um terapeuta transpessoal não é o seu conteúdo, mas o contexto. O conteúdo é determinado pela relação terapêutica em si, entre cliente e terapeuta, como bem o estabeleceu Carl Rogers. Um terapeuta transpessoal lida com os problemas que emergem durante o processo terapêutico, incluindo acontecimentos mundanos, fatos biográficos e problemas existenciais. O que realmente define a orientação transpessoal é um modelo da psique humana que reconhece a importância das dimensões espirituais e o potencial para a evolução da consciência. O terapeuta transpessoal deve ser consciente do espectro total e deve sempre acompanhar o cliente a novos campos experiências, quando há oportunidade, não importando qual o nível que o processo terapêutico esteja focalizando.
Estudos de Geraldo de Souza
www.somostodosum.com.br
Compilado por Fátima Corga, Terapeuta do Instituto Luz
Não apenas é o homem parte da natureza - e esta é parte sua - como deve ser minimamente isomórfico (semelhante a) com ela para nela ser viável. Ela o gerou. Sua comunhão com aquilo que o transcende não precisa ser definida, portanto, como não-natural ou sobrenatural. Pode ser vista como uma experiência 'biológica'.
Abraham Maslow
O Que é e Como Surgiu a Psicologia Transpessoal
Foi em meados da década de sessenta, durante o rápido desenvolvimento e aceitação dos pressupostos básicos da psicologia humanista, com Maslow e Rogers, que alguns psicólogos e psiquiatras começaram a discutir quais os limites e características a que seria possível chegar o potencial da consciência humana. Muitos pesquisadores achavam que a visão da psique dada pela Psicanálise e pelo Behaviorismo eram, no mínimo, bastante simplificadas e reducionistas, não explicando uma grande gama de fenômenos mentais que escapavam - e muito - do campo de alcance de tais teorias. E a Psiquiatria dava ainda menos clareza sobre uma ampla gama de estados de consciência claramente chocantes e, ao mesmo tempo, fascinantes, que não podiam se restringir unicamente à história orgânico-biográfica de alguns pacientes.
A grande maioria dos teóricos da personalidade toma por fundamento básico a consciência em estado de vigília, ou consciência normal, como sendo a única possibilidade saudável de nível de percepção cognitiva.
As características básicas desta consciência normal, segundo Fadiman & Frager, é que a pessoa sabe "quem é", tem perfeita noção de si mesma como uma individualidade, e seu sentido de identidade é estável. Ou seja, a pessoa tem uma idéia clara de ser uma individualidade diferenciada do meio que a cerca. Estudos vários sobre a imagem corporal e do sentido do ego concluem que qualquer desvio desses limites é um grave sintoma psicopatológico. Só que tal conclusão começou a ser seriamente questionada com vários relatos e pesquisas sérias realizadas em várias partes do mundo.
Às vezes, experiências correlacionadas com um declínio de uma psicopatologia e com a restauração da saúde psíquica podem muito bem expor experiências subjetivas que ultrapassam e muito os chamados limites normais do ego.
William James já o havia notado em fins do século passado. O resultado de muitas destas pesquisas, muitas delas envolvendo psiquiatras e psicólogos famosos, levantou uma séria questão: seria possível que algumas das distinções que mantemos entre nós mesmos e o resto do mundo sejam arbitrárias e/ou culturalmente condicionadas? Talvez a consciência humana seja um vasto campo ou espectro, semelhante ao espectro eletromagnético, onde cada "freqüência" expressaria um modo de percepção, muito mais que um conjunto firme de traços ou características rigidamente definidas de expressão, já que em certas experiências - algumas delas envolvendo psicodélicos ou drogas psicoativas - a consciência do sujeito parece abranger elementos que não têm nenhuma continuidade com sua identidade do ego usual e que não podem ser considerados simples derivativos de suas experiências no mundo convencional.
Vejamos esta descrição, feita por Stanislav Grof, de experiências correlacionadas com o declínio de uma patologia de Fadiman & Frager, 1986, página 168):
"No estado de consciência 'normal' ou usual, o indivíduo se experimenta existindo dentro dos limites de seu corpo físico (a imagem corporal), e sua percepção do meio ambiente é restringida pela extensão, fisicamente determinada, de seus órgãos de percepção externa; tanto a percepção interna quanto à percepção do meio ambiente estão confinadas dentro dos limites do espaço e do tempo (numa aceitação cultural das premissas do paradigma cartesiano, próprio da visão de mundo ocidental nos últimos 300 anos). Em experiências psicodélicas (área explorada por Grof em fins dos anos 50, na Tchecoslováquia, e nos anos 60 nos EUA) de cunho transpessoais, uma ou várias destas limitações parecem ser transcendidas (este fenômeno também se encontra, de modo esporádico, nas várias terapias psicológicas, tendo recebido nomes como "Experiências Oceânicas" em Freud, "Experiências Culminantes" em Maslow, "Consciência Cósmica", em Weil, "Experiência Mística", etc). Em alguns casos, o sujeito experiência um afrouxamento de seus limites usuais de ego e sua consciência e autopercepção parecem expandir-se para incluir e abranger outros indivíduos e elementos do mundo externo. Em outros casos, ele continua experienciando sua própria identidade, mas numa percepção de tempo diferente, num lugar diferente ou em um diferente contexto. Ainda em outros casos, o indivíduo pode experienciar uma completa perda de sua própria identidade egóica e uma total identificação com a consciência de uma 'outra' entidade. Finalmente (em similaridade com o que experiência o místico), numa categoria bastante ampla destas experiências psicodélicas transpessoais (experiências arquetípicas, união com Deus, etc.), a consciência do sujeito parece abranger elementos que não têm nenhuma continuidade com a sua identidade de ego usual e que não podem ser considerados simples derivativos de suas experiências do mundo tridimensional".
São, pois, estas experiências culminantes que são o foco central da Psicologia Transpessoal.
Muitos renomados psicólogos humanísticos e alguns psiquiatras insatisfeitos com a abordagem excessivamente mecanicista e biomédica de sua disciplina mostraram crescente interesse por áreas de estudo antes negligenciadas, e por tópicos de psicologia próximas a estes estados-alterados de consciência, como, por exemplo, as experiências místicas, ou de consciência de transe.
As tendências isoladas começaram a se unir graças aos trabalhos de Abraham Maslow e Anthony Sutich, o que acabou por consolidar a chamada Quarta Força em Psicologia (esta classificação é feita com base em características próprias de cada escola, não pelo contexto histórico.
Assim, a Primeira seria o Behaviorismo, a Segunda a Psicanálise e a Terceira o Humanismo). Foi assim que nasceu a Psicologia Transpessoal, como disciplina autônoma, no final dos anos sessenta, mas as tendências desse movimento já existiam há muito tempo. Por exemplo, Carl Gustav Jung, Roberto Assagioli e o próprio Maslow já haviam lançado as bases para o movimento transpessoal (Grof, 1988). Outros psicólogos, como Carl Rogers, acabaram, na evolução de seu trabalho e de sua prática clínica, por se encontrarem com dimensões transcendentes trazidos à tona por clientes e grupos terapêuticos.
Carl Gustav Jung pode ser considerado o mentor máximo e o primeiro psicólogo transpessoal. As diferenças entre a Psicanálise Freudiana e as teorias de Jung são muito bem representativas das diferenças entre uma psicoterapia mecanicista e biomédica e uma mais humana e holística. Ainda que Freud e muitos dos seus discípulos tenham ido muito a fundo nas suas revisões da psicologia ocidental, atingindo os limites do paradigma cartesiano em Psicologia, apenas Jung questionou radicalmente seus fundamentos filosóficos: a visão de mundo de Descartes e Newton. Jung salientou, de modo convincente, aspectos não racionais e não lineares da psique, que inclui o misterioso, o criativo e o espiritual como meios válidos, ou formas holísticas-intuitivas de conhecimento.
Jung via a psique como uma interação complementar entre elementos conscientes e inconscientes, com uma constante troca de informação e fluidez entre ambos. O inconsciente não seria um mero depósito psicobiológico de tendências instintivas reprimidas. Ele seria um princípio ativo inteligente, que, em seu estrato mais profundo, ligaria o indivíduo a toda a humanidade, à natureza e ao cosmos. Ele não seria governado apenas pelo determinismo histórico, como postulado por Freud, mas também por uma ânsia evolutiva com uma função projetiva e teleológica.
Estudando a dinâmica do inconsciente, Jung descobriu as unidades funcionais que chamou de complexos e, como tais, foram adotadas por Freud. Os complexos são constelações de elementos psíquicos - idéias, opiniões, atitudes e convicções - associados com sensações diversas e que se juntam ao redor de um tema nuclear. Partindo de áreas biograficamente determinadas do inconsciente, Jung chegou aos padrões de criação dos mitos, lendas e símbolos universais, aos quais ele deu o nome de arquétipos e que expressam, de forma simbólica, conteúdos psíquicos de significação emocional universal, como o processo de maturação psíquica e outros.
Jung não acreditava que o ser humano fosse uma mera máquina biológica. O conceito de máquina é extremamente antropomórfico para ser um conceito natural. Além disso, ele reconhecia que o processo de maturação psíquica pode, em certos casos, transcender e muito os estreitos limites do ego e do inconsciente individual. Por isso ele é considerado o primeiro representante da orientação transpessoal em psicologia.
Pela sutil e cuidadosa análise de seus próprios sonhos, tal como antes fizera Freud, bem como dos sonhos de seus pacientes e dos delírios de pacientes psicóticos, Jung descobriu que os sonhos têm, algumas vezes, imagens e motivos que se repetem e que podem ser encontrados não só nas diversas partes do mundo, como também em deferentes períodos da história. Assim, ele chegou à conclusão de que, além do inconsciente individual, há um inconsciente coletivo ou racial, comum a toda a humanidade, manifestação da criatividade universal. As únicas fontes de informação sobre os aspectos coletivos do inconsciente seriam o estudo das religiões comparadas e da mitologia universal.
Para Freud, os mitos podem ser interpretados em termos de problemas e conflitos característicos da infância e sua universalidade reflete o conjunto da experiência humana compartilhada culturalmente. Jung rejeitou tal explicação reducionista. Ele havia observado que os enredos mitológicos universais ocorriam em indivíduos que não tinham, de maneira alguma, qualquer conhecimento deles. Isso lhe sugeriu que haveria elementos estruturais formadores de mitos na psique inconsciente. Tais elementos originariam tanto a fantasia viva e os sonhos pessoais quanto à mitologia dos povos. Assim, os sonhos podem ser encarados como mitos individuais e os mitos, como sonhos coletivos. De qualquer modo, estas matrizes primárias são como a expressão instintual do potencial psíquico que cada indivíduo terá de, em seu crescimento, desenvolver.
Freud sempre demonstrou durante toda a sua vida um apaixonante interesse por religião e espiritualidade, mas como expressão de recalques do desenvolvimento psicossexual do homem expresso na forma da cultura religiosa. Ele acreditava que era possível uma compreensão do processo irracional conflitivo, que viria das fases do desenvolvimento psicossexual, responsável pelo surgimento da religião. Jung, ao contrário, dispunha-se a aceitar o irracional e o paradoxal como válidos em si mesmos. Ele estava convicto da realidade da dimensão espiritual no esquema universal das coisas. Sua suposição básica era que o elemento espiritual é uma parte orgânica integral da psique. A verdadeira espiritualidade, ou a sua busca, é um aspecto pulsional do inconsciente coletivo, independente do condicionamento da infância e da vida do indivíduo, do ponto de vista cultural e educacional. Assim, se a análise e a auto-exploração alcançam suficiente profundidade, os elementos espirituais emergem espontaneamante na consciência. A maior contribuição de Jung para a psicoterapia é seu reconhecimento das dimensões espirituais da psique e suas descobertas nos campos transpessoais.
O que faz de Jung um gênio na psicologia moderna é sua ampla visão, que vai bem além de sua época, e o seu método científico.
>O enfoque de Freud era estritamente histórico e determinístico, bem ao gosto do paradigma cartesiano-newtonino; ele se interessava em encontrar explicações lineares-racionais para todos os fenômenos psíquicos, seguindo uma gênese histórico-biográfica.
Jung estava convencido de que a causalidade linear não era o único princípio mandatário na natureza. Ele criou um termo, sincronicidade, para designar um princípio de ligação entre eventos de forma NÃO-causal, o que explicaria as chamadas coincidências significativas de eventos separados no tempo e/ou no espaço. Também se interessava intensamente pelo desenvolvimento da Física Moderna e mantinha estreito contato com seus representantes mais proeminentes.
Foi Einstein que, durante um encontro pessoal, encorajou Jung a perseguir o conceito de sincronicidade, e Wolfgang Pauli, um dos fundadores da teoria quântica, publicou um ensaio conjunto com Jung sobre sincronicidade, bem como escreveu um estudo sobre os arquétipos na obra do físico Johannes Kepler.
Não deixa de ser tremendamente irônico o fato de que, embora Freud se orgulhasse de a Psicanálise ser atrelada ao mecanicismo newtoniano e de que os psicanalistas serem "mecanicistas incorrigíveis", ter sido a psicologia "esotérica" de Jung a que tenha exercido maior impacto entre os gênios da ciência moderna.
Mas o que tem a ver Física e Psicologia? Bem, os Físicos modernos têm muito a dizer sobre a importância da consciência na definição do que seja realidade. Eles, juntamente com os místicos genuínos, parecem estar cada vez mais próximos uns dos outros em suas tentativas para descrever o que seja o universo (ver os excelentes livros de Fritjof Capra e de Lawrence Leshan). Os resultados das experiências transpessoais sugerem que a natureza da gênese da consciência podem ser mais realisticamente descritas por místicos e físicos modernos do que pela mais estável e aceita linha psicológica acadêmica.
Muitos autores (Abraham Maslow, Pierre Weil, Stanislav Grof, Ken Wilber, Walsh, Vaughan entre outros) oferecem a evidência de que os assim chamados "estados alterados" são não só naturais, como também são necessários para o bem-estar e a saúde do indivíduo, após atingir um certo grau de desenvolvimento cognitivo e ter atendido as necessidades básicas mais urgentes. Maslow acredita que, a menos que tenhamos oportunidade de mudarmos nosso estado de consciência, podem se desenvolver sintomas emocionais graves se impedirmos o afloramento dos níveis transcendentes da personalidade. Da mesma forma como existe uma pulsão para a experiência sexual, também parece haver uma pulsão para o desenvolvimento de níveis de percepção.
Roberto sagioli
Outro autor de importância para o desenvolvimento da Psicologia Transpessoal é Roberto Assagioli. Ele é o criador da psicossíntese, que é um tipo de resposta ao método fragmentar da psicanálise, onde está claro a responsabilidade do indivíduo no processo do próprio crescimento, que é um impulso constante em todos as pessoas, apesar de relativamente tênue, embora poucas se dêem à chance de se desenvolverem plenamente.
A cartografia de Assagioli sobre a personalidade humana tem muito em comum com o modelo junguiano da psique, uma vez que inclui os campos espirituais e os elementos coletivos da psique. Ele se constitui de sete constituintes dinâmicos: o inconsciente inferior orienta as atividades psicológicas básicas, como as pulsões sexuais e os complexos emocionais. O inconsciente médio seria algo como o subconsciente. O campo superconsciente é o local dos sentimentos e aptidões superiores, onde se localizam a intuição e a inspiração. O campo da consciência inclui os pensamentos e sentimentos analisáveis. O ponto central da psique é o self. Todos esses componentes são anexados ao inconsciente coletivo.
O processo terapêutico fundamental da psicossíntese envolve quatro estágios consecutivos. Primeiro, o cliente toma conhecimento dos vários elementos (didaticamente falando) de sua personalidade, o que inclui seu ego ideal e o seu ego real, com todos os defeitos que a pessoa gostaria de suprimir. Depois que estiver bem familiarizado com eles, ele terá que começar a se desidentificar com esses elementos (conhecer-se a si mesmo e perceber que suas várias características são apenas características, não o fundamento do ser, ou self). Depois que a pessoa descobre seu centro psicológico unificador, é possível a realização total da psicossíntese, caracterizada pela culminância do processo de auto-realização pela integração dos componentes da personalidade à volta do novo centro, o self.
Abraham Maslow
Foi Abraham Maslow quem primeiro formulou, explicitamente, os princípios da psicologia transpessoal como uma abordagem diferenciada.
Uma de suas mais importantes contribuições é seu estudo sobre pessoas que vivenciaram, espontaneamente, as chamadas experiências místicas de "pico". Na psicoterapia tradicional, experiências místicas de qualquer tipo são sempre taxadas como sérias psicopatologias. Em seu muito bem-feito estudo, Maslow demonstrou que as pessoas que tiveram experiências espontâneas de "pico" beneficiavam-se delas e mostravam uma claríssima tendência para a auto-realização, que é o objetivo da psicoterapia humanística. Ele julgou estas experiências como supernormais em vez de subnormais. A partir desse fato, ele erigiu os fundamentos da nova psicologia.
Um outro aspecto importante do trabalho de Maslow é a análise das necessidades humanas e sua revisão geral da teoria dos instintos. Ele descobriu que as maiores necessidades representam um aspecto importante e autêntico das estrutura da personalidade humana e não pode ser reduzido a uma mera derivação de instintos básicos (a idéia de instinto sugere uma busca da ligação do comportamento humano dentro das diretrizes da ciência mecanicista convencional). Segundo ele, as maiores necessidades têm um papel importante na doença e na saúde mental. Valores superiores (metavalores) e os impulsos para alcançá-los (meta motivações) são intrínsecos à natureza humana, possuindo uma fundamentação tão biológica quanto à pulsão sexual, por exemplo.
Eis as palavras de Maslow anunciando o desenvolvimento da Psicologia Transpessoal (Maslow, 1968, página 12): "Devo também dizer que considero a Psicologia Humanística, ou Terceira Força em Psicologia, apenas transitória, uma preparação para uma Quarta Força ainda "mais elevada", transpessoal, transumana, centrada mais na ecologia universal do que nas necessidades interesses restritos ao ego, indo além da identidade, da individuação e congêneres... Necessitamos de algo "maior do que somos", que seja respeitado por nós mesmos e a que nos entreguemos num novo sentido, naturalista, empírico, não-eclesiástico, talvez como Thoreau e Whitman, William James e John Dewey fizeram".
Carl Rogers
Apesar de não ser incluído, pela maioria dos autores, como um psicólogo transpessoal, mas como um dos mais significativos psicólogos humanistas, não escapou a Carl Rogers as chamadas dimensões transcendentes ou espirituais que freqüentemente emergiam no contexto terapêutico, especialmente em termos de Terapia de Grupo, na qual Rogers foi grande pioneiro. E foi exatamente a partir do revolucionário trabalho com Grandes Grupos e em Workshorps, na última fase de sua formulação teórica, que a temática transpessoal começa a se delinear nos escritos do criador da Abordagem Centrada na Pessoa, e nos escritos de seus principais colaboradores. John K. Wood, por exemplo, escreveu o seguinte comentário (Rogers, 1983b) sobre as ocorrências transpessoais que costumam ocorrer em Grandes Grupos:
Freqüentemente as pessoas compartilham e falam de sonhos sem interpretação ou comentário. Sonhos comuns muitas vezes ocorrem. Algumas pessoas reportam "experiências místicas" (...). As mesmas idéias e mitos [imagens arquetípicas] freqüentemente emergem de várias pessoas ao mesmo tempo. (Rogers, 1983b, p. 34)
O próprio Rogers se refere muitas vezes em suas últimas obras às percepções transpessoais e fenômenos congêneres de estados sutis de consciência, e estabelece que estes são eventos observáveis e inerentes ao trabalho bem sucedido com Grandes Grupos e Workshops:
O outro aspecto importante do processo de formação de [Grandes Grupos] com que tenho tido contato é a sua transcendência e espiritualidade. Há alguns anos eu jamais empregaria estas palavras. Mas a estrema sabedoria do grupo, a presença de uma comunicação profunda quase telepática, a sensação de que existe "algo mais", parecem exigir tais termos (Rogers, 1983a, p. 62).
Tenho a certeza de que este tipo de fenômeno transcendente às vezes é vivido em alguns grupos com que tenho trabalhado, provocando mudanças na vida de alguns participantes. Um deles colocou de forma eloqüente: "Acho que vivi uma experiência espiritual profunda, senti que havia uma comunhão espiritual no grupo. Respiramos juntos, sentimos juntos, e até falamos uns pelos outros. Senti o poder de força vital que anima cada um de nós, não importa o que isso seja. Senti sua presença sem as barreiras usuais do 'eu' e do 'você' - foi como uma experiência de meditação, quando me sinto como um centro de consciência, como parte de uma consciência mais ampla, universal. (Rogers, 1983a, pp. 47-48)
De certa forma, Rogers parecia estar indicando que a ACP por ele elaborada, junto com seus colaboradores, estaria se desenvolvendo a ponto de incluir as dimensões transpessoais em seu arcabouço teórico, mas a sua morte o impediu de levar adiante seus insights:
Tenho a certeza de que nossas experiências terapêuticas e grupais lidam com o transcendente, o indescritível, o espiritual. Sou levado a crer que eu, como muitos outros, tenho subestimado a importância da dimensão espiritual ou mística (Rogers, 1983a, p. 53).
Características de uma nova Psicologia
A nova psicologia que surge, apoiada numa concepção holística e sistêmica, considera o organismo humano como um todo integrado que envolve padrões físicos, mentais, sociais e espirituais. Assim, a base conceitual da Psicologia dever ser compatível tanto com a da Biologia quanto da Sociologia, Antropologia e Filosofia.
No modelo acadêmico moderno, a estrutura voltada à especialização do conhecimento tornou muito difícil a comunicação entre as disciplinas, e entre biólogos e psicólogos o entendimento era muito sofrido. E pior era a comunicação, cheia de medos e ressentimentos, entre psicólogos e médicos. Mas a abordagem sistêmica fornece um terreno propício para a compreensão das manifestações psicossomática do organismo na saúde e na doença, permitindo um intercâmbio, desde que se queira, entre biomédicos e psicólogos.
O foco central da psicologia está tendendo a se transferir das estruturas psicológicas para os processos relacionais subjacentes. A psique humana é vista como um sistema dinâmico que envolve uma variedade de fenômenos ligados à auto-atualização e crescimento contínuos. Assim, a psique teria um tipo de inteligência intrínseca que a habilita a envolver-se a tal ponto com o meio, que este processo pode levar não só a uma doença, mas também ao processo de cura e crescimento, como a concepção de autotranscendência da teoria dos sistemas.
O Espectro da Consciência
Um dos sistemas didáticos, em psicologia, que procura integrar os diferentes insights das várias escolas psicoterapêuticas do ocidente entre si, e estas com as várias abordagens orientais, é a Psicologia do Espectro, proposta por Ken Wilber, como um modelo da compreensão transpessoal das diferenças entre psicoterapias. Nele, cada uma das diferentes escolas é vista como uma faixa que se dedica a um aspecto específico do total a que se pode apresentar a consciência humana. Cada uma dessas escolas aponta para um estado de consciência que se caracteriza por possuir um diferente senso de identidade, indo da pequena identidade restrita ao ego até à suprema identidade com todo o universo, que é o nível extremo da consciência transpessoal. Este espectro pode ser entendido a partir de quatro níveis: o do ego, o biossocial, o existencial e o transpessoal.
No nível do ego, a pessoa não se identifica, a rigor, com o seu organismo, mas com uma representação mental, ou com um conceito do mesmo, como uma auto-imagem construída, ou egóica. É, pois, um problema de identificação com um modelo que a pessoa aceita, num investimento, como sendo seu "eu". Existe - para ela - um "eu" que é diferente e independente de tudo e de todos. A pessoa não se interessa muito em cultivar relações interpessoas sem que haja uma vantagem específica para o ego, e muito menos se preocupa com aspectos ecológicos ou sociais.
O nível biossocial já envolve a consciência e a preocupação com o nível e com os aspectos do ambiente social da pessoa. A influência preponderante é a de padrões culturais e sociais. A pessoa sente como fazendo parte - e tendo alguma responsabilidade - pelo seu meio-ambiente social e natural.
O Nível existencial é o nível do organismo total, caracterizado por um senso de identidade corpo/mente auto-organizador. É o nível dos ideais humanistas e do pensamento mais sofisticado, em termos de filosofia de vida. Emoção e razão estão mais ou menos associadas para o crescimento e o desenvolvimento das potencialidades do homem, desde que os meios sejam razoavelmente propícios. Quando não, ainda assim a pessoa luta para se auto-atualizar e a ajudar seus semelhantes. Alto grau de desenvolvimento moral é freqüentemente associado a este estágio.
O nível transpessoal é o nível da expansão da consciência para além das fronteiras do ego, correspondendo a um senso de identidade mais amplo. Elas podem envolver percepções do meio ambiente, onde tudo está, de uma forma sutil, mas muito presente, ligado - de forma NÃO LINEAR - a tudo. É o nível do inconsciente coletivo e dos fenômenos que lhe estão associados, tal como descritos por Jung e seguidores. É também neste nível de percepção que podem - mas não necessariamente ocorrem ou são regra geral próprias de uma percepção transpessoal - surgir, como eventos secundários, certos fenômenos parapsicológicos, como telepatia, precognição ou - o que não tipifica um fenômeno parapsicológico, mas sim psicológico - lembranças de vidas passadas. É uma forma extremamente sofisticada e não ordinária de consciência em que a pessoa não aceita mais a crença uma separação rígida entre ela e todo o universo, a não ser como uma forma de atuar praticamente sobre o meio em que vive com outras pessoas. Essa forma de consciência transcende,e muito, o raciocínio lógico convencional, e aproxima-se das assim chamadas experiências místicas. E é este estado que é objeto mais íntimo de estudo da Psicologia Transpessoal.
Enfim, para terminar, é preciso definir o relacionamento entre a prática da psicologia transpessoal e os enfoques tradicionais de psicoterapia. O que caracteriza um terapeuta transpessoal não é o seu conteúdo, mas o contexto. O conteúdo é determinado pela relação terapêutica em si, entre cliente e terapeuta, como bem o estabeleceu Carl Rogers. Um terapeuta transpessoal lida com os problemas que emergem durante o processo terapêutico, incluindo acontecimentos mundanos, fatos biográficos e problemas existenciais. O que realmente define a orientação transpessoal é um modelo da psique humana que reconhece a importância das dimensões espirituais e o potencial para a evolução da consciência. O terapeuta transpessoal deve ser consciente do espectro total e deve sempre acompanhar o cliente a novos campos experiências, quando há oportunidade, não importando qual o nível que o processo terapêutico esteja focalizando.
Estudos de Geraldo de Souza
www.somostodosum.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)