CONSCIÊNCIA
(RESUMO)
ESPAÇO E TEMPO
A abordagem do conceito de espaço e tempo como
constituintes de nossa realidade consciente é o primeiro tópico a ser tratado
no curso. É através da Consciência que exploramos o mundo e buscamos explorar,
com a Consciência, o mundo interior. Carl Gustav Jung diz que o mundo interior
é um cosmo interno tão infinito quanto o cosmo externo. Serão abordadas as
teorias modernas de formação do Universo e surgimento da vida e
desenvolvimento humano com o uso de slides de apoio.
A CONSCIÊNCIA
Antes da existência da Consciência não havia tempo,
havia apenas a eternidade. Não havia espaço, somente a infinidade, apenas o
mundo tinha existência, ou apenas os deuses existiam. Antes do surgimento da
Consciência o homem vivia como os animais, vivia além dos opostos, além do bem
e do mal. A evolução em direção à Consciência arrancou o homem de seu estado
natural e o diferenciou das outras espécies.
Estamos conscientes quando qualquer objeto se relaciona
com nosso Ego através dos sentidos. Será aplicado nos interessados um teste que
avalia qual a função da Consciência (pensamento, sentimento, intuição e
sensação) é a mais utilizada e qual função é menos utilizada acarretando
problemas para a pessoa.
O EGO
O Ego é definido pelo pensamento como sendo a entidade
no centro da Consciência, o ponto central dela. É o sujeito ciente da própria
identidade, individualidade, continuidade no tempo e no espaço. O Ego tem o dom
da fala, da memória, da vontade e do livre arbítrio.
Veremos que o Ego, como centro da Consciência,
tem um papel fundamental na evolução da vida, pois é ele que torna possível
conhecermos o que até então se encontrava no reino do Inconsciente.
A PERSONA
Para se relacionar com o mundo exterior o Ego se
utiliza de uma máscara que é destinada a produzir um determinado efeito sobre
os outros e ocultar a verdadeira natureza do indivíduo. Essa máscara são os
papeis que desempenhamos socialmente. Ela serve como um mediador entre o Ego e
o mundo externo.
A Persona é a maneira como o Ego aparece para os
outros, como ele julga ser ou como acredita ser a opinião dos outros a seu
respeito.
A SOMBRA
A educação pela qual passa o ego, ao longo da vida,
vai moldando a sua persona que é aquilo que ele pode fazer e exibir
publicamente. Mas o que ele faz e é reprovado socialmente, às vezes é
feito às escondidas e assim vai se formando a sombra.
A sombra é a parte da personalidade que a pessoa não
tem desejo de ser pois reúne todas as suas qualidades desagradáveis, as
fraquezas, as forças maléficas, as culpas, os complexos e emoções negativas.
Ela é formada através do processo de repressão de comportamentos que o
indivíduo não ostenta publicamente.
A sombra apresenta-se como o inverso da persona
e é preciso muita coragem para se confrontar com esse aspecto sombrio da
personalidade.
O INCONSCIENTE
O Inconsciente pessoal é a parte formada por conteúdos
oriundos da vivência pessoal do indivíduo e que foram esquecidos ou reprimidos.
O Inconsciente coletivo é de origem anterior ao
pessoal e engloba todos os conteúdos da experiência psíquica humana. Do mesmo
modo que o corpo humano apresenta uma anatomia comum, sempre a mesma, apesar de
todas as diferenças raciais, assim também a psique possui um substrato comum.
OS COMPLEXOS
São formados pelas experiências dolorosas da vida que
o indivíduo faz questão de esquecer, de reprimir no Inconsciente, mas que
permanecem vivas, afetando a vida consciente da pessoa.
São agrupamentos de imagens e idéias que possuem um
núcleo que impulsiona o indivíduo para lidar com o conflitante, o inaceitável.
Eles funcionam como uma fonte revitalizadora para o Ego.
OS ARQUÉTIPOS
São os conteúdos do Inconsciente Coletivo,
transmitidos hereditariamente com a estrutura cerebral. São sedimentos de
experiência constantemente revividos pela humanidade e aparecem como o
nascimento, infância, adolescência, casamento, paternidade, maternidade,
separação, guerra, paz, doença, morte, herói, sábio, criatividade, etc.
Os Arquétipos são as formas típicas de conceber,
vivenciar e reagir, da maneira de se comportar e de sofrer,
retratos da própria vida.
OS SIMBOLOS
Os Símbolos são a linguagem universal utilizada pelo
Inconsciente para se expressar, para se introduzir na Consciência através dos
sonhos, contos de fadas, mitos, obras de arte, etc. Transformam energia
psíquica inconsciente em energia consciente formando uma ponte entre o
consciente e o inconsciente.
OS SONHOS
São feitos de imagens arquetípicas ou Símbolos. É um
evento natural tão necessário ao equilíbrio biológico e mental como o sono, o
oxigênio e uma alimentação sadia.
Os Sonhos são auto-representações espontâneas e
simbólicas da situação atual do Inconsciente. Será exposto um trabalho sobre
uma série de mais de 2500 Sonhos de um único indivíduo, como modelo para se
trabalhar com os próprios Sonhos.
OS CONTOS DE FADAS
Os Contos de Fadas se utilizam dos Símbolos para
expressarem os processos psíquicos que ocorrem no Inconsciente Coletivo. Os
personagens não são pessoas mas representam os Arquétipos que são a própria
força da natureza e, portanto, não são humanos.
Será escolhido um Conto de Fadas e estudada sua estrutura, função e significado de seus principais Símbolos.
Será escolhido um Conto de Fadas e estudada sua estrutura, função e significado de seus principais Símbolos.
A ANIMA
Todo homem possui uma minoria de qualidades femininas.
A Anima é a representação psíquica dessas qualidades. Ela serve como guia e
desperta, nos homens, o desejo de união e de vínculo com o feminino, com a
vida. Aparece nos sonhos dos homens como uma mulher desconhecida que, quase
sempre, aponta um caminho que conduz o sonhador a integrar, na
Consciência, potenciais ainda não desenvolvidos como por exemplo a
capacidade amorosa.
O ANIMUS
A mulher, tendo uma consciência feminina é compensada
no Inconsciente por uma natureza masculina. Assim como a Anima é representada
por Eros o Animus é representado por Logos.
As manifestações do Animus podem ser traduzidas em
quatro vocábulos chaves: Força, Ação, Palavra e Sentido. Nos Sonhos das
mulheres, o Animus aparece personificado na figura de um homem real como pai,
amante, mestre, juiz, etc. que aponta para a sonhadora o desenvolvimento de uma
capacidade reflexiva, racional, para compensar sua natureza amorosa.
O SELF
Traduz o conceito mais importante do pensamento
junguiano. É a soma do lado consciente da personalidade com o lado inconsciente
mas, paradoxalmente, é também o centro desse todo.
O Self é a autoridade psíquica suprema. Nos Sonhos é
sempre uma figura que sobrepuja a personalidade do eu do sonhador, como um
Deus, um modelo admirado. Ele tem a função de equilibrar, padronizar, integrar
e unificar o todo psíquico.
A INDIVIDUAÇÃO
É o processo através do qual a pessoa vai descobrindo
quem ela realmente é. De acordo com Jung o homem é capaz de tomar Consciência
desse desenvolvimento e influenciá-lo.
Do confronto do Inconsciente e consciente é que os
diversos componentes da personalidade amadurecem e unem-se numa síntese, na
realização de um indivíduo específico e inteiro. A meta do processo de
Individuação é a síntese dos opostos, é obter uma relação consciente com o
Self.
Todo esse processo implica uma mutualidade entre o Ego
e Self pois um é indispensável para a existência do outro.
A SINCRONICIDADE
É a coincidência significativa de dois ou mais
acontecimentos, em que se trata de algo mais do que uma probabilidade de
acasos. A Sincronicidade é um princípio sem relação de causa e efeito que liga
os mundos psíquico e material. Segundo Jung, há na Sincronicidade um
“conhecimento absoluto” que inclui acontecimentos futuros e distantes no espaço.
TEMA LIVRE
Finaliza a parte teórica, apresentando algumas
técnicas de se abordar o inconsciente conhecidas como “Técnicas Projetivas”.
Essas técnicas têm a Sincronicidade como princípio que as fundamenta. A
partir desse momento, o grupo está preparado, teoricamente, para iniciar a
segunda parte do curso, que é prática, e consiste em buscar o auto conhecimento
através dos símbolos dos sonhos.
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