quinta-feira, 15 de maio de 2014

CONSCIÊNCIA - ESPAÇO E TEMPO

CONSCIÊNCIA 
(RESUMO) 
ESPAÇO E TEMPO                               
A abordagem do conceito de espaço e tempo como constituintes de nossa realidade consciente é o primeiro tópico a ser tratado no curso. É através da Consciência que exploramos o mundo e buscamos explorar, com a Consciência, o mundo interior. Carl Gustav Jung diz que o mundo interior é um cosmo interno tão infinito quanto o cosmo externo. Serão abordadas as teorias modernas de formação do Universo  e surgimento da vida e desenvolvimento humano com o uso de slides de apoio.

A CONSCIÊNCIA

Antes da existência da Consciência não havia tempo, havia apenas a eternidade. Não havia espaço, somente a infinidade, apenas o mundo tinha existência, ou apenas os deuses existiam. Antes do surgimento da Consciência o homem vivia como os animais, vivia além dos opostos, além do bem e do mal. A evolução em direção à Consciência arrancou o homem de seu estado natural e o diferenciou das outras espécies.
Estamos conscientes quando qualquer objeto se relaciona com nosso Ego através dos sentidos. Será aplicado nos interessados um teste que avalia qual a função da Consciência (pensamento, sentimento, intuição e sensação) é a mais utilizada e qual função é menos utilizada acarretando  problemas para a pessoa.

O EGO

O Ego é definido pelo pensamento como sendo a entidade no centro da Consciência, o ponto central dela. É o sujeito ciente da própria identidade, individualidade, continuidade no tempo e no espaço. O Ego tem o dom da fala, da memória, da vontade e do livre arbítrio.
 Veremos que o Ego, como centro da Consciência, tem um papel fundamental na evolução da vida, pois é ele que torna possível conhecermos o que até então se encontrava no reino do Inconsciente.

A PERSONA

Para se relacionar com o mundo exterior o Ego se utiliza de uma máscara que é destinada a produzir um determinado efeito sobre os outros e ocultar a verdadeira natureza do indivíduo. Essa máscara são os papeis que desempenhamos socialmente. Ela serve como um mediador entre o Ego e o mundo externo.
A Persona é a maneira como o Ego aparece para os outros, como ele julga ser ou como acredita ser a opinião dos outros a seu respeito. 

 
A SOMBRA                                                                                                                       
A educação pela qual passa o ego, ao longo da vida, vai moldando a sua persona que é aquilo que ele pode fazer e exibir publicamente. Mas o que ele faz e é reprovado socialmente,  às vezes é feito às escondidas e assim vai se formando a sombra.
A sombra é a parte da personalidade que a pessoa não tem desejo de ser pois reúne todas as suas qualidades desagradáveis, as fraquezas, as forças maléficas, as culpas, os complexos e emoções negativas. Ela é formada através do processo de repressão de comportamentos que o indivíduo não ostenta publicamente.
A  sombra apresenta-se como o inverso da persona e é preciso muita coragem para se confrontar com esse aspecto sombrio da personalidade.

O INCONSCIENTE

O Inconsciente pessoal é a parte formada por conteúdos oriundos da vivência pessoal do indivíduo e que foram esquecidos ou reprimidos.
O Inconsciente coletivo é de origem anterior ao pessoal e engloba todos os conteúdos da experiência psíquica humana. Do mesmo modo que o corpo humano apresenta uma anatomia comum, sempre a mesma, apesar de todas as diferenças raciais, assim também a psique possui um substrato comum.

OS COMPLEXOS

São formados pelas experiências dolorosas da vida que o indivíduo faz questão de esquecer, de reprimir no Inconsciente, mas que permanecem vivas, afetando a vida consciente da pessoa.
São agrupamentos de imagens e idéias que possuem um núcleo que impulsiona o indivíduo para lidar com o conflitante, o inaceitável. Eles funcionam como uma fonte revitalizadora para o Ego.
   
OS ARQUÉTIPOS

São os conteúdos do Inconsciente Coletivo, transmitidos hereditariamente com a estrutura cerebral. São sedimentos de experiência constantemente revividos pela humanidade e aparecem como o nascimento, infância, adolescência, casamento, paternidade, maternidade, separação, guerra, paz, doença, morte, herói, sábio, criatividade, etc.
Os Arquétipos são as formas típicas de conceber, vivenciar e reagir, da maneira  de  se comportar e de sofrer, retratos da própria vida.
 
OS  SIMBOLOS
                                                                                               
Os Símbolos são a linguagem universal utilizada pelo Inconsciente para se expressar, para se introduzir na Consciência através dos sonhos, contos de fadas, mitos, obras de arte, etc. Transformam energia psíquica inconsciente em energia consciente formando uma ponte entre o consciente e o inconsciente.

OS SONHOS

São feitos de imagens arquetípicas ou Símbolos. É um evento natural tão necessário ao equilíbrio biológico e mental como o sono, o oxigênio e uma alimentação sadia.
Os Sonhos são auto-representações espontâneas e simbólicas da situação atual do Inconsciente. Será exposto um trabalho sobre uma série de mais de 2500 Sonhos de um único indivíduo, como modelo para se trabalhar com os próprios Sonhos.

OS CONTOS DE FADAS

Os Contos de Fadas se utilizam dos Símbolos para expressarem os processos psíquicos que ocorrem no Inconsciente Coletivo. Os personagens não são pessoas mas representam os Arquétipos que são a própria força da natureza e, portanto, não são humanos.  

Será escolhido um Conto de Fadas e estudada sua estrutura, função e significado de seus principais Símbolos. 
   
A ANIMA

Todo homem possui uma minoria de qualidades femininas. A Anima é a representação psíquica dessas qualidades. Ela serve como guia e desperta, nos homens, o desejo de união e de vínculo com o feminino, com a vida. Aparece nos sonhos dos homens como uma mulher desconhecida que, quase sempre, aponta um caminho que conduz o sonhador a integrar, na Consciência,  potenciais ainda não desenvolvidos como por exemplo a capacidade amorosa.

O ANIMUS

A mulher, tendo uma consciência feminina é compensada no Inconsciente por uma natureza masculina. Assim como a Anima é representada por Eros o Animus é representado por Logos.
As manifestações do Animus podem ser traduzidas em quatro vocábulos chaves: Força, Ação, Palavra e Sentido. Nos Sonhos das mulheres, o Animus aparece personificado na figura de um homem real como pai, amante, mestre, juiz, etc. que aponta para a sonhadora o desenvolvimento de uma capacidade reflexiva, racional, para compensar sua natureza amorosa.
                                                                                                                            
O SELF
                                                                                                                                     
Traduz o conceito mais importante do pensamento junguiano. É a soma do lado consciente da personalidade com o lado inconsciente mas, paradoxalmente, é também o centro desse todo.
O Self é a autoridade psíquica suprema. Nos Sonhos é sempre uma figura que sobrepuja a personalidade do eu do sonhador, como um Deus, um modelo admirado. Ele tem a função de equilibrar, padronizar, integrar e unificar o todo psíquico.

A INDIVIDUAÇÃO

É o processo através do qual a pessoa vai descobrindo quem ela realmente é. De acordo com Jung o homem é capaz de tomar Consciência desse desenvolvimento e influenciá-lo.
Do confronto do Inconsciente e consciente é que os diversos componentes da personalidade amadurecem e unem-se numa síntese, na realização de um indivíduo específico e inteiro. A meta do processo de Individuação é a síntese dos opostos, é obter uma relação consciente com o Self.
Todo esse processo implica uma mutualidade entre o Ego e Self pois um é indispensável para a existência do outro.

A SINCRONICIDADE

É a coincidência significativa de dois ou mais acontecimentos, em que se trata de algo mais do que uma probabilidade de acasos. A Sincronicidade é um princípio sem relação de causa e efeito que liga os mundos psíquico e material. Segundo Jung, há na Sincronicidade um “conhecimento absoluto” que inclui acontecimentos futuros e distantes no espaço.


TEMA LIVRE
Finaliza a parte teórica, apresentando algumas técnicas de se abordar o inconsciente conhecidas como “Técnicas Projetivas”. Essas técnicas têm a Sincronicidade como princípio que  as fundamenta. A partir desse momento, o grupo está preparado, teoricamente, para iniciar a segunda parte do curso, que é prática, e consiste em buscar o auto conhecimento através  dos símbolos dos sonhos.

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