CAPÍTULO 1: ABUSO
INFANTIL.
Estudos feitos nos EUA mostraram como o abuso infantil pode ser
mais frequente do que imaginamos. No Brasil não temos estatísticas prontas, mas
em minha experiência clinica pude perceber que o abuso não escolhe classe social,
região ou condição financeira.
Seqüelas
As seqüelas deixadas pelos abusadores são: graves problemas
sociais e psiquiátricos, problemas de comportamento, como agressão ou
comportamento indevidamente sexualizados durante a infância, abuso de
substancias, disfunção sexual na idade adulta, depressão, tendências suicidas,
medo, etc.
Auto Culpa
Pensamento de auto-responsabilidade são muito comuns. As
crianças sentem que elas participaram de alguma forma se oferecendo para que o
abuso pudesse acontecer, e por isso nem sempre denunciam o abusador. Mesmo
quando adultas ainda mantém sentimentos de ser diferente dos outros, tem menos
confiança interpessoal, mantém a crença de que o mundo é um lugar perigoso,
visão negativa da sexualidade e imagem corporal negativa.
O abusador é sempre alguém próximo à criança?
Nem sempre, já recebi relatos de pessoas que foram abusadas por
estranhos que passavam pela rua, foram embora e nunca mais foram vistos. Mas,
pelos muitos relatos que recebo em minha clínica é muito mais comum um parente
próximo, ou padrasto aparecer como o abusador e nestes casos os sintomas são
muito mais graves, o sofrimento é muito maior devido, principalmente, à
freqüência com que o abuso se repetiu.
A criança percebe que isso
é errado?
Nem sempre. O corpo reage ao estímulo, a criança muitas vezes
procura, inocentemente aquele prazer, que num primeiro momento parece adequado
pois lhe foi ensinado a respeitar e atender aos adultos.
Normalmente a pessoa só se dá conta de que aquilo foi um ato
agressivo depois que recebe as informações do ambiente e descobre o porque dela
se sentir tão mal e desconfortável com o abuso. Pois até então seu sentimento
era de confusão, muita confusão. Esse momento, normalmente, se dá na
adolescência.
Porque os abusadores fazem
isso?
Claramente por fortes disfunções comportamentais e emocionais
principalmente no campo da sexualidade. São pessoas com forte deficiência de
empatia, incapazes de perceber o quanto está prejudicando outra pessoa. Muitas
vezes eles tem pensamentos distorcidos de que a criança está
"querendo". Como eu disse, claro que o corpo da criança responde, mas
sua mente oferece uma resposta negativa muito mais significativa.
O abusadores mais comuns
são homens ou mulheres?
Existem casos de mulheres abusadoras, mas normalmente o abuso
perpetrado por uma mulher é o abuso físico (bater, espancar a criança), e não
sexual.
O que fazer quando a mãe, ou alguém, desconfia de sua criança
estar sendo abusada?
Deve-se imediatamente conversar com essa criança. Validar seus
sentimentos, faze-la sentir-se segura para contar o que está acontecendo. Nunca
faça perguntas dirigidas, não faça perguntas para que ela responda apenas SIM
ou NÂO, pois isso pode implantar memórias falsas, você pode induzir imagens
mentais de situações que não ocorreram e fazer com que a criança acredite que
vivenciou estas cenas.
Em caso de dúvida quanto ao procedimento com a criança leve-a
imediatamente à um psicólogo infantil. Mas assegure-se que este psicólogo tem
especialização em atendimento infantil, pois toda a comunicação é especial com
crianças, muito diferente do que com adultos.
O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou
psicoterapia oferecida por um psicólogo, ou psicanalista.
Estudos feitos nos EUA mostraram como o abuso infantil pode ser
mais frequente do que imaginamos. No Brasil não temos estatísticas prontas, mas
em minha experiência clinica pude perceber que o abuso não escolhe classe
social, região ou condição financeira.
Seqüelas
As seqüelas deixadas pelos abusadores são: graves problemas
sociais e psiquiátricos, problemas de comportamento, como agressão ou
comportamento indevidamente sexualizados durante a infância, abuso de
substancias, disfunção
Auto Culpa
sexual na idade adulta, depressão, tendências suicidas, medo,
etc.
Pensamento de auto-responsabilidade são muito comuns. As
crianças sentem que elas participaram de alguma forma se oferecendo para que o
abuso pudesse acontecer, e por isso nem sempre denunciam o abusador. Mesmo
quando adultas ainda mantém sentimentos de ser diferente dos outros, tem menos
confiança interpessoal, mantém a crença de que o mundo é um lugar perigoso,
visão negativa da sexualidade e imagem corporal negativa.
O abusador é sempre alguém próximo à criança?
Nem sempre, já recebi relatos de pessoas que foram abusadas por estranhos que passavam pela rua, foram embora e nunca mais foram vistos. Mas, pelos muitos relatos que recebo em minha clínica é muito mais comum um parente próximo, ou padrasto aparecer como o abusador e nestes casos os sintomas são muito mais graves, o sofrimento é muito maior devido, principalmente, à freqüência com que o abuso se repetiu.
A criança percebe que isso é errado?
Nem sempre. O corpo reage ao estímulo, a criança muitas vezes procura, inocentemente aquele prazer, que num primeiro momento parece adequado pois lhe foi ensinado a respeitar e atender aos adultos.
Normalmente a pessoa só se dá conta de que aquilo foi um ato agressivo depois que recebe as informações do ambiente e descobre o porque dela se sentir tão mal e desconfortável com o abuso. Pois até então seu sentimento era de confusão, muita confusão. Esse momento, normalmente, se dá na adolescência.
O abusador é sempre alguém próximo à criança?
Nem sempre, já recebi relatos de pessoas que foram abusadas por estranhos que passavam pela rua, foram embora e nunca mais foram vistos. Mas, pelos muitos relatos que recebo em minha clínica é muito mais comum um parente próximo, ou padrasto aparecer como o abusador e nestes casos os sintomas são muito mais graves, o sofrimento é muito maior devido, principalmente, à freqüência com que o abuso se repetiu.
A criança percebe que isso é errado?
Nem sempre. O corpo reage ao estímulo, a criança muitas vezes procura, inocentemente aquele prazer, que num primeiro momento parece adequado pois lhe foi ensinado a respeitar e atender aos adultos.
Normalmente a pessoa só se dá conta de que aquilo foi um ato agressivo depois que recebe as informações do ambiente e descobre o porque dela se sentir tão mal e desconfortável com o abuso. Pois até então seu sentimento era de confusão, muita confusão. Esse momento, normalmente, se dá na adolescência.
Porque
os abusadores fazem isso?
Claramente por fortes
disfunções comportamentais e emocionais principalmente no campo da sexualidade.
São pessoas com forte deficiência de empatia, incapazes de perceber o quanto
está prejudicando outra pessoa. Muitas vezes eles tem pensamentos distorcidos
de que a criança está "querendo". Como eu disse, claro que o corpo da
criança responde, mas sua mente oferece uma resposta negativa muito mais
significativa.
O abusadores mais comuns são homens ou mulheres?
Existem casos de mulheres abusadoras, mas normalmente o abuso perpetrado por uma mulher é o abuso físico (bater, espancar a criança), e não sexual.
O que fazer quando a mãe, ou alguém, desconfia de sua criança estar sendo abusada?
Deve-se imediatamente conversar com essa criança. Validar seus sentimentos, faze-la sentir-se segura para contar o que está acontecendo. Nunca faça perguntas dirigidas, não faça perguntas para que ela responda apenas SIM ou NÂO, pois isso pode implantar memórias falsas, você pode induzir imagens mentais de situações que não ocorreram e fazer com que a criança acredite que vivenciou estas cenas.
Em caso de dúvida quanto ao procedimento com a criança leve-a imediatamente à um psicólogo infantil. Mas assegure-se que este psicólogo tem especialização em atendimento infantil, pois toda a comunicação é especial com crianças, muito diferente do que com adultos.
O abusadores mais comuns são homens ou mulheres?
Existem casos de mulheres abusadoras, mas normalmente o abuso perpetrado por uma mulher é o abuso físico (bater, espancar a criança), e não sexual.
O que fazer quando a mãe, ou alguém, desconfia de sua criança estar sendo abusada?
Deve-se imediatamente conversar com essa criança. Validar seus sentimentos, faze-la sentir-se segura para contar o que está acontecendo. Nunca faça perguntas dirigidas, não faça perguntas para que ela responda apenas SIM ou NÂO, pois isso pode implantar memórias falsas, você pode induzir imagens mentais de situações que não ocorreram e fazer com que a criança acredite que vivenciou estas cenas.
Em caso de dúvida quanto ao procedimento com a criança leve-a imediatamente à um psicólogo infantil. Mas assegure-se que este psicólogo tem especialização em atendimento infantil, pois toda a comunicação é especial com crianças, muito diferente do que com adultos.
Capítulo
2: Acabe com o estresse treinando a mente
O que é estresse (ou stress)
Estresse (ou stress) é um instinto. O corpo reage quando se
depara com uma ameaça real ou imaginária. A pressão arterial sobe, a freqüência
cardíaca aumenta, a respiração fica ofegante, os músculos ficam tensos, dá dor
de barriga. Observem que eu disse ameaça real ou imaginária, você pode tanto
estar sendo atacado por uma pessoa furiosa como pode estar imaginando que o
namorado vai romper com você – pois você “percebeu” que ele está com um ar
distante, ou imagina que o chefe vai te demitir porque esta semana ele te
cobrou mais do que o normal. Independente de estas situações serem verdadeiras,
se te passou pela cabeça que seu chefe vai te demitir o corpo acredita, e
acreditando começará a reagir como se fosse verdade. Na realidade seu cérebro
não sabe o que é real, tudo o que você pensa, como o que você vive de fato, é
percebido pelo cérebro como realidade.
A repetição dessa reação do seu corpo ao estresse faz com que
você produza hormônios que podem ser perigosíssimos, podem desencadear desde
uma simples dor de cabeça como infarto.
Sintomas
relacionados ao estresse (stress)
Os sintomas psicológicos podem ser: ansiedade, tensão, confusão,
irritabilidade, frustração, ira, ressentimento, hipersensibilidade, você fica
muito reativo, passa a ter dificuldade na comunicação com as pessoas, se afasta
das pessoas, e o pior, se sente isolado, insatisfeito com o trabalho, com a
vida, aparece a fadiga mental, prejuízo do funcionamento intelectual, perda da
concentração, da espontaneidade, da criatividade e da auto estima. Enfim, você
se odeia!
Os sintomas físicos do estresse: Aumento da pressão sanguínea,
problemas gastrointestinais, fadiga física, sudorese, problemas de pele, dor de
cabeça, distúrbios do sono, etc. Comportamento do estressado.
Sintomas comportamentais do estresse são: “Deixar para amanhã”,
evitação do trabalho, você fica menos produtivo, uso e abuso do álcool e drogas
tanto legais como ilegais, come em excesso, o que leva a obesidade, ou come
muito pouco, depende de cada pessoa, a que costuma ter pouco apetite, em
estresse esse apetite some de vez, quem tem mais apetite vira um leão pra
comer, e em casos de estresse mais graves pode acontecer até tentativa de
suicídio.
Estresse
interno e estresse externo
O estresse (ou stress) pode vir de fora de, como por exemplo
problemas com a família, trabalho, amigos, ou pode ser interno, quando se luta
com um conflito emocional, por exemplo, quando a pessoa se impõe a padrões
muito elevados, só se aceita se estiver tudo perfeito em sua vida, sofre um
estresse que ela mesma criou. Outros conflitos emocionais são as ansiedades,
frustrações, angustias, mágoas, decepções, raivas, etc.
Conseqüências
do estresse (stress)
O principal hormônio envolvido nesse processo é o cortisol.
Quando o estresse é passageiro a produção do cortisol é pouca, o suficiente
apenas para te deixar alerta, o que é bom, porque te permite enfrentar a
ameaça, mas se o estresse for crônico, todo dia, toda hora tua cabeça vive com
mil preocupações como, por exemplo, você remoendo o pânico de procurar emprego,
o marido que nunca chega cedo em casa, seu chefe que sempre acusa erro em seus
relatórios, é essa timidez que te deixa sem graça diante das pessoas. Cada um
destes eventos vai produzindo cada vez mais cortisol em seu seu organismo. O
que é um perigo, tanto mental como físico, pois aumenta o risco de acumulo de
gordura nas paredes das artérias, eleva a pressão arterial, enfraquece os
glóbulos brancos, e com isso reduz a capacidade do organismo lutar contra as
doenças. Já ouviram falar das tais doenças psicossomáticas? Do psicológico
afetando o corpo? Tudo começa por aí. Você passa por problemas psicológicos,
traumas, se torna emocionalmente debilitado e chega uma hora que o corpo padece
também.
Depois de anos de estresse o corpo começa a desmoronar: a
memória vai pro brejo, o sistema imunológico fica enfraquecido, ou seja, você
fica muito mais suscetível a tudo quanto é doença e nem sabe porque,
hipertensão, problemas de estomago, problemas dermatológicos, dificuldades
digestivas, etc.
Porque
algumas pessoas não se estressam
Tem gente que passa por fortes situações, perde um ente querido,
por exemplo, e ainda assim supera, claro que com dor, luto, mas consegue levar
sua vida normalmente. Não é porque a pessoa não gostava desse ente querido,
gostava e muito. Tem gente que vive com a agenda lotada 14 horas por dia de
obrigações, coisas pra fazer, trabalho e responsabilidades, e ainda assim vive
sem estresse, enquanto outros se desestruturam totalmente. Ou seja, algumas
pessoas tem boa capacidade de enfrentamento e outras não tem, ou num dado
momento tem boa capacidade de enfrentamento e em outro momento já vai tudo por
água abaixo.
Pode ser que o estressado nem sabe qual é a fonte de estresse,
isso você percebe quando não há nada de muito ruim na sua vida, mas ainda assim
está morto de cansado: “aparentemente minha vida não tem nada de catastrófico,
mas eu não estou bem”. A resposta é: você não dispõe de armas pra vencer o
estresse.
Porque
algumas pessoas são mais estressadas que outras
Você é do jeito que é, ou seja, infeliz, entusiasmado, cismado,
carrancudo, pró-ativo, enfim, tanto suas qualidades como defeitos psicológicos
devido a 3 fatores:
Genética. Você é assim porque recebeu gens que determinam seu
estado de humor.
Ambiente, ou seja, você é do jeito que é porque aprendeu ser
assim, lhe disseram pra ser assim, “menina dê a vez para as outras pessoas” aí
você aprende que você nunca tem vez, que todo mundo é mais importante que você.
Aprendeu porque viu exemplos de pessoas sendo assim, viu seu pai ser demitido e
ficar em casa arrasado, e com isso aprendeu que não adianta lutar, o negócio é
desistir. Se você teve um pai que vivia dizendo “ninguém é amigo de ninguém,
todo mundo trai quando tem uma oportunidade”, claro que você vai aprender a ser
inseguro, você aprende a ter uma visão negativa a respeito das pessoas e, claro
que vai aplicar nos seus relacionamentos pro resto da vida, qualquer amigo ou
namorado vai viver sob seu olhar desconfiado. Enfim, a vida ensina de tudo
quanto é jeito.
O terceiro fator é o mais bacana:
Você é do jeito que é por sua causa mesmo. É isso aí! Você pode
contar com você pra ser o que você quiser ser. Ou seja, através de atividades
intencionais você pode determinar o quanto será leve, espontâneo, e feliz.
Tenho até as proporções pra cada fator. As circunstâncias da
vida, o quanto você é feliz porque teve um pai legal, uma mão carinhosa, é só
10% do seu total de felicidade. A genética é um ponto decisivo, decide 50% da
sua cota de felicidade, ou seja, pode ter a vida maravilhosa que for, mas 50%
da sua felicidade você já nasceu com você. Tanto é que gêmeos idênticos criados
separados, sob circunstâncias bem diferentes tendem a ter um patamar de
felicidade bem parecido, não importa o que tenha acontecido com eles. Mas o que
normalmente se deixa de lado, e é um desperdício, são os 40% restante, que é a
parte que pode ser alterado por nossas atividades, nossas atitudes
intencionais. Ou seja, por mais que você acha que é infeliz por causa o seu
corpo, do seu trabalho, da colega que te perturba, com o casamento. Pare! você
pode mudar todo seu estado de animo com muita disciplina e autocontrole pra
desaprender crenças que estão te limitando.
Enfrentar
os problemas
Enfrentar significa usar uma das três saídas:
1ª superar o problema,
2ª cair fora do problema ou
3ª conviver com o problema.
Ou seja, ou você elimina o problema, ou cai fora do problema, ou
aprende a conviver com ele. Isso é enfrentamento. Ex: Seu casamento está sendo
um problema, mas você não consegue resolver nem consegue sair do problema (não
consegue se separar), e nem dá pra aprender a conviver com ele, aí sim,
chegamos no estresse. Você está num beco sem saída, está estressado.
O que fazer para combater o estresse Relaxar. Fácil falar, não?
“Relaxa!” Já ouviram algo assim? É irritante, mas não deixa de ser verdadeiro,
pois relaxando o corpo produz mais oxido nítrico, molécula antídoto contra o
cortisol.
Como
relaxar
Aprendendo a flexibilizar o pensamento. Aprender a pensar
racionalmente. Aprender a resolver os problemas do dia a dia. Usar o lado
esquerdo do cérebro - por mais que digam que se deve desenvolver o lado
direito, que é o lado das emoções e da criatividade, na realidade o lado
direito é responsável pelo descontrole emocional, quando você fortalece o lado
esquerdo, que é o lado da lógica, do raciocínio, da atenção e do controle das
emoções, você consegue mais equilíbrio e paz de espírito. Quando você não
consegue sozinho você pode contar com o trabalho do psicólogo e da
psicoterapia.
Como
a psicoterapia age no combate ao estresse
Tratando a ansiedade e a depressão, ou seja tratando seu estado
psicológico. A psicoterapia faz esse serviço. Tanto a Terapia Cognitiva
Comportamental como a psicanálise te ensina a identificar os pensamentos
automáticos destrutivos e reavaliar sua vida. Muita gente sofre por fazer uma
interpretação errada das situações do dia a dia. Por exemplo, uma pessoa se acha
imprestável e sofre porque vive como se isso fosse verdade, na terapia a gente
tem a possibilidade de identificar de onde vem essa idéia. Será que foi da sua
criação? Será que a pessoa foi passando por situações negativas e repetitivas
que foram estabelecendo esquemas negativos dentro de sua mente? O psicólogo
trabalha para que essas crenças disfuncionais sejam corrigidas.
Insegurança
promove estresse
É preciso encontrar segurança interna. A pessoa segura não sente
o estresse tão facilmente. Ser seguro é perceber-se forte e resistente às
emoções destrutivas. Não falo da percepção de segurança falsa, aquela adquirida
com pensamento positivo, aquela coisa de acordar olhar no espelho e repetir
“você é lindo, forte e sua via é perfeita”, eu falo do pensamento racional,
verdadeiro, que admite que haja adversidades, mas que você pode encará-las como
oportunidade de crescimento, sempre aproveitando a vida como aprendizagem.
Aprender é sempre muito mais interessante do que nunca errar, nunca se deparar
com o chefe chato, com o namorado que enrola, o transito, a chuva, o medo, etc.
Estresse
= desgaste psicológico
Quando entendemos as situações que produzem estresse passamos a
entender o próprio desgaste psicológico. Estresse não é trabalhar muito e ficar
cansado, isso você recupera numa noite bem dormida, o verdadeiro estresse é a
“cabeça” cansada, a dificuldade em se tornar independente, a insegurança, a
falta de auto-estima, o ciúme desproporcional e todas as situações onde você se
sente vulnerável e incapaz de superar.
Como
mudar seu próprio cérebro
Ao se manter o estressado você debilita seu próprio cérebro. Mas
eu tenho boas noticias da neurociência, segundo neurocientistas nós podemos
mudar nosso cérebro. Uma pessoa quem vem se sentindo estressado, de mal com a
vida, irritado, depressivo, sem animo, pode mudar isso tudo de forma voluntária
e intencional.
O
que é mente e o que é cérebro
Cérebro é a parte física, é essa massa cinzenta que você tem aí
dentro da sua caixa craniana que pesa um pouco mais de um quilo. É o tecido
biológico. A mente é o resultado do funcionamento do cérebro, são os
pensamentos, os sentimentos, e as emoções. É como se o cérebro fosse o
hardware, e a mente o software. Mas a diferença da sua cabeça pra um computador
é que seu software não pode alterar o hardware, ou seja, o programa não pode
mudar a máquina, coisa que é possível entre a mente e o cérebro.
Vou explicar. Por exemplo, tem um problema no trabalho e já
começa a pensar: “vou ser demitido, nunca vou conseguir as coisas, nada dá
certo na minha vida”. Quando essa pessoa altera os padrões disfuncionais de
pensamento, como faz a TCC, Terapia Cognitiva Comportamental, e passa a pensar
diferente: “Isso é só um obstáculo, posso muito bem aprender a contornar essa
dificuldade no trabalho, pesquisar novas técnicas para aplicar em meu trabalho
como outras pessoas já fizeram e tiveram até promoção”. Ao desenvolver esse
novo padrão de pensamento a parte do seu cérebro que gerava pensamentos
obsessivos é reduzido, e a parte que gera emoções positivas aumenta. Isso prova
que há uma conexão entre a região responsável pelos pensamentos e a região
encarregada das emoções. Quando você muda seus pensamentos você muda seus
sentimentos, e essa mudança é visível no cérebro, estruturalmente seu cérebro
mudou.
Desenvolvendo
Recursos Pessoais
Um dos recursos pessoais mais importantes é o senso de
auto-eficácia. Auto-eficácia significa que você acredita em si mesmo, você
percebe que tem condições de enfrentar ou resolver seus próprios problemas. O
senso de auto-eficácia pode ser adquirido naturalmente, ou seja, os sucessos
que você teve no passado te oferecem base para perceber que poderá se sair bem
nas próximas situações problemáticas da vida.
Quando a pessoa fracassa em algum momento da vida tende a
considerar que suas novas tentativas também vão dar em fracasso, o que não é
verdade necessariamente, mas por não acreditar em si mesmo (não desenvolver o
senso de auto-eficácia) nem tentará resolver o novo problema, o problema
cresce, e pronto! Virou uma profecia que se auto realizou. Tanto ela achou que
a coisa não daria certo que não deu mesmo. E o interessante é que ela nem
percebe que foi ela que fez a coisa dar errado, foi sua falta de iniciativa de
pelo menos tentar.
Quanto mais fraco for o senso de auto-eficácia de uma pessoa,
menos ela vai enfrentar os problemas e mais estressada ficará. Auto-eficácia é
como uma lupa, se você a usar direito você vai usar a lente de aumento e verá
tudo de forma mais clara, tudo maior, mas se usar a lupa do lado contrário tudo
fica muito difícil de ver. Auto eficaz é a pessoa que vê sua capacidade com a
lente de aumento, e olha para os problemas com o lado que diminui. O estressado
já olha os problemas pela lente de aumento, e mesmo sendo problemas pequenos
ele os vê como insolúveis, insuperáveis.
Mesmo que a pessoa não tenha adquirido este senso naturalmente
com a vida, ainda assim é possível desenvolve-lo através do trabalho do
psicólogo, em psicoterapia.
Conclusão
Você pode se treinar a se sentir melhor, independente do que
esteja acontecendo na sua vida. O seu cérebro vai acompanhar esse treino e vai
se alterar. Você vai funcionar diferente. Quer ver um exemplo. Monges budistas,
que treinam meditação muito intensamente trabalhando a compaixão tem a parte do
cérebro responsável pela empatia e pelo altruísmo bem aumentada, esse é o lado
esquerdo do cérebro.
As conexões entre as células nervosas ficam mais fortes, é como
quando você faz musculação, as conexões entre as fibras do músculo do seu braço
ficam mais fortes. Mudar os pensamentos é como fazer musculação no seu cérebro.
Acabei de provar pra vocês que é possível aumentar o seu bem estar por meio de
treino mental. A palavra chave é intenção, você pode mudar se trabalhar
intencionalmente pra essa finalidade.
A decisão de ser feliz está em suas mãos. O estado mental está
sob nosso controle. Ele pode ser mudado com treinamento. A ciência está
estudando quais exercícios mentais diminuem o sofrimento e eu sou uma das
maiores entusiastas destes estudos e estou alerta a cada pesquisa publicada e
não perco uma.
Se não conseguir sozinho conte conosco para este treino
cognitivo que te levará a superação do stress.
Capítulo
3: Agorafobia
Ágora em grego significa “praça”. A psicologia absorveu esse
termo para representar lugares abertos - situações comuns onde as pessoas que
sofrem de agorafobia se sentem desprotegidam, vulneráveis e desamparadas.
Agorafobia é um transtorno de ansiedade muito comum nos quadros
de se síndrome do pânico e refere-se ao medo de andar nas ruas, dificuldade de
sair sozinho de casa, dificuldade de ir a certos lugares como mercados ou
cinema pois sente forte apreensão dificil de compreender e muitas vezes surge a
necessidade de ter alguém ao lado para lhe dar segurança.
O agorafóbico sente ansiedade de estar em locais ou situações em
que a saída seja difícil, como por exemplo, multidões, um supermercado muito
grande ou um local onde o auxilio possa não estar disponível - mesmo que não
haja previsão de necessitar este auxilio.
Os medos da Agorafobia mais comuns são:
·
Estar longe de casa ou de
pessoas que dêem segurança
·
Andar de carro, ônibus, trem,
metrô ou avião
·
Locais fechados e lotados como
cinema, supermercados, restaurantes, etc.
·
Situações nas quais a saída
seja difícil como congestionamentos, estádios, ocupar o banco de trás de um
carro, etc.
·
Fila de banco
·
Túneis, passarelas, pontes
·
Elevadores
·
Viajar
·
Ruas cheias
·
Feiras.
·
Etc.
Medo de ter medo
Na agorafobia e na síndrome de pânico, a pessoa sente “medo de
ter medo”. A ansiedade de sair de casa e ter uma crise a impede de se expor a
situações fora de casa, por isso o comportamento mais comum na agorafobia é a
evitação, a esquiva, a fuga de situações fora de sua zona de conforto –
normalmente sua casa.
Durante a crise a pessoa chega a ter a sensação de que está enlouquecendo,
o que faz a pessoa evitar certos lugares, por exemplo, não vai mais ao cinema
pois tem medo de passar mal, não sai de carro, não entra em supermercado, não
entra em banco. Tudo isso devido a agorafobia sofrida em uma situação anterior
e associada ao pânico.
Cada um tem sua lista de lugares que a faz passar mal. Tive um
paciente que não entrava em túneis, outro não andava de metrô. O que defie qual
será o local, ou os locais que serão evitados são as experiências anteriores ou
idéias pré-concebidas no que se refere a estes lugares.
Desamparo
O desamparo é a sensação de que precisará de ajuda mas não
conseguirá. A pessoa sente que vai precisar de algum apoio, algum recurso mas
esse apoio não vai aparecer. Isso dá pavor. Tem gente que sente que precisa ter
alguém por perto, por isso muitas pessoas não saem mais sozinhas, ou até nem
saem mais de casa. Outros precisam saber que terão atendimento médico por
perto, precisa de se certificar que tem algum hospital por perto. Já atendi um
caso onde o rapaz precisava identificar o hospital mais próximo a cada
quilometro por onde ele dirigia, sabia até que não iria precisar usar o tal
hospital, mas fazia isso, e fazia escondido, pois tinha vergonha de sentir
assim pois tinha medo de que os outros pudessem achar que estava ficando louco,
então arranja desculpas esfarrapadas para evitar essas situações. Não vai pra
praia porque (mente que...) tem que trabalhar, Não vai para o cinema porque não
está a fim de ver aquele filme. Tudo mentira. Ele está apavorado. Tem outras
pessoas que não procuram hospital, mas a casa de pessoas conhecidas. Só andam
em locais onde sabe que podem pedir ajuda para alguém, não saem dessa rota. Tem
outros que não se afastam da sua própria casa, andam só no quarteirão, e quanto
mais se afastam, mais passam mal.
TESTE – Avalie a possibilidade de ser portador de Agorafobia
Anote de 0 a 3 o quanto te incomoda cada uma das situações
abaixo:
0 = Ausência de desconforto
1 = Desconforto leve
2 = Desconforto moderado
3 = Evito por causa do intenso desconforto
1 = Desconforto leve
2 = Desconforto moderado
3 = Evito por causa do intenso desconforto
.....Sair de casa sozinho
.....Ficar em casa sozinho
.....Usar transporte coletivo ou automóvel
.....Locais cheios ou multidões
.....Congestionamentos
.....Filas
.....Elevadores
.....Túneis, passarelas ou pontes
.....Espaços abertos
.....Viajar
.....Ficar em casa sozinho
.....Usar transporte coletivo ou automóvel
.....Locais cheios ou multidões
.....Congestionamentos
.....Filas
.....Elevadores
.....Túneis, passarelas ou pontes
.....Espaços abertos
.....Viajar
Faça a soma dos pontos:
Até 9 Agorafobia leve
De 10 a 20 Agorafobia moderada
Acima de 21 Agorafobia grave
Como a agorafobia está diretamente relacionada com a Síndrome do
pânico, segue algumas informações específicas:
Pânico – Síndrome do Pânico
Pânico é o ponto mais forte da ansiedade. É um medo tão intenso
que dificulta a capacidade de raciocínio. A pessoa com síndrome do pânico tem
vontade de sair correndo, procurar um lugar seguro. Para alguns o pronto
socorro é esse local, pois tem a sensação de que está muito doente, que vai ter
um ataque do coração, mas quando ela é atendida, o médico nunca identifica um
problema físico, pressão boa, respiração normal, enfim, corpo saudável. “Mas
doutor? E esse taquicardia que eu senti? E essa falta de ar que parece que
estou sufocando?” São essas as perguntas que os médicos que atendem as pessoas
com crises de pânico ouvem e nem sempre sabem responder.
A síndrome do pânico é um mal estar repentino sem ter nada
aparente provocando, com sintomas físicos intenso, em geral falta de ar,
tontura, mal estar, dor de barriga e suor frio.
O diagnóstico correto só pode ser feito por um psicólogo
experiente.
Os sintomas geralmente começam de forma branda, chegam a um pico
mais forte em alguns minutos e depois de um tempo a coisa toda passa do mesmo
jeito que chegou, sem explicação.
Despersonalização
Outro sintoma comum é a despersonalização, e se refere à
sensação esquisita de você não ser você, de saber que está ali, mas ainda assim
se sente distante.
A característica principal da síndrome do pânico é o medo de ter
medo. Por medo de passar mal em certas situações, a pessoa passa a evitar as
tais situações. O que ela não sabe é que evitar só faz o medo aumentar ainda
mais.
Quando procurar terapia?
Quando sua vida começa a ter prejuízos, quando há sofrimento
psíquico ou quando você deixa de fazer coisas que deveria fazer, ou faz coisas
que não deveria fazer. Esta é a hora de procurar ajuda.
Terapia para o pânico
A melhor noticia que eu podia dar a essas pessoas é que isso tem
solução, existe terapia pra pânico. Vale muito à pena, pois ter a sua vida
limitada pelo pânico, deixar de sair de casa não é viver. Alguns chegam até a
largar o emprego porque o pânico impede até de manter sua rotina normal. A TCC
- Terapia Cognitiva Comportamental -tem um protocolo específico para o pânico e
agorafobia. É possível superar esse sofrimento. Veja detalhes sobre a terapia clicando
aqui
Pânico e ansiedade
Síndrome do pânico é um transtorno de ansiedade, as pessoas
costumam identificar a depressão e a ansiedade, mas tanto a depressão está
dividida em vários tipos, você pode ler na página sobre depressão, que são o
bipolar, distimia, etc, como a ansiedade também não é única. Existem vários
quadros ansiosos, vários tipos de ansiedade.
A ansiedade é necessária para a preservação do individuo. Medo é
um instinto de preservação. Se você tiver não tiver medo nenhum de nada, você
vai acabar se colocando em situações de risco exagerado, vai atravessar a
Avenida 23 de Maio sem olhar para os lados, mas com medo exagerado você não vai
atravessar rua nenhuma, fica paralisado. E aí é que entra o transtorno, é
quando o medo pára de te proteger e começa a te prejudicar.
Sintomas
Todo sintoma é um mensageiro, ele te dá uma noticia, te conta
uma estória, mas essa estória é cifrada, temos que entender o que significa
cada sintoma. Os sintomas da síndrome do pânico são dicas de que algo não está
funcionando, algo não está bem. O que é? Precisamos de interpretar, analisar
seu sintoma, entender essa mensagem.
Quando se fala em superar um sintoma logo de cara entende-se que
superar é deixar de ter o tal sintoma certo? Certo! Mas deixar de ter o sintoma
tendo realmente resolvido a questão, não colocando o lixo pra debaixo do
tapete. Precisamos encarar de frente aquelas coisas que costumamos esconder de
nós mesmos. Muitas vezes não dá pra fazer isso sozinho, nessas horas você pode
contar com o psicólogo.
Resignificar o sintoma
Existe um termo que eu gosto muito, o termo é “resignificar”. E
precisamos resignificar muita coisa se queremos nos transformar.
A gente passa por tanta coisa e cada episódio da vida deixa uma
marca, algumas boas, outras muito doloridas. Um pai que abandonou o próprio
filho, mesmo que não seja um abandono físico, o corpo está lá, mas
emocionalmente não está, ou são coisas que você ouviu e teve que engolir. Por
vivenciar situações doloridas como estas as pessoas acabam se considerando
menos importantes, menos interessantes, sem direitos. E, não tem jeito, em
algum momento a coisa tem que extravasar e, nestes momentos aparece o tal
sintoma. O sintoma mensageiro de que algo deve ser mudado, algo está
atrapalhando o equilíbrio. Algo que precisa ser resignificado.
Um bom psicólogo consegue ler esses sintomas e mudar a sua
carga, de carga negativa para positiva. Não vamos mudar as coisas que te
aconteceram nem a sua história de vida, mas vamos mudar o resultado, o efeito
negativo será resignificado.
Capítolo
4: Ajuda Emocional
Do
que consiste a ajuda emocional?
Referimos-nos à ajuda emocional a todo apoio moral e psicológico
que uma pessoa pode receber. Esta ajuda pode vir tanto de um profissional como
de pessoas leigas. Todo amigo que te escuta nos momentos de fragilidade está
lhe oferecendo ajuda emocional que, muitas vezes pode ser suficiente, mas
outras vezes não. O amigo tem boa vontade, tem bom coração, às vezes tem tempo
para estar ao seu lado, o que é bom, mas não tem técnicas para elaborar
estratégias de superação quando você passa por quadros clínicos específicos
como depressão, sindrome do pânico, etc.
Como
identificar a necessidade em receber ajuda emocional?
Necessita ajuda emocional toda pessoa que se encontra em
sofrimento impossível de superar sozinha e que esteja causando prejuízos em
qualquer esfera, seja ela pessoal, emocional, psicológico, profissional,
financeira, nos relacionamentos ou material.
Toda
pessoa precisa de ajuda emocional?
Eu diria que toda pessoa MERECE apoio e, não há pessoa no mundo
que possa dizer que nunca na vida precisou de orientação ou ajuda para superar
ou modificar comportamentos e sentimentos.
Qual
o papel do psicólogo na ajuda emocional?
O psicólogo usa todo seu repertório de conhecimento, todas as
informações obtidas tanto em sua formação como em sua prática clinica para
reestruturar a pessoa que está em sofrimento. Ele te ajuda a superar situações
difíceis, aprender novas habilidades interpessoais, se conhecer e reconhecer
quais são seus verdadeiros valores e motivações. As mudanças nos padrões de
pensamento são extremamente dificeis de serem obtidas, pois cada um de nós se
apega a seus velhos padrões pessimistas de pensamento.
A ajuda emocional não fica apenas na esfera do apoio, entra
também na mudança ou aquisição de novos comportamentos. Por exemplo, vamos
dizer que você está sendo prejudicado em sua carreira por não falar nas
reuniões de trabalho. Além do apoio e compreensão você precisa de aprender como
falar em publico de forma tranquila e segura, e para isso as técnicas de um
psicologo farão toda a diferença.
Amigos
e parentes podem oferecer o suporte emocional necessário?
Podem e devem. Muitas vezes o trabalho do psicólogo é justamente
esse: Inserir a pessoa no universo saudável das relações interpessoais, no
mundo dos amigos, amantes, namorados, colegas e parceiros profissionais. O ser
humano foi feito para estar entre pessoas, para viver em grupo. E em grupo
satisfazer suas necessidades emocionais de conexão, proteção, apoio e suporte.
O papel do psicólogo sempre será o de fornecer formas de que seu paciente saia
de seu consultório apto a iniciar e manter relacioamentos prazeirosos e
saudáveis. É justamente por esse motivo que o psicologo não manterá uma relação
de amizade com seu paciente, pois esta é a única forma de propiciar ao paciente
habilidades para desenvolver relacionamentos em todos os ambientes seja
familiar, profissional, amigos, etc. O psicologo não será o substituto de
relacionamentos saudáveis, ele será o facilitador destes relacionamentos.
Em
relação à quais tipos de problema um psicólogo pode ajudar?
Em todas as situações onde se percebe fragilidade emocional ou
comportamental como: fim de relacionamento, inicio de novas atividades
profissionais, dificuldade em se colocar afirmativamente diante de colegas de
trabalho, dificuldade em tomar decisões, traumas, falta de motivação ou
energia, medo de falar em publico, de dirigir, inseguranças, dificuldade em ter
a calma necessária para responder a uma prova de vestibular ou concurso, etc.
Como
funcionam os sites de ajuda emocional?
Na orientação o psicólogo fornece informações que podem ser
aplicadas conforme a necessidade da pessoa que solicita a ajuda emocional, mas
não há interação verdadeira, pois sem o contato frente a frente faltam
informações de postura, respiração, expressões faciais. Por mais que a
tecnologia ofereça uma “proximidade” através de vídeos conferências, as pessoas
ainda estão “protegidas” pela máquina, pela tela e pela distância real. Por
isso o atendimento on-line é chamado de "orientação" e não de
"terapia".
Capítulo
5: Ansiedade – Entrevista
Ansiedade – Entrevista ao Jornal Diário da Região
Entrevista da psicóloga Marisa de Abreu ao Jornal Diário da
Região, maior jornal da região noroeste do estado de São Paulo, circulando em
96 municípios - Repórter Francine Moreno.
O que é ansiedade?
Ansiedade é uma reação natural ao perigo percebido. Ansiedade é
um "aviso", um alerta que nosso corpo emite, de que algo não está
bem, que há algum perigo por perto.
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS
CAUSAS?
O que causa ansiedade é qualquer coisa que seja interpretada
como prejudicial. E veja bem, este é um ponto interessante, as coisas não são
interpretadas da mesma forma por todo mundo. Uma pessoa pode ficar extremamente
ansiosa no dia anterior a uma prova, talvez a ponto de passar mal, ter insônia,
sentir náuseas, e tudo mais. E outra pessoa lidar de forma mais natural. Por
quê? Porque uma interpreta essa prova como uma possível "rasteira"
que a vida pode estar lhe dando, acha que por mais que tenha se preparado nunca
será bem sucedida, e que será terrível ser reprovada. A outra pessoa, aquela
que encarou a prova mais tranquilamente, considerou que essa prova é uma das
possibilidades da vida dela, e não a única.
Claro que existem os estímulos ansiogênicos clássicos: falar em
publico, se reportar a alguém hierarquicamente superior, estar pela primeira
vez em uma situação, como por exemplo, um encontro com uma garota (o), enfim, a
ansiedade está diretamente ligada ao estresse. Tudo o que pode ser visto como
possibilidade de prejuízo, morte, fracasso, vergonha, etc., é causador de
ansiedade.
OS PERIGOS DO DESCUIDO COM
A ALIMENTAÇÃO PODEM INFLUENCIAR NA PORCENTAGEM DA ANSIEDADE?
O descuido com a alimentação vai debilitar a pessoa como um
todo, pois como sabemos "corpo são - mente sã". Sendo assim alguém
debilitado pelo descuido com a alimentação, vai estar mais fragilizado e sentir
mais todos os revezes da vida, e possivelmente veja como provocador de
ansiedade situações que em outros tempos não seriam estressantes.
EM TEMPOS DE CRISE
MUNDIAL, EMPRESÁRIOS SE ANGUSTIAM POR SUAS EMPRESAS E OS INVESTIDORES POR CONTA
DOS INVESTIMENTOS NA BOLSA. ENTÃO COMO DRIBLAR A ANSIEDADE?
Há alguns truques. A psicologia cognitiva (que é a linha da
psicologia que eu uso em minha clinica) ensina a examinar os fundamentos
irracionais que levam uma pessoa a se tornar uma ansiosa clinica. (ou seja, uma
ansiedade que chegou a níveis desproporcionais e estão causando prejuízo à
saúde física e mental).
Um empresário que está sentindo esta crise atual "na
pele" e no bolso. Se ele flexibilizar seu pensamento e tentar ver esta
crise por outros ângulos, como por exemplo:
- todas as crises que ocorreram nos últimos 200 anos tiveram sua
fase de retorno ao estado produtivo.
- Quem abre uma empresa não espera apenas "céus
claros", portanto podemos ver esta crise apenas como uma baixa, esperada,
da curva de produção e lucro.
- é possível aprender muita coisa com esta crise, coisas que
podem ser aplicado tanto em sua empresa atual, como em outras situações
futuras.
- é possível aprender a não dar tanta importância ao dinheiro e
perceber que viver com menos pode ser possível e interessante.
Enfim, quanto mais a pessoa conseguir flexibilizar seu
pensamento, menos ela considera "o fim do mundo" o problema atual
pelo qual ela está passando.
OS ALUNOS FICAM
PREOCUPADOS COM AS NOTAS E SE VÃO ALCANÇAR A MÉDIA PARA PASSAR. ELES PRECISAM
SEGUIR A MESMA FÓRMULA DOS EMPRESÁRIOS E INVESTIDORES PARA QUE A ANSIEDADE NÃO
ATRAPALHE O DESENROLAR ESCOLAR?
A realidade é uma só. Quanto mais um aluno se preocupa com uma
possível reprovação, menos ele foca sua energia em adquirir o conhecimento que
ele precisa para esta prova.
Para os alunos, e os preocupados crônicos vou dar uma dica:
- pegue uma folha de papel e faça uma lista de todas as
ansiedades, preocupações fortes que você já teve em sua vida.
- ao lado, faça uma coluna com a nota que você daria para a intensidade
dessa ansiedade (por exemplo: 10 para ansiedade extrema, 5 para mediana, 1 para
muito pouca)
- agora outra coluna, e anote tudo o que realmente aconteceu,
como finalizou aquela situação preocupante e o quanto foi realmente ruim.
O interessante deste exercício é que as pessoas percebem que,
normalmente elas se preocupam demais (nível 9, 10) e no final das contas poucas
coisas terminam tão catastróficas assim.
AS MULHERES VIVEM
CONSTANTES ANGÚSTIAS PREOCUPADAS COM O FUTURO DOS FILHOS. ELAS DEVEM SEGUIR O
MESMO PLANO CONTRA A ANSIEDADE?
As mulheres têm uma tendência maior ao desespero, portanto a
ansiedade e depressão. Claro que isso é uma média estatística, mas de forma
geral é assim que acontece. E minha dica é... Sim. Sigam o mesmo plano. Mas claro
que há outras dicas para "combater" a ansiedade crônica. Além de
fazer um trabalho cognitivo (com seus pensamentos negativos), é possível
complementar com exercícios físicos, pois com 20 minutos ou mais de exercício,
seu corpo começa a produzir endorfinas, que são os "hormônios do bem
estar" produzidos por nosso cérebro. Ou também a meditação, que é uma
forma de treinar sua mente a se desligar por alguns momentos, e assim você
"recarrega sua bateria".
O ANSIOSO PRECISA
REDEFINIR TODO O ESTILO DE VIDA PARA FUGIR DOS PREJUÍZOS CAUSADOS NA SAÚDE
FÍSICA E MENTAL?
Precisa redefinir todo o modo do seu funcionamento mental. Por
exemplo, na terapia a pessoa aprende a reestruturar os padrões de pensamento.
Aprende a se sentir bem com o que for que estiver acontecendo na vida dela, sem
ficar eternamente desejando que as coisas sejam diferentes, se estiver chovendo
vão andar na chuva, se estiver fazendo sol vão se bronzear, se estiver num
engarrafamento, enfrenta, sem fingir que está gostando, mas aprendendo a aceitar
o que não depende dela para mudar. Aprendem a não sentir culpa, a não se
lamentar pelo passado, mas a trabalhar hoje no que pode ser feito para
melhorar. Ser independente, não buscar aprovação do outro pra tudo, não deixar
tudo para amanhã, saber rir com as pessoas e não das pessoas.
EXERCÍCIOS E PRÁTICAS
SIMPLES PARA RELAXAR O CORPO E A MENTE SÃO OPÇÕES PARA O CONTROLE DA ANSIEDADE?
Claro, principalmente quando o nível de ansiedade chegou a ponto
de atacar fisicamente. Tem muitas pessoas que sentem dores no corpo, nos
ombros, sentem o coração disparar, suor frio, dor de barriga, ânsia de vomito,
tudo por ansiedade.
Uma dica de relaxamento simples e eficaz é a respiração
diafragmática. Deve-se sentar ou deitar de forma a ficar bem confortável.
Respire lentamente fazendo com que o abdômen (barriga) suba e desça bem
devagar. Essa respiração chama-se "respiração diafragmática", pois
fazendo o abdômen se inflar e desinflar, você está movimentando o diafragma,
que é um músculo que fica logo abaixo das costelas, e dessa forma a respiração
fica mais leve, fluida, e tranqüila. (é a mesma respiração que a gente observa
nos bebes, ou seja, a gente nasce sabendo respirar, mas desaprende com a vida
corrida e ansiosa que leva)
O PENSAMENTO POSITIVO PARA
ENFRENTAR ADVERSIDADES TAMBÉM É UMA OPÇÃO?
Sou muito a favor do pensamento realista. E se você for olhar de
perto, as pessoas pensam de forma negativa e exagerada, ou seja, a realidade
normalmente é muito melhor do que as previsões pessimistas que se costuma
fazer.
De toda forma, o otimismo está sendo muito estudado pela
psicologia. O pesquisador Martin Seligman, americano, fez um estudo muito
interessante sobre o assunto. E concluiu que pessoas mais otimistas são mais
insistentes, e com a insistência há mais chance de ser bem sucedido. Por
exemplo, um vendedor pessimista desiste depois da terceira recusa, ele conclui
que ninguém comprará dele, mas um otimista sabe que ele não será recusado por
todas as pessoas, então depois de três recusas, o cliente que dirá sim a ele,
está mais próximo, e com esse pensamento continuará tentando, e claro
encontrará o cliente que lhe dirá sim.
ELA TEM CURA? QUAL É O
MELHOR TRATAMENTO?
A ansiedade em forma branda é um estimulo pro ser humano se
defender. Se você está numa rua escura, e ouve passos atrás de você, a
ansiedade vai aparecer na hora. E é muito bom que ela apareça, pois se você for
tão tranqüilo a ponto de não se defender, não vai sobreviver.
A ansiedade que deve ser tratada é aquela que passou dos limites
da sua autopreservação e está no ponto de lhe causar prejuízos. É quando sua
reação está desproporcional. Por exemplo, fica tão nervoso com a entrevista de
emprego que nem comparece a ela. Fica tão ansioso em puxar conversa com a
garota da festa, que acaba voltando sozinho pra casa de toda festa.
O pior da ansiedade é o comportamento de evitação. Por auto
defesa exagerada, a pessoa passa a evitar contatos e confrontos que limitam a
vida, muitas vezes a ponto de levar a pessoa a uma depressão.
Quanto ao melhor tratamento, sempre é possível contar com
medicação, claro que sempre acompanhada por um psiquiatra. Por mais que as
pessoas tenham preconceito em relação a esta especialidade médica, este é o
profissional preparado para medicar ansiedade.
Mas, como psicóloga, eu prefiro iniciar a psicoterapia sem
encaminhar ao psiquiatra, pois muitas vezes é possível fazer o controle
emocional trabalhando o aspecto psicológico.
A psicoterapia não é a única oportunidade para fazer a
reestruturação cognitiva, mas é uma forma de ter um profissional acompanhando
de perto.
É possível tentar driblar a ansiedade com relaxamento, meditação
e as outras dicas que passei aqui. Mas caso persista, não sente num cantinho
esperando passar. Pois uma ansiedade que não for controlada pode se transformar
em um transtorno de ansiedade mais grave como o transtorno do pânico, toc,
fobia social, ou até mesmo as fobias especificas, como o medo de avião, cães,
etc.
DICAS PARA QUE AS PESSOAS
SUPEREM A ANSIEDADE NO DIA-A-DIA?
Eu tenho um programa de 10 passos
1- Compreendendo as preocupações
2- As piores maneiras de lidar com as preocupações
3- Determine seu perfil de preocupação
4- Identifique as preocupações produtivas e improdutivas
5- Aceite a realidade e comprometa-se com as mudanças
6- Conteste a preocupação
7- Focalize a ameaça mais profunda
8- Transforme o fracasso em oportunidade
9- Use as emoções em vez de preocupar-se com elas
10- Assuma o controle do tempo
Entrevista da psicóloga
Marisa de Abreu ao Jornal Diário da Região - Repórter Francine Moreno.
O QUE É ANSIEDADE
Ansiedade é uma reação natural ao perigo percebido. Ansiedade é
um "aviso", um alerta que nosso corpo emite, de que algo não está
bem, que há algum perigo por perto.
QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS DA ANSIEDADE?
O que causa ansiedade é qualquer coisa que seja interpretada
como prejudicial. E veja bem, este é um ponto interessante, as coisas não são
interpretadas da mesma forma por todo mundo. Uma pessoa pode ficar extremamente
ansiosa no dia anterior a uma prova, talvez a ponto de passar mal, ter insônia,
sentir náuseas, e tudo mais. E outra pessoa lidar de forma mais natural. Por
quê? Porque uma interpreta essa prova como uma possível "rasteira"
que a vida pode estar lhe dando, acha que por mais que tenha se preparado nunca
será bem sucedida, e que será terrível ser reprovada. A outra pessoa, aquela
que encarou a prova mais tranquilamente, considerou que essa prova é uma das
possibilidades da vida dela, e não a única.
Claro que existem os estímulos ansiogênicos clássicos: falar em
publico, se reportar a alguém hierarquicamente superior, estar pela primeira
vez em uma situação, como por exemplo, um encontro com uma garota (o), enfim, a
ansiedade está diretamente ligada ao estresse. Tudo o que pode ser visto como
possibilidade de prejuízo, morte, fracasso, vergonha, etc., é causador de
ansiedade.
OS PERIGOS DO DESCUIDO COM A ALIMENTAÇÃO PODEM INFLUENCIAR NA
PORCENTAGEM DA ANSIEDADE?
O descuido com a alimentação vai debilitar a pessoa como um
todo, pois como sabemos "corpo são - mente sã". Sendo assim alguém
debilitado pelo descuido com a alimentação, vai estar mais fragilizado e sentir
mais todos os revezes da vida, e possivelmente veja como provocador de
ansiedade situações que em outros tempos não seriam estressantes.
EM TEMPOS DE CRISE MUNDIAL, EMPRESÁRIOS SE ANGUSTIAM POR SUAS
EMPRESAS E OS INVESTIDORES POR CONTA DOS INVESTIMENTOS NA BOLSA. ENTÃO COMO
DRIBLAR A ANSIEDADE?
Há alguns truques. A psicologia cognitiva (que é a linha da
psicologia que eu uso em minha clinica) ensina a examinar os fundamentos
irracionais que levam uma pessoa a se tornar uma ansiosa clinica. (ou seja, uma
ansiedade que chegou a níveis desproporcionais e estão causando prejuízo à
saúde física e mental).
Um empresário que está sentindo esta crise atual "na
pele" e no bolso. Se ele flexibilizar seu pensamento e tentar ver esta
crise por outros ângulos, como por exemplo:
- todas as crises que ocorreram nos últimos 200 anos tiveram sua
fase de retorno ao estado produtivo.
- Quem abre uma empresa não espera apenas "céus
claros", portanto podemos ver esta crise apenas como uma baixa, esperada,
da curva de produção e lucro.
- é possível aprender muita coisa com esta crise, coisas que
podem ser aplicado tanto em sua empresa atual, como em outras situações
futuras.
- é possível aprender a não dar tanta importância ao dinheiro e
perceber que viver com menos pode ser possível e interessante.
Enfim, quanto mais a pessoa conseguir flexibilizar seu
pensamento, menos ela considera "o fim do mundo" o problema atual
pelo qual ela está passando.
OS ALUNOS FICAM PREOCUPADOS COM AS NOTAS E SE VÃO ALCANÇAR A
MÉDIA PARA PASSAR. ELES PRECISAM SEGUIR A MESMA FÓRMULA DOS EMPRESÁRIOS E
INVESTIDORES PARA QUE A ANSIEDADE NÃO ATRAPALHE O DESENROLAR ESCOLAR?
A realidade é uma só. Quanto mais um aluno se preocupa com uma
possível reprovação, menos ele foca sua energia em adquirir o conhecimento que
ele precisa para esta prova.
Para os alunos, e os preocupados crônicos vou dar uma dica:
- pegue uma folha de papel e faça uma lista de todas as
ansiedades, preocupações fortes que você já teve em sua vida.
- ao lado, faça uma coluna com a nota que você daria para a
intensidade dessa ansiedade (por exemplo: 10 para ansiedade extrema, 5 para
mediana, 1 para muito pouca)
- agora outra coluna, e anote tudo o que realmente aconteceu,
como finalizou aquela situação preocupante e o quanto foi realmente ruim.
O interessante deste exercício é que as pessoas percebem que,
normalmente elas se preocupam demais (nível 9, 10) e no final das contas poucas
coisas terminam tão catastróficas assim.
AS MULHERES VIVEM CONSTANTES ANGÚSTIAS PREOCUPADAS COM O FUTURO
DOS FILHOS. ELAS DEVEM SEGUIR O MESMO PLANO CONTRA A ANSIEDADE?
As mulheres têm uma tendência maior ao desespero, portanto a
ansiedade e depressão. Claro que isso é uma média estatística, mas de forma
geral é assim que acontece. E minha dica é... Sim. Sigam o mesmo plano. Mas
claro que há outras dicas para "combater" a ansiedade crônica. Além
de fazer um trabalho cognitivo (com seus pensamentos negativos), é possível complementar
com exercícios físicos, pois com 20 minutos ou mais de exercício, seu corpo
começa a produzir endorfinas, que são os "hormônios do bem estar"
produzidos por nosso cérebro. Ou também a meditação, que é uma forma de treinar
sua mente a se desligar por alguns momentos, e assim você "recarrega sua
bateria".
O ANSIOSO PRECISA REDEFINIR TODO O ESTILO DE VIDA PARA FUGIR DOS
PREJUÍZOS CAUSADOS NA SAÚDE FÍSICA E MENTAL?
Precisa redefinir todo o modo do seu funcionamento mental. Por
exemplo, na terapia a pessoa aprende a reestruturar os padrões de pensamento.
Aprende a se sentir bem com o que for que estiver acontecendo na vida dela, sem
ficar eternamente desejando que as coisas sejam diferentes, se estiver chovendo
vão andar na chuva, se estiver fazendo sol vão se bronzear, se estiver num
engarrafamento, enfrenta, sem fingir que está gostando, mas aprendendo a
aceitar o que não depende dela para mudar. Aprendem a não sentir culpa, a não
se lamentar pelo passado, mas a trabalhar hoje no que pode ser feito para melhorar.
Ser independente, não buscar aprovação do outro pra tudo, não deixar tudo para
amanhã, saber rir com as pessoas e não das pessoas.
EXERCÍCIOS E PRÁTICAS SIMPLES PARA RELAXAR O CORPO E A MENTE SÃO
OPÇÕES PARA O CONTROLE DA ANSIEDADE?
Claro, principalmente quando o nível de ansiedade chegou a ponto
de atacar fisicamente. Tem muitas pessoas que sentem dores no corpo, nos
ombros, sentem o coração disparar, suor frio, dor de barriga, ânsia de vomito,
tudo por ansiedade.
Uma dica de relaxamento simples e eficaz é a respiração
diafragmática. Deve-se sentar ou deitar de forma a ficar bem confortável.
Respire lentamente fazendo com que o abdômen (barriga) suba e desça bem
devagar. Essa respiração chama-se "respiração diafragmática", pois
fazendo o abdômen se inflar e desinflar, você está movimentando o diafragma,
que é um músculo que fica logo abaixo das costelas, e dessa forma a respiração
fica mais leve, fluida, e tranqüila. (é a mesma respiração que a gente observa
nos bebes, ou seja, a gente nasce sabendo respirar, mas desaprende com a vida
corrida e ansiosa que leva)
O PENSAMENTO POSITIVO PARA ENFRENTAR ADVERSIDADES TAMBÉM É UMA
OPÇÃO?
Sou muito a favor do pensamento realista. E se você for olhar de
perto, as pessoas pensam de forma negativa e exagerada, ou seja, a realidade
normalmente é muito melhor do que as previsões pessimistas que se costuma
fazer.
De toda forma, o otimismo está sendo muito estudado pela
psicologia. O pesquisador Martin Seligman, americano, fez um estudo muito
interessante sobre o assunto. E concluiu que pessoas mais otimistas são mais
insistentes, e com a insistência há mais chance de ser bem sucedido. Por
exemplo, um vendedor pessimista desiste depois da terceira recusa, ele conclui
que ninguém comprará dele, mas um otimista sabe que ele não será recusado por
todas as pessoas, então depois de três recusas, o cliente que dirá sim a ele,
está mais próximo, e com esse pensamento continuará tentando, e claro
encontrará o cliente que lhe dirá sim.
CAPÍTULO 6: ANSIEDADE TEM CURA? QUAL É O MELHOR TRATAMENTO?
A ansiedade em forma branda é um estimulo pro ser humano se
defender. Se você está numa rua escura, e ouve passos atrás de você, a
ansiedade vai aparecer na hora. E é muito bom que ela apareça, pois se você for
tão tranqüilo a ponto de não se defender, não vai sobreviver.
A ansiedade que deve ser tratada é aquela que passou dos limites
da sua autopreservação e está no ponto de lhe causar prejuízos. É quando sua
reação está desproporcional. Por exemplo, fica tão nervoso com a entrevista de
emprego que nem comparece a ela. Fica tão ansioso em puxar conversa com a
garota da festa, que acaba voltando sozinho pra casa de toda festa.
O pior da ansiedade é o comportamento de evitação. Por auto
defesa exagerada, a pessoa passa a evitar contatos e confrontos que limitam a
vida, muitas vezes a ponto de levar a pessoa a uma depressão.
Quanto ao melhor tratamento, sempre é possível contar com
medicação, claro que sempre acompanhada por um psiquiatra. Por mais que as
pessoas tenham preconceito em relação a esta especialidade médica, este é o
profissional preparado para medicar ansiedade.
Mas, como psicóloga, eu prefiro iniciar a psicoterapia sem
encaminhar ao psiquiatra, pois muitas vezes é possível fazer o controle
emocional trabalhando o aspecto psicológico.
A psicoterapia não é a única oportunidade para fazer a
reestruturação cognitiva, mas é uma forma de ter um profissional acompanhando
de perto.
É possível tentar driblar a ansiedade com relaxamento, meditação
e as outras dicas que passei aqui. Mas caso persista, não sente num cantinho
esperando passar. Pois uma ansiedade que não for controlada pode se transformar
em um transtorno de ansiedade mais grave como o transtorno do pânico, toc,
fobia social, ou até mesmo as fobias especificas, como o medo de avião, cães,
etc.
DICAS PARA QUE AS PESSOAS SUPEREM A ANSIEDADE NO DIA-A-DIA
Programa de 10 passos
1- Compreendendo as preocupações
2- As piores maneiras de lidar com as preocupações
3- Determine seu perfil de preocupação
4- Identifique as preocupações produtivas e improdutivas
5- Aceite a realidade e comprometa-se com as mudanças
6- Conteste a preocupação
7- Focalize a ameaça mais profunda
8- Transforme o fracasso em oportunidade
9- Use as emoções em vez de preocupar-se com elas
10- Assuma o controle do tempo
Capítulo
6: Ansiedade
Medo, preocupação, agonia, pavor, angústia, afobação: São muitos
os nomes e formas de perceber o que na realidade é ansiedade .
Você é ansioso ?
- Você é daqueles que não conseguem viver sob pressão?
- Seu coração dispara quando olha o relógio?
- Acaba com o estoque da geladeira e nem sabe por quê?
- Quando marca uma viagem faz as malas uma semana antes?
- Está sempre correndo até mesmo quando não precisa?
- Fala muito rápido e percebe que os outros não acompanham seu
raciocínio?
- Está sempre sofrendo, o coração dispara, sua frio, sem falar
na dor de barriga nas horas mais impróprias?
Faça sua avaliação completa no final deste texto.
O que é ansiedade
Ansiedade é um estado psicológico, onde prevalece o estado de
incertezas, aflição, angústia caracterizando-se por insegurança ou sentimento
de que não conseguirá atingir suas metas.
Ansiedade também tem um lado positivo, pois é a ansiedade que te
capacita a lutar ou fugir. São as nossas reações básicas, instintivas.
Ansiedade num nível adequado é bom. É a ansiedade que te faz estudar para uma
prova. É a ansiedade que te faz olhar para os dois lados para atravessar uma
rua. Sem ansiedade você não iria vestir uma roupa adequada para procurar
emprego por exemplo. Você acharia que o emprego está garantido e não precisaria
de nenhum esforço. A ansiedade num nível adequado te motiva a fazer coisas boas
por você mesmo.
O problema é quando a ansiedade aparece na hora errada e na
quantidade errada. Ansiedade demais paralisa, pois trava o cérebro, do diretor
financeiro por exemplo, em plena apresentação de contas. Ansiedade trava as
pernas dos jogadores no meio do jogo. Aquilo que você mais queria, o teu
sucesso profissional, sucesso social ou financeiro vai tudo por água abaixo por
causa da ansiedade.
Sinais da ansiedade
Os primeiros sinais de ansiedade você sente no seu corpo: O
coração dispara, a mão treme, o suor corre pelo rosto e pelas mãos, dá dor de
estômago, dá até diarréia. Tem gente que não consegue respirar direito. Tem
gente que acha que vai desmaiar - a vista escurece.
Restam três opções: Ou a pessoa se retrai, tenta ficar quietinha
num canto e não faz nada, ou a pessoa fica agressiva e coitado de quem estiver
por perto, ou a pessoa acaba com depressão por se sentir incompetente.
Pensamentos distorcidos
Quando estamos ansiosos tendemos a procurar evidências - que
muitas vezes não existem e por isso acaba distorcendo a realidade - de que
corremos riscos tais como sofrer ferimentos, asfixia, ficar mortalmente
doentes, sermos atacados por outras pessoas ou animais, sentir dor ou aversão,
sofrer infortúnio (perdas ou privações) ou sermos socialmente rejeitados e
excluídos.
Para o ansioso cinco minutos é uma eternidade, impossível
esperar por alguma coisa.
O ansioso pensa muito rápido, mas perde qualidade em suas
percepções e acaba julgando de forma errada as informações do ambiente, por
exemplo, um olhar torto vindo por parte de algum colega já é considerado como
uma condenação. Isto é chamado “Pensamento automático” - quanto mais ansiosa a
pessoa for mais pensamentos automáticos distorcidos ela terá.
É por isso que dizemos que a ansiedade é o “parente” próximo do
medo, da preocupação e da previsão negativa.
Os pensamentos de ansiedade são de total fracasso. “Sou
incapaz... não vai dar certo... todo mundo vai rir de mim... vão me achar
ridículo!” O ansioso antecipa situações e se vê gaguejando, imagina desastres,
todo um filminho de terror passa por sua mente acreditando que passará por um
baita vexame na frente de todo mundo.
Só que ficar imaginando tudo o que pode dar errado pode ser um
tiro no pé, pois isso cria um estado psicológico tal que a própria pessoa
coloca tudo a perder. Isso é autoboicote pois a pessoa começa a
"provar" pra ela mesmo que ela é uma incompetente, ela começa a lembrar
de situações do arco da velha que "provam" que não consegue falar na
frente das pessoas, começa a lembrar por ex. do jardim da infância quando deu
vexame na frente da sala toda. E assim ele mesmo se coloca numa situação em que
fica psicologicamente predisposto a falhar. Aí ele pensa “Tá vendo... eu venho
falhando desde a infância... eu é que não vou me arriscar aqui....não vou fazer
a apresentação, ou vou colocar alguém pra falar no meu lugar”.
O que fazer para controlar a ansiedade?
Uma coisa que você precisa saber é que é possível para tomar as
rédeas da sua própria cabeça.
Tomar as rédeas de suas emoções é não se deixar levar pela
ansiedade . Como? Na psicoterapia existem uma série de técnicas chamadas
métodos cognitivos. É um treinamento onde você percebe que consegue controlar
seus sentimentos por meio do pensamento direcionado.
Outra técnica que te ajuda a bloquear os pensamentos ansiosos é
a reestruturação cognitiva, onde você aprende a fazer o bloqueio consciente dos
pensamentos derrotistas e substitui-los por outros mais realistas. Não pense
que é pensamento positivo, é aprender a lidar com a realidade e não inventar
uma realidade paralela que em pouco tempo cai por terra.
Outra técnica que eu uso em psicoterapia é a dessensibilização
sistemática, que ajuda muito a controlar a ansiedade em situações práticas como
por exemplo falar em publico.
E por fim a psicologia também desenvolveu técnicas para ajudar
com os sintomas físicos, que são tremor, suor, taquicardia, etc.
TESTE SUA ANSIEDADE
Marque o numero apropriado para indicar como se sente
geralmente:
Quase nunca (0) Às vezes (1) Freqüentemente (2) Quase sempre (3)
..... Sou uma pessoa instável
..... Não estou satisfeito comigo mesmo
..... Sinto-me nervoso e inquieto
..... Gostaria de ser tão feliz quanto os outros parecem ser
..... Sinto-me um fracasso
..... Entro num estado de tensão e tumulto quando reflito sobre
minhas preocupações e interesses recentes
..... Sinto-me inseguro
..... Não tenho auto confiança
..... Sinto-me inadequado
..... Tenho a sensação de que algo ruim irá acontecer
..... Tenho reação de sobressalto, me assusto facilmente quando
alguém chega sem fazer barulho
..... Choro fácil
..... Apresento tremores
..... Tenho medos (escuro, pessoas desconhecidas, estar
abandonado, animais, transito, multidões, etc)
..... Meu humor está depressivo, estou sem interesse pelas
coisas que antes eu me interessava
..... Variações de humor, num momento estou bem e em outro muda
tudo
..... Tenho dores, câimbras, ranger de dentes, etc
..... Zumbido no ouvido, visão embaçada, acessos de calor ou
frio, sensação de fraqueza ou formigamento
..... Taquicardia ou dor no peito
..... Peso no peito ou falta de ar
..... Azia, dor no estomago, queimação, náusea, vômito,
dificuldade para engolir, perda de peso
..... Miccção freqüente, urgência de miccção, frigidez ou
ejaculação precoce
..... Boca seca, rubor facial, palidez, vertigem, sudorese,
cefaléia
..... Durante uma conversa com alguém pouco familiar: Tenso,
desconforto, agitação nas mãos, tremor, respiração rápida
..... Percebo que sou muito preocupado e não consigo relaxar,
até mesmo com coisas sem muita importância
..... Me sinto inquieto, tenho os “nervos à flor da pele”
..... Me sinto constantemente cansado
..... Tenho dificuldade em me concentrar em leituras, filmes,
etc.
..... Tenho “brancos” , tento lembrar de coisas simples e não
consigo
..... Ando irritado
..... Problemas com o sono como dificuldade para adormecer,
acordo no meio da noite, pesadelos, etc
..... Tenho dores musculares mesmo sem fazer exercícios físicos
Envie seu resultado pelo formulário agende sua consulta.
Espero que minhas dicas tenham te ajudado. Me coloco à
disposição para te ajudar nessa jornada através da psicoterapia .
Medo, preocupação, agonia, pavor, angústia,
afobação
São muitos os nomes e formas de perceber o que na realidade é
ansiedade .
Você é ansioso ? - Você é daqueles que não conseguem viver sob pressão? - Seu coração dispara quando olha o relógio? - Acaba com o estoque da geladeira e nem sabe por quê? - Quando marca uma viagem faz as malas uma semana antes? - Está sempre correndo até mesmo quando não precisa? - Fala muito rápido e percebe que os outros não acompanham seu raciocínio? - Está sempre sofrendo, o coração dispara, sua frio, sem falar na dor de barriga nas horas mais impróprias?Faça sua avaliação completa no final deste texto. O que é ansiedade Ansiedade é um estado psicológico, onde prevalece o estado de incertezas, aflição, angústia caracterizando-se por insegurança ou sentimento de que não conseguirá atingir suas metas.Ansiedade também tem um lado positivo, pois é a ansiedade que te capacita a lutar ou fugir. São as nossas reações básicas, instintivas. Ansiedade num nível adequado é bom. É a ansiedade que te faz estudar para uma prova. É a ansiedade que te faz olhar para os dois lados para atravessar uma rua. Sem ansiedade você não iria vestir uma roupa adequada para procurar emprego por exemplo. Você acharia que o emprego está garantido e não precisaria de nenhum esforço. A ansiedade num nível adequado te motiva a fazer coisas boas por você mesmo. O problema é quando a ansiedade aparece na hora errada e na quantidade errada. Ansiedade demais paralisa, pois trava o cérebro, do diretor financeiro por exemplo, em plena apresentação de contas. Ansiedade trava as pernas dos jogadores no meio do jogo. Aquilo que você mais queria, o teu sucesso profissional, sucesso social ou financeiro vai tudo por água abaixo por causa da ansiedade.
Você é ansioso ? - Você é daqueles que não conseguem viver sob pressão? - Seu coração dispara quando olha o relógio? - Acaba com o estoque da geladeira e nem sabe por quê? - Quando marca uma viagem faz as malas uma semana antes? - Está sempre correndo até mesmo quando não precisa? - Fala muito rápido e percebe que os outros não acompanham seu raciocínio? - Está sempre sofrendo, o coração dispara, sua frio, sem falar na dor de barriga nas horas mais impróprias?Faça sua avaliação completa no final deste texto. O que é ansiedade Ansiedade é um estado psicológico, onde prevalece o estado de incertezas, aflição, angústia caracterizando-se por insegurança ou sentimento de que não conseguirá atingir suas metas.Ansiedade também tem um lado positivo, pois é a ansiedade que te capacita a lutar ou fugir. São as nossas reações básicas, instintivas. Ansiedade num nível adequado é bom. É a ansiedade que te faz estudar para uma prova. É a ansiedade que te faz olhar para os dois lados para atravessar uma rua. Sem ansiedade você não iria vestir uma roupa adequada para procurar emprego por exemplo. Você acharia que o emprego está garantido e não precisaria de nenhum esforço. A ansiedade num nível adequado te motiva a fazer coisas boas por você mesmo. O problema é quando a ansiedade aparece na hora errada e na quantidade errada. Ansiedade demais paralisa, pois trava o cérebro, do diretor financeiro por exemplo, em plena apresentação de contas. Ansiedade trava as pernas dos jogadores no meio do jogo. Aquilo que você mais queria, o teu sucesso profissional, sucesso social ou financeiro vai tudo por água abaixo por causa da ansiedade.
Sinais da ansiedade
Os primeiros sinais de ansiedade você sente no seu corpo: O coração dispara, a mão treme, o suor corre pelo rosto e pelas mãos, dá dor de estômago, dá até diarréia. Tem gente que não consegue respirar direito. Tem gente que acha que vai desmaiar - a vista escurece. Restam três opções: Ou a pessoa se retrai, tenta ficar quietinha num canto e não faz nada, ou a pessoa fica agressiva e coitado de quem estiver por perto, ou a pessoa acaba com depressão por se sentir incompetente.
Pensamentos distorcidos Quando estamos ansiosos tendemos a procurar evidências - que muitas vezes não existem e por isso acaba distorcendo a realidade - de que corremos riscos tais como sofrer ferimentos, asfixia, ficar mortalmente doentes, sermos atacados por outras pessoas ou animais, sentir dor ou aversão, sofrer infortúnio (perdas ou privações) ou sermos socialmente rejeitados e excluídos.Para o ansioso cinco minutos é uma eternidade, impossível esperar por alguma coisa.O ansioso pensa muito rápido, mas perde qualidade em suas percepções e acaba julgando de forma errada as informações do ambiente, por exemplo, um olhar torto vindo por parte de algum colega já é considerado como uma condenação. Isto é chamado “Pensamento automático” - quanto mais ansiosa a pessoa for mais pensamentos automáticos distorcidos ela terá. É por isso que dizemos que a ansiedade é o “parente” próximo do medo, da preocupação e da previsão negativa.Os pensamentos de ansiedade são de total fracasso. “Sou incapaz... não vai dar certo... todo mundo vai rir de mim... vão me achar ridículo!” O ansioso antecipa situações e se vê gaguejando, imagina desastres, todo um filminho de terror passa por sua mente acreditando que passará por um baita vexame na frente de todo mundo. Só que ficar imaginando tudo o que pode dar errado pode ser um tiro no pé, pois isso cria um estado psicológico tal que a própria pessoa coloca tudo a perder. Isso é autoboicote pois a pessoa começa a "provar" pra ela mesmo que ela é uma incompetente, ela começa a lembrar de situações do arco da velha que "provam" que não consegue falar na frente das pessoas, começa a lembrar por ex. do jardim da infância quando deu vexame na frente da sala toda. E assim ele mesmo se coloca numa situação em que fica psicologicamente predisposto a falhar. Aí ele pensa “Tá vendo... eu venho falhando desde a infância... eu é que não vou me arriscar aqui....não vou fazer a apresentação, ou vou colocar alguém pra falar no meu lugar”.
O que fazer para controlar a ansiedade?
Uma coisa que você precisa saber é que é possível para tomar as rédeas da sua própria cabeça. Tomar as rédeas de suas emoções é não se deixar levar pela ansiedade . Como? Na psicoterapia existem uma série de técnicas chamadas métodos cognitivos. É um treinamento onde você percebe que consegue controlar seus sentimentos por meio do pensamento direcionado. Outra técnica que te ajuda a bloquear os pensamentos ansiosos é a reestruturação cognitiva, onde você aprende a fazer o bloqueio consciente dos pensamentos derrotistas e substitui-los por outros mais realistas. Não pense que é pensamento positivo, é aprender a lidar com a realidade e não inventar uma realidade paralela que em pouco tempo cai por terra. Outra técnica que eu uso em psicoterapia é a dessensibilização sistemática, que ajuda muito a controlar a ansiedade em situações práticas como por exemplo falar em publico. E por fim a psicologia também desenvolveu técnicas para ajudar com os sintomas físicos, que são tremor, suor, taquicardia, etc.
TESTE SUA ANSIEDADE
Marque o numero apropriado para indicar como se sente geralmente:
Quase nunca (0) Às vezes (1) Freqüentemente (2) Quase sempre (3)
..... Sou uma pessoa instável
..... Não estou satisfeito comigo mesmo
..... Sinto-me nervoso e inquieto
..... Gostaria de ser tão feliz quanto os outros parecem ser
..... Sinto-me um fracasso
..... Entro num estado de tensão e tumulto quando reflito sobre minhas preocupações e interesses recentes
..... Sinto-me inseguro
..... Não tenho auto confiança
..... Sinto-me inadequado
..... Tenho a sensação de que algo ruim irá acontecer
..... Tenho reação de sobressalto, me assusto facilmente quando alguém chega sem fazer barulho
..... Choro fácil
..... Apresento tremores
..... Tenho medos (escuro, pessoas desconhecidas, estar abandonado, animais, transito, multidões, etc)
..... Meu humor está depressivo, estou sem interesse pelas coisas que antes eu me interessava
..... Variações de humor, num momento estou bem e em outro muda tudo
..... Tenho dores, câimbras, ranger de dentes, etc
..... Zumbido no ouvido, visão embaçada, acessos de calor ou frio, sensação de fraqueza ou formigamento
..... Taquicardia ou dor no peito
..... Peso no peito ou falta de ar
..... Azia, dor no estomago, queimação, náusea, vômito, dificuldade para engolir, perda de peso
..... Miccção freqüente, urgência de miccção, frigidez ou ejaculação precoce
..... Boca seca, rubor facial, palidez, vertigem, sudorese, cefaléia
..... Durante uma conversa com alguém pouco familiar: Tenso, desconforto, agitação nas mãos, tremor, respiração rápida
..... Percebo que sou muito preocupado e não consigo relaxar, até mesmo com coisas sem muita importância
..... Me sinto inquieto, tenho os “nervos à flor da pele”
..... Me sinto constantemente cansado
..... Tenho dificuldade em me concentrar em leituras, filmes, etc.
..... Tenho “brancos” , tento lembrar de coisas simples e não consigo
..... Ando irritado
..... Problemas com o sono como dificuldade para adormecer, acordo no meio da noite, pesadelos, etc
..... Tenho dores musculares mesmo sem fazer exercícios físicos
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Espero que minhas dicas tenham te ajudado. Me coloco à disposição para te ajudar nessa jornada através da psicoterapia .
Capítulo
7: Tratamento para Ansiedade
Relaxar
funciona?
Quando se fala em tratamento para ansiedade pensamos sempre no
antidoto mais popular que é o relaxamento. Mas o relaxamento funciona apenas
como complemento, nos quadros mais intensos de ansiedade como por exemplo o TAG
– Transtorno de ansiedade generalizada o relaxamento apenas “arranhará” a
superfície da ansiedade. Sem falar que na maioria das vezes o pensamento de
relaxar não consegue se manter durante o momento ansioso, o que dirá colocar o
relaxamento em pratica. Diga para alguém em crise de ansiedade para relaxar e
você receberá a mais pura expressão de fúria.
Há muitos outros caminhos mais eficientes descritos a seguir.
Combater ansiedade com treinamento cognitivo
Cognição se refere ao modo como você percebe o mundo. Ao treinar
novas formas de pensar você será mais resistente a ansiedade. Devemos ser
metacognitivos, ou seja, ser capazes de pensar sobre nossos pensamentos. Ao
analisar que tipo de coisa passa em sua cabeça e avaliar o quanto você está
sendo sensato, avaliar que bases tem para estes pensamentos ansiosos mais capaz
será de controlar a ansiedade.
O psicólogo faz isso através da analise de seus pensamentos
diante das situações que lhe causam ansiedade. Por exemplo, é muito comum que
uma pessoa que está ansiosa diante do envelope, ainda fechado, de seus exames
médicos não perceba exatamente que pensamentos a deixam ansiosa, mas com algum
treino cognitivo o psicoterapeuta poderá lhe mostrar que o pensamento implícito
era, por exemplo, algo assim: “e se eu tiver uma doença grave, e se morrer
amanha e deixar minha família na mão”. E tendo esta consciência psicólogo lhe indicará
o caminho de novos pensamentos mais verdadeiros e menos ansiogênicos.
Combater a ansiedade com comportamentos novos
Somos ansiosos porque mantemos comportamentos que nutrem a
ansiedade. Uma pessoa que sente ansiedade com os resultados médicos fugirá dos
exames, e mesmo se o fizer adiará o momento de busca-los e leva-los para
avaliação. A pessoa que tem medo de ser reprovada no exame deixa para estudar
no ultimo dia.
Fugir, evitar, deixar para depois, protelar... são formas de
vitaminar a ansiedade. Nada melhor do que tomar a frente e lidar com o problema
para conseguir perceber que você tem forças para enfrenta-lo. Claro que não é
tão simples assim, ninguém cura o medo de agua de alguém jogando-o na piscina.
O psicólogo terá métodos para coloca-lo diante das situações que lhe causam
ansiedade de forma a você perceber que pode siam enfrenta-las. Há várias
técnicas de aproximação sucessiva e de aquisição de novos comportamentos que
simplesmente “constroem” um novo você.
Combater a ansiedade entendendo suas emoções
Não negue o que sente. Jamais conseguirá vencer um inimigo que
nega existir. Perceba que está com medo, preocupado, em pânico, apreensivo. Se
dê o direito de ter sentimentos. Converse com você mesmo e identifique o que se
passa contigo. Fingir que é forte não o fará forte. Perceba que você tem o
direito de ter estes sentimentos como também tem o direito de supera-los.
Combater a ansiedade relaxando
Enfim, o que também pode ajudar é relaxar. Mas simplesmente
dizer a si mesmo “estou relaxado” não ajuda.
A melhor forma de relaxar a mente é relaxando o corpo, pois há
uma união maravilhosa entre mente e corpo que impede manter uma mente ansiosa
em um corpo relaxado.
A respiração diafragmática é a mais eficiente, mas você tem que
treinar nos momentos em que não está ansioso para que esta respiração seja
automática nos momentos que precisar, pois se alguém lhe pedir para respirar em
plena crise de pânico receberá um belo soco na cara.
Respiração tranquila: Inspire lentamente subindo a sua barriga,
como se fosse ela que estivesse se enchendo de ar, lentamente expire baixando
sua barriga. Faça isso todos os dias por 15 min.
Prevenir para que nunca ficar ansioso
Este titulo é quase uma piada de minha parte, perdão. Mas como
sei que sempre existirão os perfeccionistas sei que em algum lugar há alguém
que tem a pretensão de passar pela vida sem enfrentar problemas. Impossível.
Imprevistos aparecerão, pessoas te chatearão e você não poderá impedi-los e nem
pode impedir de manifestar alguma reação. Você pode treinar sua própria mente
para reagir adequadamente pois o problema na ansiedade está quando ela aparece
em intensidade desproporcional ou em situações descabidas.
Você pode prevenir para ter a penas a ansiedade adequada fazendo
um exercício que aplico em terapia: Faça uma lista de todos os momentos onde
você ficou muito ansioso, anote o quanto achou que esse momento seria um doa
mais terríveis da sua vida. Depois de feita a lista, volte a ela (agora que
estes momentos já viraram passado) e anote ao lado o quanto realmente foi ruim,
o quanto de prejuízo realmente foi causado, o quanto você realmente não teve
recursos para suportar cada um daqueles momentos. Você verá que depois que tudo
passou as coisas sempre são mais leves do que você imaginava na hora. Isso te ajudará
a não catastrofizar as situações atuais e confiar mais em si mesmo.
Este foi um exercício simples, algo que posso tranquilamente
colocar no site. Para obter a ajuda que você precisa e merece, ligue para nós e
agende um horário só para você.
Capítulo 8: Ansiedade Generalizada - TAG
Transtorno de Ansiedade Generalizada - TAG
O que é TAG - Transtorno de Ansiedade Generalizada?
TAG é um transtorno de ansiedade que se caracteriza por
preocupação excessiva, desproporcional ou sem motivo.
Esta ansiedade é acompanhada por sintomas físicos que causam
prejuízos sociais, abrangendo até mesmo as relações de trabalho e familiares
além de acentuado sofrimento psíquico devido à intensa auto observação.
Como o estado de ansiedade perturba a visão que a pessoa tem a
respeito de si mesma e a respeito do que acontece no ambiente é necessário que
esse diagnóstico seja sempre feito por um psicólogo. Pois assim este psicólogo
poderá identificar, dentro do que é descrito pelo paciente, o que é percepção
distorcida pela ansiedade e o que pode ser realidade.
O transtorno de ansiedade generalizada costuma ser crônico e
duradouro, mas com pequenos períodos de remissão dos sintomas. Geralmente leva
o paciente a sofrer com estado de ansiedade elevado durante anos.
É diferente da ansiedade comum. As pessoas com TAG não costumam
buscar ajuda de um psicólogo, pois ao perceberem uma série de sintomas
somáticos, como fadiga e insônia, procuram por um médico acreditando tratar-se
de doença orgânica e não psicológica. Além disso, as pessoas com TAG –
Transtorno de Ansiedade Generalizada - costumam se sentir deprimidas,
desmoralizadas, são socialmente ansiosas, e com isso este quadro acaba sendo
considerado o problema principal mantendo o TAG sem tratamento.
Transtorno de Ansiedade Generalizada trata-se de uma ansiedade
bastante severa onde sofre-se de expectativa apreensiva e excessiva. Para ser
considerado TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada – os sintomas devem
estar presentes na maioria dos dias, por mais de seis meses e prejudicando
áreas importantes da vida como trabalho, estudo, vida familiar, etc.
Portador de TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada - é a
pessoa que se preocupa tanto que acaba não conseguindo nem controlar a
preocupação, nem resolver o problema.
TA é o quadro onde aparecem sintomas de ansiedade, preocupação
crônicos e falta de controle sobre estas preocupações. Algumas pessoas
apresentam medos difusos outros tem preocupações bem específicas que podem ser
medo de fracassar, preocupação com suas finanças, com saúde, etc. A pessoa
passa a sofrer loucamente com estas coisas, não é capaz de chegar a uma
solução, não é capaz de tomar uma decisão, ou de atuar de forma decidida e
viver com tranqüilidade, ao contrário, fica dando voltas e voltas, só pensando em
tudo o que pode estar errado, nas dificuldades reais e imaginárias. Ao invés de
chegar a uma solução eficiente fica se torturando com todos os erros que
cometeu no passado e que pode cometer agora. Ou seja a pessoa não consegue se
concentrar no que de fato é relevante. Dormir não serve de descanso pois muitas
vezes não consegue pegar no sono porque a cabeça fica trabalhando a mil por
hora lembrando tudo o que de ruim já aconteceu e o que pode acontecer amanhã,
depois de amanhã, e pro resto da vida. E quando dorme é um sono perturbado, e
acorda cansado, com aquela sensação de apreensão.
O preocupado crônico está em eterno estado de alerta, sempre
preparado pra fugir de algo, mas à toa, porque não nem nada de real de onde
fugir. Ele prepara o seu corpo para ação, sente tremores, tensão, dor muscular,
principalmente no pescoço, costas e ombros. É uma espécie de inquietude, e uma
tendência a ficar casado o dia todo.
Pode também aparecer os sinais de ativação do sistema nervoso
simpático, o coração trabalha mais, dá palpitações, a pessoa chega a sentir o
coração batendo no peito. Outros sentem uma pressão no peito, uma dificuldade
pra respirar, falta de ar, sensação de que está se afogando. Dificuldade pra
engolir. Rajadas de calor ou de frio. A pressão sobe. Pode aparecer náuseas,
gastrite, diarréia, etc. etc.
As pessoas que sofrem com TAG mantém preocupações crônicas e
excessivas com prejuízos emocionais e fisiológicos, ou seja tanto a mente como
o corpo padecem. E pode acabar provocando outros problemas em decorrência da
TAG, e os mais comuns são depressão, ataque de pânico, abuso de drogas
ansiolíticas e até de álcool. Ou seja, a qualidade de vida da pessoa fica
deteriorada pela ansiedade e pelos problemas comórbidos, que são estes que eu
mencionei agora como a depressão o pânico,etc.
Ansiedade é o mesmo que preocupação?
Muitos definem a preocupação como ocupar-se de coisas antes
delas acontecerem, mas é mais do que isso. Preocupar-se é fazer previsões
negativas que nem sempre são tão prováveis assim. Por exemplo, preocupação com
uma viagem constitui-se de fazer previsões quanto á algo dar errado com o
hotel, achar que o carro pode furar o pneu, que pode acontecer um acidente.
Vejam que tudo isso até que pode haver uma base verdadeira – nada disso é
impossível de acontecer, mas desistir da viagem, ou sofrer com a viagem por
causa dessas possibilidades, tão pouco prováveis, é sofrer inutilmente.
Há dois aspectos com a preocupação muito interessantes:
a- Considerar que coisas muito ruins vão acontecer;
b- Crer que não terá condições para enfrentar essas coisas
horríveis que imaginou.
Ansiedade patológica é imaginar que, por exemplo, você não
conseguirá falar com aquela pessoa porque ela não vai lhe dar mínima atenção, e
vai ser tão horrível que você não suportará. Ou seja, as pessoas que se
preocupam muito são especialistas em descobrir tudo quanto é problema, que
muitas vezes nem existem, e se sentem incapazes de encontrar solução pra esse
monte de problemas ou de enfrentá-los de uma forma equilibrada.
Para identificar o Transtorno de Ansiedade Generalizada temos
que perceber três destes seis sintomas:
1- Inquietude - sensação eterna de ter algo para fazer e não
sabe o que.
2- Fatigar-se facilmente - quase que nem começou o trabalho e já
está morto.
3- Dificuldade para se concentrar - não conseguir ler um livro
porque os olhos passam pela página mas não sabe nada que estava escrito, ou ter
a mente em branco, a cabeça longe, no mundo da lua.
4- Irritabilidade - alguém falou uma coisinha e você já tem
vontade de mandar a pessoa pra longe.
5- Tensão muscular - aparece na forma de dor nas costas, nos
ombros, nas pernas.
6- Perturbação do sono - dormir demais ou de menos, acordar no
meio da noite ou não conseguir iniciar o sono.
É comum a pessoa que passa por esse quadro dizer que está
estressada. Não deixa de estar certa, mas estresse não é um diagnóstico muito
preciso, pois estresse você alivia diminuindo o ritmo de trabalho, mas a TAG –
Transtorno de Ansiedade Generalizada - não. Não adianta tirar férias porque
você leva o problema para a praia, para o campo, para onde você for.
Preocupação típicas do Transtorno de Ansiedade Generalizada
Família, questões econômicas, trabalho, doenças, e
relacionamentos com outras pessoas.
Não digo que não devamos nos preocupar com essas coisas, mas uma
coisa é a preocupação que te ajuda a enfrentar e resolver os problemas e outra
é a preocupação que te paralisa e só faz o problema aumentar cada vez mais.
Por exemplo, preocupação normal com a saúde, a pessoa se
agasalha antes de sair de casa. Preocupação patológica, deixar de trabalhar
porque está frio demais e pode pegar um resfriado.
A preocupação ou ansiedade normal em, por exemplo, apresentar um
projeto na reunião do trabalho faz a pessoa caprichar e se dedicar para ter uma
boa apresentação. Mas a preocupação patológica faz a pessoa gaguejar, suar e
realizar uma péssima apresentação onde ninguém aprova sua idéia de tão mal
apresentada. Preocupação normal com a família é ligar de vez em quando para
saber se está tudo bem, mas preocupação patológica é acordar no meio da noite
pensando que pode ter acontecido alguma coisa com seus pais.
Uma coisa muito interessante com o portador de TAG – Transtorno
de Ansiedade Generalizada - é que ele não tem dificuldade em encontrar solução
para seus problemas, ele sabe tudo o que deveria fazer, mas tem uma dificuldade
enorme em aplicar esses conhecimentos. Aliás, o portador de TAG é até capaz de
dar ótimos conselhos para os outros, só não consegue aplicar pra ele mesmo. Por
exemplo, um rapaz que está paquerando uma garota e muito preocupado em
conseguir sair com ela. Ele sabe que tem hora pra tudo, mas acaba ligando pra
moça às três da madrugada dizendo que está apaixonado por ela - é claro que ela
vai se assustar e vai cair fora. É claro que quando se está ansioso demais tudo
dá errado.
Isso acontece devido a uma característica muito interessante
desse quadro chamada intolerância á incerteza . Ou seja, a pessoa não admite
ter que esperar por algo, não admite que nem tudo depende dele, não admite não
ter certeza de tudo. Simplesmente não suporta a incerteza.
Porquê as pessoas se amarraram tanto em preocupações sofridas e
inúteis?
Por causa das famosas crenças internas disfuncionais - aqueles
pensamentos que as pessoas põem na cabeça que atrapalham tanto e são tão
difíceis de se livrar. Como por exemplo, a crença de que a preocupação o ajuda
a se sair melhor na vida - ele acha que quanto mais se preocupar mais fácil
para encontrar as soluções dos problemas. Ele acha que quanto mais preocupado
tiver mais controle terá da situação. Doce engano. E tem também as pessoas que
acham que quanto mais preocupados ficarem mais conseguirão evitar que coisas
ruins aconteçam. De novo, doce engano.
Vigilância e Evitação
São dois comportamentos típicos do portador de Transtorno de
Ansiedade Generalizada. Aquele que é intolerante às incertezas se torna
vigilante, sempre alerta e preocupado com o que de ruim pode acontecer. Aquele
que é intolerante á excitação emocional, ou seja não suporta passar por emoções
mais fortes então evita, foge, cai fora de tudo quanto é situação que pode
mexer uma pouco mais com ele. Alguns flutuam de um comportamento extremamente
vigilante para outro de extrema evitação. Ou seja, ou fica assustado, em estado
de alerta, ou foge da situação como se fosse uma catástrofe.
O interessante é que a vigilância diminui a incerteza, mas
aumenta a excitação emocional, e a evitação diminui a excitação emocional mas,
aumenta a incerteza. Ou seja, nem a vigilância nem a evitação te ajudam no
controle da ansiedade.
Esses dois comportamentos só aumentam a ansiedade e a
preocupação. Quanto mais você se torna um vigilante, alerta a tudo quanto é
perigo, mais você vê perigo onde não tem. Ex: seu filho vai pra uma festa e
você fica em casa feito louco sofrendo e ligando pra ele de meia em meia hora
até ele voltar. Ou seja, quanto mais atento você estiver às ameaças, mais você
verá ameaça onde não tem.
Por outro lado, aquele que evita as situações de tão preocupado
e ansioso só vai aumentado cada vez mais essas preocupações porque não se dará
chance de ver que o bicho não é tão feio assim. Quanto menos você enfrentar
pior fica. Ás vezes uma coisa que pode ser resolvida facilmente acaba se
tornando um problema maior, por não ter enfrentado quando estava menor. Por
exemplo, aquele que não vai ao médico com medo de ouvir que tem algo muito
ruim, e quanto mais deixa passar o tempo aumentará a probabilidade de se
deparar com quadro complicado de lidar.
O interessante é como a cabeça das pessoas são “boas” pra
arrumar lógica onde não existe. Por exemplo, o caso de uma senhora que se
preocupava demais com a saúde do neto, foi viajar e quase nem desfrutou direito
da viagem achando que poderia acontecer algo ruim com ele, mesmo ele estando
com os pais que são pessoas competentes. Quando voltou da viagem viu que o neto
estava bem e finalmente ficou aliviada. Mas por coincidência logo depois este
neto ficou doente. Pronto! Na cabeça dela o neto só ficou doente porque ela
parou de se preocupar, e isso “provou” que ela não deve parar de se preocupar
com ele. Você imagina o sofrimento que deve ser levar uma vida assim?
Existem dois tipos de preocupação
1º preocupação com o que pode acontecer e o 2º que é o
preocupar-se com a própria preocupação, isto é, a pessoa acha que pode perder o
controle por se preocupar tanto, que é a sensação de quem sofre de pânico, ela
acha que vai enlouquecer de tanta ansiedade. Sente que a própria preocupação o
deixará doente.
O pior é quando a pessoa parece que gosta de se preocupar, acha
que se preocupar é bom porque assim pode evitar o pior, ou está se redimindo de
culpas.
As pessoas com TAG estão em menor contato com suas próprias
experiências afetivas. Evitam, até sem perceber, as emoções do dia a dia,
talvez estejam evitando algo mais profundo, medos, traumas passados,
relacionamentos que teve a algum tempo. Por ex uma senhora que se preocupava
exageradamente como casamento do filho, descobriu-se que na realidade, ela
tinha medo que seu filho não estivesse firme em seu emprego e acabaria tendo
que morar com ela e a nora em sua casa e assim teria que sustentar a todos, o
filho se tornaria um alcoólatra a acabaria sendo um miserável. Sendo assim fica
até mais leve se preocupar só com o casamento, mesmo que seja uma preocupação
desenfreada, do que pensar que seu filho poderia se tornar um miserável.
Outra teoria é que a TAG poderia servir para distrair de eventos
do passado muito tristes, assim substitui-se uma preocupação que seria muito
mais difícil de lidar com outra mais superficial e até banal, mas que acaba sendo
de uma intensidade tal que atrapalha toda a vida da pessoa. É o tiro saindo
pela culatra.
A terapia ensina a pessoa a se focar no presente, e não no
passado nem no futuro.
As preocupações do TAG - Transtorno de Ansiedade Generalizada -
podem ser divididas em três categorias, e cada uma delas exige um tratamento
diferente
1-Problemas que estão ancorados na realidade e são modificáveis.
2-Problemas ancorados na realidade e não são modificáveis.
3-Acontecimentos muito improváveis que não se baseiam na realidade
e por isso não podem ser modificáveis
O 1º - Problemas que estão ancorados na realidade e são
modificáveis. Temos como exemplo preocupações referente a alguma discussão que
a pessoa teve com alguém, algum desentendimento, ou preocupação em se vestir de
forma apropriada para uma determinada situação, chegar a tempo num compromisso,
consertar o carro, fazer uma reforma em casa, tudo são preocupações baseadas em
coisas que de fato estão acontecendo, podem ser modificadas, mas ainda assim
quem sofre de TAG ainda passa por essas coisas como se fossem verdadeiras
catástrofes em suas vidas, e a gente percebe isso quando a pessoa conta que
está passando por esses problemas e no rosto dela você já sente o sofrimento, e
vê como ela se comporta de forma totalmente ineficiente com relação à essas
questões que seriam relativamente simples.
O 2º tipo de preocupação se refere á problemas ancorados na
realidade e não são modificáveis, como por exemplo a morte de uma pessoa
querida, a pobreza no mundo, guerras, aumento da violência, injustiças. Existe
uma quantidade de pessoas muito grande que sofre intensamente, e sinceramente,
com as mortes que ele assiste na TV, tudo bem, todos temos uma sensibilidade
que pode até ser bonita, mas quando essas sensibilidade te deixa de luto e
talvez a pessoa não vá trabalhar depois da queda do avião da TAM, mesmo que não
haja ninguém conhecido neste vôo, aí podemos pensar sim num quadro clínico bem
pesado. Há que se trabalhar essa ansiedade desproporcional.
0 3º tipo se refere às pessoas que se preocupam com coisas que
além de serem altamente improváveis, não se baseiam na realidade e portanto não
pode ser modificável. Como por exemplo, o medo de virar um mendigo, ou medo de
ficar gravemente doente quando não se tem nenhum indicio de problema de saúde.
Crenças que fazem as pessoas manterem suas preocupações como se
fossem suas melhores amigas
Muita gente não se livra da preocupação porque acha que ter
preocupação é bom. Existem várias crenças que a pessoa vai aprendendo desde a
infância, como por exemplo:
- Crença sobre as pessoas despreocupadas serem “cabeça de
vento”, ou seja, para ser digno e respeitável tem que ser uma pessoa que se
preocupa, e quanto mais se preocupar mais digna será a pessoa. Esse é o tipo de
crença que faz as preocupações grudarem em você.
- Crença sobre ser bom preocupar-se porque quanto mais a gente
se preocupa mais se “evita que algo ruim aconteça”, quanto mais eu me preocupar
com a prova melhor eu vou na prova. Quanto mais eu me preocupar com a saúde da
minha mãe mais eu estou garantindo que ela não vai ficar doente nunca. Sabemos
que é pura bobagem, quanto mais você se preocupa com a prova mais ansioso e
tenso fica, e mais difícil de responder a tal da prova e quanto mais você se
preocupa com a saúde da sua mãe mais você está debilitando a sua própria saúde.
- Crença que diz que a preocupação alivia a culpa. Algo do tipo
“Eu não sou responsável pelo casamento ter dado errado porque eu me preocupava
com o casamento”. Sabemos que não é bem assim, não é só porque você se
preocupou com uma coisa é que você fez o que era realmente o melhor para a
coisa.
- Crença onde preocupação pode te distrair de preocupações
maiores. Por exemplo, enquanto você está loucamente preocupado com as vitimas
do avião da TAM você não precisa se preocupar com aquele trabalho que já está
com o prazo estourado pra entregar.
- Crença de que quanto mais você se preocupar com uma coisa mais
facilmente encontrará a solução dessa coisa. Quanto mais eu passar as noites em
claro procurando uma saída para meu problema mais perto estarei da solução.
Outra bobagem, porque quanto mais noites em claro mais fraco você fica para
resolver qualquer coisa.
Por exemplo, um paciente que tinha duas preocupações muito
fortes, a primeira o medo de ficar gravemente doente e a segunda que alguém da
sua família pudesse ficar gravemente doente. A preocupação com a própria saúde
era justificada dizendo que ele precisava saber de qualquer doença o quanto
antes, e se ele não se preocupasse poderia passar desapercebido pelos primeiros
sintomas de algo muito grave. Quanto a preocupação da doença de alguém da
família ele acha que era útil porque se realmente alguém ficasse doente ele não
se sentiria culpado porque tinha se preocupado antes, então estaria tudo bem,
para ele pelo menos.
Viram? Como a cabeça do ser humano consegue dar tantas voltas
procurando sofrimento. É claro que pra amenizar temos que trabalhar essa cabeça
através da terapia.
O que faz uma pessoa adquirir o Transtorno de Ansiedade
Generalizada?
Muitas vezes é característica que existe em sua personalidade ou
seja, desde que nasce a mãe já percebe que a criança é difícil, chora muito,
tem dificuldade para dormir, tem medo de tudo, dificuldade de ir para escola,
dificuldade para ficar sob os cuidados de outras pessoas, etc.
Há também os fatores ambientais como o reforço da evitação, ou
seja a criança tem medo de alguma coisa e a família querendo proteger não o
incentiva a enfrentar e superar os medos. Pais super protetores ou
controladores limitam a interação da criança com o ambiente, mães que querem
fazer tudo pela criança, ou mães intrusivas que não a deixam aprender por si
mesma.
Existe também a possibilidade de transmissão de medos, a criança
aprende a ser medrosa, ansiosa, preocupada vendo os adultos se comportando
assim. Por exemplo, pais muitos preocupados com a segurança quando sai à rua,
mantém os vidros sempre fechados, fazem muitos comentários sobre os perigos da
vida, estão ensinando seus filhos a serem ansiosos sem saberem, e a criança
acaba aprendendo que o mundo é um lugar muito mais perigoso do que é de
verdade.
Eventos estressantes na infância também podem colaborar pra
formar uma pessoa ansiosa, morte de pessoas queridas, entrada na escola de
forma traumática, etc.
O Transtorno de Ansiedade Generalizada tem cura?
Tem. Na terapia existe uma série de técnicas que o psicólogo
aplica, tais como a exposição cognitiva, o controle da preocupação, relaxamento
progressivo, prevenção de resposta, técnicas de resolução de problemas, enfim
existem muitos caminhos.
Tanto a Terapia Cognitiva Comportamental, que é uma terapia
objetiva, voltada pra resultados como a psicanálise trabalham muito bem este
quadro. Logo no inicio da psicoterapia o psicólogo faz uma lista de metas
terapêuticas, você sabe que a terapia deu efeito prático porque você compara a
lista que fez no inicio e os ganhos que teve no decorrer da terapia. Não é só
uma sensação subjetiva de bem estar. É uma constatação concreta de mudanças no
seu modo de levar a vida.
O que é a psicologia propõe para resolver esse problema?
Tratamos dos transtornos da ansiedade por várias frentes. Tanto
a TCC - Terapia Cognitiva Comportamental – como a psicanálise trabalham tantos
os aspectos cognitivos, ou seja os pensamentos, as idéias os conteúdos mentas,
como o comportamento, as atitudes. Durante o tratamento o psicólogo aplica a
reestruturação cognitiva, ou seja trabalha o que cada uma dessas preocupações
que lhe atormentam significam, quando começaram, qual a causa - a origem desse
sofrimento, e trabalha também a carga emocional com os exercícios psicológicos.
Existe uma técnica espetacular chamada “Treino no Manejo da Ansiedade” - são
exercícios que o psicólogo ensina na clínica e você leva como lição de casa,
vai aplicando na sua vida cotidiana. Dentro deste treino de manejo de ansiedade
o psicólogo ensina as quatro habilidades de enfrentamento por meio de vários
tipos de relaxamentos: relaxamento progressivo, o relaxamento sem tensão, a
respiração correta, imagens de relaxamento, e o relaxamento por sinais.
É importante tratar a TAG pois quando ao aparecer conjuntamente
depressão ou pânico o quadro fica incapacitante para este paciente.
Freud deu um nome interessante para TAG: “neurose da angustia” -
se refere a ansiedade generalizada e persistente.
O que é TAG - Transtorno de Ansiedade
Generalizada?
TAG é um transtorno de ansiedade que se caracteriza por
preocupação excessiva, desproporcional ou sem motivo.
Freud deu um nome interessante para TAG: “neurose da angustia” -
se refere a ansiedade generalizada e persistente.
Esta ansiedade é acompanhada por sintomas físicos que causam
prejuízos sociais, abrangendo até mesmo as relações de trabalho e familiares
além de acentuado sofrimento psíquico devido à intensa auto observação.
Como o estado de ansiedade perturba a visão que a pessoa tem a
respeito de si mesma e a respeito do que acontece no ambiente é necessário que
esse diagnóstico seja sempre feito por um psicólogo. Pois assim este psicólogo
poderá identificar, dentro do que é descrito pelo paciente, o que é percepção
distorcida pela ansiedade e o que pode ser realidade.
O transtorno de ansiedade generalizada costuma ser crônico e
duradouro, mas com pequenos períodos de remissão dos sintomas. Geralmente leva
o paciente a sofrer com estado de ansiedade elevado durante anos.
É diferente da ansiedade comum. As pessoas com TAG não costumam
buscar ajuda de um psicólogo, pois ao perceberem uma série de sintomas
somáticos, como fadiga e insônia, procuram por um médico acreditando tratar-se
de doença orgânica e não psicológica. Além disso, as pessoas com TAG –
Transtorno de Ansiedade Generalizada - costumam se sentir deprimidas,
desmoralizadas, são socialmente ansiosas, e com isso este quadro acaba sendo
considerado o problema principal mantendo o TAG sem tratamento.
Transtorno de Ansiedade Generalizada trata-se de uma ansiedade
bastante severa onde sofre-se de expectativa apreensiva e excessiva. Para ser
considerado TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada – os sintomas devem
estar presentes na maioria dos dias, por mais de seis meses e prejudicando
áreas importantes da vida como trabalho, estudo, vida familiar, etc.
Portador de TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada - é a
pessoa que se preocupa tanto que acaba não conseguindo nem controlar a
preocupação, nem resolver o problema.
TA é o quadro onde aparecem sintomas de ansiedade, preocupação
crônicos e falta de controle sobre estas preocupações. Algumas pessoas
apresentam medos difusos outros tem preocupações bem específicas que podem ser
medo de fracassar, preocupação com suas finanças, com saúde, etc. A pessoa
passa a sofrer loucamente com estas coisas, não é capaz de chegar a uma
solução, não é capaz de tomar uma decisão, ou de atuar de forma decidida e
viver com tranqüilidade, ao contrário, fica dando voltas e voltas, só pensando
em tudo o que pode estar errado, nas dificuldades reais e imaginárias. Ao invés
de chegar a uma solução eficiente fica se torturando com todos os erros que
cometeu no passado e que pode cometer agora. Ou seja a pessoa não consegue se
concentrar no que de fato é relevante. Dormir não serve de descanso pois muitas
vezes não consegue pegar no sono porque a cabeça fica trabalhando a mil por
hora lembrando tudo o que de ruim já aconteceu e o que pode acontecer amanhã,
depois de amanhã, e pro resto da vida. E quando dorme é um sono perturbado, e
acorda cansado, com aquela sensação de apreensão.
Preocupado
O preocupado crônico está em eterno estado de alerta, sempre
preparado pra fugir de algo, mas à toa, porque não nem nada de real de onde
fugir. Ele prepara o seu corpo para ação, sente tremores, tensão, dor muscular,
principalmente no pescoço, costas e ombros. É uma espécie de inquietude, e uma
tendência a ficar casado o dia todo.
Pode também aparecer os sinais de ativação do sistema nervoso
simpático, o coração trabalha mais, dá palpitações, a pessoa chega a sentir o
coração batendo no peito. Outros sentem uma pressão no peito, uma dificuldade
pra respirar, falta de ar, sensação de que está se afogando. Dificuldade pra
engolir. Rajadas de calor ou de frio. A pressão sobe. Pode aparecer náuseas,
gastrite, diarréia, etc. etc.
As pessoas que sofrem com TAG mantém preocupações crônicas e
excessivas com prejuízos emocionais e fisiológicos, ou seja tanto a mente como
o corpo padecem. E pode acabar provocando outros problemas em decorrência da
TAG, e os mais comuns são depressão, ataque de pânico, abuso de drogas
ansiolíticas e até de álcool. Ou seja, a qualidade de vida da pessoa fica
deteriorada pela ansiedade e pelos problemas comórbidos, que são estes que eu
mencionei agora como a depressão o pânico,etc.
Ansiedade é o mesmo que preocupação?
Muitos definem a preocupação como ocupar-se de coisas antes
delas acontecerem, mas é mais do que isso. Preocupar-se é fazer previsões
negativas que nem sempre são tão prováveis assim. Por exemplo, preocupação com
uma viagem constitui-se de fazer previsões quanto á algo dar errado com o
hotel, achar que o carro pode furar o pneu, que pode acontecer um acidente.
Vejam que tudo isso até que pode haver uma base verdadeira – nada disso é
impossível de acontecer, mas desistir da viagem, ou sofrer com a viagem por
causa dessas possibilidades, tão pouco prováveis, é sofrer inutilmente.
Há dois aspectos com a preocupação muito interessantes:
a- Considerar que coisas muito ruins vão acontecer;
b- Crer que não terá condições para enfrentar essas coisas
horríveis que imaginou.
Ansiedade patológica é imaginar que, por exemplo, você não
conseguirá falar com aquela pessoa porque ela não vai lhe dar mínima atenção, e
vai ser tão horrível que você não suportará. Ou seja, as pessoas que se
preocupam muito são especialistas em descobrir tudo quanto é problema, que
muitas vezes nem existem, e se sentem incapazes de encontrar solução pra esse
monte de problemas ou de enfrentá-los de uma forma equilibrada.
Para identificar o Transtorno de Ansiedade Generalizada temos
que perceber três destes seis sintomas:
1- Inquietude - sensação eterna de ter algo para fazer e não
sabe o que.
2- Fatigar-se facilmente - quase que nem começou o trabalho e já
está morto.
3- Dificuldade para se concentrar - não conseguir ler um livro
porque os olhos passam pela página mas não sabe nada que estava escrito, ou ter
a mente em branco, a cabeça longe, no mundo da lua.
4- Irritabilidade - alguém falou uma coisinha e você já tem
vontade de mandar a pessoa pra longe.
5- Tensão muscular - aparece na forma de dor nas costas, nos
ombros, nas pernas.
6- Perturbação do sono - dormir demais ou de menos, acordar no
meio da noite ou não conseguir iniciar o sono.
É comum a pessoa que passa por esse quadro dizer que está
estressada. Não deixa de estar certa, mas estresse não é um diagnóstico muito
preciso, pois estresse você alivia diminuindo o ritmo de trabalho, mas a TAG –
Transtorno de Ansiedade Generalizada - não. Não adianta tirar férias porque
você leva o problema para a praia, para o campo, para onde você for.
Preocupação típicas do Transtorno de Ansiedade Generalizada
Família, questões econômicas, trabalho, doenças, e
relacionamentos com outras pessoas.
Não digo que não devamos nos preocupar com essas coisas, mas uma
coisa é a preocupação que te ajuda a enfrentar e resolver os problemas e outra
é a preocupação que te paralisa e só faz o problema aumentar cada vez mais.
Por exemplo, preocupação normal com a saúde, a pessoa se agasalha
antes de sair de casa. Preocupação patológica, deixar de trabalhar porque está
frio demais e pode pegar um resfriado.
A preocupação ou ansiedade normal em, por exemplo, apresentar um
projeto na reunião do trabalho faz a pessoa caprichar e se dedicar para ter uma
boa apresentação. Mas a preocupação patológica faz a pessoa gaguejar, suar e
realizar uma péssima apresentação onde ninguém aprova sua idéia de tão mal
apresentada. Preocupação normal com a família é ligar de vez em quando para
saber se está tudo bem, mas preocupação patológica é acordar no meio da noite
pensando que pode ter acontecido alguma coisa com seus pais.
Uma coisa muito interessante com o portador de TAG – Transtorno
de Ansiedade Generalizada - é que ele não tem dificuldade em encontrar solução
para seus problemas, ele sabe tudo o que deveria fazer, mas tem uma dificuldade
enorme em aplicar esses conhecimentos. Aliás, o portador de TAG é até capaz de
dar ótimos conselhos para os outros, só não consegue aplicar pra ele mesmo. Por
exemplo, um rapaz que está paquerando uma garota e muito preocupado em
conseguir sair com ela. Ele sabe que tem hora pra tudo, mas acaba ligando pra
moça às três da madrugada dizendo que está apaixonado por ela - é claro que ela
vai se assustar e vai cair fora. É claro que quando se está ansioso demais tudo
dá errado.
Isso acontece devido a uma característica muito interessante
desse quadro chamada intolerância á incerteza . Ou seja, a pessoa não admite
ter que esperar por algo, não admite que nem tudo depende dele, não admite não
ter certeza de tudo. Simplesmente não suporta a incerteza.
Porquê as pessoas se amarraram tanto em preocupações sofridas e
inúteis?
Por causa das famosas crenças internas disfuncionais - aqueles
pensamentos que as pessoas põem na cabeça que atrapalham tanto e são tão
difíceis de se livrar. Como por exemplo, a crença de que a preocupação o ajuda
a se sair melhor na vida - ele acha que quanto mais se preocupar mais fácil
para encontrar as soluções dos problemas. Ele acha que quanto mais preocupado
tiver mais controle terá da situação. Doce engano. E tem também as pessoas que
acham que quanto mais preocupados ficarem mais conseguirão evitar que coisas
ruins aconteçam. De novo, doce engano.
Vigilância e Evitação
São dois comportamentos típicos do portador de Transtorno de
Ansiedade Generalizada. Aquele que é intolerante às incertezas se torna
vigilante, sempre alerta e preocupado com o que de ruim pode acontecer. Aquele
que é intolerante á excitação emocional, ou seja não suporta passar por emoções
mais fortes então evita, foge, cai fora de tudo quanto é situação que pode
mexer uma pouco mais com ele. Alguns flutuam de um comportamento extremamente
vigilante para outro de extrema evitação. Ou seja, ou fica assustado, em estado
de alerta, ou foge da situação como se fosse uma catástrofe.
O interessante é que a vigilância diminui a incerteza, mas
aumenta a excitação emocional, e a evitação diminui a excitação emocional mas,
aumenta a incerteza. Ou seja, nem a vigilância nem a evitação te ajudam no controle
da ansiedade.
Esses dois comportamentos só aumentam a ansiedade e a
preocupação. Quanto mais você se torna um vigilante, alerta a tudo quanto é
perigo, mais você vê perigo onde não tem. Ex: seu filho vai pra uma festa e
você fica em casa feito louco sofrendo e ligando pra ele de meia em meia hora
até ele voltar. Ou seja, quanto mais atento você estiver às ameaças, mais você
verá ameaça onde não tem.
Por outro lado, aquele que evita as situações de tão preocupado
e ansioso só vai aumentado cada vez mais essas preocupações porque não se dará
chance de ver que o bicho não é tão feio assim. Quanto menos você enfrentar
pior fica. Ás vezes uma coisa que pode ser resolvida facilmente acaba se
tornando um problema maior, por não ter enfrentado quando estava menor. Por
exemplo, aquele que não vai ao médico com medo de ouvir que tem algo muito
ruim, e quanto mais deixa passar o tempo aumentará a probabilidade de se
deparar com quadro complicado de lidar.
O interessante é como a cabeça das pessoas são “boas” pra arrumar
lógica onde não existe. Por exemplo, o caso de uma senhora que se preocupava
demais com a saúde do neto, foi viajar e quase nem desfrutou direito da viagem
achando que poderia acontecer algo ruim com ele, mesmo ele estando com os pais
que são pessoas competentes. Quando voltou da viagem viu que o neto estava bem
e finalmente ficou aliviada. Mas por coincidência logo depois este neto ficou
doente. Pronto! Na cabeça dela o neto só ficou doente porque ela parou de se
preocupar, e isso “provou” que ela não deve parar de se preocupar com ele. Você
imagina o sofrimento que deve ser levar uma vida assim?
Dois tipos de preocupação
1º preocupação com o que pode acontecer e o 2º que é o
preocupar-se com a própria preocupação, isto é, a pessoa acha que pode perder o
controle por se preocupar tanto, que é a sensação de quem sofre de pânico, ela
acha que vai enlouquecer de tanta ansiedade. Sente que a própria preocupação o
deixará doente.
O pior é quando a pessoa parece que gosta de se preocupar, acha
que se preocupar é bom porque assim pode evitar o pior, ou está se redimindo de
culpas.
As pessoas com TAG estão em menor contato com suas próprias
experiências afetivas. Evitam, até sem perceber, as emoções do dia a dia,
talvez estejam evitando algo mais profundo, medos, traumas passados,
relacionamentos que teve a algum tempo. Por ex uma senhora que se preocupava
exageradamente como casamento do filho, descobriu-se que na realidade, ela
tinha medo que seu filho não estivesse firme em seu emprego e acabaria tendo
que morar com ela e a nora em sua casa e assim teria que sustentar a todos, o
filho se tornaria um alcoólatra a acabaria sendo um miserável. Sendo assim fica
até mais leve se preocupar só com o casamento, mesmo que seja uma preocupação
desenfreada, do que pensar que seu filho poderia se tornar um miserável.
Outra teoria é que a TAG poderia servir para distrair de eventos
do passado muito tristes, assim substitui-se uma preocupação que seria muito
mais difícil de lidar com outra mais superficial e até banal, mas que acaba
sendo de uma intensidade tal que atrapalha toda a vida da pessoa. É o tiro
saindo pela culatra.
A terapia ensina a pessoa a se focar no presente, e não no
passado nem no futuro.
As
preocupações do TAG - Transtorno de Ansiedade Generalizada - podem ser
divididas em três categorias, e cada uma delas exige um tratamento diferente
1-Problemas que estão ancorados na realidade e são modificáveis.
2-Problemas ancorados na realidade e não são modificáveis.
3-Acontecimentos muito improváveis que não se baseiam na
realidade e por isso não podem ser modificáveis
O 1º - Problemas que estão ancorados na realidade e são
modificáveis. Temos como exemplo preocupações referente a alguma discussão que
a pessoa teve com alguém, algum desentendimento, ou preocupação em se vestir de
forma apropriada para uma determinada situação, chegar a tempo num compromisso,
consertar o carro, fazer uma reforma em casa, tudo são preocupações baseadas em
coisas que de fato estão acontecendo, podem ser modificadas, mas ainda assim
quem sofre de TAG ainda passa por essas coisas como se fossem verdadeiras
catástrofes em suas vidas, e a gente percebe isso quando a pessoa conta que
está passando por esses problemas e no rosto dela você já sente o sofrimento, e
vê como ela se comporta de forma totalmente ineficiente com relação à essas
questões que seriam relativamente simples.
O 2º tipo de preocupação se refere á problemas ancorados na
realidade e não são modificáveis, como por exemplo a morte de uma pessoa
querida, a pobreza no mundo, guerras, aumento da violência, injustiças. Existe
uma quantidade de pessoas muito grande que sofre intensamente, e sinceramente,
com as mortes que ele assiste na TV, tudo bem, todos temos uma sensibilidade
que pode até ser bonita, mas quando essas sensibilidade te deixa de luto e
talvez a pessoa não vá trabalhar depois da queda do avião da TAM, mesmo que não
haja ninguém conhecido neste vôo, aí podemos pensar sim num quadro clínico bem
pesado. Há que se trabalhar essa ansiedade desproporcional.
0 3º tipo se refere às pessoas que se preocupam com coisas que
além de serem altamente improváveis, não se baseiam na realidade e portanto não
pode ser modificável. Como por exemplo, o medo de virar um mendigo, ou medo de
ficar gravemente doente quando não se tem nenhum indicio de problema de saúde.
Crenças que fazem as pessoas manterem suas preocupações como se
fossem suas melhores amigas
Muita gente não se livra da preocupação porque acha que ter
preocupação é bom. Existem várias crenças que a pessoa vai aprendendo desde a
infância, como por exemplo:
- Crença sobre as pessoas despreocupadas serem “cabeça de
vento”, ou seja, para ser digno e respeitável tem que ser uma pessoa que se
preocupa, e quanto mais se preocupar mais digna será a pessoa. Esse é o tipo de
crença que faz as preocupações grudarem em você.
- Crença sobre ser bom preocupar-se porque quanto mais a gente
se preocupa mais se “evita que algo ruim aconteça”, quanto mais eu me preocupar
com a prova melhor eu vou na prova. Quanto mais eu me preocupar com a saúde da
minha mãe mais eu estou garantindo que ela não vai ficar doente nunca. Sabemos
que é pura bobagem, quanto mais você se preocupa com a prova mais ansioso e
tenso fica, e mais difícil de responder a tal da prova e quanto mais você se
preocupa com a saúde da sua mãe mais você está debilitando a sua própria saúde.
- Crença que diz que a preocupação alivia a culpa. Algo do tipo
“Eu não sou responsável pelo casamento ter dado errado porque eu me preocupava
com o casamento”. Sabemos que não é bem assim, não é só porque você se
preocupou com uma coisa é que você fez o que era realmente o melhor para a
coisa.
- Crença onde preocupação pode te distrair de preocupações
maiores. Por exemplo, enquanto você está loucamente preocupado com as vitimas
do avião da TAM você não precisa se preocupar com aquele trabalho que já está
com o prazo estourado pra entregar.
- Crença de que quanto mais você se preocupar com uma coisa mais
facilmente encontrará a solução dessa coisa. Quanto mais eu passar as noites em
claro procurando uma saída para meu problema mais perto estarei da solução.
Outra bobagem, porque quanto mais noites em claro mais fraco você fica para
resolver qualquer coisa.
Por exemplo, um paciente que tinha duas preocupações muito
fortes, a primeira o medo de ficar gravemente doente e a segunda que alguém da
sua família pudesse ficar gravemente doente. A preocupação com a própria saúde
era justificada dizendo que ele precisava saber de qualquer doença o quanto
antes, e se ele não se preocupasse poderia passar desapercebido pelos primeiros
sintomas de algo muito grave. Quanto a preocupação da doença de alguém da
família ele acha que era útil porque se realmente alguém ficasse doente ele não
se sentiria culpado porque tinha se preocupado antes, então estaria tudo bem,
para ele pelo menos.
Viram? Como a cabeça do ser humano consegue dar tantas voltas
procurando sofrimento. É claro que pra amenizar temos que trabalhar essa cabeça
através da terapia.
O que faz uma pessoa adquirir o Transtorno de Ansiedade
Generalizada?
Muitas vezes é característica que existe em sua personalidade ou
seja, desde que nasce a mãe já percebe que a criança é difícil, chora muito,
tem dificuldade para dormir, tem medo de tudo, dificuldade de ir para escola,
dificuldade para ficar sob os cuidados de outras pessoas, etc.
Há também os fatores ambientais como o reforço da evitação, ou
seja a criança tem medo de alguma coisa e a família querendo proteger não o
incentiva a enfrentar e superar os medos. Pais super protetores ou
controladores limitam a interação da criança com o ambiente, mães que querem
fazer tudo pela criança, ou mães intrusivas que não a deixam aprender por si
mesma.
Existe também a possibilidade de transmissão de medos, a criança
aprende a ser medrosa, ansiosa, preocupada vendo os adultos se comportando
assim. Por exemplo, pais muitos preocupados com a segurança quando sai à rua,
mantém os vidros sempre fechados, fazem muitos comentários sobre os perigos da
vida, estão ensinando seus filhos a serem ansiosos sem saberem, e a criança acaba
aprendendo que o mundo é um lugar muito mais perigoso do que é de verdade.
Eventos estressantes na infância também podem colaborar pra
formar uma pessoa ansiosa, morte de pessoas queridas, entrada na escola de
forma traumática, etc.
Capítulo
9: Antídotos para Depressão
O cérebro depressivo é contaminado por tudo quanto é pensamento
desanimador, tedioso e pessimista. “Não vou conseguir”. “Ninguém faz questão da
minha companhia”. “Não tenho com quem conversar e confiar”. “Ir à festa será
muito chato, melhor ficar em casa”. “Depois que perdi minha mãe/pai/namorado...
a vida ficou sem sentido”. Com esta cabeça não tem como sair da cama de manhã
com vontade de viver.
Qual a diferença da cabeça deste depressivo para a cabeça de
alguém sem depressão? As pessoas que não tem depressão possuem pensamentos que
ressaltam as qualidades de si mesmo e da vida em si.
Se você for conversar com o depressivo e disser que ele deve
mudar seus pensamentos, com certeza ele argumentará ser impossível pensar
diferente, e mais, ele te convence e prova que está certo, que a vida é cheia
de pessoas desonestas, que os políticos só fazem besteira, que o transito é
infernal, a poluição é de matar e pra quê ir aquela festa que só tem gente
exibida e fútil? E você concordará com ele. Porque ele tem razão! O depressivo
tem mesmo uma visão mais apurada da realidade. Ele consegue identificar cada
mentiroso, cada desonesto, cada momento desagradável da vida. Lembra com
pormenores cada desavença que tenha sofrido.
Então vamos ficar todos depressivos? Não. Vamos aprender com o
cérebro dos que não são depressivos. Você vai ficar chocado com o que eu tenho
para te falar, mas é a mais pura verdade: As pessoas felizes, sem depressão tem
um cérebro meio mentirosinho. Ele embeleza, intensifica e enaltece tudo o que
vê. E o melhor da história é que isso é bom! Você não precisa ser tão realista
assim. Eu sei que você tem medo de tomar péssimas decisões caso se permita uma
visão mais cor de rosa da vida. Isso não vai acontecer devido a um mecanismo maravilhoso:
Profecia que se auto realiza.
Uma frase famosa do senso comum é: “Se você diz que consegue
você tem razão, se diz que não consegue também tem razão”. Isto significa que
você faz por acontecer o que acredita que é possível acontecer. Se você for acredita
que sua vizinha é muito orgulhosa é jamais será sua amiga, você nem perceberá,
mas terá atitudes que afastarão essa vizinha. Mas se você acredita que ela é
muito simpática terá atitudes de aproximação que encantarão a moça e logo serão
boas amigas. Isso é profecia auto realizadora. Ou seja, você contou uma estória
bonita para si mesmo, que a principio não era verdadeira, mas se tornou
verdadeira por força de seus atos – e você nem percebeu que fez isso.
Ou seja, mudanças em seus pensamentos farão de você uma pessoa
mais persistente, lutadora. Cego ás imperfeições e aos obstáculos você alcança
coisas maravilhosas.
Está achando que eu estou sugerindo algo impossível de se
praticar? Acha que ninguém faz isso? Vou te dar um teste. Aplique em seus
amigos e família: Pergunte a todos (que não sejam depressivos) o quanto eles se
consideram bons motoristas, eles se acham na média, acima ou abaixo da média.
Você verá que a maioria, senão todos, dirão que são melhores motoristas que a
média das pessoas. Eu mesma fiz este teste. Mas, não seria lógico que 100% das
pessoas estejam acima da média, pois se todos estão acima qual é o grupo que
forma a média? Ninguém? Isso não é média, volte pra aula de matemática!
Se você quiser continuar com essa brincadeira de testar seus
amigos e parentes, volte a eles com outra pergunta: “Você se considera mais
ético que os outros funcionários de sua empresa?”. Você morrerá de rir, e com
isso sua depressão já começa a ir embora, quando todos disserem que: “Sim, eu
sou mais ético, trabalho melhor que a maioria dos funcionários de minha
empresa”. Novamente, para alguém estar acima da média, é preciso existir um
grupo que forma esta média. Mas que grupo é este que ninguém confessa
pertencer? Todo mundo se sente no direito de estar na metade superior da
população.
Já que você entendeu e aceitou que o antídoto para depressão
passa pelo caminho de pensamentos melhores, ou seja, um pouco de reestruturação
cognitiva mudará seu estado de animo sem prejudicar a qualidade de suas
decisões e julgamentos eu te sugiro conceder as seguintes permissões ao seu
próprio cérebro:
- Mesmo que você seja um total fracasso em uma atividade
específica se dê o direito de ver que você vive muito bem sem isso. Por
exemplo, digamos que você é péssimo no futebol, ou péssimo em decoração de
ambientes. Ok, quem disse que em sua profissão é necessário jogar futebol ou
decorar a sala? Você pode jogar sua pelada aos finais de semana e morrer de rir
de sua falta de habilidade. Você pode usar os talentos que possui para ganhar a
vida e contratar um decorador.
- Jogue a dor do fracasso na lata do lixo. Remoer suas falhas só
fará você se deprimir. Diga que as chances estavam contra você, qualquer um se
sairia mal, por exemplo, naquele exame para carteira de habilitação se um dia
antes tivesse que acolher a amiga que tinha acabado de passar por uma situação
horrível.
- Garanta um lugar de destaque em sua memórias para as coisas
boas a seu próprio respeito. Nunca se esqueça das boas notas que tirou, da
ajuda que prestou, das combinações maravilhosas de cores para a roupa, da
sacada sensacional que ajudou sua empresa. Para mostrar como funciona fizeram
uma pesquisa com um grupo de estudantes, disseram á metade deles que um estudo
comprovou (mentira) que ser extrovertido garante o sucesso profissional, e a
outra metade disseram (outra mentira) que ser introvertido é que garante o
sucesso. Depois perguntaram a cada um como seriam suas características
pessoais. Adivinhe? A quem foi dito que o melhor seria ser introvertido se
consideraram introvertidos, a quem foi dito que o melhor seria ser extrovertido
se considerou extrovertido. Não fizeram isso intencionalmente, seus cérebros,
desejosos de sucesso os enganou e os fez pensar possuidores das características
mais desejáveis, mesmo que fosse mentira. E que saber? Isso é ótimo.
- Se dê o direito de ser esperançoso. Jamais um apaixonado (e
não depressivo) torcedor dirá que seu time irá perder. Ele espera que ganhe, e
acredita que ganhará. Ser realista neste momento não será útil, dizer “eu
gostaria que meu time ganhe mas sei que não ganhará” só fará você ficar
prostrado na poltrona e nem ligar a TV. A esperança pode sim ser contaminada
pelos nossos desejos. Preferir que tal emprego dê certo pode se transformar em
esperança que dê certo. Pois esta esperança se transformará em mais dedicação
de sua parte tanto na entrevista como na execução de suas tarefas quando já
estiver no cargo. Esta dedicação se transformará em qualidade profissional que
se transformará numa bela carreira. E você num belo e orgulhoso profissional
que ama o que faz e se sente bem em acordar de manhã e realizar suas
atividades.
O que é isso senão uma bela e útil auto ilusão? Não fique
cético, tente você mesmo. Faça com fervor. Mude seus pensamentos, você mudará
sua vida.
Caso você não consiga transformar sua cabeça sozinho, conte com
o psicoterapeuta para lhe dar uma força.
Capítulo
10: Aprenda a dizer NÃO
Não diga SIM quando quer dizer NÃO
É muito importante que você consiga ser coerente com seus
valores. Não é não. Sim é sim. Não seja cruel consigo mesmo e nem engane as
pessoas dizendo “sim” quando seu sentimento está para “não”, no fundo você está
se enganando. Você acaba se confundindo e nem você sabe o que quer. Muita gente
tem essa dificuldade, concordam quando queriam discordar. Em psicologia a gente
diz que estas pessoas têm dificuldade de auto-afirmação.
Em que situações as
pessoas demonstram essa dificuldade de auto-afirmação?
- Comprar coisas que não quer porque não consegue falar NÃO para
o vendedor.
- Não conseguir provar uma roupa e sair da loja sem comprar.
- Não devolver produtos adquiridos com defeitos.
- No cinema não é capaz de pedir para as pessoas respeitarem seu
espaço, e engole aquele chato que fica batendo na sua cadeira ou falando alto.
- Amigos pedem coisas inadmissíveis, e para não perder o amigo,
para não se indispor, você acaba fazendo coisas ridículas como, por exemplo, ir
à casa da ex deste amigo pedir um disco de volta, coisa que você sabe que não
devia fazer, que não quer fazer mas não consegue falar NÃO.
- Não recusar convites do chefe, de festinhas chatas, que você
só vai para marcar presença, mas ele nem percebe que você esteve lá, e você não
conseguiu dizer NÃO.
- Deixar que furem a fila na sua frente.
Ou seja, você “engole sapos” porque não consegue se colocar.
Porque tem gente que não fala NÃO nem quando está sendo
prejudicado?
Porque têm dificuldade em assumir o que pensa. O medo de ser mal
compreendido é maior do que se defender. O medo de ser rejeitado pesa muito
mais do que deveria. Medo de ser criticado, de não agradar. Tem gente que
assume compromissos com quem não tem a menor afinidade só por medo de ficar
sozinho, ou de magoar os outros.
No fundo o medo maior é da pessoa ser vista pelo outro como sem
graça, como desinteressante. É a necessidade de agradar.
Essas pessoas não estão percebendo o mal que estão fazendo para
si mesmas, ou até percebem, mas simplesmente continuam assim porque não sabem
como mudar.
É por isso que eu gosto da linha da terapia comportamental.
Porque é uma terapia prática. O psicólogo te “treina” literalmente para você
ter novos comportamentos. Você precisa de treino para se colocar no mundo de
uma forma mais objetiva e mais saudável.
Enquanto a pessoa não mudar ela vai achar que ela tem que dizer
sempre SIM, pois ela pensa que isso garante que nunca será criticada por
ninguém, pensa que terá aprovação sempre. Mas a gente sabe que isso é mentira.
No fundo, o mundo não recebe bem aquele que diz “amém” para tudo.
Quem gosta de pessoas que não sabem dizer NÃO?
Só os aproveitadores gostam. Mas quem quer um aproveitador na
sua vida? Quem tem essa dificuldade de auto-afirmação, não consegue perceber
que ela pode dizer NÃO e ainda assim ser admirada pelo outro. Ela acha que é
tudo ou nada. Se ela se negar a fazer um favor para o outro esse outro vai
riscá-la do mapa. É por isso que essa pessoa precisa de um novo aprendizado.
Precisa de orientação e mudar essa atitude.
Tem a ver com auto-estima?
Totalmente. Quando você concorda com o outro “só da boca pra
fora” você se corrói por dentro. Ela abre mão de suas vontades e ainda por cima
joga a responsabilidade no outro. Acha que os outros são extremamente
exigentes, críticos, e injustos, mas muitas vezes é ela que é exigente com ela
mesma, e não se permite um pouco de flexibilidade. No fundo esse comportamento
de dizer SIM quando quer dizer NÃO é auto-proteção. A pessoa crê que está se
defendendo de um mundo exigente. Mas vai ter uma hora em que ela vai perceber
que ninguém consegue agradar a todo mundo o tempo todo, ninguém consegue. É
nessa hora que a pessoa precisa de apoio, porque quando ela descobre que é
impossível agradar a todo mundo o tempo todo ela cai em depressão, se
desespera, tem crises de ansiedade, pode até desenvolver uma síndrome do
pânico.
Esse é um excelente momento para buscar orientação. Você pode
aproveitar essa chance, que é quando você se dá conta que não tem o poder de
controlar a opinião do outro, não tem como controlar a reação do outro. Esse
momento é importante, porque ou você se desespera com isso porque agora você vê
que não dá para agradar a todo mundo ou você aprende que ouvir críticas pode
não ser tão destruidor assim.
Perceba que os outros também não vão ser agradáveis o tempo
todo, e tudo bem, não precisa.
Você tem o direito de ser afirmativo, olhar nos olhos da outra
pessoa e dizer “Não gostei do que você fez, por favor, não faça mais”. Veja que
isso não é o fim do mundo. Ao contrário, isso resolve muita amargura guardada
em um cantinho de sua mente.
Falar ou ouvir a palavra “não” é saudável e natural. Quando
perceber isso você passa a ter mais disposição para cuidar de você mesmo.
Essa compreensão faz parte do processo de abandonar a meta
impossível: de “ser perfeito”. Diga “sim” só quando você quer dizer “sim”.
Porque é impossível agradar a todo mundo o tempo todo e você não precisa sentir
culpa por isso. Medo de errar gera mais medo, e quanto mais medo... menos
coisas você faz para sua própria realização.
Você tem que ter coragem para tentar acertar, isso te motiva
para agir e atingir suas metas. Mas percebam que eu o termo “Tentar”. Se você
perceber que você não é obrigado a acertar, você fica mais livre para continuar
tentando, e com mais tentativas mais chance de acertos.
Pelé, nosso “rei” deu um belo exemplo, disse que só conseguiu
fazer mais de 1280 gols porque se permitiu errar milhares de vezes.
Não tenha vergonha dos seus sintomas, eu tenho 20 anos de
experiência e sei que aquele problema que você acha que só você tem, na verdade
acaba sendo muito mais comum do que você imagina. O importante é que você se
trate e se sinta bem, realizado, tranqüilo e feliz! Conte com um psicólogo para
aprender a falar 'não" na hora e do jeito certo.
É muito importante que
você consiga ser coerente com seus valores. Não é não. Sim é sim. Não seja
cruel consigo mesmo e nem engane as pessoas dizendo “sim” quando seu sentimento
está para “não”, no fundo você está se enganando. Você acaba se confundindo e
nem você sabe o que quer. Muita gente tem essa dificuldade, concordam quando
queriam discordar. Em psicologia a gente diz que estas pessoas têm dificuldade
de auto-afirmação.
Em que situações as pessoas
demonstram dificuldade de auto-afirmação?
- Comprar coisas que não quer porque não consegue falar NÃO para
o vendedor.
- Não conseguir provar uma roupa e sair da loja sem comprar.
- Não devolver produtos adquiridos com defeitos.
- No cinema não é capaz de pedir para as pessoas respeitarem seu
espaço, e engole aquele chato que fica batendo na sua cadeira ou falando alto.
- Amigos pedem coisas inadmissíveis, e para não perder o amigo,
para não se indispor, você acaba fazendo coisas ridículas como, por exemplo, ir
à casa da ex deste amigo pedir um disco de volta, coisa que você sabe que não
devia fazer, que não quer fazer mas não consegue falar NÃO.
- Não recusar convites do chefe, de festinhas chatas, que você
só vai para marcar presença, mas ele nem percebe que você esteve lá, e você não
conseguiu dizer NÃO.
- Deixar que furem a fila na sua frente.
Ou seja, você “engole sapos” porque não consegue se colocar.
Porque tem gente que não fala
NÃO nem quando está sendo prejudicado?
Porque têm dificuldade em assumir o que pensa. O medo de ser mal
compreendido é maior do que se defender. O medo de ser rejeitado pesa muito
mais do que deveria. Medo de ser criticado, de não agradar. Tem gente que
assume compromissos com quem não tem a menor afinidade só por medo de ficar
sozinho, ou de magoar os outros.
No fundo o medo maior é da pessoa ser vista pelo outro como sem
graça, como desinteressante. É a necessidade de agradar.
Essas pessoas não estão percebendo o mal que estão fazendo para
si mesmas, ou até percebem, mas simplesmente continuam assim porque não sabem
como mudar.
É por isso que eu gosto da linha da terapia comportamental.
Porque é uma terapia prática. O psicólogo te “treina” literalmente para você
ter novos comportamentos. Você precisa de treino para se colocar no mundo de
uma forma mais objetiva e mais saudável.
Enquanto a pessoa não mudar ela vai achar que ela tem que dizer
sempre SIM, pois ela pensa que isso garante que nunca será criticada por
ninguém, pensa que terá aprovação sempre. Mas a gente sabe que isso é mentira.
No fundo, o mundo não recebe bem aquele que diz “amém” para tudo.
Quem gosta de pessoas que não
sabem dizer NÃO?
Só os aproveitadores gostam. Mas quem quer um aproveitador na
sua vida? Quem tem essa dificuldade de auto-afirmação, não consegue perceber
que ela pode dizer NÃO e ainda assim ser admirada pelo outro. Ela acha que é
tudo ou nada. Se ela se negar a fazer um favor para o outro esse outro vai
riscá-la do mapa. É por isso que essa pessoa precisa de um novo aprendizado.
Precisa de orientação e mudar essa atitude.
Dificuldade em dizer a palavra
NÃO tem a ver com auto-estima?
Totalmente. Quando você concorda com o outro “só da boca pra
fora” você se corrói por dentro. Ela abre mão de suas vontades e ainda por cima
joga a responsabilidade no outro. Acha que os outros são extremamente
exigentes, críticos, e injustos, mas muitas vezes é ela que é exigente com ela
mesma, e não se permite um pouco de flexibilidade. No fundo esse comportamento
de dizer SIM quando quer dizer NÃO é auto-proteção. A pessoa crê que está se
defendendo de um mundo exigente. Mas vai ter uma hora em que ela vai perceber
que ninguém consegue agradar a todo mundo o tempo todo, ninguém consegue. É
nessa hora que a pessoa precisa de apoio, porque quando ela descobre que é
impossível agradar a todo mundo o tempo todo ela cai em depressão, se
desespera, tem crises de ansiedade, pode até desenvolver uma síndrome do
pânico.
Esse é um excelente momento para buscar orientação. Você pode
aproveitar essa chance, que é quando você se dá conta que não tem o poder de
controlar a opinião do outro, não tem como controlar a reação do outro. Esse
momento é importante, porque ou você se desespera com isso porque agora você vê
que não dá para agradar a todo mundo ou você aprende que ouvir críticas pode
não ser tão destruidor assim.
Perceba que os outros também não vão ser agradáveis o tempo
todo, e tudo bem, não precisa.
Você tem o direito de ser afirmativo, olhar nos olhos da outra
pessoa e dizer “Não gostei do que você fez, por favor, não faça mais”. Veja que
isso não é o fim do mundo. Ao contrário, isso resolve muita amargura guardada
em um cantinho de sua mente.
Falar ou ouvir a palavra “não” é saudável e natural. Quando
perceber isso você passa a ter mais disposição para cuidar de você mesmo.
Essa compreensão faz parte do processo de abandonar a meta
impossível: de “ser perfeito”. Diga “sim” só quando você quer dizer “sim”.
Porque é impossível agradar a todo mundo o tempo todo e você não precisa sentir
culpa por isso. Medo de errar gera mais medo, e quanto mais medo... menos
coisas você faz para sua própria realização.
Você tem que ter coragem para tentar acertar, isso te motiva
para agir e atingir suas metas. Mas percebam que eu o termo “Tentar”. Se você
perceber que você não é obrigado a acertar, você fica mais livre para continuar
tentando, e com mais tentativas mais chance de acertos.
Pelé, nosso “rei” deu um belo exemplo, disse que só conseguiu
fazer mais de 1280 gols porque se permitiu errar milhares de vezes.
Não tenha vergonha dos seus sintomas, eu tenho 20 anos de
experiência e sei que aquele problema que você acha que só você tem, na verdade
acaba sendo muito mais comum do que você imagina. O importante é que você se
trate e se sinta bem, realizado, tranqüilo e feliz! Conte com um psicólogo para
aprender a falar 'não" na hora e do jeito certo.
Capítulo
11: Aprenda Otimismo- 3 passos
Vantagens em ser otimista
Otimismo aprendido em três passos
Otimismo interessa a todo mundo, pois independente do que
estiver acontecendo em sua vida o otimismo poderá sempre te garantir que mais e
melhores coisas lhe aconteçam.
Uma coisa é certa: coisas ruins acontecem com todo mundo. Não importa se você é
otimista ou pessimista, tragédia, morte na família, desemprego, violência não
escolhe quem vai atacar. Mas outra coisa é mais certa ainda: o otimista te
ajuda a ser refazer muito mais facilmente. O otimismo facilita aquela volta por
cima tão necessária.
O pessimista é dominado
pela pressão. Até quando tudo vai bem o
pessimista faz previsões negativas de futuro: “tudo bem, tá tudo correndo
certinho, mas ninguém sabe o que pode acontecer amanha”. Até que é verdade,
ninguém sabe o que pode te acontecer amanha, você pode ser assaltado e levar um
tiro mas também é possível que você feche um ótimo negocio, que aquela oferta
de emprego que você esperava finalmente apareça, você pode conhecer aquela pessoa
maravilhosa que vai mudar tudo na sua vida. Tudo pode acontecer, mas o
pessimista só prevê tragédia.
É por isso que o otimista
é perseverante, e quanto mais você seguir em frente e perseguir o que te
interessa, mais você aumentará a chance de conseguir o que voce quer.
Uma vez eu ouvi a conversa de duas pessoas que mostra muito bem
o que é perseverança: “você teve sorte, eu já mandei mais de 20 currículos e
ainda não me contrataram e você ficou desempregado há pouco tempo e já
conseguiu emprego”. E a outra pessoa disse: “é verdade, foi sorte... mas você
mandou 20 currículos. Eu mandei 300 currículos em uma semana. É... eu tive
sorte?”.
Existem 2 tipos de
otimismo :
O otimismo que vêm depois do sucesso “Agora sim, minha vida
entrou nos eixos”. E o otimismo que provoca o sucesso e existe antes das coisas
boas acontecerem e, por isso mesmo facilitou para que essas coisas tenham
acontecido.
O que acontece contigo
sendo pessimista:
- O pessimismo provoca
depressão.
- O pessimismo te empaca,
em vez de você ser ativo, você fica estagnado.
- O pessimismo é
auto-suficiente, isto é, o pessimista não é persiste e por isso fracassa muito
mais, e quanto mais fracassa mais certeza ele tem de que não adianta persistir.
É um circulo vicioso.
- O pessimismo ataca seu
sistema imunológico, e você fica doente mais facilmente.
- A chance de um pessimista perder uma eleição é muito maior.
- O pessimista tem um prazer mórbido quando as coisas dão
errado, pois obtém a “prova” de que estava certo.
- O pessimista vê qualquer problema como se fosse um desastre, e
transforma o desastre numa catástrofe e converte a catástrofe numa tragédia. Ou
seja, na visão do pessimista tudo pode sempre piorar.
Se ser pessimista é tão ruim, tão improdutivo por que então a
maioria das pessoas são pessimistas?
Podemos entender essa dinâmica quando olhamos para o processo
evolutivo do homem. A vida moderna com os confortos que a temos é algo muito
recente na história do homem. O homem vem evoluindo há milhares de anos, MS só
temos agricultura, a capacidade de estocar comida há pouquíssimo tempo.
Carregamos em nossa herança genética o sofrimento da morte batendo a porta nos
períodos de inverno ou da seca. Somos herdeiros dos sobreviventes. Só conseguiu
deixar descendente quem teve seu cérebro moldado a observar o perigo e tentar
se livrar dele a todo custo. Isso é ser pessimista! Foi necessário para o homem
primitivo ser pessimista. E carregamos, desnecessariamente, um pessimismo
desproporcional a realidade de hoje.
Você precisa de algumas
doses de otimismo ?
Analisar os seguintes pontos pra você saber se você esta sendo
prejudicado pelo pessimismo.
- Você costuma desanimar com tudo?
- Fica deprimido mais do que você deveria?
- Falha mais do que deveria?
- Você está agora, neste momento empenhado em conseguir uma
promoção no trabalho, ou em uma realização pessoal ou em um jogo que você esta
treinando?
- Está tentando melhorar sua auto-estima?
- Sua saúde física está debilitada?
Se respondeu sim a alguma destas perguntas seria importante você
desenvolver uma postura mais positiva. Com certeza teria mais sucesso e um
resultado melhor.
Todo mundo deve ser
otimista o tempo todo?
Não! Há situações onde o preço do fracasso é muito grande. Por
exemplo, você está pensando em trair sua esposa ou marido, esta é a hora de ser
otimista e achar que tudo vai dar certo? Não! Porque o preço do fracasso é um
divórcio. Se você não quer pagar esse preço não arrisque. Em outro exemplo,
você bebeu mais do que devia numa festa. É hora de ser otimista e voltar
dirigindo pra casa? Também não! É hora de pensar que a probabilidade maior é de
um desastre. Seja prudente e vá de taxi.
Ter uma vida equilibrada é
ser realista! O que acontece é que realidade numa grande parte das vezes, é melhor do
que a gente consegue enxergar.
Praticar o otimismo, desenvolver uma postura positiva não é
conter uma mentira agradável para você mesmo, como por exemplo, repetir um
chavão do tipo: “a cada dia sou cada vez melhor” Isso é sensacionalismo
popular.
O que funciona são as
técnicas cognitivas.
Como desenvolver otimismo
Estas técnicas são muito
interessantes, até para prevenção de depressão.
Primeiro passo:
-Identificar as adversidades. Por exemplo: A Maria estava de
regime mas depois do trabalho vai pra um barzinho com os amigos e acaba comendo
uns pasteizinhos a mais do que deveria. A reação que ela tem é a mesma que todo
mundo tem quando quebra um regime: “Acabei de mandar meu regime pro espaço.
Como sou comilona. Todo mundo deve estar pensando que eu sou uma fraca, que eu
não tenho fosse de vontade. Já que coloquei tudo a perder não vai fazer
diferença se eu comer todo o bolo que tenho na geladeira”. Adversidade é tudo o
que acontece de errado na sua vida. Ter comido os pasteizinhos, foi uma
adversidade porque a moca estava de regime. Mas como ela lidou com a
adversidade? Ela se considerou fraca. Esse tipo de pensamento se torna tão
habitual que a pessoa se convence de que ela é uma fraca e em conseqüência
disso acaba colocando tudo a perder. Neste caso, se ela tivesse parado nos
pastéis não seria tão ruim assim, mas como se acreditou uma fraca acabou
jogando seu regime pelos ares ao comer o bolo.
Pare e pense em todas as
adversidades do seu dia, pode ser a torneira pingando, uma criança chorando no
visinho, a falta de atenção do seu marido. Anote
o que aconteceu.
Você vai ver que para muita gente a adversidade significa um
ponto final. A pessoa diz: ”O que é que adianta? Pra que insistir? Só vou
perder tudo”. E desiste. Mas tem gente que não considera a adversidade como
ponto final, mas como o inicio de um desafio que muitas vezes dará muitos
resultados.
A forma como você interpreta o que acontece é fundamental. E o
interessante é que se você não parar para observar essas coisas todas que se
passam na sua cabeça, a coisa fica tão automática que vira um habito e você
passa a acreditar normalmente em mentiras que você mesmo colocou na sua cabeça.
Voltando ao nosso exemplo, Maria quebrou o regime comendo os pasteizinhos. Se
ela não tivesse percebido isso como uma prova de que ela é fraca, se ela não
tivesse aceitado essa mentira a seu próprio respeito, ela não teria comido o
bolo todo depois.
Se a gente continuar agindo no automático vamos continuar
sofrendo as conseqüências.
Quando a Maria comeu todo o bolo ela “provou” que realmente não
tem força de vontade. Por quê? Porque como o pessimismo é auto-suficiente. É só
você falar que uma coisa ruim vai acontecer para você mesmo colaborar para que
a coisa aconteça.
Segundo passo:
Analisar as nossas crenças. A crença é a maneira como você
interpreta a adversidade.
Exemplo de Adversidade: você decidiu fazer academia mas quando
chegou lá só tinha gente magrinha e musculosa. Crença: “O que eu estou fazendo
aqui? Pareço uma baleia encalhada. Se eu tiver um mínimo de dignidade vou
tratar de cair fora daqui.”
Viram. Não é assim que acontece? Me digam, já não ouviram algo
parecido em algum lugar?
Na realidade esse tipo de pensamento vem de maus hábitos de
raciocínio provocado por experiências desagradáveis do passado. Foram conflitos
na infância com pais muitos rigorosos, professor muito critico, Irmã ciumenta,
e coisinhas assim, ou seja, momentos onde você foi depreciado.
O importante nisso tudo é você saber que tomando consciência
dessas crenças, e a psicoterapia é uma forma de você colocar isso a tona você
pode enfim contestar nas crenças, e reverter esse processo.
Exemplo: Se você é do tipo: “Eu vivo fazendo besteira” reveja
esse habito porque você esta tornando o problema pessoal, permanente e
abrangente. Ou seja você esta dizendo para você mesmo que você é incapaz, é
incapaz em tudo o que faz e que não tem solução porque você é assim.
Questione a frase que você disse quando atrasou um relatório,
você: ‘Eu vivo fazendo besteiras! ”, e veja se não seria mais realista perceber
que você errou naquele dia (e não todos os dias), porque não te deram prazo
suficiente (não é mais pessoal), mas você pode pedir ajuda a um colega
(percebeu que tem solução), e que foi só aquele projeto que não eu certo. (não
é abrangente).
Terceiro passo:
Observar as conseqüências desse tipo de pensamento negativista.
No exemplo da moca que quebrou o regime comendo pastel a
conseqüência foi comer o bolo inteiro depois. A conseqüência da moca que se
sentiu gorda, feia e ridícula foi voltar para casa sem ginástica nenhuma.
Veja o quanto essas conseqüências são cruéis e mais, todas
desnecessárias.
Se a moça da academia se desse a chance de pensar que toda
aquela gente sarada da academia um dia teve na mesma situação que ela e que sói
conseguiram aquele corpo depois da ginástica, se ela tivesse mudado o habito de
se considerar ridícula ela teria frente e hoje teria um belo corpo também.
As conseqüências do pensamento negativista são sentimentos ruins
e atitudes destrutivas.
Quando seu pensamento gira em torno de ”A culpa foi minha... vai
ser sempre assim... e vai afetar tudo o que eu faço” você vai ficar paralisado,
se sentindo a pior das pessoas.
Para treinar seu pensamento de forma mais afirmativa, mais
produtiva, a psicoterapia tem uma serie de técnicas com as quais a pessoa
aprende e leva para o resto da vida. Depois da psicoterapia você aplica esses
métodos cada vez que acontecer um problema. Como eu disse no início, problemas
aparecem para todo mundo. A diferença está em como você lida com eles.
A psicoterapia funciona porque muda o estilo explicativo de
pessimista para otimista, e a mudança é permanente. Você aprende a falar com
você mesmo de um forma mais produtiva, seus sentidos melhoram, suas atitudes
mudam. Você muda hábitos de pensamento que antes pareciam que não tinham jeito
e o mais bacana é que na psicoterapia você aprende que pode contar com você
mesmo. Você pode mudar a si mesmo.
A psicoterapia usa 5
táticas:
- Na 1ª você aprende a
reconhecer seu pensamentos automáticos.
- Na 2ª você aprende a
contestar os pensamentos que são direcionados.
- Na 3ª você aprende a
fazer a reavaliação.
- Na 4ª você aprende a
afastar a depressão. Você aprende a controlar o que penso e escolher o momento
certo de pensar.
- Na 5ª você aprende a
reconhecer e transformar as suposições disfuncionais, que esta governando sua
vida.
Otimismo interessa a todo mundo, pois independente do que
estiver acontecendo em sua vida o otimismo poderá sempre te garantir que mais e
melhores coisas lhe aconteçam.
Uma coisa é certa: coisas ruins acontecem com todo mundo. Não
importa se você é otimista ou pessimista, tragédia, morte na família,
desemprego, violência não escolhe quem vai atacar. Mas outra coisa é mais certa
ainda: o otimista te ajuda a ser refazer muito mais facilmente. O otimismo
facilita aquela volta por cima tão necessária.
O pessimista é dominado
pela pressão. Até quando tudo vai bem o pessimista faz previsões negativas de
futuro: “tudo bem, tá tudo correndo certinho, mas ninguém sabe o que pode
acontecer amanha”. Até que é verdade, ninguém
sabe o que pode te acontecer amanha, você pode ser assaltado e levar um tiro
mas também é possível que você feche um ótimo negocio, que aquela oferta de
emprego que você esperava finalmente apareça, você pode conhecer aquela pessoa
maravilhosa que vai mudar tudo na sua vida. Tudo pode acontecer, mas o
pessimista só prevê tragédia.
É por isso que o otimista é perseverante, e quanto mais você
seguir em frente e perseguir o que te interessa, mais você aumentará a chance
de conseguir o que voce quer.
Uma vez eu ouvi a conversa de duas pessoas que mostra muito bem
o que é perseverança: “você teve sorte, eu já mandei mais de 20 currículos e
ainda não me contrataram e você ficou desempregado há pouco tempo e já
conseguiu emprego”. E a outra pessoa disse: “é verdade, foi sorte... mas você
mandou 20 currículos. Eu mandei 300 currículos em uma semana. É... eu tive
sorte?”.
Existem 2 tipos de otimismo
O otimismo que vêm depois do sucesso “Agora sim, minha vida
entrou nos eixos”. E o otimismo que provoca o sucesso e existe antes das coisas
boas acontecerem e, por isso mesmo facilitou para que essas coisas tenham
acontecido.
O que acontece contigo
sendo pessimista:
- O pessimismo provoca
depressão
- O pessimismo te empaca,
em vez de você ser ativo, você fica estagnado.
- O pessimismo é
auto-suficiente, isto é, o pessimista não é persiste e por isso fracassa muito
mais, e quanto mais fracassa mais certeza ele tem de que não adianta persistir.
É um circulo vicioso.
- O pessimismo ataca seu
sistema imunológico, e você fica doente mais facilmente.
- A chance de um
pessimista perder uma eleição é muito maior.
- O pessimista tem um
prazer mórbido quando as coisas dão errado, pois obtém a “prova” de que estava
certo.
- O pessimista vê qualquer
problema como se fosse um desastre, e transforma o desastre numa catástrofe e
converte a catástrofe numa tragédia. Ou seja, na visão do pessimista tudo pode
sempre piorar.
Se ser pessimista é tão ruim, tão improdutivo por que então a
maioria das pessoas são pessimistas?
Podemos entender essa dinâmica quando olhamos para o processo
evolutivo do homem. A vida moderna com os confortos que a temos é algo muito
recente na história do homem. O homem vem evoluindo há milhares de anos, MS só
temos agricultura, a capacidade de estocar comida há pouquíssimo tempo.
Carregamos em nossa herança genética o sofrimento da morte batendo a porta nos
períodos de inverno ou da seca. Somos herdeiros dos sobreviventes. Só conseguiu
deixar descendente quem teve seu cérebro moldado a observar o perigo e tentar
se livrar dele a todo custo. Isso é ser pessimista! Foi necessário para o homem
primitivo ser pessimista. E carregamos, desnecessariamente, um pessimismo
desproporcional a realidade de hoje.
Você precisa de algumas doses
de otimismo ?
Analise os seguintes pontos e saiba se você esta sendo prejudicado
pelo pessimismo.
- Você costuma desanimar com tudo?
- Fica deprimido mais do que você deveria?
- Falha mais do que deveria?
- Você está agora, neste momento empenhado em conseguir uma
promoção no trabalho, ou em uma realização pessoal ou em um jogo que você esta
treinando?
- Está tentando melhorar sua auto-estima?
- Sua saúde física está debilitada?
Se respondeu sim a alguma destas perguntas seria importante você
desenvolver uma postura mais positiva. Com certeza teria mais sucesso e um
resultado melhor.
Todo mundo deve ser otimista o
tempo todo?
Não! Há situações onde o preço do fracasso é muito grande. Por
exemplo, você está pensando em trair sua esposa ou marido, esta é a hora de ser
otimista e achar que tudo vai dar certo? Não! Porque o preço do fracasso é um
divórcio. Se você não quer pagar esse preço não arrisque. Em outro exemplo,
você bebeu mais do que devia numa festa. É hora de ser otimista e voltar
dirigindo pra casa? Também não! É hora de pensar que a probabilidade maior é de
um desastre. Seja prudente e vá de taxi.
Ter uma vida equilibrada é ser realista! O que acontece é que
realidade numa grande parte das vezes, é melhor do que a gente consegue
enxergar.
Praticar o otimismo, desenvolver uma postura positiva não é
conter uma mentira agradável para você mesmo, como por exemplo, repetir um
chavão do tipo: “a cada dia sou cada vez melhor” Isso é sensacionalismo
popular.
O que funciona são as técnicas cognitivas.
Como desenvolver otimismo
Estas técnicas são muito interessantes, até para prevenção de
depressão.
Primeiro passo:
-Identificar as
adversidades. Por exemplo: A Maria estava de regime mas depois do trabalho
vai pra um barzinho com os amigos e acaba comendo uns pasteizinhos a mais do
que deveria. A reação que ela tem é a mesma que todo mundo tem quando quebra um
regime: “Acabei de mandar meu regime pro espaço. Como sou comilona. Todo mundo
deve estar pensando que eu sou uma fraca, que eu não tenho fosse de vontade. Já
que coloquei tudo a perder não vai fazer diferença se eu comer todo o bolo que
tenho na geladeira”. Adversidade é tudo o que acontece de errado na sua vida.
Ter comido os pasteizinhos, foi uma adversidade porque a moca estava de regime.
Mas como ela lidou com a adversidade? Ela se considerou fraca. Esse tipo de
pensamento se torna tão habitual que a pessoa se convence de que ela é uma
fraca e em conseqüência disso acaba colocando tudo a perder. Neste caso, se ela
tivesse parado nos pastéis não seria tão ruim assim, mas como se acreditou uma
fraca acabou jogando seu regime pelos ares ao comer o bolo.
Pare e pense em todas as adversidades do seu dia, pode ser a
torneira pingando, uma criança chorando no visinho, a falta de atenção do seu
marido. Anote o que aconteceu.
Você vai ver que para muita gente a adversidade significa um
ponto final. A pessoa diz: ”O que é que adianta? Pra que insistir? Só vou
perder tudo”. E desiste. Mas tem gente que não considera a adversidade como
ponto final, mas como o inicio de um desafio que muitas vezes dará muitos
resultados.
A forma como você interpreta o que acontece é fundamental. E o
interessante é que se você não parar para observar essas coisas todas que se
passam na sua cabeça, a coisa fica tão automática que vira um habito e você
passa a acreditar normalmente em mentiras que você mesmo colocou na sua cabeça.
Voltando ao nosso exemplo, Maria quebrou o regime comendo os pasteizinhos. Se
ela não tivesse percebido isso como uma prova de que ela é fraca, se ela não
tivesse aceitado essa mentira a seu próprio respeito, ela não teria comido o bolo
todo depois.
Se a gente continuar agindo no automático vamos continuar
sofrendo as conseqüências.
Quando a Maria comeu todo o bolo ela “provou” que realmente não
tem força de vontade. Por quê? Porque como o pessimismo é auto-suficiente. É só
você falar que uma coisa ruim vai acontecer para você mesmo colaborar para que
a coisa aconteça.
Segundo passo:
Analisar as nossas crenças. A crença é a maneira como você
interpreta a adversidade.
Exemplo de Adversidade: você decidiu fazer academia mas quando
chegou lá só tinha gente magrinha e musculosa. Crença: “O que eu estou fazendo
aqui? Pareço uma baleia encalhada. Se eu tiver um mínimo de dignidade vou
tratar de cair fora daqui.”
Viram. Não é assim que acontece? Me digam, já não ouviram algo
parecido em algum lugar?
Na realidade esse tipo de pensamento vem de maus hábitos de
raciocínio provocado por experiências desagradáveis do passado. Foram conflitos
na infância com pais muitos rigorosos, professor muito critico, Irmã ciumenta,
e coisinhas assim, ou seja, momentos onde você foi depreciado.
O importante nisso tudo é você saber que tomando consciência
dessas crenças, e a psicoterapia é uma forma de você colocar isso a tona você
pode enfim contestar nas crenças, e reverter esse processo.
Exemplo: Se você é do tipo: “Eu vivo fazendo besteira” reveja
esse habito porque você esta tornando o problema pessoal, permanente e
abrangente. Ou seja você esta dizendo para você mesmo que você é incapaz, é
incapaz em tudo o que faz e que não tem solução porque você é assim.
Questione a frase que você disse quando atrasou um relatório,
você: ‘Eu vivo fazendo besteiras! ”, e veja se não seria mais realista perceber
que você errou naquele dia (e não todos os dias), porque não te deram prazo
suficiente (não é mais pessoal), mas você pode pedir ajuda a um colega
(percebeu que tem solução), e que foi só aquele projeto que não eu certo. (não
é abrangente).
Terceiro passo:
Observar as conseqüências desse tipo de pensamento negativista.
No exemplo da moca que quebrou o regime comendo pastel a
conseqüência foi comer o bolo inteiro depois. A conseqüência da moca que se
sentiu gorda, feia e ridícula foi voltar para casa sem ginástica nenhuma.
Veja o quanto essas conseqüências são cruéis e mais, todas
desnecessárias.
Se a moça da academia se desse a chance de pensar que toda
aquela gente sarada da academia um dia teve na mesma situação que ela e que sói
conseguiram aquele corpo depois da ginástica, se ela tivesse mudado o habito de
se considerar ridícula ela teria frente e hoje teria um belo corpo também.
As conseqüências do pensamento negativista são sentimentos ruins
e atitudes destrutivas.
Quando seu pensamento gira em torno de ”A culpa foi minha... vai
ser sempre assim... e vai afetar tudo o que eu faço” você vai ficar paralisado,
se sentindo a pior das pessoas.
Para treinar seu pensamento de forma mais afirmativa, mais
produtiva, a psicoterapia tem uma serie de técnicas com as quais a pessoa
aprende e leva para o resto da vida. Depois da psicoterapia você aplica esses
métodos cada vez que acontecer um problema. Como eu disse no início, problemas
aparecem para todo mundo. A diferença está em como você lida com eles.
A psicoterapia funciona porque muda o estilo explicativo de
pessimista para otimista, e a mudança é permanente. Você aprende a falar com
você mesmo de um forma mais produtiva, seus sentidos melhoram, suas atitudes
mudam. Você muda hábitos de pensamento que antes pareciam que não tinham jeito
e o mais bacana é que na psicoterapia você aprende que pode contar com você
mesmo. Você pode mudar a si mesmo.
A psicoterapia usa 5
táticas:
- Na 1ª você aprende a reconhecer seu pensamentos automáticos.
- Na 2ª você aprende a contestar os pensamentos que são
direcionados.
- Na 3ª você aprende a fazer a reavaliação.
- Na 4ª você aprende a afastar a depressão. Você aprende a
controlar o que penso e escolher o momento certo de pensar.
- Na 5ª você aprende a reconhecer e transformar as suposições
disfuncionais, que esta governando sua vida.
Capítulo 12: As 12 vulnerabilidade
Vulnerabilidades são as dificuldades internas, mentais,
vivenciadas ao longo da vida. Algumas vulnerabilidades existem desde o
nascimento, outras, a maioria, são dificuldades emocionais que aparecem durante
a vida e se desenvolvem conforme você vai aprendendo crenças irracionais, ou
vai tendo exemplos ruins e desilusões.
Independente de serem genéticas ou adquiridas, sempre é possível
aliviar essas vulnerabilidades emocionais , diminuir as diferenças internas e
criar uma boa resistência para esse stress emociona l.
Nossas 12 vulnerabilidades
1ª Frustração
Frustração o que você sente quando diz: “Não suporto quando as
coisas não saem do jeito certo, do jeito que eu quero”. A pessoa se frustra
quando tem na cabeça tudo determinado. No budismo se diz que o caminho para a iluminação
é eliminar o desejo. Eu não sou budista, mas creio que é isto a que se refere.
Quanto mais desejos, mais inflexível você for mais você vai se frustrar. Quanto
mais você dizer “Se não for desse jeito, eu não quero nada” mais vai
desenvolver sofrimento emocional .
2ª Pressa.
Você percebe que é um apressado quando vive dizendo “Não me faça
perder tempo”. Sabe aquela pessoa que vive dando pulinho no lugar? Se não tiver
nada para fazer ela não aproveita o tempo, não curte seu dia, o sol gostoso ou
a lua bonita, ela inventa mais alguma coisa para fazer porque tem pressa e não
pode “perder tempo”.
3ª Solidão
A solidão um sofrimento para muitas pessoas. Se você sente
angustia em ficar sozinho, você sofre de solidão . Solidão não tem uma
definição fechada, estar só é o que sua cabeça determina que seja, se você
determinar que pode ser uma boa companhia para você mesmo, parabéns! Você
superou a solidão. Mas, se você sofre por ficar sozinho então temos dois
caminhos para você, ou treinamos habilidades sociais, e a psicologia
comportamental faz isso muito bem, ou você aprende a não se avaliar tão
negativamente assim por estar sozinho. Pergunte para você mesmo: “O que
significa estar só?” Se você responder que significa ser rejeitado, temos que
fazer um trabalho cognitivo, ou seja, mudar essa percepção. Aí a terapia
cognitiva faz um trabalho muito legal.
4ª O tédio.
“Coisas monótonas repetitivas me deixam chateado”, “Todo
relacionamento fica chato depois de um tempo”. Se você é o dono dessas frases
então você sofre com o tédio . E aí, o que a gente faz com pessoas assim? Manda
ela se meter em esportes radicais, cada vez mais arriscados, cada vez mais
caros? Ou vamos aprender que adrenalina também é vicio! Adrenalina é uma droga
endógena, ou seja, seu próprio corpo produz, mas mesmo assim é uma droga que
vicia. E como tudo o que é demais faz mal, temos é que pensar no equilíbrio da
pessoa como um todo. É muito melhor viver sem ter que pular de uma ponte por
dia para sentir alguma emoção, assim é a realidade nossa do dia a dia.
5ª Sobrecarga de Trabalho.
Trabalhar demais, assumir mais tarefas do que seria possível,
pode ter várias origens. Pode ser baixa assertividade , pode ser que você não
consegue falar o famoso “não” na hora certa, pode ser expectativas irreais, você
pode achar que a única forma de ser reconhecido é trabalhando feito uma “mula
de carga”, isso até você ver outro se dar bem melhor que você e trabalhando só
metade. Ou você confundiu as coisas e acha que qualidade de vida é conseguir
comprar um monte de coisas que você não vai ter tempo para desfrutar.
Porque você está sobrecarregado de tanto trabalho? E não me
venha dizer que é impossível mudar. Acredite em mim, sua vida é o que você faz
dela, se a forma como sua vida está não está legal é porque você precisa
perceber que depende de você, e só de você mudar isso. Se não conseguir
sozinho.
6ª Ansiedade.
Num primeiro momento parece que não é nada, mas só de
transtornos de ansiedade o código internacional de doenças tem uma lista
enorme. Desde o transtorno do stress pós traumático , ansiedade generalizad a,
síndrome do pânico e lá vai lista. Em resumo, ansiedade é toda vez que você
sente angustia quando antecipa que vai acontecer alguma coisa importante, mesmo
que saiba o que fazer. Exemplo: Você sente angustia antes de fazer uma prova,
mesmo tendo estudado? Você é ansioso . Sente angustia em receber pessoas na sua
casa, mesmo tendo tudo preparado para isso, é ansiedade. Sente angustia quando
vai falar com alguém que você considera importante, mesmo que você saiba como
se comportar nesse tipo de situação, isso é ansiedade. Ansiedade não tratada
faz com que sua vida renda menos. Você fica paralisado pela ansiedade.
7ª Depressão.
Você pode desconfiar de depressão quando fica desanimado só de
pensar em enfrentar certas coisas. Quando você sente que não tem energia. Você
pode desconfiar que esteja deprimido quando acha que não vale a pena se
esforçar pois nada tem graça. Depressão é um dos mais graves sintomas clínicos
em psicologia. Depressão mata. Se não com suicídio, mas tirando da vida
produtiva de muita gente que poderia estar desfrutando a vida. Mas este é
quadro que menos aparece nas clínicas. Porque os depressivos não se tratam.
Eles não têm esperança. Eles acham que não vale à pena.
O trabalho com o paciente depressivo deve incluir a família.
Alguém em casa tem que ser o apoio. É difícil porque a família o vê como um
“chato”. Infelizmente essa impressão faz com que a família vire as costas e
diga “se vire”. Mas a gente sabe que ninguém “se vira” sozinho, sem tratamento.
8ª Raiva.
Este é outro tema que merece um livro só para ele. Quem tem
dificuldade em lidar com a raiva fica a mercê dos outros. Isso mesmo, você fica
sob o controle dos outros, os outros te irritam e você perde o controle. Quando
percebem que você é assim, parece que você deu um “controle remoto” da sua
mente para o outro. O outro te controla, ele sabe te tirar do sério, lembra do
que eu falei que faz parte do equilíbrio humano sentir que você tem o controle
sobre você mesmo. Pois é, quem é vulnerável à raiva não tem esse controle, e
além disso, é o tipo de pessoa que foge de gente, contato com pessoas irritam,
a pessoa se isola, e ganha a depressão de brinde.
Não ter raiva nenhuma, por incrível que pareça, também é ruim.
Você tem que ter reação quando te ofendem. Para ter auto defesa, até
auto-estima, que é saudável, você tem que ter um limite mínimo de raiva, é ela
que te faz reagir, mas você precisa da dose certa de raiva.
9ª Preconceitos.
Qualquer conclusão que você tira em cima de um aspecto que não
está claramente relacionado é preconceito . Ex: Tirar a conclusão de que quem
nasceu neste ou naquele lugar é menos inteligente. Isso é preconceito. Porque
não há relação lógica de inteligência com local do nascimento, ou chegar a
conclusão que “todo mundo quer tirar vantagem de você” também é preconceito .
Porque você não conhece todo mundo intimamente, e você conclui isso antes de
saber como a pessoa é de verdade.
“Quem teve uma infância ruim nunca será feliz” - é preconceito
porque sabemos da influência do ambiente, mas também sabemos que é possível
fazer uma reestruturação cognitiva e ser feliz, mesmo tendo tido muitos
problemas na infância. A psicoterapia te ensina a fazer essa reestruturação
cognitiva. Preconceito está intimamente ligada às crenças irracionais que se
coleciona ao longo da vida.
10ª Perfeccionismo.
Muita gente sente orgulho em ser perfeccionista . Não sei por
que, pois o perfeccionista sofre, e muito por ser assim. Revisa tudo o que faz,
não se perdoa se sair um errinho. Nem viu o trabalho do outro, mas diz que não
está bom. É aquele que acha que só ele sabe fazer as coisas direito. É aquele
que não tira férias porque não confia em ninguém para deixar no trabalho. Você
acha que isso é bom?
11ª Aprovação.
Quanto sofrimento a gente não vê por ai por conta das pessoas
que buscam aprovação : “Tenho que fazer tudo certinho, senão o que vão pensar
de mim”. Quanto sapo engolido por medo de abrir a boca e falar coisas que os
outros possam não gostar, quanto sofrimento você passou porque aprendeu que
“menina bonita não faz assim” “menino bonito não reclama”.
12ª Negativismo.
É o tal de: “não vai dar certo”. “Pra que sair para procurar
emprego se não vou conseguir mesmo”. “Pra que ir para festa se não vou
conversar com ninguém interessante mesmo”.
Essas são as vulnerabilidades que produzem stress emocional. S e
permitir que alguma dessas vulnerabilidades invada sua vida estará abrindo as
portas para o sofrimento psicológico.
Vulnerabilidades são as
dificuldades internas, mentais, vivenciadas ao longo da vida. Algumas
vulnerabilidades existem desde o nascimento, outras, a maioria, são
dificuldades emocionais que aparecem durante a vida e se desenvolvem conforme
você vai aprendendo crenças irracionais, ou vai tendo exemplos ruins e
desilusões.Independente de serem genéticas ou adquiridas, sempre é possível aliviar essas vulnerabilidades emocionais , diminuir as diferenças internas e criar uma boa resistência para esse stress emocional.
Nossas 12 vulnerabilidades
1ª Frustração
Frustração o que você sente quando diz: “Não suporto quando as
coisas não saem do jeito certo, do jeito que eu quero”. A pessoa se frustra
quando tem na cabeça tudo determinado. No budismo se diz que o caminho para a
iluminação é eliminar o desejo. Eu não sou budista, mas creio que é isto a que
se refere. Quanto mais desejos, mais inflexível você for mais você vai se
frustrar. Quanto mais você dizer “Se não for desse jeito, eu não quero nada”
mais vai desenvolver sofrimento emocional .
2ª Pressa.
Você percebe que é um apressado quando vive dizendo “Não me faça
perder tempo”. Sabe aquela pessoa que vive dando pulinho no lugar? Se não tiver
nada para fazer ela não aproveita o tempo, não curte seu dia, o sol gostoso ou
a lua bonita, ela inventa mais alguma coisa para fazer porque tem pressa e não
pode “perder tempo”.
3ª Solidão
A solidão um sofrimento para muitas pessoas. Se você sente
angustia em ficar sozinho, você sofre de solidão . Solidão não tem uma
definição fechada, estar só é o que sua cabeça determina que seja, se você
determinar que pode ser uma boa companhia para você mesmo, parabéns! Você
superou a solidão. Mas, se você sofre por ficar sozinho então temos dois
caminhos para você, ou treinamos habilidades sociais, e a psicologia
comportamental faz isso muito bem, ou você aprende a não se avaliar tão
negativamente assim por estar sozinho. Pergunte para você mesmo: “O que
significa estar só?” Se você responder que significa ser rejeitado, temos que
fazer um trabalho cognitivo, ou seja, mudar essa percepção. Aí a terapia
cognitiva faz um trabalho muito legal.
4ª O tédio.
“Coisas monótonas repetitivas me deixam chateado”, “Todo
relacionamento fica chato depois de um tempo”. Se você é o dono dessas frases
então você sofre com o tédio . E aí, o que a gente faz com pessoas assim? Manda
ela se meter em esportes radicais, cada vez mais arriscados, cada vez mais
caros? Ou vamos aprender que adrenalina também é vicio! Adrenalina é uma droga
endógena, ou seja, seu próprio corpo produz, mas mesmo assim é uma droga que
vicia. E como tudo o que é demais faz mal, temos é que pensar no equilíbrio da
pessoa como um todo. É muito melhor viver sem ter que pular de uma ponte por
dia para sentir alguma emoção, assim é a realidade nossa do dia a dia.
5ª Sobrecarga de Trabalho.
Trabalhar demais, assumir mais tarefas do que seria possível,
pode ter várias origens. Pode ser baixa assertividade , pode ser que você não
consegue falar o famoso “não” na hora certa, pode ser expectativas irreais,
você pode achar que a única forma de ser reconhecido é trabalhando feito uma
“mula de carga”, isso até você ver outro se dar bem melhor que você e
trabalhando só metade. Ou você confundiu as coisas e acha que qualidade de vida
é conseguir comprar um monte de coisas que você não vai ter tempo para desfrutar.
Porque você está sobrecarregado de tanto trabalho? E não me venha dizer que é impossível mudar. Acredite em mim, sua vida é o que você faz dela, se a forma como sua vida está não está legal é porque você precisa perceber que depende de você, e só de você mudar isso. Se não conseguir sozinho.
Porque você está sobrecarregado de tanto trabalho? E não me venha dizer que é impossível mudar. Acredite em mim, sua vida é o que você faz dela, se a forma como sua vida está não está legal é porque você precisa perceber que depende de você, e só de você mudar isso. Se não conseguir sozinho.
6ª Ansiedade.
Num primeiro momento parece que não é nada, mas só de
transtornos de ansiedade o código internacional de doenças tem uma lista
enorme. Desde o transtorno do stress pós traumático , ansiedade generalizad a,
síndrome do pânico e lá vai lista. Em resumo, ansiedade é toda vez que você
sente angustia quando antecipa que vai acontecer alguma coisa importante, mesmo
que saiba o que fazer. Exemplo: Você sente angustia antes de fazer uma prova,
mesmo tendo estudado? Você é ansioso . Sente angustia em receber pessoas na sua
casa, mesmo tendo tudo preparado para isso, é ansiedade. Sente angustia quando
vai falar com alguém que você considera importante, mesmo que você saiba como
se comportar nesse tipo de situação, isso é ansiedade. Ansiedade não tratada
faz com que sua vida renda menos. Você fica paralisado pela ansiedade.
7ª Depressão.
Você pode desconfiar de depressão quando fica desanimado só de
pensar em enfrentar certas coisas. Quando você sente que não tem energia. Você
pode desconfiar que esteja deprimido quando acha que não vale a pena se
esforçar pois nada tem graça. Depressão é um dos mais graves sintomas clínicos
em psicologia. Depressão mata. Se não com suicídio, mas tirando da vida
produtiva de muita gente que poderia estar desfrutando a vida. Mas este é
quadro que menos aparece nas clínicas. Porque os depressivos não se tratam.
Eles não têm esperança. Eles acham que não vale à pena. O trabalho com o
paciente depressivo deve incluir a família. Alguém em casa tem que ser o apoio.
É difícil porque a família o vê como um “chato”. Infelizmente essa impressão
faz com que a família vire as costas e diga “se vire”. Mas a gente sabe que
ninguém “se vira” sozinho, sem tratamento.
8ª Raiva.
Este é outro tema que merece um livro só para ele. Quem tem
dificuldade em lidar com a raiva fica a mercê dos outros. Isso mesmo, você fica
sob o controle dos outros, os outros te irritam e você perde o controle. Quando
percebem que você é assim, parece que você deu um “controle remoto” da sua
mente para o outro. O outro te controla, ele sabe te tirar do sério, lembra do
que eu falei que faz parte do equilíbrio humano sentir que você tem o controle
sobre você mesmo. Pois é, quem é vulnerável à raiva não tem esse controle, e
além disso, é o tipo de pessoa que foge de gente, contato com pessoas irritam,
a pessoa se isola, e ganha a depressão de brinde.
Não ter raiva nenhuma, por incrível que pareça, também é ruim. Você tem que ter reação quando te ofendem. Para ter auto defesa, até auto-estima, que é saudável, você tem que ter um limite mínimo de raiva, é ela que te faz reagir, mas você precisa da dose certa de raiva.
Não ter raiva nenhuma, por incrível que pareça, também é ruim. Você tem que ter reação quando te ofendem. Para ter auto defesa, até auto-estima, que é saudável, você tem que ter um limite mínimo de raiva, é ela que te faz reagir, mas você precisa da dose certa de raiva.
9ª Preconceitos.
Qualquer conclusão que você tira em cima de um aspecto que não
está claramente relacionado é preconceito . Ex: Tirar a conclusão de que quem
nasceu neste ou naquele lugar é menos inteligente. Isso é preconceito. Porque
não há relação lógica de inteligência com local do nascimento, ou chegar a
conclusão que “todo mundo quer tirar vantagem de você” também é preconceito .
Porque você não conhece todo mundo intimamente, e você conclui isso antes de
saber como a pessoa é de verdade.
“Quem teve uma infância ruim nunca será feliz” - é preconceito porque sabemos da influência do ambiente, mas também sabemos que é possível fazer uma reestruturação cognitiva e ser feliz, mesmo tendo tido muitos problemas na infância. A psicoterapia te ensina a fazer essa reestruturação cognitiva. Preconceito está intimamente ligada às crenças irracionais que se coleciona ao longo da vida.
“Quem teve uma infância ruim nunca será feliz” - é preconceito porque sabemos da influência do ambiente, mas também sabemos que é possível fazer uma reestruturação cognitiva e ser feliz, mesmo tendo tido muitos problemas na infância. A psicoterapia te ensina a fazer essa reestruturação cognitiva. Preconceito está intimamente ligada às crenças irracionais que se coleciona ao longo da vida.
10ª Perfeccionismo.
Muita gente sente orgulho em ser perfeccionista . Não sei por
que, pois o perfeccionista sofre, e muito por ser assim. Revisa tudo o que faz,
não se perdoa se sair um errinho. Nem viu o trabalho do outro, mas diz que não
está bom. É aquele que acha que só ele sabe fazer as coisas direito. É aquele
que não tira férias porque não confia em ninguém para deixar no trabalho. Você
acha que isso é bom?
11ª Aprovação.
Quanto sofrimento a gente não vê por ai por conta das pessoas
que buscam aprovação : “Tenho que fazer tudo certinho, senão o que vão pensar
de mim”. Quanto sapo engolido por medo de abrir a boca e falar coisas que os
outros possam não gostar, quanto sofrimento você passou porque aprendeu que
“menina bonita não faz assim” “menino bonito não reclama”.
12ª Negativismo.
É o tal de: “não vai dar certo”. “Pra que sair para procurar
emprego se não vou conseguir mesmo”. “Pra que ir para festa se não vou
conversar com ninguém interessante mesmo”.
Essas são as vulnerabilidades que produzem stress emocional. S e permitir que alguma dessas vulnerabilidades invada sua vida estará abrindo as portas para o sofrimento psicológico.
968 São Paulo - SP / Unidade
II: Rua Frei Caneca, 33 São Paulo - SP / Fone central: (11)
3262-0621
Capítulo 13: Assertividade
Assertividade
Como psicóloga sou uma observadora assídua do comportamento
humano, onde eu estiver observo como e porque as pessoas têm certas atitudes.
Uma das coisas que mais me fascina é observar as pessoas que estão sempre de
bem com a vida, que resolvem seus problemas com tranqüilidade com aquele “jogo
de cintura” maravilhoso. E percebi que se tem uma coisa que, com certeza, faz
muita diferença é a assertividade , pois é uma das principais competências
emocionais.
O que não é assertividade
Vamos começar entendo o que são comportamentos não assertivos.
O chefe que vai engolindo tudo o que não gosta até que consegue
abrir a boca e acaba gritando com seus funcionários. O assistente que não
consegue dizer a palavra mágica "não", e faz até o serviço que não é
dele. A pessoa que sente o estômago embrulhar quando precisa pedir algum favor
a alguém.
E você, consegue ser assertivo? Você é daqueles que até tenta
reagir, mas aquela resposta legal só vem à cabeça depois, quando não precisa
mais – sofre da síndrome do “ahhh éeee é!!!” Então está faltando um pequeno
ajuste no seu comportamento. Falta assertividade!
Você já viu uma pessoa que entra numa situação difícil mas não
conseguiu tomar uma posição clara e, depois, se sentiu decepcionado consigo
mesmo? Ok, ele não foi assertivo.
Eis outro exemplo do que não é assertividade. Imagine a seguinte
cena: você chegou cansado em casa, toca o telefone. É um amigo te convidando
para ir num bar. Sua vontade é dizer não, você está morto, trabalhou o dia todo
mas não quer magoar o amigo, então concorda, e sai sem vontade. Você acaba de
dizer “sim” ao amigo mas disse “não” para você mesmo. Acabou de perder a chance
de ser assertivo. Assertividade é afirmar o seu eu, é afirmar sua auto-estima.
Já ouvi muita gente se auto declarando assertiva, mas na
realidade era mesmo muito agressiva. Os que confundem assertividade com
agressividade são aquelas pessoas que dizem assim: “Eu sou muito franco, sou
sincero, digo mesmo tudo o que penso na cara!!!”. Essas pessoas nem estão
percebendo o quanto são agressivas, pensam que estão corretas.
Outras pessoas nem assumem suas posições, não são autênticas,
acham que estão mantendo um bom clima, mas na realidade estão sendo engolidas
pelos outros, por puro medo de se afirmar. De tanto medo de serem agressivas,
acabam virando paçoca na mão do outro. Ou seja, são passivas e não assertivas.
O que é assertividade
Nossa conversa deve começar pelo entendimento da palavra
assertividade. Segundo o dicionário, assertivo é “aquele que declara algo,
positivo ou negativo, afirmação que é feita com muita segurança, em cujo teor
acredita profundamente”. Assertividade vem de "asserto" que significa
afirmação categórica.
Mas, veja bem, afirmar não é acertar! A pessoa assertiva não é
aquela que acerta o tempo todo, é aquela que sabe se firmar.
É saber dizer “sim” quando quer dizer “sim” e, principalmente
dizer “não”, quando quer dizer “não”.
Já percebeu quanto a assertividade está fazendo falta hoje?
Na verdade existem 4 tipos de comportamentos: o passivo, o
agressivo, o passivo/agressivo e o assertivo.
Passivo
Passivo é aquele que engole desaforo. Ele não quer desagradar o
outro então foge de conflitos. Se alguém entrar à frente dele na fila, fica
torcendo para que a pessoa saia por si só, sem precisar pedir. Deixa que se
aproveitem dele. Tem um colega no trabalho que tem o mesmo nível hierárquico,
mas o tal colega teima em dar ordens e o cara que é passivo obedece. Ele
costuma usar as frases: “Não quero incomodar. Não vou tomar seu tempo“. Tem a
postura encolhida. Culpa a si próprio por tudo, precisa de aprovação, cede
facilmente. Até é simpático mas, cá pra nós, é uma simpatia que causa muita
angustia interna.
Agressivo
O segundo tipo de comportamento é o agressivo. Esse todo mundo
conhece. Ele não pensa duas vezes pra levantar o dedo na cara do outro, pois
tem necessidade de dominar. Ele menospreza e deprecia o outro. Furou a fila na
frente dele, ele dá um grito que parece que mataram alguém. Se o colega pede
pra ele fazer alguma coisa, ele já manda o colega para aquele lugar. É
autoritário, intolerante, dono da verdade.
Passivo / Agressivo
Agora, o tipo mais curioso. Esse é aquele que consegue ser
agressivo na “maciota”. Ele usa a ironia. Ele te agride contado uma piadinha.
Ele te irrita, mas diz “só estou brincando”. Esse é aquele que vira para você e
fala assim: “Nossa, tô vendo que suas férias foram mesmo muito boas, só que a
geladeira não tirou férias”. Esse é o jeitinho “simpático” e passivo/agressivo
de te chamar de gordo na sua cara. É o tipo de pessoa que não olha muito pra
você, vira os olhos, é lacônico, dá indiretas, é sarcástico. E nem percebe que
é manipulador. Faz chantagem emocional, distorce as palavras do outro.
Assertivo
Por fim, o comportamento mais adequado é o assertivo. Esse é
aquele que quando lhe furam a fila consegue se posicionar e falar com a pessoa
com toda tranqüilidade e elegância. É aquele que sabe negociar. É transparente
pra falar e sabe ouvir. Sabe ouvir criticas sem partir para o ataque pessoal.
Tem a postura segura e comedida. Trata as pessoas com respeito. Aceita acordos.
Vai direto ao ponto sem ser áspero.
Não digo que as pessoas tenham só um tipo de comportamento.
Muitas vezes você foi agressivo com o colega de trabalho, mas acabou sendo
passivo em casa. Mas essa flexibilidade só indica que é possível mudar um
comportamento que não está valendo a pena. Ou seja, podemos desenvolver
assertividade.
Não desenvolver assertividade acaba provocando o pior: você não
consegue se sair bem em situações importantes, isso joga sua auto-estima lá
para baixo. A baixa auto-estima gera outro comportamento inadequado, que gera
reação negativa nas outras pessoas, que gera uma auto depreciação e novamente o
comportamento inadequado. Ou seja, não acaba nunca! O comportamento não
assertivo é uma bola de neve que se retroalimenta.
Porque é desejável ser assertivo?
Quanto mais assertivo você for, melhor vai lidar com os
confrontos, terá menos estresse, mais confiança em você mesmo, saberá agir com
mais tato, melhorará sua credibilidade, saberá lidar com as tentativas de
manipulação, chantagem emocional, bajulação etc. Enfim, vai se sentir melhor e
contribuir para que os outros também se sintam melhor.
Como aprender assertividade?
Uma dica importante é mudar o DIÁLOGO INTERIOR, de negativo para
positivo. Aprender a monitorar sua conversa interna.
A outra dica é desenvolver a AUTOESTIMA. Descobrir que você
merece respeito, descobrir seu valor como ser humano.
Estas novas atitudes podem ser desenvolvidas por meio de
técnicas que vêm sendo elaboradas por psicólogos pesquisadores e a gente aplica
em consultório, na terapia.
Na clínica, o psicólogo trabalho muito com isso. Recebemos
muitas queixas de pessoas que vem para a terapia porque estão se sentindo pra
baixo, não conseguem se colocar para o marido, ele sai com os amigos toda santa
semana e ela lá em casa se sentindo uma boba.
Um tipo de caso que recebo muito é a pessoa que ficou
responsável em cuidar dos pais idosos, mesmo tendo vários outros irmãos toda
família achou muito confortável jogar tudo nas costas de um coitado só.
Permitir que isso aconteça é falta de assertividade.
Você percebe a falta de assertividade em frases como “Não posso
reagir mal quando alguém faz uma brincadeira comigo, porque vou perder o
amigo”.
Outros consideram que não tem o direito de tomar o tempo valioso
do outro. O tempo do outro sempre mais valioso que o seu, então fala até mais
rápido para que o outro não perca tempo. Cede sua vez, mesmo quando tem
direito. Tudo isso é falta de assertividade.
Como também a pessoa que acha que não deve incomodar os outros
pedindo alguma coisa. A pessoa que acha que não se deve nunca entrar em
conflito com os outros, mesmo quando têm razão. Tudo isso é falta de
assertividade, porque muitas vezes, se você não se coloca, o outro ocupa um
espaço maior do que lhe é devido, ou seja, as pessoas montam mesmo.
Você é assertivo?
Pense em você, em quantas vezes não engoliu sapos porque não
disse o que deveria ter dito. Quantas vezes você fez coisas que te prejudicaram
porque não conseguiu dizer “não”.
O mais importante é pensar agora sobre esse assunto e finalmente
aprender a ser assertivo para ter mais da famosa inteligência emocional, mas
principalmente para conseguir ter relacionamentos mais autênticos, tanto na
vida pessoal como na profissional. E a única forma de ser feliz é você
conseguindo ser você mesmo.
Um ponto extremamente importante,dentro do processo de aprender
a ser mais assertivo é a empatia, ou seja, aceitar o outro. Você só vai
conseguir ser assertivo se aceitar a assertividade do outro. Se você ficar
melindrado e achar que o outro é grosso toda vez que ele for assertivo você vai
limitar seu crescimento. Você só vai expressar a sua própria incompetência.
Pense bem nisso!
Comunicação assertiva
A comunicação assertiva é transparente, honesta, objetiva e de
mão dupla. Ou seja, o assertivo também aceita quando o outro é assertivo com
ele, quando dizem as coisas de forma clara e objetiva.
Não gostaram do seu trabalho, não se sinta melindrado se falam
sobre isso contigo, aceite. Mesmo porque não é saudável ter a pretensão de ser
perfeito, você sabe que a vida é um eterno aprendizado, então agradeça a
critica e corra para não errar mais. Ou, se a critica não proceder, saiba como
não ouvir. Isso mesmo! Porque a gente precisa ouvir todo mundo? Os outros
também erram.
Um exemplo do que é ser assertivo: Você chega ao seu prédio e
encontra um carro estacionado na frente de sua vaga. O que você faz? Fica lá
esperando até alguém aparecer? Se fizer isso você foi passivo. Ou você tira o
zelador da cama e arma o maior barraco? Se fizer isso você foi agressivo. Então
como é ser assertivo? E chamar o proprietário do carro e dizer: “Imagino que
você deva ter alguma razão para colocar seu carro justamente na frente do meu.
Mas não considero justo você impedir minha saída. Por gentileza, gostaria que
você manobrasse seu carro para que eu possa sair”.
Assertividade é um direito
É claro que assertividade é um direito, não uma obrigação. É um
direito que te dá uma série de vantagens. Mas você tem também o direito de não
ser assertivo. Vamos dizer que você sabe que o vizinho deixou o carro dele na
frente do seu porque ele foi demitido e chegou em casa arrasado e nem sabia
mais o que estava fazendo. Por mais que ele esteja errado, talvez seja mais interessante
você não criar mais problemas na vida dessa pessoa e aí você pode decidir,
conscientemente, deixar essa pra lá. Assim, tudo bem, porque foi uma opção sua.
Você pensou e decidiu não entrar na briga, fez com consciência. Está ótimo.
Prejudicial é quando você não é assertivo por medo. Assertividade está
diretamente relacionada ao medo. Medo de não ser aceito, medo do outro. Medo de
ser atacado. Medo de se expor. Medo de passar ridículo.
Passos para aprender assertividade
Saber o que quer e aonde quer chegar.
Se você não sabe aonde quer chegar, vai acabar chegando onde não
quer. Seja claro com você mesmo, seja firme, direto e seguro. Mas como saber o
que quer? Uma boa dica é se conhecendo, conhecer seus sentimentos, pensamentos,
seus desejos, identificando quais são os seus valores.
Partir de um pensamento positivo.
Se você tiver expectativas altas, os resultados também vão ser
altos. Mas com expectativas pequenininhas você vai conseguir isso mesmo e vai
se frustrar por receber tão pouco da vida.
Ser proativo.
Ser proativo é observar com antecedência quais os possíveis
problemas que possam aparecer. Você pode planejar e não permitir que esses
problemas apareçam.
Resumindo: uma pessoa que sabe o que quer, acredita na sua
capacidade e age proativamente, assume a responsabilidade por sua própria vida
e está pronta pra se tornar uma pessoa assertiva.
Quer uma mãozinha em seu processo de auto aprimoramento? Conte
com um psicólogo
Como psicóloga sou uma
observadora assídua do comportamento humano, onde eu estiver observo como e
porque as pessoas têm certas atitudes. Uma das coisas que mais me fascina é
observar as pessoas que estão sempre de bem com a vida, que resolvem seus
problemas com tranqüilidade com aquele “jogo de cintura” maravilhoso. E percebi
que se tem uma coisa que, com certeza, faz muita diferença é a assertividade ,
pois é uma das principais competências emocionais.
O que não é assertividade
Vamos começar entendo o que são comportamentos não assertivos.
O chefe que vai engolindo tudo o que não gosta até que consegue
abrir a boca e acaba gritando com seus funcionários. O assistente que não
consegue dizer a palavra mágica "não", e faz até o serviço que não é
dele. A pessoa que sente o estômago embrulhar quando precisa pedir algum favor
a alguém.
E você, consegue ser assertivo? Você é daqueles que até tenta
reagir, mas aquela resposta legal só vem à cabeça depois, quando não precisa
mais – sofre da síndrome do “ahhh éeee é!!!” Então está faltando um pequeno
ajuste no seu comportamento. Falta assertividade!
Você já viu uma pessoa que entra numa situação difícil mas não
conseguiu tomar uma posição clara e, depois, se sentiu decepcionado consigo
mesmo? Ok, ele não foi assertivo.
Eis outro exemplo do que não é assertividade. Imagine a seguinte
cena: você chegou cansado em casa, toca o telefone. É um amigo te convidando
para ir num bar. Sua vontade é dizer não, você está morto, trabalhou o dia todo
mas não quer magoar o amigo, então concorda, e sai sem vontade. Você acaba de
dizer “sim” ao amigo mas disse “não” para você mesmo. Acabou de perder a chance
de ser assertivo. Assertividade é afirmar o seu eu, é afirmar sua auto-estima.
Já ouvi muita gente se auto declarando assertiva, mas na
realidade era mesmo muito agressiva. Os que confundem assertividade com
agressividade são aquelas pessoas que dizem assim: “Eu sou muito franco, sou
sincero, digo mesmo tudo o que penso na cara!!!”. Essas pessoas nem estão
percebendo o quanto são agressivas, pensam que estão corretas.
Outras pessoas nem assumem suas posições, não são autênticas,
acham que estão mantendo um bom clima, mas na realidade estão sendo engolidas
pelos outros, por puro medo de se afirmar. De tanto medo de serem agressivas,
acabam virando paçoca na mão do outro. Ou seja, são passivas e não assertivas.
O que é assertividade
Nossa conversa deve começar pelo entendimento da palavra
assertividade. Segundo o dicionário, assertivo é “aquele que declara algo,
positivo ou negativo, afirmação que é feita com muita segurança, em cujo teor
acredita profundamente”. Assertividade vem de "asserto" que significa
afirmação categórica.
Mas, veja bem, afirmar não é acertar! A pessoa assertiva não é
aquela que acerta o tempo todo, é aquela que sabe se firmar.
É saber dizer “sim” quando quer dizer “sim” e, principalmente dizer
“não”, quando quer dizer “não”.
Já percebeu quanto a assertividade está fazendo falta hoje?
Na verdade existem 4 tipos de comportamentos: o passivo, o
agressivo, o passivo/agressivo e o assertivo.
Passivo
Passivo é aquele que engole desaforo. Ele não quer desagradar o
outro então foge de conflitos. Se alguém entrar à frente dele na fila, fica
torcendo para que a pessoa saia por si só, sem precisar pedir. Deixa que se
aproveitem dele. Tem um colega no trabalho que tem o mesmo nível hierárquico,
mas o tal colega teima em dar ordens e o cara que é passivo obedece. Ele
costuma usar as frases: “Não quero incomodar. Não vou tomar seu tempo“. Tem a
postura encolhida. Culpa a si próprio por tudo, precisa de aprovação, cede
facilmente. Até é simpático mas, cá pra nós, é uma simpatia que causa muita
angustia interna.
Agressivo
O segundo tipo de comportamento é o agressivo. Esse todo mundo
conhece. Ele não pensa duas vezes pra levantar o dedo na cara do outro, pois
tem necessidade de dominar. Ele menospreza e deprecia o outro. Furou a fila na
frente dele, ele dá um grito que parece que mataram alguém. Se o colega pede
pra ele fazer alguma coisa, ele já manda o colega para aquele lugar. É
autoritário, intolerante, dono da verdade.
Passivo / Agressivo
Agora, o tipo mais curioso. Esse é aquele que consegue ser
agressivo na “maciota”. Ele usa a ironia. Ele te agride contado uma piadinha.
Ele te irrita, mas diz “só estou brincando”. Esse é aquele que vira para você e
fala assim: “Nossa, tô vendo que suas férias foram mesmo muito boas, só que a
geladeira não tirou férias”. Esse é o jeitinho “simpático” e passivo/agressivo
de te chamar de gordo na sua cara. É o tipo de pessoa que não olha muito pra
você, vira os olhos, é lacônico, dá indiretas, é sarcástico. E nem percebe que
é manipulador. Faz chantagem emocional, distorce as palavras do outro.
Assertivo
Por fim, o comportamento mais adequado é o assertivo. Esse é
aquele que quando lhe furam a fila consegue se posicionar e falar com a pessoa
com toda tranqüilidade e elegância. É aquele que sabe negociar. É transparente
pra falar e sabe ouvir. Sabe ouvir criticas sem partir para o ataque pessoal.
Tem a postura segura e comedida. Trata as pessoas com respeito. Aceita acordos.
Vai direto ao ponto sem ser áspero.
Não digo que as pessoas tenham só um tipo de comportamento.
Muitas vezes você foi agressivo com o colega de trabalho, mas acabou sendo
passivo em casa. Mas essa flexibilidade só indica que é possível mudar um
comportamento que não está valendo a pena. Ou seja, podemos desenvolver
assertividade.
Não desenvolver assertividade acaba provocando o pior: você não
consegue se sair bem em situações importantes, isso joga sua auto-estima lá
para baixo. A baixa auto-estima gera outro comportamento inadequado, que gera
reação negativa nas outras pessoas, que gera uma auto depreciação e novamente o
comportamento inadequado. Ou seja, não acaba nunca! O comportamento não
assertivo é uma bola de neve que se retroalimenta.
Porque é desejável ser
assertivo?
Quanto mais assertivo você for, melhor vai lidar com os
confrontos, terá menos estresse, mais confiança em você mesmo, saberá agir com
mais tato, melhorará sua credibilidade, saberá lidar com as tentativas de
manipulação, chantagem emocional, bajulação etc. Enfim, vai se sentir melhor e
contribuir para que os outros também se sintam melhor.
Como aprender assertividade?
Uma dica importante é mudar o DIÁLOGO INTERIOR, de negativo para
positivo. Aprender a monitorar sua conversa interna.
A outra dica é desenvolver a AUTOESTIMA. Descobrir que você
merece respeito, descobrir seu valor como ser humano.
Estas novas atitudes podem ser desenvolvidas por meio de
técnicas que vêm sendo elaboradas por psicólogos pesquisadores e a gente aplica
em consultório, na terapia.
Na clínica, o psicólogo trabalho muito com isso. Recebemos
muitas queixas de pessoas que vem para a terapia porque estão se sentindo pra
baixo, não conseguem se colocar para o marido, ele sai com os amigos toda santa
semana e ela lá em casa se sentindo uma boba.
Um tipo de caso que recebo muito é a pessoa que ficou
responsável em cuidar dos pais idosos, mesmo tendo vários outros irmãos toda
família achou muito confortável jogar tudo nas costas de um coitado só.
Permitir que isso aconteça é falta de assertividade.
Você percebe a falta de assertividade em frases como “Não posso
reagir mal quando alguém faz uma brincadeira comigo, porque vou perder o
amigo”.
Outros consideram que não tem o direito de tomar o tempo valioso
do outro. O tempo do outro sempre mais valioso que o seu, então fala até mais
rápido para que o outro não perca tempo. Cede sua vez, mesmo quando tem
direito. Tudo isso é falta de assertividade.
Como também a pessoa que acha que não deve incomodar os outros
pedindo alguma coisa. A pessoa que acha que não se deve nunca entrar em
conflito com os outros, mesmo quando têm razão. Tudo isso é falta de
assertividade, porque muitas vezes, se você não se coloca, o outro ocupa um
espaço maior do que lhe é devido, ou seja, as pessoas montam mesmo.
Você é assertivo?
Pense em você, em quantas vezes não engoliu sapos porque não
disse o que deveria ter dito. Quantas vezes você fez coisas que te prejudicaram
porque não conseguiu dizer “não”.
O mais importante é pensar agora sobre esse assunto e finalmente
aprender a ser assertivo para ter mais da famosa inteligência emocional, mas
principalmente para conseguir ter relacionamentos mais autênticos, tanto na
vida pessoal como na profissional. E a única forma de ser feliz é você
conseguindo ser você mesmo.
Um ponto extremamente importante,dentro do processo de aprender
a ser mais assertivo é a empatia, ou seja, aceitar o outro. Você só vai
conseguir ser assertivo se aceitar a assertividade do outro. Se você ficar
melindrado e achar que o outro é grosso toda vez que ele for assertivo você vai
limitar seu crescimento. Você só vai expressar a sua própria incompetência.
Pense bem nisso!
Comunicação assertiva
A comunicação assertiva é transparente, honesta, objetiva e de
mão dupla. Ou seja, o assertivo também aceita quando o outro é assertivo com ele,
quando dizem as coisas de forma clara e objetiva.
Não gostaram do seu trabalho, não se sinta melindrado se falam
sobre isso contigo, aceite. Mesmo porque não é saudável ter a pretensão de ser
perfeito, você sabe que a vida é um eterno aprendizado, então agradeça a
critica e corra para não errar mais. Ou, se a critica não proceder, saiba como
não ouvir. Isso mesmo! Porque a gente precisa ouvir todo mundo? Os outros
também erram.
Um exemplo do que é ser assertivo: Você chega ao seu prédio e
encontra um carro estacionado na frente de sua vaga. O que você faz? Fica lá
esperando até alguém aparecer? Se fizer isso você foi passivo. Ou você tira o
zelador da cama e arma o maior barraco? Se fizer isso você foi agressivo. Então
como é ser assertivo? E chamar o proprietário do carro e dizer: “Imagino que
você deva ter alguma razão para colocar seu carro justamente na frente do meu.
Mas não considero justo você impedir minha saída. Por gentileza, gostaria que
você manobrasse seu carro para que eu possa sair”.
Assertividade é um direito
É claro que assertividade é um direito, não uma obrigação. É um
direito que te dá uma série de vantagens. Mas você tem também o direito de não
ser assertivo. Vamos dizer que você sabe que o vizinho deixou o carro dele na
frente do seu porque ele foi demitido e chegou em casa arrasado e nem sabia
mais o que estava fazendo. Por mais que ele esteja errado, talvez seja mais
interessante você não criar mais problemas na vida dessa pessoa e aí você pode
decidir, conscientemente, deixar essa pra lá. Assim, tudo bem, porque foi uma
opção sua. Você pensou e decidiu não entrar na briga, fez com consciência. Está
ótimo. Prejudicial é quando você não é assertivo por medo. Assertividade está
diretamente relacionada ao medo. Medo de não ser aceito, medo do outro. Medo de
ser atacado. Medo de se expor. Medo de passar ridículo.
Passos para aprender
assertividade
-Saber o que quer e aonde quer chegar.
-Se você não sabe aonde quer chegar, vai acabar chegando onde
não quer. Seja claro com você mesmo, seja firme, direto e seguro. Mas, como
saber o que quer? Uma boa dica é se conhecendo, conhecer seus sentimentos,
pensamentos, seus desejos, identificando quais são os seus valores.
-Partir de um pensamento positivo.
-Se você tiver expectativas altas, os resultados também vão ser
altos. Mas com expectativas pequenininhas você vai conseguir isso mesmo e vai
se frustrar por receber tão pouco da vida.
-Ser proativo.
-Ser proativo é observar com antecedência quais os possíveis
problemas que possam aparecer. Você pode planejar e não permitir que esses
problemas apareçam.
Resumindo: uma pessoa que sabe o que quer, acredita na sua
capacidade e age proativamente, assume a responsabilidade por sua própria vida
e está pronta pra se tornar uma pessoa assertiva.
14Atendimento psicologico
Como é realizado o atendimento psicológico?
Há alguns séculos, havia o “confessor”, geralmente um religioso,
um padre, um rabino, que era procurado quando as pessoas passavam por dificuldades,
as pessoas sabiam que podiam se abrir com eles, dividiam suas angustias, suas
preocupações e em troca ouviam um conselho e voltavam para casa mais aliviadas,
mais encorajadas.
A promessa de sigilo e o respeito que a pessoa recebia quando
conversava com esse confessor facilitava muito para que ela se sentisse à
vontade, ou seja, a pessoa se sentia aceita, mas a ajuda acabava aí - um ombro
para te ouvir e uma palavra de conforto.
Apenas no século 20 apareceu a figura do psicólogo e o processo
do atendimento psicológico. O psicólogo é o profissional que não só tem a
vocação para lidar com as pessoas e seus problemas, como tem treinamento e
técnicas para que a terapia não seja só um momento de desabafo para “lavar a
alma”.
Terapia não é só o lugar para você descarregar suas angústias,
mas é, principalmente o lugar para você aprender a lidar com esta angustias de
forma que você consiga eliminá-las ou torna-las suportáveis. Você recebe o
feedback do psicólogo e vai aprender estratégias que te ajudam a funcionar
melhor.
O paciente procura um atendimento psicológico quando está com
problemas e não está conseguindo lidar com eles de forma adequada. O propósito
da terapia é mudar a mente e o comportamento deste paciente, para que a vida
dele seja menos problemática e mais satisfatória.
Você deve procurar no atendimento psicológico um profissional
que tenha sido preparado para uma gama bem ampla de problemas, doenças,
transtornos e dificuldades. Assim ele terá bagagem suficiente, tanto para fazer
o diagnóstico correto quanto para aplicar os procedimentos e técnicas corretas.
O que os psicólogos esperam de seus pacientes?
Para um atendimento psicológico adequado é preciso que os
pacientes sejam sinceros com eles mesmos e com o psicólogo . Se você espera
superar suas dificuldades e quer aprender a lidar com elas, você deve confiar
no psicólogo e não esconder elementos importantes. Saiba que atendimento
psicológico é, em primeiro lugar, acolhimento.
Podemos ver a psicoterapia como um exercício de mudança mental
com conseqüências no comportamento. Uma tarefa da psicoterapia é abrir os
conteúdos da mente. Tornar conscientes aquelas representações mentais que
estavam escondidas. O processo do atendimento psicológico se baseia em
identificar suas idéias mais importantes, o que você pensa, o que você
acredita, como você sente as coisas que se passam com você e ver quais são
prejudiciais e precisam ser abandonadas.
O atendimento psicologico é um processo bastante profundo e
inclui momentos em que a pessoa deverá enfrentar eventos do passado que
deixaram marcas poderosas na personalidade. Neste ponto a experiência do
terapeuta / psicólogo é muito importante. O quanto ele já atendeu de casos
semelhantes vai pesar muito.
O psicólogo , durante o atendimento psicológico, precisa
compreender a situação do seu paciente e precisa também saber compartilhar esse
entendimento, porque não adiante ele entender tudo e guardar só para ele. E aí
é que a habilidade profissional entra, porque não é uma conversa que você teria
com seu amigo ou com outra pessoa. É uma conversa técnica e para isso o
terapeuta tem que conhecer muito bem seu paciente. Isso envolve empatia, que é
muito diferente de simpatia. Empatia é a capacidade de compreender a outra
pessoa em toda sua plenitude.
O mais importante na psicoterapia é a análise das coisas que
aconteceram na vida do paciente ou o que ele imaginou terem acontecido, e,
principalmente, o significado que essas coisas tiveram para ele. Muitas vezes,
estes significados são distorcidos, as percepções são imperfeitas e aí não
resta dúvida: os sentimentos serão inadequados e os comportamentos não serão
produtivos.
As interpretações do psicólogo têm o objetivo de desfazer
hábitos que muitas vezes são muito destrutivos. O terapeuta não trabalha com
persuasão direta, ele não tenta colocar idéias na sua cabeça. O que ele faz é
criar condições que permitem mudanças.
No atendimento psicológico analisamos o presente e também a
infância, para que possamos compreender a origem dos sentimentos e
comportamentos de agora. A gente não cai na armadilha de colocar a pessoa como
vítima da infância, porque isso vai te fazer ser prisioneiro do passado, e
quando você é prisioneiro do passado não tem como assumir a responsabilidade
pela sua vida, ela não te pertence, pertence aquele passado ruim. E quem pode
mudar o passado? Ninguém. Por isso é uma armadilha você não considerar o que se
pode fazer agora.
Todo atendimento psicológico, para ser bem sucedido, tem de ter
duas coisas: Tem que ser orientada para o futuro, ou seja, tem que trabalhar o
que fazer para que amanhã você esteja melhor do que hoje, e tem que
conscientizar a pessoa de que ela é responsável pelo tipo de vida que ela tem,
ele deve perceber que ela tem condições de mudar as coisas, porque se ela se
vir como refém dos outros, das situações, ela está amarrada e nunca vai mudar.
O atendimento psicológico tem que focar no que está errado AGORA na sua vida e
em como corrigir isso.
Porque as pessoas resistem ao atendimento psicológico?
Muitas vezes, as pessoas resistem em fazer psicoterapia porque
se acostumam com a dor. Acham que a vida é assim mesmo. De tanto viver aquela
dificuldade, acham que não têm esperança, que nada pode mudar. Mas isso não
torna essa dor aceitável e nem é necessário que seja assim. E importante que
você saiba que há formas bem legais de transformar sua vida. A terapia não é um
remédio milagroso e imediato, mas vale à pena, porque é permanente e o ganho é
seu, ninguém tira.
A sessão de psicoterapia pede reelaboração posterior, ou seja,
ela demanda que os insights não morram na hora em que o paciente sai da
consulta. É por isso que na minha abordagem terapêutica existe a “lição de
casa”, que é uma forma de você levar a psicoterapia para sua vida, de
consolidar o ganho que teve na sessão. Porque se você vem “praticando” a
depressão (ou qualquer outro desconforto emocional) em algum momento
precisaremos colocar em prática uma nova forma de funcionar para que ela se
fixe. Não é só se conhecer melhor, é usar esse conhecimento.
Você comparece ao atendimento psicológico para trabalhar sua
mudança mental. Mudando sua mente você muda as coisas que você faz, as coisas
que você conquista, as coisas que você decide.
Existem 4 “R”s na psicoterapia:
Razão, na forma de análise,
Recursos, na forma de tempo e energia tanto da parte do
terapeuta como do paciente, pois os dois precisam dedicar tempo e esforço,
Redescrição representacional, que é a nova forma de ver o mundo
conquistada na terapia e
Ressonância, que é quando a interpretação do terapeuta faz
sentido para o paciente, quando o que o terapeuta disse bateu com aquele
sentimento mais profundo do paciente.
As pessoas conseguem mesmo mudar fazendo terapia? Ou a função da
psicoterapia é só o autoconhecimento?
É também autoconhecimento, mas é principalmente transformação. A
terapia cognitiva proporciona uma mudança realmente visível nas atitudes do
atendido. Você vê a pessoa tendo atitudes melhores, mais equilibradas.
Em que casos a psicoterapia pode atuar? Para quais problemas a
gente pode recorrer a psicoterapia?
A psicoterapia atua em todos os casos onde você percebe
sentimentos que você não quer ter. Por exemplo, você sente angústia, tristeza
ou ansiedade, você fica muito preocupado, tem excesso de raiva, sensação de
fracasso, sensação de impotência, desânimo ou é agitado demais, sua cabeça não
tem descanso.
A psicoterapia também te ajuda nos casos onde você tem alguma
dificuldade quanto a comportamento, ou seja, você não consegue tomar decisões,
não consegue adotar certas atitudes necessárias ou tem a tendência a tomar
atitudes destrambelhadas, que dão resultados muitos ruins.
Os motivos para alguém se beneficiar de uma psicoterapia são
muitos, ou a pessoa se sente deprimida, triste, com aquele peso no peito, um
peso que muitas vezes ela nem sabe da onde vem, ela simplesmente acorda de
manhã já sentindo aquilo.
É comum a pessoa não conseguir identificar o que acontece, ela
só sente aquele mal-estar e não sabe de onde vem. Outras vezes, a pessoa
consegue identificar o que é que está fazendo mal a ela. Às vezes é o trabalho
que está muito estressante ou até o oposto: um trabalho que não exige nada, que
não motiva, também pode deixar uma sensação de incapacidade bem ruim nas
pessoas, porque deixa a vida sem estímulo, sem graça.
Outros motivos que levam uma pessoa à psicoterapia são as
relações complicadas em casa, com o marido, a mulher, os filhos, pais, chefe,
sócio. Às vezes o marido não corresponde mais às expectativas da esposa e ela
pensa: “O que é que eu estou fazendo aqui”?
Muitas vezes, as pessoas procuram um psicólogo porque têm
dificuldade em ter um relacionamento, em conhecer pessoas. Há muita gente
sozinha por aí, sofrendo de solidão, sem ninguém prá dividir, para
compartilhar.
Você não precisa disso, você pode mudar isso tudo. Terapia não é
só autoconhecimento. É um aprendizado, uma lapidação em você mesmo, por meio da
qual você aprende novas posturas, aprende como se sentir bem consigo mesmo.

Valores e agendamento
de seu atendimento psicológico AQUI
Como é realizado o atendimento psicológico?
Há alguns séculos, havia o “confessor”, geralmente um religioso,
um padre, um rabino, que era procurado quando as pessoas passavam por
dificuldades, as pessoas sabiam que podiam se abrir com eles, dividiam suas
angustias, suas preocupações e em troca ouviam um conselho e voltavam para casa
mais aliviadas, mais encorajadas.
A promessa de sigilo e o respeito que a pessoa recebia quando conversava com esse confessor facilitava muito para que ela se sentisse à vontade, ou seja, a pessoa se sentia aceita, mas a ajuda acabava aí - um ombro para te ouvir e uma palavra de conforto.
Apenas no século 20 apareceu a figura do psicólogo e o processo do atendimento psicológico. O psicólogo é o profissional que não só tem a vocação para lidar com as pessoas e seus problemas, como tem treinamento e técnicas para que a terapia não seja só um momento de desabafo para “lavar a alma”.
Terapia não é só o lugar para você descarregar suas angústias, mas é, principalmente o lugar para você aprender a lidar com esta angustias de forma que você consiga eliminá-las ou torna-las suportáveis. Você recebe o feedback do psicólogo e vai aprender estratégias que te ajudam a funcionar melhor.
O paciente procura um atendimento psicológico quando está com problemas e não está conseguindo lidar com eles de forma adequada. O propósito da terapia é mudar a mente e o comportamento deste paciente, para que a vida dele seja menos problemática e mais satisfatória.
Você deve procurar no atendimento psicológico um profissional que tenha sido preparado para uma gama bem ampla de problemas, doenças, transtornos e dificuldades. Assim ele terá bagagem suficiente, tanto para fazer o diagnóstico correto quanto para aplicar os procedimentos e técnicas corretas.
A promessa de sigilo e o respeito que a pessoa recebia quando conversava com esse confessor facilitava muito para que ela se sentisse à vontade, ou seja, a pessoa se sentia aceita, mas a ajuda acabava aí - um ombro para te ouvir e uma palavra de conforto.
Apenas no século 20 apareceu a figura do psicólogo e o processo do atendimento psicológico. O psicólogo é o profissional que não só tem a vocação para lidar com as pessoas e seus problemas, como tem treinamento e técnicas para que a terapia não seja só um momento de desabafo para “lavar a alma”.
Terapia não é só o lugar para você descarregar suas angústias, mas é, principalmente o lugar para você aprender a lidar com esta angustias de forma que você consiga eliminá-las ou torna-las suportáveis. Você recebe o feedback do psicólogo e vai aprender estratégias que te ajudam a funcionar melhor.
O paciente procura um atendimento psicológico quando está com problemas e não está conseguindo lidar com eles de forma adequada. O propósito da terapia é mudar a mente e o comportamento deste paciente, para que a vida dele seja menos problemática e mais satisfatória.
Você deve procurar no atendimento psicológico um profissional que tenha sido preparado para uma gama bem ampla de problemas, doenças, transtornos e dificuldades. Assim ele terá bagagem suficiente, tanto para fazer o diagnóstico correto quanto para aplicar os procedimentos e técnicas corretas.
O que os psicólogos esperam de
seus pacientes?
Para um atendimento psicológico adequado é preciso que os
pacientes sejam sinceros com eles mesmos e com o psicólogo . Se você espera
superar suas dificuldades e quer aprender a lidar com elas, você deve confiar
no psicólogo e não esconder elementos importantes. Saiba que atendimento
psicológico é, em primeiro lugar, acolhimento.
Podemos ver a psicoterapia como um exercício de mudança mental
com conseqüências no comportamento. Uma tarefa da psicoterapia é abrir os
conteúdos da mente. Tornar conscientes aquelas representações mentais que
estavam escondidas. O processo do atendimento psicológico se baseia em
identificar suas idéias mais importantes, o que você pensa, o que você
acredita, como você sente as coisas que se passam com você e ver quais são
prejudiciais e precisam ser abandonadas.
O atendimento psicologico é um processo bastante profundo e inclui momentos em que a pessoa deverá enfrentar eventos do passado que deixaram marcas poderosas na personalidade. Neste ponto a experiência do terapeuta / psicólogo é muito importante. O quanto ele já atendeu de casos semelhantes vai pesar muito.
Durante o atendimento psicológico é necessário que o psicologo compreenda a situação do seu paciente e também saiba compartilhar esse entendimento, porque não adiante ele entender tudo e guardar só para ele. E aí é que a habilidade profissional entra, porque não é uma conversa que você teria com seu amigo ou com outra pessoa. É uma conversa técnica e para isso o terapeuta tem que conhecer muito bem seu paciente. Isso envolve empatia, que é muito diferente de simpatia. Empatia é a capacidade de compreender a outra pessoa em toda sua plenitude.
O mais importante na psicoterapia é a análise das coisas que aconteceram na vida do paciente ou o que ele imaginou terem acontecido, e, principalmente, o significado que essas coisas tiveram para ele. Muitas vezes, estes significados são distorcidos, as percepções são imperfeitas e aí não resta dúvida: os sentimentos serão inadequados e os comportamentos não serão produtivos.
As interpretações do psicólogo têm o objetivo de desfazer hábitos que muitas vezes são muito destrutivos. O terapeuta não trabalha com persuasão direta, ele não tenta colocar idéias na sua cabeça. O que ele faz é criar condições que permitem mudanças.
No atendimento psicológico analisamos o presente e também a infância, para que possamos compreender a origem dos sentimentos e comportamentos de agora. A gente não cai na armadilha de colocar a pessoa como vítima da infância, porque isso vai te fazer ser prisioneiro do passado, e quando você é prisioneiro do passado não tem como assumir a responsabilidade pela sua vida, ela não te pertence, pertence aquele passado ruim. E quem pode mudar o passado? Ninguém. Por isso é uma armadilha você não considerar o que se pode fazer agora.
Todo atendimento psicológico, para ser bem sucedido, tem de ter duas coisas: Tem que ser orientada para o futuro, ou seja, tem que trabalhar o que fazer para que amanhã você esteja melhor do que hoje, e tem que conscientizar a pessoa de que ela é responsável pelo tipo de vida que ela tem, ele deve perceber que ela tem condições de mudar as coisas, porque se ela se vir como refém dos outros, das situações, ela está amarrada e nunca vai mudar. O atendimento psicológico tem que focar no que está errado AGORA na sua vida e em como corrigir isso.
O atendimento psicologico é um processo bastante profundo e inclui momentos em que a pessoa deverá enfrentar eventos do passado que deixaram marcas poderosas na personalidade. Neste ponto a experiência do terapeuta / psicólogo é muito importante. O quanto ele já atendeu de casos semelhantes vai pesar muito.
Durante o atendimento psicológico é necessário que o psicologo compreenda a situação do seu paciente e também saiba compartilhar esse entendimento, porque não adiante ele entender tudo e guardar só para ele. E aí é que a habilidade profissional entra, porque não é uma conversa que você teria com seu amigo ou com outra pessoa. É uma conversa técnica e para isso o terapeuta tem que conhecer muito bem seu paciente. Isso envolve empatia, que é muito diferente de simpatia. Empatia é a capacidade de compreender a outra pessoa em toda sua plenitude.
O mais importante na psicoterapia é a análise das coisas que aconteceram na vida do paciente ou o que ele imaginou terem acontecido, e, principalmente, o significado que essas coisas tiveram para ele. Muitas vezes, estes significados são distorcidos, as percepções são imperfeitas e aí não resta dúvida: os sentimentos serão inadequados e os comportamentos não serão produtivos.
As interpretações do psicólogo têm o objetivo de desfazer hábitos que muitas vezes são muito destrutivos. O terapeuta não trabalha com persuasão direta, ele não tenta colocar idéias na sua cabeça. O que ele faz é criar condições que permitem mudanças.
No atendimento psicológico analisamos o presente e também a infância, para que possamos compreender a origem dos sentimentos e comportamentos de agora. A gente não cai na armadilha de colocar a pessoa como vítima da infância, porque isso vai te fazer ser prisioneiro do passado, e quando você é prisioneiro do passado não tem como assumir a responsabilidade pela sua vida, ela não te pertence, pertence aquele passado ruim. E quem pode mudar o passado? Ninguém. Por isso é uma armadilha você não considerar o que se pode fazer agora.
Todo atendimento psicológico, para ser bem sucedido, tem de ter duas coisas: Tem que ser orientada para o futuro, ou seja, tem que trabalhar o que fazer para que amanhã você esteja melhor do que hoje, e tem que conscientizar a pessoa de que ela é responsável pelo tipo de vida que ela tem, ele deve perceber que ela tem condições de mudar as coisas, porque se ela se vir como refém dos outros, das situações, ela está amarrada e nunca vai mudar. O atendimento psicológico tem que focar no que está errado AGORA na sua vida e em como corrigir isso.
Porque as pessoas resistem ao
atendimento psicológico?
Muitas vezes, as pessoas resistem em fazer psicoterapia porque
se acostumam com a dor. Acham que a vida é assim mesmo. De tanto viver aquela
dificuldade, acham que não têm esperança, que nada pode mudar. Mas isso não
torna essa dor aceitável e nem é necessário que seja assim. E importante que
você saiba que há formas bem legais de transformar sua vida. A terapia não é um
remédio milagroso e imediato, mas vale à pena, porque é permanente e o ganho é
seu, ninguém tira.
A sessão de psicoterapia pede reelaboração posterior, ou seja,
ela demanda que os insights não morram na hora em que o paciente sai da
consulta. É por isso que na minha abordagem terapêutica existe a “lição de
casa”, que é uma forma de você levar a psicoterapia para sua vida, de
consolidar o ganho que teve na sessão. Porque se você vem “praticando” a depressão
(ou qualquer outro desconforto emocional) em algum momento precisaremos colocar
em prática uma nova forma de funcionar para que ela se fixe. Não é só se
conhecer melhor, é usar esse conhecimento.
Você comparece ao atendimento psicológico para trabalhar sua mudança mental. Mudando sua mente você muda as coisas que você faz, as coisas que você conquista, as coisas que você decide.
Você comparece ao atendimento psicológico para trabalhar sua mudança mental. Mudando sua mente você muda as coisas que você faz, as coisas que você conquista, as coisas que você decide.
Os 4 “R”s na psicoterapia:
Razão, na forma de análise,
Recursos, na forma de
tempo e energia tanto da parte do terapeuta como do paciente, pois os dois
precisam dedicar tempo e esforço,
Redescrição representacional, que é a nova forma de ver o mundo
conquistada na terapia e
Ressonância, que é quando a interpretação do terapeuta faz sentido para o
paciente, quando o que o terapeuta disse bateu com aquele sentimento mais
profundo do paciente.As pessoas conseguem mesmo mudar fazendo terapia? Ou a
função da psicoterapia é só o autoconhecimento? É também autoconhecimento, mas
é principalmente transformação. A terapia cognitiva proporciona uma mudança
realmente visível nas atitudes do atendido. Você vê a pessoa tendo atitudes
melhores, mais equilibradas.
Em que casos a psicoterapia pode atuar? Para quais problemas a gente pode recorrer a psicoterapia? A psicoterapia atua em todos os casos onde você percebe sentimentos que você não quer ter. Por exemplo, você sente angústia, tristeza ou ansiedade, você fica muito preocupado, tem excesso de raiva, sensação de fracasso, sensação de impotência, desânimo ou é agitado demais, sua cabeça não tem descanso.
A psicoterapia também te ajuda nos casos onde você tem alguma dificuldade quanto a comportamento, ou seja, você não consegue tomar decisões, não consegue adotar certas atitudes necessárias ou tem a tendência a tomar atitudes destrambelhadas, que dão resultados muitos ruins.
Os motivos para alguém se beneficiar de uma psicoterapia são muitos, ou a pessoa se sente deprimida, triste, com aquele peso no peito, um peso que muitas vezes ela nem sabe da onde vem, ela simplesmente acorda de manhã já sentindo aquilo.
É comum a pessoa não conseguir identificar o que acontece, ela só sente aquele mal-estar e não sabe de onde vem. Outras vezes, a pessoa consegue identificar o que é que está fazendo mal a ela. Às vezes é o trabalho que está muito estressante ou até o oposto: um trabalho que não exige nada, que não motiva, também pode deixar uma sensação de incapacidade bem ruim nas pessoas, porque deixa a vida sem estímulo, sem graça.
Outros motivos que levam uma pessoa à psicoterapia são as relações complicadas em casa, com o marido, a mulher, os filhos, pais, chefe, sócio. Às vezes o marido não corresponde mais às expectativas da esposa e ela pensa: “O que é que eu estou fazendo aqui”?
Muitas vezes, as pessoas procuram um psicólogo porque têm dificuldade em ter um relacionamento, em conhecer pessoas. Há muita gente sozinha por aí, sofrendo de solidão, sem ninguém prá dividir, para compartilhar.
Você não precisa disso, você pode mudar isso tudo. Terapia não é só autoconhecimento. É um aprendizado, uma lapidação em você mesmo, por meio da qual você aprende novas posturas, aprende como se sentir bem consigo mesmo.
Em que casos a psicoterapia pode atuar? Para quais problemas a gente pode recorrer a psicoterapia? A psicoterapia atua em todos os casos onde você percebe sentimentos que você não quer ter. Por exemplo, você sente angústia, tristeza ou ansiedade, você fica muito preocupado, tem excesso de raiva, sensação de fracasso, sensação de impotência, desânimo ou é agitado demais, sua cabeça não tem descanso.
A psicoterapia também te ajuda nos casos onde você tem alguma dificuldade quanto a comportamento, ou seja, você não consegue tomar decisões, não consegue adotar certas atitudes necessárias ou tem a tendência a tomar atitudes destrambelhadas, que dão resultados muitos ruins.
Os motivos para alguém se beneficiar de uma psicoterapia são muitos, ou a pessoa se sente deprimida, triste, com aquele peso no peito, um peso que muitas vezes ela nem sabe da onde vem, ela simplesmente acorda de manhã já sentindo aquilo.
É comum a pessoa não conseguir identificar o que acontece, ela só sente aquele mal-estar e não sabe de onde vem. Outras vezes, a pessoa consegue identificar o que é que está fazendo mal a ela. Às vezes é o trabalho que está muito estressante ou até o oposto: um trabalho que não exige nada, que não motiva, também pode deixar uma sensação de incapacidade bem ruim nas pessoas, porque deixa a vida sem estímulo, sem graça.
Outros motivos que levam uma pessoa à psicoterapia são as relações complicadas em casa, com o marido, a mulher, os filhos, pais, chefe, sócio. Às vezes o marido não corresponde mais às expectativas da esposa e ela pensa: “O que é que eu estou fazendo aqui”?
Muitas vezes, as pessoas procuram um psicólogo porque têm dificuldade em ter um relacionamento, em conhecer pessoas. Há muita gente sozinha por aí, sofrendo de solidão, sem ninguém prá dividir, para compartilhar.
Você não precisa disso, você pode mudar isso tudo. Terapia não é só autoconhecimento. É um aprendizado, uma lapidação em você mesmo, por meio da qual você aprende novas posturas, aprende como se sentir bem consigo mesmo.
Capítulo 15: Auto Boicote
Veja estes exemplos de autoboicote:
-Homem abandona família, mas foi exatamente isso que ele prometeu não fazer, porque seu
pai havia feito a mesma coisa - e ele sabia o quanto isso repercute
negativamente na vida de um filho, mas ainda assim repetiu o mesmo
comportamento que tanto odiou.
-Mulher troca de namorado... troca de namorado... , mas a cada
troca arruma outro igualzinho ao anterior, com os mesmos defeitos.
-Homem trabalha junto a um chefe
difícil de agradar... esse chefe é igualzinho ao seu pai. Coincidência?
Coincidência ou
auto-sabotagem? São comportamentos repetitivos. Tendência a repetir atitudes destrutivas.
Comportamento repetitivo
Você escova os dentes todos os dias, certo? Se eu lhe perguntar
se escovou hoje talvez tenha que pensar se escovou mesmo. Lembra se fechou a
porta hoje? Porque não lembra? Porque esse é um comportamento repetitivo e automático.
Os comportamentos automáticos não são realizados com total consciência.
Esquecer de escovar os dentes é um comportamento inofensivo, não
haverá danos maiores, mas há comportamentos repetitivos que nos destroem e não
percebemos. Como no exemplo da mulher que só arruma namorado que a trai. Será
que 100% dos homens traem, ou 100% dos homens que ela escolhe traem? Mas,
porque ela faz isso? Ela QUER ser traida? Claro que não, pois sofre com isso.
Então porque ela faz isso? Resposta. Auto sabotagem .
Como nos auto sabotamos?
Nós nos automatizamos. Quando trocamos a marcha do carro não
pensamos: “Agora está na hora de pisar na embreagem e trocar de segunda para
terceira” Simplesmente trocamos, por quê? Porque aprendemos a automatizar
comportamentos, precisamos disso. O problema é quando automatizamos
comportamentos que nos destroem.
O problema é quando, por exemplo, explodimos e depois vemos que
estamos acabando com nossos relacionamentos por explodir tanto. “Mas eu não
consigo parar de explodir. Porque faço isso?” Porque você se auto-boicota. Você
se auto-sabota. Destrói a própria vida e não percebe a sua responsabilidade
nisso tudo.
Algumas repetições destroem a vida da pessoa. Algumas deixam a
pessoa muito frustrada consigo mesma.
Outro exemplo: Você já comeu um ovo de páscoa inteiro, nem está
mais gostando de comer tanto chocolate, mas continua até se empanturrar e se
arrepender de ter comido tanto? Isso é auto-sabotagem.
Veja o exemplo do homem que trai sua esposa com pessoas que nem
são tão importantes assim, mas ele continua nesses relacionamentos sabendo do
risco de acabar seu casamento, e acabar por nada, por alguém que não significa
muito. Porque ele continua nesse ciclo vicioso? Porque ele faz coisas que
destroem a própria vida? A resposta é: Auto sabotagem.
Porque a mulher que tinha um namorado agressivo, troca de
namorado e arruma outro também agressivo? Seu pai era agressivo. Será
coincidência?
Muitas vezes repetimos eternamente padrões da infância, mesmo
que esses padrões estejam prejudicando nossa vida. Repetimos o que já
conhecemos por dificuldade em lidar com novidades, mesmo que este velho
conhecido seja muito destrutivo.
Como mudar?
Encarar o ciclo da repetição é o primeiro passo para superação.
Percebe que você está trocando de mulher, mas toda vez está com
o mesmo tipo de mulher.
Percebe que troca de namorado, mas está sempre com a mesmo tipo
de pessoa sem atitude.
É o comerciante que está sempre arriscando um novo negócio, que
nunca dá certo, mas quando vai ver lá está ele de novo fazendo a mesma coisa.
Sabe aquele amigo que vive te pedindo dinheiro emprestado e
nunca devolve mas você continua emprestando? Porque você faz isso? Por pura
auto sabotagem.
Sabe aqueles finais de semana inteiros que você passa no sofá e,
no domingo à noite se arrepende por não ter feito nada que preste. Promete que
no próximo fim de semana vai ser diferente, mas no próximo faz tudo igual.
Porque ? Auto sabotagem!
São vidas infernizadas pela compulsão da repetição. Uma
necessidade inconsciente de repetir um comportamento mesmo que destrua a
felicidade ou a vida de alguém ou a sua própria.
Observe a pessoa que não consegue administrar seu tempo, que
sabe fazer as coisas mas simplesmente não consegue colocar a vida em ordem,
você verá que esta pessoa teve um pai que cobrava exageradamente, que queria
que ela fosse a mais competente do mundo. O que faz com que esta pessoa seja
tão desorganizada hoje é a briga que continua mantendo com o pai, que talvez
esteja até morto hoje. Quem influencia não é o pai, mas a figura internalizada
do pai.
É possível que uma hora a pessoa consiga se dar conta disso e
reconheça esse ciclo de repetições? É possível romper esse ciclo? A resposta é
SIM, mas concordo que não é fácil. Pois se a pessoa passou uma vida construindo
uma percepção equivocada terá medo de mudar, de contestar o que sempre foi uma
lei.
Um exemplo é uma paciente que ficou totalmente desestruturada
depois que assistiu na TV a reportagem sobre a queda de um avião. Ela não
costuma viajar de avião, não conhecia ninguém daquele avião, e nem as pessoas
de seu convívio costumam viajar de avião. Mas porque então ela ficou tão
chocada, abalada, sem sequer conseguir sair de casa direito depois daquela
noticia? O entendimento disso veio quando na terapia ela percebeu que esse mesmo
sentimento de terror apareceu quando foi abusada sexualmente na infância. Era o
mesmo desespero, o mesmo desamparo. Não era à toa que a queda do avião tinha
mexido tanto com ela. É o mesmo ciclo de repetição que agora funciona como auto
sabotagem.
As pessoas enterram as situações traumáticas de suas vidas, mas
não significa que elas estejam mortas. Elas continuam como se fosse uma marca
indelével. Essa moça já foi uma criança indefesa e frágil, mas agora adulta
continua emocionalmente frágil, carregando dentro de si essa menina assustada.
Ela não sabia por que, não sabia explicar. As crianças não conseguem controlar
suas vidas, e ela se sente ainda hoje como se ainda não pudesse controlar sua
vida.
É por isso que é muito difícil identificar o conteúdo interno,
porque a pessoa passa anos tentando oculta-lo, não só dos outros, mas tentando
ocultar de si mesma. Se estava escondido é por uma boa razão, por isso é
preciso muita responsabilidade do psicólogo que vai desenterrar tudo isso.
Avalie bem o psicólogo para quem você está entregando a sua cabeça, com que
você vai fazer terapia e que tipo de terapia vai fazer.
Identificar quais são os entraves de sua mente é só uma parte do
processo que por si só não muda muito em você, mas é o começo. A parte mais
importante e que vai realizar mudanças em seu comportamento é o desenvolvimento
de uma nova forma de ver o mundo, falo das mudanças nos padrões de
comportamento. O psicólogo é a pessoa para tornar esse processo possível. Para
lhe ensinar estratégias que promoverão as mudanças em todo sistema de
autoboicote que você quer em sua vida.
Antigamente o psicólogo era daquele tipo que aparece nos filmes
mal feitos e novelas da TV. Ficavam calados só te ouvindo sem dividir seus
pensamentos e conclusões. Hoje com a Terapia Cognitiva Comportamental o
psicólogo é muito mais participativo. Eu vivo junto com o paciente as
transformações de cada um, dou exercícios para fazer em casa e acompanho de
perto cada passo.
O que a pessoa precisa para vencer o autoboicote é um novo modo
de lidar consigo mesmo e com o mundo.
Por exemplo, o caso da garota que se reprime e não vai fazer
academia, por mais que ela queira fazer sua ginástica, emagrecer, ficar com o
corpo bonito pensa que se for para a tal academia as pessoas vão olhar pras
suas roupas, acredita que vão cochichar entre elas e dizer que ela está
ridícula, crê que vão rir dela, e no fim acha que não vai conseguir fazer
nenhum amigo porque todos já estarão enturmados, e se sente um peixe fora
d’água, se autoboicota e não se matricula na academia.
E você? Está repetindo algum ciclo vicioso? Isso é auto
sabotagem. Você quer e precisa fazer academia (curso, ir ao teatro, jogar
futebol, fazer amigos, paquerar, etc), mas não faz? Porque sua cabeça está
ocupada demais preocupada com o que vão pensar de você. O autoboicote fica mais
importante do que cuidar de si mesmo. É justo? Não. Absolutamente não.
Porque as pessoas se auto
sabotam tanto?
Talvez elas tenham vivido uma infância inteira se sentindo
inadequadas. Talvez tenha havido pessoas fazendo-as se sentirem sem direitos,
sem direito de se expressar, ninguém nunca as viu como pessoas interessantes. E
é assim que elas se sentem. As mosquinhas do cavalo do bandido.
Por conta desse sentimento de auto boicote que recebo muitos
pacientes me contando, por exemplo, de marido agressivo. Ela passa uma vida
toda, semana após semana sendo agredida pelo marido. Mulheres que tem toda
condição financeira de manter-se sozinhas, mas não tem condição emocional para
ficarem sozinhas, então vivem com o inimigo num processo de total auto
sabotagem. Porque ela repete isso? Com certeza teve em sua vida alguém
significativo que a ensinou a agüentar agressões, a suportar quieta essa pessoa
a fez acreditar que ela não é ninguém, que ela só vai conseguir uma migalha de
amor, e pra conseguir essa migalha de amor precisa suportar o que quer que
seja. Então ela passa a vida suportando agressões, e até procura,
inconscientemente claro, pessoas que a agridam, para manter o esquema de
auto-boicote. Tudo só porque ela acreditou que essa seria a única forma de
receber um mínimo de amor.
Como funciona a terapia
nos casos de autosabotagem?
Perceba que nada disso precisa continuar. Você pode mudar esses
esquemas e acabar com auto-sabotagem. A Terapia Cognitiva Comportamental ensina
estratégias pra que você supere. Existe até lição de casa pra você praticar um
novo modo de funcionar.
As pessoas se autoboicotam porque existe uma compulsão a
repetição. Internamente essa repetição é a única forma de viver razoavelmente
bem. É por isso que ela precisa do olhar de um profissional treinado. Alguém
que veja sua estória com clareza.
As pessoas resistem em fazer terapia porque acreditam que não há
chance de sair dessa. Crêem não haver esperança pra esse sofrimento. Mas há.
Não se tratar é ser covarde pra encarar a mudança.
Pense bem, se você tem a
oportunidade pra fazer mudanças na sua vida, por que arruma desculpas? Diz coisas como: não tenho tempo, não tenho dinheiro, mas dali
a pouco está comprando o ultimo modelo de celular, está comprando mais roupas
do que cabe no guarda roupa, está gastando com restaurantes, mas pra se cuidar
não tem dinheiro. Pra mudar seus padrões de pensamento e comportamento que
estão destruindo sua vida não disponibiliza nenhum recurso. Você está sendo
justo consigo mesmo?
Para entender como a repetição de comportamentos, ou seja a
auto-sabotagem, começa vamos lembrar daquela menina que usava os sapatos da mãe
quando cresce é claro que vai ter o mesmo estilo de se vestir da mãe. O garoto
que passou todas as férias da sua infância indo para praia. Quando cresce vai
levar sua nova família para a mesma praia (par o desespero desta família). Essa
pessoa não tem espaço para mudanças, e nem para imaginação.
Porque as pessoas repetem
e repetem as mesmas coisas?
Porque elas aprenderam que essa era a coisa certa a fazer.
Talvez sua família tenha zombado das pessoas que faziam as coisas de forma
diferente, e assim como criança aprende que só há uma forma de fazer as coisas,
que será da forma que sua família fazia. Os pais são alcoólatras e a casa é uma
bagunça, então a criança entende que é assim que as casas devem ser.
Só quando a criança cresce e observa outros estilos de vida é
que pode perceber que o estilo da sua casa não é o único nem o melhor. Mas
mesmo assim muitos não mudam. Por quê? Por que a família já ensinou que ele só
vai receber amor e atenção se continuar a repetir o padrão de sua família. É
como se dissessem “só vou gostar de você se você for igual a mim”. Mesmo que
não digam em palavras. A tragédia acontece quando a pessoa topa e passa a
repetir o que os pais faziam, sempre tentando alcançar o amor e a aceitação.
Muitas vezes as pessoas vêm para terapia porque estão com
dificuldades em seus casamentos, dificuldades no trabalho, dificuldades em
relacionamentos sociais, e nem percebem qual foi o inicio disso tudo. O que
acontece é uma imensa confusão interior.
Essas são aquelas pessoas que casam com alcoólatras depois de
terem sofrido anos com pais alcoólatras. Não entendem como entram em uma fria
atrás da outra, não entendem como continuam a comprar o que não precisam e não
podem pagar. Tudo isso tem o nome de auto sabotagem, e você só sai dessa quando
entender a sua dinâmica interna e aceitar a possibilidade de mudança.
Veja estes exemplos de autoboicote:
-Homem abandona família, mas foi exatamente isso que ele
prometeu não fazer, porque seu pai havia feito a mesma coisa - e ele sabia o
quanto isso repercute negativamente na vida de um filho, mas ainda assim
repetiu o mesmo comportamento que tanto odiou.
-Mulher troca de namorado... troca de namorado... , mas a cada
troca arruma outro igualzinho ao anterior, com os mesmos defeitos.
-Homem trabalha junto a um chefe difícil de agradar... esse
chefe é igualzinho ao seu pai. Coincidência?
Coincidência ou auto-sabotagem? São comportamentos repetitivos.
Tendência a repetir atitudes destrutivas.
Comportamento repetitivo
Você escova os dentes todos os dias, certo? Se eu lhe perguntar
se escovou hoje talvez tenha que pensar se escovou mesmo. Lembra se fechou a
porta hoje? Porque não lembra? Porque esse é um comportamento repetitivo e
automático. Os comportamentos automáticos não são realizados com total
consciência.
Esquecer de escovar os dentes é um comportamento inofensivo, não
haverá danos maiores, mas há comportamentos repetitivos que nos destroem e não
percebemos. Como no exemplo da mulher que só arruma namorado que a trai. Será
que 100% dos homens traem, ou 100% dos homens que ela escolhe traem? Mas,
porque ela faz isso? Ela QUER ser traida? Claro que não, pois sofre com isso.
Então porque ela faz isso? Resposta. Auto sabotagem .
Como nos sabotamos?
Nós nos automatizamos. Quando trocamos a marcha do carro não
pensamos: “Agora está na hora de pisar na embreagem e trocar de segunda para
terceira” Simplesmente trocamos, por quê? Porque aprendemos a automatizar
comportamentos, precisamos disso. O problema é quando automatizamos
comportamentos que nos destroem.
O problema é quando, por exemplo, explodimos e depois vemos que
estamos acabando com nossos relacionamentos por explodir tanto. “Mas eu não
consigo parar de explodir. Porque faço isso?” Porque você se auto-boicota. Você
se auto-sabota. Destrói a própria vida e não percebe a sua responsabilidade
nisso tudo.
Algumas repetições destroem a vida da pessoa. Algumas deixam a pessoa
muito frustrada consigo mesma.
Outro exemplo: Você já comeu um ovo de páscoa inteiro, nem está
mais gostando de comer tanto chocolate, mas continua até se empanturrar e se
arrepender de ter comido tanto? Isso é auto-sabotagem.
Veja o exemplo do homem que trai sua esposa com pessoas que nem
são tão importantes assim, mas ele continua nesses relacionamentos sabendo do
risco de acabar seu casamento, e acabar por nada, por alguém que não significa
muito. Porque ele continua nesse ciclo vicioso? Porque ele faz coisas que
destroem a própria vida? A resposta é: Auto sabotagem.
Porque a mulher que tinha um namorado agressivo, troca de
namorado e arruma outro também agressivo? Seu pai era agressivo. Será
coincidência?
Muitas vezes repetimos eternamente padrões da infância, mesmo
que esses padrões estejam prejudicando nossa vida. Repetimos o que já
conhecemos por dificuldade em lidar com novidades, mesmo que este velho
conhecido seja muito destrutivo.
Como mudar?
Encarar o ciclo da repetição é o primeiro passo para superação.
Percebe que você está trocando de mulher, mas toda vez está com
o mesmo tipo de mulher.
Percebe que troca de namorado, mas está sempre com a mesmo tipo
de pessoa sem atitude.
É o comerciante que está sempre arriscando um novo negócio, que
nunca dá certo, mas quando vai ver lá está ele de novo fazendo a mesma coisa.
Sabe aquele amigo que vive te pedindo dinheiro emprestado e
nunca devolve mas você continua emprestando? Porque você faz isso? Por pura
auto sabotagem.
Sabe aqueles finais de semana inteiros que você passa no sofá e,
no domingo à noite se arrepende por não ter feito nada que preste. Promete que
no próximo fim de semana vai ser diferente, mas no próximo faz tudo igual.
Porque ? Auto sabotagem!
São vidas infernizadas pela compulsão da repetição. Uma
necessidade inconsciente de repetir um comportamento mesmo que destrua a
felicidade ou a vida de alguém ou a sua própria.
Observe a pessoa que não consegue administrar seu tempo, que
sabe fazer as coisas mas simplesmente não consegue colocar a vida em ordem,
você verá que esta pessoa teve um pai que cobrava exageradamente, que queria
que ela fosse a mais competente do mundo. O que faz com que esta pessoa seja
tão desorganizada hoje é a briga que continua mantendo com o pai, que talvez
esteja até morto hoje. Quem influencia não é o pai, mas a figura internalizada
do pai.
É possível que uma hora a pessoa consiga se dar conta disso e
reconheça esse ciclo de repetições? É possível romper esse ciclo? A resposta é
SIM, mas concordo que não é fácil. Pois se a pessoa passou uma vida construindo
uma percepção equivocada terá medo de mudar, de contestar o que sempre foi uma
lei.
Um exemplo é uma paciente que ficou totalmente desestruturada
depois que assistiu na TV a reportagem sobre a queda de um avião. Ela não
costuma viajar de avião, não conhecia ninguém daquele avião, e nem as pessoas
de seu convívio costumam viajar de avião. Mas porque então ela ficou tão
chocada, abalada, sem sequer conseguir sair de casa direito depois daquela
noticia? O entendimento disso veio quando na terapia ela percebeu que esse
mesmo sentimento de terror apareceu quando foi abusada sexualmente na infância.
Era o mesmo desespero, o mesmo desamparo. Não era à toa que a queda do avião
tinha mexido tanto com ela. É o mesmo ciclo de repetição que agora funciona
como auto sabotagem.
As pessoas enterram as situações traumáticas de suas vidas, mas
não significa que elas estejam mortas. Elas continuam como se fosse uma marca
indelével. Essa moça já foi uma criança indefesa e frágil, mas agora adulta
continua emocionalmente frágil, carregando dentro de si essa menina assustada.
Ela não sabia por que, não sabia explicar. As crianças não conseguem controlar
suas vidas, e ela se sente ainda hoje como se ainda não pudesse controlar sua
vida.
É por isso que é muito difícil identificar o conteúdo interno,
porque a pessoa passa anos tentando oculta-lo, não só dos outros, mas tentando
ocultar de si mesma. Se estava escondido é por uma boa razão, por isso é
preciso muita responsabilidade do psicólogo que vai desenterrar tudo isso.
Avalie bem o psicólogo para quem você está entregando a sua cabeça, com que
você vai fazer terapia e que tipo de terapia vai fazer.
Identificar quais são os entraves de sua mente é só uma parte do
processo que por si só não muda muito em você, mas é o começo. A parte mais
importante e que vai realizar mudanças em seu comportamento é o desenvolvimento
de uma nova forma de ver o mundo, falo das mudanças nos padrões de
comportamento. O psicólogo é a pessoa para tornar esse processo possível. Para
lhe ensinar estratégias que promoverão as mudanças em todo sistema de
autoboicote que você quer em sua vida.
Antigamente o psicólogo era daquele tipo que aparece nos filmes
mal feitos e novelas da TV. Ficavam calados só te ouvindo sem dividir seus
pensamentos e conclusões. Hoje com a Terapia Cognitiva Comportamental o
psicólogo é muito mais participativo. Eu vivo junto com o paciente as
transformações de cada um, dou exercícios para fazer em casa e acompanho de
perto cada passo.
Para vencer o autoboicote é
necessário um novo modo de lidar consigo mesmo e com o mundo
Por exemplo, o caso da garota que se reprime e não vai fazer
academia, por mais que ela queira fazer sua ginástica, emagrecer, ficar com o
corpo bonito pensa que se for para a tal academia as pessoas vão olhar pras
suas roupas, acredita que vão cochichar entre elas e dizer que ela está
ridícula, crê que vão rir dela, e no fim acha que não vai conseguir fazer
nenhum amigo porque todos já estarão enturmados, e se sente um peixe fora
d’água, se autoboicota e não se matricula na academia.
E você? Está repetindo algum ciclo vicioso? Isso é auto
sabotagem. Você quer e precisa fazer academia (curso, ir ao teatro, jogar
futebol, fazer amigos, paquerar, etc), mas não faz? Porque sua cabeça está
ocupada demais preocupada com o que vão pensar de você. O autoboicote fica mais
importante do que cuidar de si mesmo. É justo? Não. Absolutamente não.
Porque as pessoas se auto
sabotam tanto?
Talvez elas tenham vivido uma infância inteira se sentindo
inadequadas. Talvez tenha havido pessoas fazendo-as se sentirem sem direitos,
sem direito de se expressar, ninguém nunca as viu como pessoas interessantes. E
é assim que elas se sentem. As mosquinhas do cavalo do bandido.
Por conta desse sentimento de auto boicote que recebo muitos
pacientes me contando, por exemplo, de marido agressivo. Ela passa uma vida
toda, semana após semana sendo agredida pelo marido. Mulheres que tem toda
condição financeira de manter-se sozinhas, mas não tem condição emocional para
ficarem sozinhas, então vivem com o inimigo num processo de total auto
sabotagem. Porque ela repete isso? Com certeza teve em sua vida alguém
significativo que a ensinou a agüentar agressões, a suportar quieta essa pessoa
a fez acreditar que ela não é ninguém, que ela só vai conseguir uma migalha de
amor, e pra conseguir essa migalha de amor precisa suportar o que quer que
seja. Então ela passa a vida suportando agressões, e até procura,
inconscientemente claro, pessoas que a agridam, para manter o esquema de
auto-boicote. Tudo só porque ela acreditou que essa seria a única forma de
receber um mínimo de amor.
Como funciona a terapia nos
casos de autosabotagem?
Perceba que nada disso precisa continuar. Você pode mudar esses
esquemas e acabar com auto-sabotagem. A Terapia Cognitiva Comportamental ensina
estratégias pra que você supere. Existe até lição de casa pra você praticar um
novo modo de funcionar.
As pessoas se autoboicotam
porque existe uma compulsão a repetição. Internamente essa repetição é a única forma
de viver razoavelmente bem. É por isso que ela precisa do olhar de um
profissional treinado. Alguém que veja sua estória com clareza.
As pessoas resistem em
fazer terapia porque acreditam que não há chance de sair dessa. Crêem não haver
esperança pra esse sofrimento. Mas há. Não se tratar é ser covarde pra encarar
a mudança.
Pense bem, se você tem a
oportunidade pra fazer mudanças na sua vida, por que arruma desculpas? Diz coisas como: não
tenho tempo, não tenho dinheiro, mas dali a pouco está comprando o ultimo
modelo de celular, está comprando mais roupas do que cabe no guarda roupa, está
gastando com restaurantes, mas pra se cuidar não tem dinheiro. Pra mudar seus
padrões de pensamento e comportamento que estão destruindo sua vida não disponibiliza
nenhum recurso. Você está sendo justo consigo mesmo?
Para entender como a
repetição de comportamentos, ou seja a auto-sabotagem, começa vamos lembrar
daquela menina que usava os sapatos da mãe quando cresce é claro que vai ter o
mesmo estilo de se vestir da mãe. O garoto que passou todas as férias da sua
infância indo para praia. Quando cresce vai levar sua nova família para a mesma
praia (par o desespero desta família). Essa pessoa não tem espaço para
mudanças, e nem para imaginação.
Porque as pessoas repetem e
repetem as mesmas coisas?
Porque elas aprenderam que essa era a coisa certa a fazer.
Talvez sua família tenha zombado das pessoas que faziam as coisas de forma
diferente, e assim como criança aprende que só há uma forma de fazer as coisas,
que será da forma que sua família fazia. Os pais são alcoólatras e a casa é uma
bagunça, então a criança entende que é assim que as casas devem ser.
Só quando a criança cresce
e observa outros estilos de vida é que pode perceber que o estilo da sua casa
não é o único nem o melhor. Mas mesmo assim muitos não mudam. Por quê? Por que
a família já ensinou que ele só vai receber amor e atenção se continuar a
repetir o padrão de sua família.
É como se dissessem “só
vou gostar de você se você for igual a mim”. Mesmo que não digam em palavras. A
tragédia acontece quando a pessoa topa e passa a repetir o que os pais faziam,
sempre tentando alcançar o amor e a aceitação.
Muitas vezes as pessoas
vêm para terapia porque estão com dificuldades em seus casamentos, dificuldades
no trabalho, dificuldades em relacionamentos sociais, e nem percebem qual foi o
inicio disso tudo.
O que acontece é uma
imensa confusão interior.Essas são aquelas pessoas que casam com alcoólatras
depois de terem sofrido anos com pais alcoólatras. Não entendem como entram em
uma fria atrás da outra, não entendem como continuam a comprar o que não
precisam e não podem pagar.
Tudo isso tem o nome de
auto sabotagem, e você só sai dessa quando entender a sua dinâmica interna e
aceitar a possibilidade de mudança.
Capítulo 16: Autocontrole
Autogerência e autocontrole: quando lhe tiram do sério
Sempre tem aquele que nos tira do sério. Provocam, cutucam
nossas feridas de uma forma que muitas vezes nem dá para entender se fizeram de
propósito ou por ingenuidade. São pessoas que fazem pedidos descabidos, são
pessoas que simplesmente acham que tem mais direito que os demais. Ter
autocontrole é fundamental para continuarmos nossa vida sem precisar nos
desentendermos com cada uma destas pessoas. Afinal de contas, não é porque a
outra pessoa não tem bom senso é que você será igual.
Hoje em dia a competição cada vez mais intensa, temos que
assumir cada vez mais riscos senão ficamos para trás. Temos milhões de coisas
para fazer no menor tempo possível. Para quem é casado existe as exigências do
casamento - o outro querendo atenção e você sem tempo ou paciência. Para quem é
pai ou mãe, são os filhos que requisitam mais e mais. Para quem é solteiro se
faz necessário equilibrar trabalho, amigos, as tarefas de casa, família e ainda
arranjar uma namorada ou namorado - porque ninguém é de ferro e ninguém gosta
de viver sozinho.
Não é difícil perceber a quantidade de coisas que podem te
afetar: um colega tipo “sabichão” que só sabe mesmo é te tirar do serio ou é
aquele chefe critico, um supervisor na defensiva, um filho endiabrado, uma
esposa que não colabora, o amigo que só te liga para falar dele mesmo e nem te
pergunta como você está, o parente invejoso, enfim, a lista é gigante.
As frases que mais se ouve são: “Meu chefe me deixa louco”.
“Meus filhos acabam comigo”. “Eu odeio quando... (preencha como quiser - pode
ser um evento, uma tarefa, uma decisão, um prazo, uma crise ou uma
incerteza)".
Muita coisa pode abalar a vida da gente: mudança de carreira, um
divórcio, ou até um casamento (também abala, pensa que não?), a compra da sua
casa, uma entrevista de emprego, o transito, decisões para tomar... muitas
decisões te esperando para serem tomadas, mas a pior decisão que é: não decidir
nada. É a decisão do medo! Ficar num cantinho vendo os outros viverem e você só
sobrevivendo!
O que fazer para não sair do sério?
Autogerência é a resposta para lidar bem com isso tudo. Se você
deixar vai ter muita coisa para te tirar do sério e você precisa não permitir
que os fatos do cotidiano e as pessoas te afetem tanto. Superar as dificuldades
sem sofrer desnecessariamente.
Problemas todo mundo tem. Se você não tem, então você deve estar
morto, pois basta sair para dar uma volta de carro para alguém te dar uma
fechada e ainda por cima falarem um desaforo. Se você for mulher te mandam
lavar roupa em casa - você sabe do que eu estou falando. Sabe-se lá quais
outros desaforos as pessoas são capazes de disparar. Você não pode evitar que
essas coisas aconteçam mas, pode aprender a lidar melhor com delas.
O que você não sabe é que foi você que permitiu que te tirassem
do sério. Ninguém te tira do sério se você não deixar. O problema é que as
pessoas não sabem como fazer para impedir a influência do outro.
Antes vou contar as três coisas que facilitam que te tirem do
sério mas ao mesmo tempo fazem de você um ser humano: você pensa, sente e se
comporta.
O que faz de você um ser humano:
Em primeiro lugar o pensamento . Mesmo que você queira, não
consegue ficar um minuto sem pensar, mesmo quando sua cabeça está longe, no
mundo da lua, está pensando em algo. Muitas vezes a gente nem presta atenção no
que está pensando, ou seja, este pensamento não é consciente.
Em segundo lugar, a gente está quase que o tempo todo sentindo
uma emoção . Pode ser algo só meio vago, pode estar meio irritado, meio feliz
ou pode ser intenso como uma fúria, depressão, etc.
E, por fim, você está sempre se comportando , fazendo alguma
coisa. Se você está agora lendo esse texto, isso já é um comportamento, o
comportamento de se concentrar num texto.
E é sobre isso que vou falar, o que te passa na cabeça, quais
sentimentos lhe perturbam e o que você faz com tudo isso.
O problema está dentro de você
Esta é uma ótima noticia, pois se o problema está com você, a
solução também está à mão.
As pessoas costumam achar que o problema está sempre fora delas,
ou seja, se você se irritou, é porque alguém o ofendeu, se você está depressiva
é porque o outro te deixou assim, e por ai vai. Mas na realidade o que tira do
sério não são as dificuldades que te aparecem, as pessoas difíceis que você tem
na sua vida, seus prazos curtos a cumprir, os sabichões, a irresponsabilidade
dos outros etc.
Na realidade não é nada disso que te tira do sério. O que te
tira do sério é você mesmo. É como você lida com essa bagagem toda, ou seja, o
que te afeta não são as coisas que te acontecem, mas os pensamentos,
interpretações e reações que você tem quando cada uma destas coisas te
acontecem.
Eu sei que ate agora o que eu tenho é um bando de incrédulos me
lendo e pensando: “Mas como? É claro que meus problemas são essas coisas
horríveis que me acontecem! Como a Marisa tem a coragem de dizer que o problema
é a minha cabeça?”
Mas veja bem, isso é uma ótima noticia, porque esse é o segredo
que te facilita a viver muito melhor. Estou dizendo que você tem o controle da
sua vida, sobre o que te acontece. Como você se sente está na sua mão e não nas
mãos dos outros ou do destino.
Como ocorre o processo interno que nos faz sair do sério
Vou explicar. Primeiro, passo A, ocorre um problema, alguém faz
algo muito ruim. Vamos dar o exemplo do trânsito: alguém lhe deu uma fechada.
Passo B: você reage ou fica bravo, persegue o cara, briga com ele ou perde o
dia porque fica tremendo horas depois.
Mas antes de você reagir, de se alterar, de responder, algo
aconteceu automaticamente na sua cabeça: você percebe, escolhe, analisa, julga,
imagina. Enfim, tudo isso tem um mesmo nome, que é: você pensa!
Mesmo que esse pensamento seja muito rápido e você mal o
perceba, você precisa dele para sentir raiva ou o que for, você precisa do
pensamento para chegar a algum comportamento. O negocio é que muitas vezes esse
pensamento é tão rápido que você não se dá conta dele.
Algumas pessoas não se dão conta disso, elas dizem: “Fulano
abriu a boca e o sangue me subiu na cabeça”. Aí, parece que o sangue lhe subiu
à cabeça pelo que fulano disse, parece que o sangue lhe subiu a cabeça porque
fulano lhe disse aquilo. Mas o sangue lhe subiu pelo o que você pensou a
respeito do que fulano lhe disse. Você teve que considerar uma ofensa, então
essa fúria surgiu por sua causa, por causa de seus conteúdos mentais e não
diretamente por causa do outro.
O que eu estou dizendo é: não importa o que lhe aconteça, é o
que você pensa desse acontecimento que vai determinar se você vai explodir ou
não.
A parte ruim é que não dá para você colocar a culpa nos outros
pelo que acontece contigo, você não pode dizer: “ela me irritou” ou ”meu
trabalho está me tirando do sério” ou “minha vida pessoal está me levando à
loucura”. Às vezes você justifica, colocando a culpa nos outros ou nas coisas
que te acontecem pelos comportamentos e pelo sofrimento pelo qual você está
passando. Mesmo porque você não tem poder sobre o outro. Você vai mudar o cara?
O fará ter consciência ou respeito? Muitas vezes, você não consegue.
Assumir responsabilidade pelos nossos sentimentos e
comportamentos é muito importante. Em primeiro lugar não estou dizendo que você
deve se culpar ou se recriminar. As pessoas usam a palavra culpa e
responsabilidade como se fossem sinônimos, mas “culpar” significa “recriminar”
e “responsabilizar” significa que você responde pelos seus sentimentos e
atitudes. Assumir responsabilidade é saudável. Culpar-se é destrutivo.
Quatro modos de pensar:
Existem quatro modos de pensar quando algo te acontece.
1. A boa noticia é que são só quatro e fica fácil de entender.
2. A má noticia é que, destas quatro maneiras, três são muito
prejudiciais, são pensamentos enlouquecedores.
Quero dizer que se você pensa de uma destas três maneiras você
não vai lidar com a situação de forma sensata, você vai permitir que o outro te
tire do sério e você vai reagir de forma descontrolada e desproporcional.
O Pensamento Enlouquecedor
O primeiro pensamento
enlouquecedor é o chamado pensamento catastrófico. Isso significa que a pessoa transforma tudo em algo muito mais
importante do que realmente é.
É fácil de reconhecê-los, porque muitos pensamentos
catastróficos começam com a expressão “e se”.
Por exemplo, você está na
sala de espera de uma entrevista de emprego e sua cabeça começa: “E se ele
perguntar algo que não sei responder. E se não gostarem de mim. E se eu não for
interessante?”. Essas perguntas querem dizer que caso alguma dessas coisas
aconteça não vai ser só uma preocupação, vai ser uma catástrofe. Entrando na
entrevista com isso na cabeça você será derrotado, com muita certeza esses
pensamentos vão virar uma profecia que se auto realiza.
No casamento aparecem
muitos pensamentos catastróficos. “E se ele não me amar mais”. “E se ele não
mudar”. “E se o trabalho vier sempre em primeiro lugar”. Um ponto interessante é que o problema não é exatamente a
pergunta, o problema é a resposta. Por exemplo, o garoto que está apavorado por
fazer teste para entrar no time de futebol não seria um problema se o garoto
pensasse “ae eu não entrar, não vai ser legal, mas vou fazer o possível, se não
conseguir desta vez vou praticar mais e tento de novo na próxima vez” ou “vou
buscar outra atividade”. Pensando assim a coisa não é uma catástrofe, é apenas
ruim, e com coisas ruins é possível de se lidar. Com catástrofes não.
Seria muito mais difícil de lidar e causaria muito sofrimento
desnecessário pensamentos catastróficos do tipo: “se eu não passar, nunca mais vou
ter coragem de conviver com meus amigos, eles vão me considerar um perdedor,
jamais vou me perdoar etc”.
Outra forma de pensamento
catastrófico é identificado quando ouvimos as pessoas começando frases assim:
“eu fico louco quando...”, “não agüento quando...”, “isso acaba comigo...”, “eu
odeio quando...” . Sempre que se tem esse tipo de pensamento, você fica mais
suscetível às pessoas ou situações que lhe tirem do sério.
E você deve saber que
entrar em pânico é a melhor maneira de você se tornar infeliz .
Quantas vezes você entrou em pânico por coisas que, quando
realmente aconteceram, você viu que não eram tão ruins assim. Como, por
exemplo, aquele que nem abre o resultado do exame com medo de ter uma doença
tão grave que o médico vai lhe dar só alguns dias de vida, mas quando
finalmente ele tem coragem vê que não tem doença nenhuma. Ou aquela pessoa que
começa um emprego achando que não vai conseguir aprender as funções, mas dali a
alguns dias já está craque no serviço.
A boa noticia é que todo
mundo pode aprender como parar de entrar nessas situações de sofrimento
desnecessárias.
Pensem comigo, porque seria melhor não entrar em pânico? Além de
evitar infelicidade à toa, em pânico você não pensa com clareza, com lógica,
você não tem chance de tomar boas decisões. E o melhor: se você reagir
adequadamente, você não vai permitir que outras pessoas te façam perder o
controle.
Agora parece que eu botei o ovo em pé, não? “É só pensar com
clareza? Então está fácil”. Fácil nada. O segredo é COMO fazer isso. Vou te dar
a dica do “como”.
O Pensamento Absolutista
O segundo tipo de
pensamento enlouquecedor é o pensamento absolutista. Os pensamentos
absolutistas aparecem quando você pensa coisas como “eu devo”, “eu tenho que”,
“eu preciso”, “eu deveria”. “Eu deveria ter dito tal coisa”. “Eu tenho de ser
mais organizado”. Todos nós fazemos isso algumas vezes ao dia. O problema
aparece quando você exagera nessa autocrítica.
As pessoas fazem muito
isso com a aparência: eu devia ter esta parte do corpo mais fina, mais grossa,
maior, menor etc. Dizemos o tempo todo: eu deveria ser mais inteligente,
maduro, criativo, desinibido, estável, confiante, decidido.
Pensamos que deveríamos
ser mais sérios, mais alegres, mais maduros ou nunca envelhecer. E sabe o que
acontece quando você se enche desses “deverias”? Você acaba passando isso para
os outros. Você acaba achando que os outros é que deveriam ser mais, ser menos,
fazer isso ou aquilo.
Mas, a pior critica é a
que se faz para si mesmo. Esse é o tipo de coisa que acaba permitindo que os
outros nos tirem do sério. Porque quando você se critica tanto, qualquer olhar
diferente que o outro fez para você já é uma reprovação, qualquer suspiro é uma
condenação.
E como é que tudo isso
começa? Na realidade começa lá na infância. Com certeza você teve pais dizendo:
você deveria brincar direito com seu irmão, você deveria ser médico, advogado,
piloto de avião. Você deveria ser o que eu quero que seja.
E vocês sabem qual é uma das fontes mais cruéis dos “deverias”?
E a televisão. Ela vive te dizendo que, se você não usar a pasta de dente
certa, se não tiver o corpo daquela modelo, se não usar aquele xampu, jamais
você vai ser alguém na vida. A TV vive te convencendo das coisas que você deve
ter.
O Pensamento de
Racionalização
O terceiro tipo de
pensamento enlouquecedor é a racionalização. Vejam que raciocinar é uma coisa.
Racionalizar é outra bem diferente. Raciocinar é entender as coisas como elas
são. Racionalizar é negar os sentimentos.
Exemplo: você tem um filho
difícil, ele te dá muito trabalho. Dizer que você não está nem aí para ele é
racionalizar. Dizer “chega, meu filho pode ir para o inferno, eu não ligo, se
ele quer arruinar a própria vida o problema é dele”. Porque a gente sabe o que
vai acontecer. Você vai racionalizar assim por dois ou três dias, depois o
pânico volta e aparece tudo de novo. E mais forte ainda.
Ou em outro exemplo de
racionalização, a pessoa é tão tímida que chega a ter fobia social, tem uma
dificuldade danada em se relacionar com pessoas. E o que ela faz? Diz que não
está nem aí para os outros, diz que prefere mesmo viver sozinha, comer sozinha,
ir ao cinema sozinha. Ou nem sai de casa, diz que prefere ficar vendo Faustão
do que ir ao clube e freqüentar aquele monte de gente esquisita. Mentira! Em psicologia
a gente chama isso de dissonância cognitiva, que são essas justificativas que
as pessoas arrumam para dar sentido a uma coisa que não tem sentido nenhum.
De toda forma, a
racionalização é uma tentativa de superar o problema. Mas é uma tentativa muito
frágil. Por exemplo, foi feita uma pesquisa com mulheres que fizeram cirurgia
de câncer no seio. Perguntaram a elas quanto tempo se passou desde o momento
que notaram os primeiros nódulos nos seios até a procura pelo médico e
tratamento. O interessante é que algumas esperaram anos para ir ao médico. A
média foi seis meses. Elas ficaram racionalizando, dizendo para si mesmas que
aquilo não era nada. Achando que se ela ignorasse o nódulo, ele sumiria. Veja a
que ponto de prejuízo pode chegar essa tal de racionalização.
Bem, vimos que entrar em
pânico, racionalizar e criticar são as três formas erradas, mas infelizmente as
mais comuns que as pessoas usam para lidar com as situações difíceis.
Não são as pessoas ou as
situações que nos aborrecem. Parece que é, mas na verdade é o modo como
pensamos e reagimos a essas coisas que determina o nível da sua irritação.
O Pensamento das
Preferências Realistas
Somos nós que nos irritamos, mas podemos aprender a deixar de
fazer assim. Como? Aprendendo a aplicar o quarto tipo de pensamento.
Felizmente, há esse quarto tipo de pensamento que você pode ter quando alguém
está tentando te tirar do serio. É fácil de entender, mas é difícil de colocar
em prática. Eu vou mostrar como, mas te adianto que só com muita persistência e
dedicação você chega lá.
Este tipo de pensamento é
do tipo de preferências. As mais eficientes são assim: “eu se sentiria melhor
se...“, “eu gostaria de...”, “eu preferiria que...”, “seria melhor se...”.
Para explicar melhor vou
dar um exemplo de um professor. Em seu primeiro dia de aula ele passou pelos
três tipo de pensamentos enlouquecedores. Primeiro os catastróficos. “E se
minha aula for horrível”? “E se os alunos morrerem de tédio”? “E se fizerem uma
pergunta que eu não sei responder”? “E se todo mundo for embora no meio da
aula”?
Aí ele passou para a fase
da autocrítica: “Eu deveria ter capacidade para dar uma excelente aula, mesmo
sendo a primeira aula da minha vida. Minha mãe tinha razão, eu sou um idiota
mesmo. Nunca vou ser nada na vida”.
Em seguida, ele partiu
para as racionalizações. “E daí, nem me importo. Se eles não gostarem da minha
aula, significa que são burros demais para entender minha capacidade. Se eles
não sabem apreciar o que tenho a oferecer, o problema deles”.
Mas na terapia ele
aprendeu a usar o pensamento na forma de preferências. Vejam bem que isso não é
usar pensamento positivo. Eu não quero que ninguém fique rezando mentiras
bonitas para si mesmo. O que eu quero são pessoas com capacidade de suportar as
dificuldades da vida, que todo mundo tem, ninguém nasce com bônus de viver sem
qualquer problema.
Bem quando ele conseguiu
colocar a coisa em termos de preferências realistas, a sua visão referente às
suas primeiras aulas ficaram assim: “Eu gostaria que esta sala gostasse de mim
e de minhas aulas. Gostaria que respeitassem o que tenho a dizer. Se não for
assim, será uma pena, mas não vai ser horrível, a não ser que eu assim o
determine”.
Viu? Se o problema vai ser
o fim do mundo, depende de você determinar que assim ele seja. Depende do
quanto você permite que o problema te afete.
Mas aí esse paciente
continua... “Gostaria de responder de forma brilhante a cada pergunta, mas, se
não der, posso agüentar sem me criticar”.
Veja que a hora que isso
se torna uma verdade interna - uma coisa que não é dita só da boca para fora,
mas uma coisa que se diz e se sente como verdade -, sua vida muda.
Para sentir como verdade,
não se deve tentar se convencer com um monte de pensamentos positivos bonitos,
porém irreais, do tipo: “Eu sou um excelente professor, darei a melhor aula da
minha vida, não errarei em nada”. Vejam que esse tipo de pensamento deixa as
pessoas mais ansiosas ainda. Vira uma obrigação ser perfeito. O que não é real.
Não se deve buscar essa perfeição irreal. Deve-se buscar a resistência, ideal,
às frustrações.
Pensar em termos de
preferências te libera para ir mais tranquilo e fazer o melhor dentro da sua
capacidade. Você pode melhorar sempre, praticando. É claro que você vai se
tornar muito bom, seja lá no que for.
O pensamento realista não
te garante que tudo vai dar certo, mas garante que vale a pena tentar, tentar e
se corrigir e aprender a cada tentativa. O pior é ficar paralisado e não fazer
nada, por puro medo.
Vamos à outra situação.
Você tem um chefe que nunca diz o quanto seu trabalho é bem feito, por mais que
você se esforce, fique depois do horário. Ele não expressa a mínima
consideração. O que ele faz é só apontar cada erro seu. Você até gosta do seu
trabalho, mas essa situação esta te cansando. Bem antes de você pedir demissão
e mudar para outro emprego com outro chefe igual ou pior, ou seja, antes de
você trocar de problema, vamos analisar a situação.
Pensamentos que te levam
ao pânico são: “E se eu tiver mesmo fazendo um trabalho medíocre? E se ele está
cheio de mim? Porque ele não pode fazer um só elogio”?
Agora os pensamentos
críticos: “Que chefe péssimo que eu tenho. Ele precisa entender que
funcionários precisam de estímulo. Porque eu devo trabalhar tanto se só recebo
criticas? Esse cretino precisa aprender a tratar as pessoas”.
Agora os pensamentos de
racionalização podem ser: “É assim que funciona em todo lugar, toda empresa é
igual. Vou apenas fazer meu trabalho, pegar meu cheque e chutar a porta, não
vou esperar mais nada, não me importo”.
Os comportamentos das
pessoas que tem esses pensamentos acabam sendo não se esforçar, tornar-se um
sarcástico, passar a só reclamar, entrar em discussões com esse chefe ou
recuar, guardar tudo para si e não dizer nada.
A solução é o pensamento
realista. Eis alguns exemplos de pensamentos em termos de preferências
realistas: “Gostaria que meu chefe apreciasse meus esforços, mas isso não
significa que ele tenha que fazer. Preferiria que ele dissesse algo de positivo
às vezes, gostaria que ele respeitasse meu trabalho e demonstrasse isso. Se ele
não melhorar vai ser uma pena. Estou muito preocupado e me comprometo a fazer o
melhor possível a respeito, inclusive falar com ele sem parece alguém que só
reclama”.
Os comportamentos que
podem vir de quem pensa dessa forma são muito melhor adaptados. A pessoa mantém
seu orgulho, seu empenho, pode desenvolver um sistema de apoio onde os colegas
de trabalho possam reconhecer uns aos outros. Quer o chefe melhore ou não, você
vai ter lidado bem com a situação e não vai permitir que ele o tire do sério.
Ou seja, você está sendo dono dos seus sentimentos, não está sendo refém dos
outros.
Isto é muito importante:
não ser refém dos outros. Você percebe a enorme diferença que aparece tanto na
forma como você sente, como na forma que você se comporta e se dá conta que
tudo isso depende da forma como você pensa.
Se você entende porque eu
digo que o que te tira do sério não são os outros ou as coisas que te acontecem
- que o que te tira do sério é você mesmo -, então você pode se autogerenciar e
trabalhar essa cabeça para que ela funcione a seu favor e não contra você.
Conte com seu psicólogo para trilhar este caminho de forma mais rápida e
eficiente.
Sempre tem aquele que nos tira do sério
Provoca, cutuca nossas feridas de uma forma que muitas vezes nem
dá para entender se fez de propósito ou por ingenuidade. São pessoas que fazem
pedidos descabidos, são pessoas que simplesmente acham que tem mais direito que
os demais. Ter autocontrole é fundamental para continuarmos nossa vida sem
precisar nos desentendermos com cada uma destas pessoas. Afinal de contas, não
é porque a outra pessoa não tem bom senso é que você será igual.
Hoje em dia a competição cada vez mais intensa, temos que
assumir cada vez mais riscos senão ficamos para trás. Temos milhões de coisas
para fazer no menor tempo possível. Para quem é casado existe as exigências do
casamento - o outro querendo atenção e você sem tempo ou paciência. Para quem é
pai ou mãe, são os filhos que requisitam mais e mais. Para quem é solteiro se
faz necessário equilibrar trabalho, amigos, as tarefas de casa, família e ainda
arranjar uma namorada ou namorado - porque ninguém é de ferro e ninguém gosta
de viver sozinho.
Não é difícil perceber a quantidade de coisas que podem te afetar:
um colega tipo “sabichão” que só sabe mesmo é te tirar do serio ou é aquele
chefe critico, um supervisor na defensiva, um filho endiabrado, uma esposa que
não colabora, o amigo que só te liga para falar dele mesmo e nem te pergunta
como você está, o parente invejoso, enfim, a lista é gigante.
As frases que mais se ouve são: “Meu chefe me deixa louco”.
“Meus filhos acabam comigo”. “Eu odeio quando... (preencha como quiser - pode
ser um evento, uma tarefa, uma decisão, um prazo, uma crise ou uma incerteza)".
Muita coisa pode abalar a vida da gente: mudança de carreira, um
divórcio, ou até um casamento (também abala, pensa que não?), a compra da sua
casa, uma entrevista de emprego, o transito, decisões para tomar... muitas
decisões te esperando para serem tomadas, mas a pior decisão que é: não decidir
nada. É a decisão do medo! Ficar num cantinho vendo os outros viverem e você só
sobrevivendo!
O que fazer para não sair do
sério?
Autogerência é a resposta para lidar bem com isso tudo. Se você
deixar vai ter muita coisa para te tirar do sério e você precisa não permitir
que os fatos do cotidiano e as pessoas te afetem tanto. Superar as dificuldades
sem sofrer desnecessariamente.
Problemas todo mundo tem. Se você não tem, então você deve estar
morto, pois basta sair para dar uma volta de carro para alguém te dar uma
fechada e ainda por cima falarem um desaforo. Se você for mulher te mandam
lavar roupa em casa - você sabe do que eu estou falando. Sabe-se lá quais
outros desaforos as pessoas são capazes de disparar. Você não pode evitar que
essas coisas aconteçam mas, pode aprender a lidar melhor com delas.
O que você não sabe é que foi você que permitiu que te tirassem
do sério. Ninguém te tira do sério se você não deixar. O problema é que as
pessoas não sabem como fazer para impedir a influência do outro.
Antes vou contar as três coisas que facilitam que te tirem do
sério mas ao mesmo tempo fazem de você um ser humano: você pensa, sente e se
comporta.
O que faz de você um ser humano
Em primeiro lugar o pensamento . Mesmo que você queira, não
consegue ficar um minuto sem pensar, mesmo quando sua cabeça está longe, no
mundo da lua, está pensando em algo. Muitas vezes a gente nem presta atenção no
que está pensando, ou seja, este pensamento não é consciente.
Em segundo lugar, a gente está quase que o tempo todo sentindo
uma emoção . Pode ser algo só meio vago, pode estar meio irritado, meio feliz
ou pode ser intenso como uma fúria, depressão, etc.
E, por fim, você está sempre se comportando , fazendo alguma coisa.
Se você está agora lendo esse texto, isso já é um comportamento, o
comportamento de se concentrar num texto.
E é sobre isso que vou falar, o que te passa na cabeça, quais
sentimentos lhe perturbam e o que você faz com tudo isso.
O problema está dentro de você
Esta é uma ótima noticia, pois se se o problema está com você, a
solução também está à mão.
As pessoas costumam achar que o problema está sempre fora delas,
ou seja, se você se irritou, é porque alguém o ofendeu, se você está depressiva
é porque o outro te deixou assim, e por ai vai. Mas na realidade o que tira do
sério não são as dificuldades que te aparecem, as pessoas difíceis que você tem
na sua vida, seus prazos curtos a cumprir, os sabichões, a irresponsabilidade
dos outros etc.
Na realidade não é nada disso que te tira do sério. O que te
tira do sério é você mesmo. É como você lida com essa bagagem toda, ou seja, o
que te afeta não são as coisas que te acontecem, mas os pensamentos,
interpretações e reações que você tem quando cada uma destas coisas te
acontecem.
Eu sei que ate agora o que eu tenho é um bando de incrédulos me
lendo e pensando: “Mas como? É claro que meus problemas são essas coisas
horríveis que me acontecem! Como a Marisa tem a coragem de dizer que o problema
é a minha cabeça?”
Mas veja bem, isso é uma ótima noticia, porque esse é o segredo
que te facilita a viver muito melhor. Estou dizendo que você tem o controle da
sua vida, sobre o que te acontece. Como você se sente está na sua mão e não nas
mãos dos outros ou do destino.
Como ocorre o processo interno
que nos faz perder o autocontrole
Passo A, ocorre um problema, alguém faz algo muito ruim. Vamos
dar o exemplo do trânsito: alguém lhe deu uma fechada. Passo B: você reage ou
fica bravo, persegue o cara, briga com ele ou perde o dia porque fica tremendo
horas depois.
Mas antes de você reagir, de se alterar, de responder, algo
aconteceu automaticamente na sua cabeça: você percebe, escolhe, analisa, julga,
imagina. Enfim, tudo isso tem um mesmo nome, que é: você pensa!
Mesmo que esse pensamento seja muito rápido e você mal o
perceba, você precisa dele para sentir raiva ou o que for, você precisa do
pensamento para chegar a algum comportamento. O negocio é que muitas vezes esse
pensamento é tão rápido que você não se dá conta dele.
Algumas pessoas não se dão conta disso, elas dizem: “Fulano
abriu a boca e o sangue me subiu na cabeça”. Aí, parece que o sangue lhe subiu
à cabeça pelo que fulano disse, parece que o sangue lhe subiu a cabeça porque
fulano lhe disse aquilo. Mas o sangue lhe subiu pelo o que você pensou a
respeito do que fulano lhe disse. Você teve que considerar uma ofensa, então
essa fúria surgiu por sua causa, por causa de seus conteúdos mentais e não
diretamente por causa do outro.
O que eu estou dizendo é: não importa o que lhe aconteça, é o
que você pensa desse acontecimento que vai determinar se você vai explodir ou
não.
A parte ruim é que não dá para você colocar a culpa nos outros
pelo que acontece contigo, você não pode dizer: “ela me irritou” ou ”meu
trabalho está me tirando do sério” ou “minha vida pessoal está me levando à
loucura”. Às vezes você justifica, colocando a culpa nos outros ou nas coisas
que te acontecem pelos comportamentos e pelo sofrimento pelo qual você está
passando. Mesmo porque você não tem poder sobre o outro. Você vai mudar o cara?
O fará ter consciência ou respeito? Muitas vezes, você não consegue.
Assumir responsabilidade pelos nossos sentimentos e
comportamentos é muito importante. Em primeiro lugar não estou dizendo que você
deve se culpar ou se recriminar. As pessoas usam a palavra culpa e
responsabilidade como se fossem sinônimos, mas “culpar” significa “recriminar”
e “responsabilizar” significa que você responde pelos seus sentimentos e
atitudes. Assumir responsabilidade é saudável. Culpar-se é destrutivo.
Quatro modos de pensar
Existem quatro modos de pensar quando algo te acontece. A boa
noticia é que são só quatro e fica fácil de entender. A má noticia é que,
destas quatro maneiras, três são muito prejudiciais, são pensamentos
enlouquecedores. Quero dizer que se você pensa de uma destas três maneiras você
não vai lidar com a situação de forma sensata, você vai permitir que o outro te
tire do sério e você vai reagir de forma descontrolada e desproporcional.
O Pensamento Enlouquecedor
O primeiro pensamento enlouquecedor é o chamado pensamento
catastrófico. Isso significa que a pessoa transforma tudo em algo muito mais
importante do que realmente é. É fácil de reconhecê-los, porque muitos
pensamentos catastróficos começam com a expressão “e se”.
Por exemplo, você está na sala de espera de uma entrevista de
emprego e sua cabeça começa: “E se ele perguntar algo que não sei responder. E
se não gostarem de mim. E se eu não for interessante?”. Essas perguntas querem
dizer que caso alguma dessas coisas aconteça não vai ser só uma preocupação,
vai ser uma catástrofe. Entrando na entrevista com isso na cabeça você será
derrotado, com muita certeza esses pensamentos vão virar uma profecia que se
auto realiza.
No casamento aparecem muitos pensamentos catastróficos. “E se
ele não me amar mais”. “E se ele não mudar”. “E se o trabalho vier sempre em
primeiro lugar”. Um ponto interessante é que o problema não é exatamente a
pergunta, o problema é a resposta. Por exemplo, o garoto que está apavorado por
fazer teste para entrar no time de futebol não seria um problema se o garoto
pensasse “ae eu não entrar, não vai ser legal, mas vou fazer o possível, se não
conseguir desta vez vou praticar mais e tento de novo na próxima vez” ou “vou
buscar outra atividade”. Pensando assim a coisa não é uma catástrofe, é apenas
ruim, e com coisas ruins é possível de se lidar. Com catástrofes não.
Seria muito mais difícil de lidar e causaria muito sofrimento
desnecessário pensamentos catastróficos do tipo: “se eu não passar, nunca mais
vou ter coragem de conviver com meus amigos, eles vão me considerar um
perdedor, jamais vou me perdoar etc”.
Outra forma de pensamento catastrófico é identificado quando
ouvimos as pessoas começando frases assim: “eu fico louco quando...”, “não
agüento quando...”, “isso acaba comigo...”, “eu odeio quando...” . Sempre que
se tem esse tipo de pensamento, você fica mais suscetível às pessoas ou
situações que lhe tirem do sério.
Entrar em pânico é a melhor
maneira de se tornar infeliz
Quantas vezes você entrou em pânico por coisas que, quando
realmente aconteceram, você viu que não eram tão ruins assim. Como, por
exemplo, aquele que nem abre o resultado do exame com medo de ter uma doença
tão grave que o médico vai lhe dar só alguns dias de vida, mas quando
finalmente ele tem coragem vê que não tem doença nenhuma. Ou aquela pessoa que
começa um emprego achando que não vai conseguir aprender as funções, mas dali a
alguns dias já está craque no serviço.
A boa noticia é que todo mundo pode aprender como parar de
entrar nessas situações de sofrimento desnecessárias.
Pensem comigo, porque seria melhor não entrar em pânico? Além de
evitar infelicidade à toa, em pânico você não pensa com clareza, com lógica,
você não tem chance de tomar boas decisões. E o melhor: se você reagir
adequadamente, você não vai permitir que outras pessoas te façam perder o
controle.
Agora parece que eu botei o ovo em pé, não? “É só pensar com
clareza? Então está fácil”. Fácil nada. O segredo é COMO fazer isso. Vou te dar
a dica do “como”.
O Pensamento Absolutista
O segundo tipo de pensamento enlouquecedor é o pensamento
absolutista. Os pensamentos absolutistas aparecem quando você pensa coisas como
“eu devo”, “eu tenho que”, “eu preciso”, “eu deveria”. “Eu deveria ter dito tal
coisa”. “Eu tenho de ser mais organizado”. Todos nós fazemos isso algumas vezes
ao dia. O problema aparece quando você exagera nessa autocrítica.
As pessoas fazem muito isso com a aparência: eu devia ter esta
parte do corpo mais fina, mais grossa, maior, menor etc. Dizemos o tempo todo:
eu deveria ser mais inteligente, maduro, criativo, desinibido, estável,
confiante, decidido.
Pensamos que deveríamos ser mais sérios, mais alegres, mais
maduros ou nunca envelhecer. E sabe o que acontece quando você se enche desses
“deverias”? Você acaba passando isso para os outros. Você acaba achando que os
outros é que deveriam ser mais, ser menos, fazer isso ou aquilo.
Mas, a pior critica é a que se faz para si mesmo. Esse é o tipo
de coisa que acaba permitindo que os outros nos tirem do sério. Porque quando
você se critica tanto, qualquer olhar diferente que o outro fez para você já é
uma reprovação, qualquer suspiro é uma condenação.
E como é que tudo isso começa? Na realidade começa lá na
infância. Com certeza você teve pais dizendo: você deveria brincar direito com
seu irmão, você deveria ser médico, advogado, piloto de avião. Você deveria ser
o que eu quero que seja.
E vocês sabem qual é uma das fontes mais cruéis dos “deverias”?
E a televisão. Ela vive te dizendo que, se você não usar a pasta de dente
certa, se não tiver o corpo daquela modelo, se não usar aquele xampu, jamais
você vai ser alguém na vida. A TV vive te convencendo das coisas que você deve
ter.
O Pensamento de Racionalização
O terceiro tipo de pensamento enlouquecedor é a racionalização.
Vejam que raciocinar é uma coisa. Racionalizar é outra bem diferente.
Raciocinar é entender as coisas como elas são. Racionalizar é negar os
sentimentos.
Exemplo: você tem um filho difícil, ele te dá muito trabalho.
Dizer que você não está nem aí para ele é racionalizar. Dizer “chega, meu filho
pode ir para o inferno, eu não ligo, se ele quer arruinar a própria vida o
problema é dele”. Porque a gente sabe o que vai acontecer. Você vai racionalizar
assim por dois ou três dias, depois o pânico volta e aparece tudo de novo. E
mais forte ainda.
Ou em outro exemplo de racionalização, a pessoa é tão tímida que
chega a ter fobia social, tem uma dificuldade danada em se relacionar com
pessoas. E o que ela faz? Diz que não está nem aí para os outros, diz que
prefere mesmo viver sozinha, comer sozinha, ir ao cinema sozinha. Ou nem sai de
casa, diz que prefere ficar vendo Faustão do que ir ao clube e freqüentar
aquele monte de gente esquisita. Mentira! Em psicologia a gente chama isso de
dissonância cognitiva, que são essas justificativas que as pessoas arrumam para
dar sentido a uma coisa que não tem sentido nenhum.
De toda forma, a racionalização é uma tentativa de superar o
problema. Mas é uma tentativa muito frágil. Por exemplo, foi feita uma pesquisa
com mulheres que fizeram cirurgia de câncer no seio. Perguntaram a elas quanto
tempo se passou desde o momento que notaram os primeiros nódulos nos seios até
a procura pelo médico e tratamento. O interessante é que algumas esperaram anos
para ir ao médico. A média foi seis meses. Elas ficaram racionalizando, dizendo
para si mesmas que aquilo não era nada. Achando que se ela ignorasse o nódulo,
ele sumiria. Veja a que ponto de prejuízo pode chegar essa tal de racionalização.
Bem, vimos que entrar em pânico, racionalizar e criticar são as
três formas erradas, mas infelizmente as mais comuns que as pessoas usam para
lidar com as situações difíceis.
Não são as pessoas ou as situações que nos aborrecem. Parece que
é, mas na verdade é o modo como pensamos e reagimos a essas coisas que
determina o nível da sua irritação.
O Pensamento das Preferências
Realistas
Somos nós que nos irritamos, mas podemos aprender a deixar de
fazer assim. Como? Aprendendo a aplicar o quarto tipo de pensamento.
Felizmente, há esse quarto tipo de pensamento que você pode ter quando alguém
está tentando te tirar do serio. É fácil de entender, mas é difícil de colocar
em prática. Eu vou mostrar como, mas te adianto que só com muita persistência e
dedicação você chega lá.
Este tipo de pensamento é do tipo de preferências. As mais
eficientes são assim: “eu se sentiria melhor se...“, “eu gostaria de...”, “eu
preferiria que...”, “seria melhor se...”.
Para explicar melhor vou dar um exemplo de um professor. Em seu
primeiro dia de aula ele passou pelos três tipo de pensamentos enlouquecedores.
Primeiro os catastróficos. “E se minha aula for horrível”? “E se os alunos
morrerem de tédio”? “E se fizerem uma pergunta que eu não sei responder”? “E se
todo mundo for embora no meio da aula”?
Aí ele passou para a fase da autocrítica: “Eu deveria ter
capacidade para dar uma excelente aula, mesmo sendo a primeira aula da minha
vida. Minha mãe tinha razão, eu sou um idiota mesmo. Nunca vou ser nada na
vida”.
Em seguida, ele partiu para as racionalizações. “E daí, nem me
importo. Se eles não gostarem da minha aula, significa que são burros demais
para entender minha capacidade. Se eles não sabem apreciar o que tenho a
oferecer, o problema deles”.
Em terapia é possivel aprender a usar o pensamento na forma de
preferências. Vejam bem que isso não é usar pensamento positivo. Eu não quero
que ninguém fique rezando mentiras bonitas para si mesmo. O que eu quero são
pessoas com capacidade de suportar as dificuldades da vida, que todo mundo tem,
ninguém nasce com bônus de viver sem qualquer problema.
Bem quando ele conseguiu colocar a coisa em termos de
preferências realistas, a sua visão referente às suas primeiras aulas ficaram
assim: “Eu gostaria que esta sala gostasse de mim e de minhas aulas. Gostaria
que respeitassem o que tenho a dizer. Se não for assim, será uma pena, mas não
vai ser horrível, a não ser que eu assim o determine”.
Viu? Se o problema vai ser o fim do mundo, depende de você
determinar que assim ele seja. Depende do quanto você permite que o problema te
afete.
Mas aí esse paciente continua... “Gostaria de responder de forma
brilhante a cada pergunta, mas, se não der, posso agüentar sem me criticar”.
Veja que a hora que isso se torna uma verdade interna - uma
coisa que não é dita só da boca para fora, mas uma coisa que se diz e se sente
como verdade -, sua vida muda.
Para sentir como verdade, não se deve tentar se convencer com um
monte de pensamentos positivos bonitos, porém irreais, do tipo: “Eu sou um
excelente professor, darei a melhor aula da minha vida, não errarei em nada”.
Vejam que esse tipo de pensamento deixa as pessoas mais ansiosas ainda. Vira
uma obrigação ser perfeito. O que não é real. Não se deve buscar essa perfeição
irreal. Deve-se buscar a resistência, ideal, às frustrações.
Pensar em termos de preferências te libera para ir mais
tranquilo e fazer o melhor dentro da sua capacidade. Você pode melhorar sempre,
praticando. É claro que você vai se tornar muito bom, seja lá no que for.
O pensamento realista não te garante que tudo vai dar certo, mas
garante que vale a pena tentar, tentar e se corrigir e aprender a cada
tentativa. O pior é ficar paralisado e não fazer nada, por puro medo.
Vamos à outra situação. Você tem um chefe que nunca diz o quanto
seu trabalho é bem feito, por mais que você se esforce, fique depois do
horário. Ele não expressa a mínima consideração. O que ele faz é só apontar
cada erro seu. Você até gosta do seu trabalho, mas essa situação esta te
cansando. Bem antes de você pedir demissão e mudar para outro emprego com outro
chefe igual ou pior, ou seja, antes de você trocar de problema, vamos analisar
a situação.
Pensamentos que te levam ao pânico são: “E se eu tiver mesmo
fazendo um trabalho medíocre? E se ele está cheio de mim? Porque ele não pode
fazer um só elogio”?
Agora os pensamentos críticos: “Que chefe péssimo que eu tenho.
Ele precisa entender que funcionários precisam de estímulo. Porque eu devo
trabalhar tanto se só recebo criticas? Esse cretino precisa aprender a tratar
as pessoas”.
Agora os pensamentos de racionalização podem ser: “É assim que
funciona em todo lugar, toda empresa é igual. Vou apenas fazer meu trabalho,
pegar meu cheque e chutar a porta, não vou esperar mais nada, não me importo”.
Os comportamentos das pessoas que tem esses pensamentos acabam
sendo não se esforçar, tornar-se um sarcástico, passar a só reclamar, entrar em
discussões com esse chefe ou recuar, guardar tudo para si e não dizer nada.
A solução é o pensamento realista. Eis alguns exemplos de
pensamentos em termos de preferências realistas: “Gostaria que meu chefe
apreciasse meus esforços, mas isso não significa que ele tenha que fazer.
Preferiria que ele dissesse algo de positivo às vezes, gostaria que ele
respeitasse meu trabalho e demonstrasse isso. Se ele não melhorar vai ser uma
pena. Estou muito preocupado e me comprometo a fazer o melhor possível a
respeito, inclusive falar com ele sem parece alguém que só reclama”.
Os comportamentos que podem vir de quem pensa dessa forma são
muito melhor adaptados. A pessoa mantém seu orgulho, seu empenho, pode
desenvolver um sistema de apoio onde os colegas de trabalho possam reconhecer
uns aos outros. Quer o chefe melhore ou não, você vai ter lidado bem com a
situação e não vai permitir que ele o tire do sério. Ou seja, você está sendo
dono dos seus sentimentos, não está sendo refém dos outros.
Isto é muito importante: não ser refém dos outros. Você percebe
a enorme diferença que aparece tanto na forma como você sente, como na forma
que você se comporta e se dá conta que tudo isso depende da forma como você
pensa.
Se você entende porque eu digo que o que te tira do sério não
são os outros ou as coisas que te acontecem - que o que te tira do sério é você
mesmo -, então você pode se autogerenciar e trabalhar essa cabeça para que ela
funcione a seu favor e não contra você. Conte com seu psicólogo para trilhar
este caminho de forma mais rápida e eficiente.
Entrevista
cedida pela psicóloga Marisa de Abreu para o Site Abilio Diniz com o tema :
Autocontrole
-Qual é a importância do Autocontrole?
Autocontrole significa não cair na tentação de responder ao
mundo como o “Sr. Super Sincero”, não mandar para cima de quem estiver à sua
frente todos os seus “bichos e grilos” emocionais considerando que seu
sentimento sempre corresponderá verdade – pois a nossa verdade interna,
geralmente, difere da verdade de quem está ao nosso lado. Considerando isso
tudo a importância do autocontrole é a manutenção e uma vida social sadia e
muitas vezes a manutenção ou conquista de colocações profissionais
interessantes.
-A falta de controle pode
causar o stress?
Sim, tanto a falta de auto controle em si, pois permitir que as
emoções sejam sempre soberanas nas manifestações de comportamento se torna
extremamente desgastante, como também as consequências da falta de controle.
Imagine ter de lidar com todas as reações, de talvez, outras pessoas também sem
autocontrole?
- O Autocontrole pode eliminar
o stress? Ou pelo menos ajuda a manter a pessoa mais calma?
Não só ajuda como o auto controle é a própria harmonia e paz
interna que se manifesta no comportamento.
-Quais são as 5 principais
dicas para manter o autocontrole?
Pense, pense, pense, pense e... pense antes de agir.
Analise as possíveis consequências
Avalie se vale a pena ser totalmente “espontâneo” em liberar seu
mal estar interno ou se seria melhor aprender a equilibra-lo.
Considere como você se sentiria se alguém agisse com você da
forma que você está prestes a agir.
Crie reações mais desejadas nas outras pessoas oferecendo à elas
um comportamento mais adequado.
Capítulo 17: Autodestrutivo
Fazemos coisas contra nós mesmos, nos destruímos sem perceber ou
até mesmo por raiva auto-imposta. Comportamento autodestrutivo se refere a toda
ação que provoca prejuízos para si mesmo. São comportamentos ilógicos, pois
infelizmente o ser humano é mais irracional do que gostaríamos.
- Fumamos e bebemos,
apesar dos danos.
- Comemos demais.
- Tomamos remédios em
excesso.
- Nos corroemos de ciúmes,
raiva.
- Em casos extremos
algumas pessoas até usam objetos cortantes sobre a própria pele com a clara
intenção de provocar dor em si mesmo.
Dica: Faça uma lista de seus comportamentos auto-destrutivos. Avalie
o inicio destes comportamentos, quando começaram?
Avalie o que você ganha
com cada um deles. Por exemplo: ao beber você “esquece” de seus problemas?
Faça uma lista detalhada
e tome consciência de ganho secundário, pois sabemos que por trás de cada
atitude auto destrutiva está uma necessidade e uma tentativa (mal sucedida) em
superar alguma dificuldade.
O que mais causa
sofrimento no ser humano?
Perdas. Perder emprego, perder bens materiais, perder pessoas queridas
por morte, por mudança física ou afastamento emocional. Qualquer perda é
dolorida, mas perder pessoas muitas vezes são sofrimento quase impossíveis de
serem esquecidos. O sofrimento é próprio do ser humano, os problemas
existenciais são dores naturais do ser humano.
Sofrimento não tem a ver
com depressão
Depressão é uma doença. Em alguns países é a primeira causa de incapacitação. Sofrimento faz parte da vida, e devemos
aceitar a vida com todas suas vicissitudes mas não precisamos continuar a
sofrer eternamente.
Devemos aceitar cada
obstáculo como uma oportunidade de crescimento. Se a cada problema que lhe
aparecer você se volta para a comportamentos autodestrutivos é sinal de que não
está aprendendo com a vida, está se entregando á ela da forma mais cruel que
poderia faze consigo mesmo.
As pessoas não sofrem só
com o que acontecem com elas, sofrem pela forma como enxergam as coisas que
acontecem com elas. A personalidade de cada um filtra o que aconteceu, conforme
os recursos que cada um tem para enfrentar e superar os estresses da vida terá
um final diferente.
Os comportamentos
autodestrutivos são tentativas mal sucedidas de conviver com problemas, traumas
e estresses. É uma forma ansiosa de superação. Beber para esquecer, fumar para
se distrair, utilizar da automedicação achando que cuidará facilmente e sua
doença, deixar a raiva invadir sua mente por considerar que é impossível
resolver os problemas.
Saiba que quando não
conseguimos sozinhos sempre podemos contar com um psicólogo para este apoio.
Fazemos coisas contra nós mesmos, nos destruímos sem perceber ou
até mesmo por raiva auto-imposta. Comportamento autodestrutivo se refere a toda
ação que provoca prejuízos para si mesmo. São comportamentos ilógicos, pois
infelizmente o ser humano é mais irracional do que gostaríamos.
- Fumamos e bebemos,
apesar dos danos.
- Comemos demais.
- Tomamos remédios em
excesso.
- Nos corroemos de ciúmes,
raiva.
- Em casos extremos
algumas pessoas até usam objetos cortantes sobre a própria pele com a clara
intenção de provocar dor em si mesmo.
Dica: Faça uma lista de seus comportamentos auto-destrutivos.
Avalie o inicio destes comportamentos, quando começaram?
Avalie o que você ganha com cada um deles. Por exemplo: ao beber
você “esquece” de seus problemas?
Faça uma lista detalhada e tome consciência de ganho secundário,
pois sabemos que por trás de cada atitude auto destrutiva está uma necessidade
e uma tentativa (mal sucedida) em superar alguma dificuldade.
O que mais causa sofrimento no ser humano?Perdas. Perder
emprego, perder bens materiais, perder pessoas queridas por morte, por mudança
física ou afastamento emocional.
Qualquer perda é dolorida, mas perder pessoas muitas vezes são
sofrimento quase impossíveis de serem esquecidos.
O sofrimento é próprio do ser humano, os problemas existenciais
são dores naturais do ser humano.
Sofrimento não tem a ver com depressão - Depressão é uma doença.
Em alguns países é a primeira causa de incapacitação. Sofrimento faz parte da
vida, e devemos aceitar a vida com todas suas vicissitudes mas não precisamos
continuar a sofrer eternamente. Devemos aceitar cada obstáculo como uma
oportunidade de crescimento. Se a cada problema que lhe aparecer você se volta
para a comportamentos autodestrutivos é sinal de que não está aprendendo com a
vida, está se entregando á ela da forma mais cruel que poderia faze consigo
mesmo. As pessoas não sofrem só com o que acontecem com elas, sofrem pela forma
como enxergam as coisas que acontecem com elas. A personalidade de cada um
filtra o que aconteceu, conforme os recursos que cada um tem para enfrentar e
superar os estresses da vida terá um final diferente. Os comportamentos
autodestrutivos são tentativas mal sucedidas de conviver com problemas, traumas
e estresses. É uma forma ansiosa de superação. Beber para esquecer, fumar para
se distrair, utilizar da automedicação achando que cuidará facilmente e sua
doença, deixar a raiva invadir sua mente por considerar que é impossível
resolver os problemas. Saiba que quando não conseguimos sozinhos sempre podemos
contar com um psicólogo para este apoio
Capítulo
18: Autocontrole infantil
Controlar os instintos é fundamental para o sucesso e a
felicidade
Revista Época em colaboração para a matéria: “Controlar os
instintos é fundamental para o sucesso e a felicidade” – edição de 13/11/11
1- Como é possível identificar que uma criança tem problemas com
o autocontrole, e não é apenas “manha”?
Psicólogo : Acredito que as “manhas” sejam mais facilmente
identificadas do que problemas ligados ao autocontrole, pois, se tratando
apenas de “manha” a problemática não se apresenta de maneira constante e se
trata apenas (por parte da criança) de uma tentativa de chamar a atenção dos
pais, em busca que estes realizem seus desejos.
É interessante notar que em algumas situações a criança adquire
o traquejo de como ter realizadas determinadas vontades, como por exemplo: se
tem pais repressores e autoritários e não lidam bem com a birra da criança, ao
invés de gritar e chorar, ela poderá psicossomatizar uma febre, criando
sintomas para que assim tenha seu desejo realizado.
Já nos problemas de autocontrole há sinais de agressividade
precedidos de um imediatismo constante. É interessante notar que problemas
relacionados a autocontrole também se manifestam na relação entre os próprios
pais. Tais relações, muitas vezes, se pautam em agressividades ou, de modo
contrário, são bastante permissivas. Este fenômeno contribui para a perda de
autocontrole da criança, já que esta reproduz modelos familiares e a partir
disso, os pais, muitas vezes imaturamente, passam novamente a reproduzir algum
descontrole frente à situação, gerando um ciclo vicioso.
É importante observar como se dá a relação entre pais e filhos e
em quais situações ocorrem esse descontrole.
2- Que tipo de atitudes podem demonstrar que a criança não lida
bem com o autocontrole?
Psicólogo : É possível identificar comportamentos como
agressividade física ou verbal (a criança bate, chute e/ou xinga); desejos
constantes a serem saciados a todo custo não sabendo lidar com a negação; necessidade
de serem vistas pela família (querem chamar a atenção em busca de solucionar
uma possível carência afetiva).
3- Existe alguma idade em que esse domínio deve ser trabalhado
com mais ênfase, para que a criança se torne um adulto equilibrado?
Psicólogo : Não há uma idade particular. O equilíbrio na vida
adulta é resultado de um processo que ocorre na linha histórica do individuo,
começando a partir da infância. Ou seja, os vínculos estabelecidos com as
figuras parentais, os vínculos afetivos, a forma de criação, a experiências
vivenciadas pelo infante, os valores transmitidos no núcleo familiar, tudo isso
influi no processo de constituição da personalidade.
Por exemplo, quando uma criança cresce em um ambiente no qual há
dialogo e espaço para que se manifeste, ou no qual os pais expliquem e orientem
seus filhos a respeito de determinados comportamento e atitudes, possivelmente
essa criança se tornara um adulto “equilibrado”. Por outro lado há pais que são
mais permissivos, se apresentam para a criança como um recurso para realização
de seus desejos e não como um modelo.
É importante salientar que os pais deveriam enxergar a criança
como um potencial adulto - não a colocando em uma posição de fragilidade e a
superprotejam a todo instante - estimulando com que a criança pense, visando
que o desenvolvimento de alguma autonomia por parte do infante.
Algumas dicas para que os filhos sejam mais críticos a
autônomos:
- orientar nas atividades dos filhos
- incentivar o diálogo, compartilhando formas de pensar e
propondo reflexões sobre as razões de determinadas atitudes ou comportamentos
-solicitar objeções da criança quando ela se recusa a concordar;
-exercer controle nos pontos de divergência, não sendo uma
figura punitiva, mas apenas instituindo a perspectiva de adulto,
-reconhecer que a criança possui interesses próprios e maneiras
particulares.
4- Como é o tratamento para as crianças e pais que buscam ajuda?
Psicólogo : Psicoterapia familiar objetivando mudança frente à
dinâmica das relações estabelecidas no contexto familiar. Também é possível que
haja uma atuação do psicólogo no espaço familiar, para que se possa observar
alguns aspectos desta falta de autocontrole.
Os pais e a criança participam de conversas ao mesmo tempo?
Psicólogo : Em alguns momentos sim, em outros não. Há momentos
de individualidade, tanto da criança quanto dos pais, possibilitando a escuta
de ambos os lados.
Que tipo de tema é abordado com os pais?
Psicólogo : Os temas variam de acordo com o caso, com suas
nuances, mas se centra na problemática da relação entre pais e filhos. De modo
geral são trabalhadas questões como a infância dos pais, o modo como se
enxergam como pais, a expectativa que depositam em relação aos filhos e a
dinâmica da relação familiar.
O descontrole da criança pode indicar o descontrole ou falta de
disciplina de seus pais?
Psicólogo : Sim, os primeiros comportamentos que adquirimos na
vida são por intermédio da criação e muitas vezes a criança manifesta aquilo
que aprendeu em seu seio familiar.
Quanto tempo costuma durar o tratamento para esse tipo de caso?
Psicólogo : Todo tratamento psicológico varia de acordo com a
situação em que o indivíduo ou indivíduos se encontrem, suas nuances, a
motivação de cada sujeito envolvido no trabalho terapêutico frente à mudança.
Mas normalmente até que o momento em que se consiga superar a queixa inicial,
possibilitando recursos aos envolvidos para que evitem futuros sofrimentos.
Controlar os instintos é fundamental para
o sucesso e a felicidade
Entrevista: Revista Época em colaboração para a matéria
“Controlar os instintos é fundamental para o sucesso e a felicidade” – edição
de 13/11/11
1- Como é possível identificar que uma criança tem problemas com o
autocontrole, e não é apenas “manha”?
Psicólogo : Acredito que as “manhas” sejam mais facilmente
identificadas do que problemas ligados ao autocontrole, pois, se tratando
apenas de “manha” a problemática não se apresenta de maneira constante e se
trata apenas (por parte da criança) de uma tentativa de chamar a atenção dos
pais, em busca que estes realizem seus desejos. É interessante notar que em
algumas situações a criança adquire o traquejo de como ter realizadas
determinadas vontades, como por exemplo: se tem pais repressores e autoritários
e não lidam bem com a birra da criança, ao invés de gritar e chorar, ela poderá
psicossomatizar uma febre, criando sintomas para que assim tenha seu desejo
realizado. Já nos problemas de autocontrole há sinais de agressividade
precedidos de um imediatismo constante. É interessante notar que problemas
relacionados a autocontrole também se manifestam na relação entre os próprios
pais. Tais relações, muitas vezes, se pautam em agressividades ou, de modo
contrário, são bastante permissivas. Este fenômeno contribui para a perda de
autocontrole da criança, já que esta reproduz modelos familiares e a partir
disso, os pais, muitas vezes imaturamente, passam novamente a reproduzir algum
descontrole frente à situação, gerando um ciclo vicioso. É importante observar
como se dá a relação entre pais e filhos e em quais situações ocorrem esse
descontrole.
2-Que tipo de atitudes podem
demonstrar que a criança não lida bem com o autocontrole?
Psicólogo : É possível identificar comportamentos como
agressividade física ou verbal (a criança bate, chute e/ou xinga); desejos
constantes a serem saciados a todo custo não sabendo lidar com a negação;
necessidade de serem vistas pela família (querem chamar a atenção em busca de
solucionar uma possível carência afetiva).
3- Existe alguma idade em que
esse domínio deve ser trabalhado com mais ênfase, para que a criança se torne
um adulto equilibrado?
Psicólogo : Não há uma idade particular. O equilíbrio na vida
adulta é resultado de um processo que ocorre na linha histórica do individuo,
começando a partir da infância. Ou seja, os vínculos estabelecidos com as
figuras parentais, os vínculos afetivos, a forma de criação, a experiências
vivenciadas pelo infante, os valores transmitidos no núcleo familiar, tudo isso
influi no processo de constituição da personalidade. Por exemplo, quando uma
criança cresce em um ambiente no qual há dialogo e espaço para que se
manifeste, ou no qual os pais expliquem e orientem seus filhos a respeito de
determinados comportamento e atitudes, possivelmente essa criança se tornara um
adulto “equilibrado”. Por outro lado há pais que são mais permissivos, se
apresentam para a criança como um recurso para realização de seus desejos e não
como um modelo. É importante salientar que os pais deveriam enxergar a criança
como um potencial adulto - não a colocando em uma posição de fragilidade e a
superprotejam a todo instante - estimulando com que a criança pense, visando
que o desenvolvimento de alguma autonomia por parte do infante. Algumas dicas
para que os filhos sejam mais críticos a autônomos:- orientar nas atividades
dos filhos- incentivar o diálogo, compartilhando formas de pensar e propondo
reflexões sobre as razões de determinadas atitudes ou comportamentos -solicitar
objeções da criança quando ela se recusa a concordar;-exercer controle nos
pontos de divergência, não sendo uma figura punitiva, mas apenas instituindo a
perspectiva de adulto,-reconhecer que a criança possui interesses próprios e
maneiras particulares.
4- Como é o tratamento para as
crianças e pais que buscam ajuda?
Psicólogo : Psicoterapia familiar objetivando mudança frente à
dinâmica das relações estabelecidas no contexto familiar. Também é possível que
haja uma atuação do psicólogo no espaço familiar, para que se possa observar
alguns aspectos desta falta de autocontrole.
5- Os pais e a criança
participam de conversas ao mesmo tempo?
Psicólogo : Em alguns momentos sim, em outros não. Há momentos
de individualidade, tanto da criança quanto dos pais, possibilitando a escuta
de ambos os lados.
6- Que tipo de tema é abordado
com os pais?
Psicólogo : Os temas variam de acordo com o caso, com suas
nuances, mas se centra na problemática da relação entre pais e filhos. De modo
geral são trabalhadas questões como a infância dos pais, o modo como se
enxergam como pais, a expectativa que depositam em relação aos filhos e a
dinâmica da relação familiar.
7- O descontrole da criança
pode indicar o descontrole ou falta de disciplina de seus pais?
Psicólogo : Sim, os primeiros comportamentos que adquirimos na
vida são por intermédio da criação e muitas vezes a criança manifesta aquilo
que aprendeu em seu seio familiar.
8- Quanto tempo costuma durar o
tratamento para esse tipo de caso?
Psicólogo : Todo tratamento psicológico varia de acordo com a
situação em que o indivíduo ou indivíduos se encontrem, suas nuances, a
motivação de cada sujeito envolvido no trabalho terapêutico frente à mudança.
Mas normalmente até que o momento em que se consiga superar a queixa inicial,
possibilitando recursos aos envolvidos para que evitem futuros sofrimentos.
Capítulo 19: Auto-estima
Auto-estima
O que é auto-estima
Como é que se faz pra admirar essa pessoa que você vê no
espelho? A sua auto estima afeta diretamente tudo o que voce faz, afeta o seu
trabalho, sua vida social, seus estudos.
Com uma boa auto-estima você mudará a forma como lida com seus
colegas de trabalho, por exemplo, pois será mais confiante, saberá se colocar,
não terá medo de fazer um pedido quando precisar. Se não tiver auto-estima e
precisar de um colega para te cobrir no trabalho quando estiver cheio de
serviço, seu tom de voz vai ser titubeante, e será possível que seu colega não
te atenda justamente por você não conseguir se colocar de forma convincente
quanto a sua necessidade.
Conseqüências da auto estima rebaixada
Sem auto-estima voce terá postura de corpo e de voz de uma
pessoa sem valor. A consequência a médio e longo prazo é a instalação de um
processo depressivo .
Em casa será a mesma coisa, o relacionamento com seu marido
(namorado) sem auto estima não permitirá que você mostre o quanto é importante,
por exemplo, fazer aquele programa que voce está querendo, ou deixar de fazer
aquele programa ele está querendo mas que você não está quer. Quem não tem
auto-estima se deixa levar pela vontade dos outros, porque não se gosta e
mostra para os outros uma imagem de quem não merece ser gostado nem respeitado.
As suas reações no dia a dia são determinadas para sua
auto-estima, se alguém lhe passou a frente na fila e voce não tem auto-estima,
voce não conseguirá se posicionar e reclamar.
Se voce não tem auto estima não vai se sentir à vontade na
academia quando for uma das poucas que está gordinha, claro que está gordinha,
pois as outras pessoas estão lá há mais tempo, mas voce não se dá o direito nem
de começar o seu exercício.
Se não tem auto estima não vai conseguir procurar um emprego,
pois sua postura nas entrevistas será a de uma pessoa que não acredita que
merece o tal emprego, e isso voce faz sem perceber, só se alguém te filmar e
mostrar seu comportamento você verá uma pessoa com a postura corporal, facial,
e tom de voz de quem não serve para aquele emprego. Como você quer que alguém
lhe dê um emprego que nem voce acredita que merece?
Se não tem auto-estima voce vai pra aula (se você for
estudante), mas não participa, não faz perguntas, morre de vergonha de ser voce
mesmo.
Vai pra festa e não dança, "imagina... quem vai querer ver
alguém como voce dançando”. Isso é que se passa na sua cabeça.
Ou seja, a auto estima determina o seu fracasso ou sucesso como pessoa.
Avaliar sua auto estima é a dica pra você se conhecer, e
conhecer o seu relacionamento com as outras pessoas também.
Auto estima x Transtornos emocionais
Encontramos questões referentes à auto-estima em toda
dificuldade emocional. Se você pensar em cada transtorno emocional, depressão,
ansiedade , síndrome do pânico , você verá em cada um destes transtornos a auto
estima rebaixada. A falta de auto estima está evolvida em todas as dificuldades
emocionais.
O depressivo não gosta de si mesmo, da sua vida, não considera
que há nada de tão bom em si mesmo que lhe dê alegria de viver, ou seja, a auto
estima está rebaixada.
Abuso de álcool , suicídio , violência, em cada um desses
quadros tem auto-estima negativa envolvida.
Uma boa auto estima é extremamente importante pra voce ter uma
vida satisfatória, legal, gostosa de ser vivida.
O que é auto-estima?
É o julgamento que voce faz de voce mesmo. É autoconfiança,
auto-respeito e auto aceitação.
É a auto estima que determina se voce é capaz de dominar os
problemas do dia a dia e sua capacidade de se respeitar e fazer valer os seus
direitos e suas necessidades .
\Auto estima é se sentir confiantemente adequado. É se sentir
competente e merecedor .
Não ter auto-estima é se sentir inadequado, se sentir errado
diante das pessoas e da vida. É Achar que não é capaz, não é competente, é se
sentir errado como ser humano.
Auto estima é privilégio de poucos?
Todo mundo merece ter uma boa auto-estima, ser autoconfiante e
ter auto-respeito. Por quê? Porque somos seres pensantes, e a própria
capacidade de pensar é prova de que somos competentes, e só o fato de estarmos
vivos é prova suficiente de que temos o direito de lutar pela felicidade.
O ideal seria que todos tivéssemos excelente auto-estima. Mas
não é a realidade. Muitos se sentem inadequados, sentem medos , insegurança ,
culpa , um sentimento de não ser “suficiente”.
Muita gente nunca chega a ter uma visão positiva de si mesmo,
pois fizeram julgamentos extremistas sobre si, foram severos demais consigo mesmos.
Tem gente que consegue ser seu próprio carrasco, nem precisa de outras pessoas
pra falarem mal dele, ele mesmo faz isso.
Não conheço ninguém que não seja capaz de desenvolver sua
auto-estima, desenvolver a convicção de que é merecedor de viver com felicidade
, e aí ter mais autoconfiança , mas inda assim não utiliza esta capacidade, e
passa a vida com sentimentos de inferioridade.
Auto estima pra quê?
Quanto maior a auto-estima maior será a capacidade em lidar como
os problemas da vida. Quem nunca teve que lidar um rompimento de
relacionamentos , com a solidão , com desemprego, com marido agressivo, com
filhos que dão trabalho? A pessoa com sua auto-estima em alta conseguirá lidar
com isso tudo de forma mais tranqüila.
Quanto mais flexível a pessoa for, mais resistente será à
pressão, ao desespero, à derrota. Quanto mais a pessoa se valorizar mais
conseguirá superar os problemas da vida.
Quanto maior a auto-estima, mais criativo, e quanto mais
criativo mais chance de sucesso. Porque criatividade não serve só pra pintar
quadros, serve pra pensar em alternativas pra vida.
Quanto mais você se aprovar mais gente na sua vida vai gostar de
voce e mais relações saudáveis terá. Já viram aquela pessoa que todo mundo
gosta, parece que atrai gente legal, que a apóia. Ela atrai gente legal porque
está legal consigo mesma, porque tem vitalidade, é comunicativa.
Por outro lado, já notaram aquela pessoa que não trata ninguém
com respeito, vá lá
ver e voce encontra auto-estima negativa nesta pessoa.
Quem não gosta de si não sabe lidar com as outras pessoas.
Autoconfiança
Auto estima é o que voce pensa sobre voce mesmo, não o que o
outro pensa sobre voce.
Por isso auto estima é autoconfiança, é ser você a sua
referencia, e não viver sob a referência do outro, do que o outro aprova ou
não. Para quem tem boa auto-estima a aprovação do outro é conseqüência.
Pra voce que percebe que precisa melhorar sua auto-estima, pense
em fazer sua terapia . Fazer psicoterapia com um psicólogo é igual a fazer
regime, ás vezes a pessoa consegue fazer sozinha, mas outras precisam de um
profissional, ou como fazer ginástica, voce pode ter alguém que te mostre a
forma correta de fazer de fazer os exercícios.
A auto estima nasce com a pessoa?
Não, ela começa a ser construída na infância. Como? Quanto mais
voce foi respeitado, amado, valorizado, encorajado a confiar em voce, melhor
foi construída sua auto-estima.
Você deve estar pensando: "Ahhh entendi porque não tenho
auto-estima, a culpa foi dos meus pais que só me cobraram, me julgaram, não
acreditaram em mim, e por isso eu sou o que sou, é por isso que tudo dá errado
na minha vida, eu não tenho auto-estima porque meus pais não me ajudaram a ter
uma".
Voce pode estar certo em uma parte , só não está certo se pensar
que está condenado a viver assim para o resto da vida. Agora voce é adulto, e
agora é com voce. Voce pode mudar todo esse quadro de sentimentos de
auto-rebaixamento se voce trabalhar consciente e intencionalmente pra isso.
Quando criança sua auto estima podia ser alimentada ou destruída
pelos adultos. Mas voce está se construindo a cada dia, e agora a definição
está em sua mão. Se ninguém pode respirar por voce, também não pode pensar por
voce. Sua cabeça depende dos pensamentos que voce tem hoje, mesmo que idéias de
auto-desvalorização tenham entrado em sua mente voce pode retirar isso. Se não
está conseguindo sozinho, procure uma ajuda.Para isso existe o psicólogo , pra
ser a sua força extra nessa jornada.
Uma vez alguém disse "se voce já leu dois livros de
auto-ajuda e continua igual, então está na hora de procurar um psicólogo".
Auto estima interna
Uma coisa é certa, a auto estima deve ser construída dentro de
voce. Ela não vem de fora. Voce pode ter pessoas que te amam, mas se voce não
se amar não vai nem perceber que existe o amor dessas pessoas. Pode ser
admirada pelos seus colegas, mas se voce não se admirar as palavras parecerão
vazias, ocas. Voce pode ter uma imagem externa de muita segurança, todo mundo
te acha o máximo, mas voce mesmo se achará uma fraude.
Já percebeu que os aplausos dos outros não vão te ajudar na
melhoria da auto-estima? Voce ouvirá esses aplausos e pensará “eu engano bem,
convenci todo mundo que eu sou bom”. Só não convenceu a voce mesmo.
Procurar auto-estima fora de si mesmo será um trabalho perdido.
Estudar para ter um título, um cargo importante, fazer cirurgia plástica,
casar, ter um filho, tudo isso vai te alegar por um tempo se voce não fizer por
você, se dentro de voce não tiver uma valoração sua. Voce perde tempo e
dinheiro procurando autoconfiança em tudo quanto é lugar, menos dentro de voce.
É bobagem considerar que vai melhorar a auto estima ao causar
boa impressão para os outros, por exemplo casando porque a sociedade cobra
casamento, correndo atrás de promoção, comprando um carro maior, fazer tudo
isso para causar boa impressão para os outros. Isso só significa que voce se
deixa levar pelo julgamento dos outros.
Se auto estima é confiança em si mesmo, então ninguém vai gerar
essa confiança a não ser você mesmo.
Falsa auto estima
Quer ver se a auto-estima de alguém é impostora? Sabe aquela
pessoa que parece estar com a auto-estima lá em cima? Quer saber se isso é
auto-estima mesmo? Veja se ela se compara ou compete com os outros. Se ela diz
coisas assim “estou feliz porque fui promovido, e consegui antes do meu irmão”.
Esta fala denuncia que ele está competindo com outro, isso não é auto-estima
verdadeira, é fachada.
Ou, em outro exemplo, a garota que se diz muito feliz com a
plástica que fez no nariz, diz que melhorou muito a sua auto-estima, porque
agora “ficou mais bonita que as outras garotas do colégio”. Veja que ela está
se comparando , isso não é auto-estima, é angustia. Ela está correndo, fugindo
do desespero de se sentir pra trás. Não está procurando a felicidade, está
fugindo da angustia, e a fuga é sempre desesperadora.
Quem diminui os outros apra se sentir maior não está desfrutando
de boa auto-estima.
Tem gente que chama isso de excesso de auto-estima. Eu chamo de
excesso auto-engano. Porque a pessoa não está tranqüila com sua conquista, não
está simplesmente desfrutando da harmonia do momento, está sofrendo pra ser
notado.
Infância
Falamos agora a pouco da influencia da infância na construção,
ou destruição de nossa auto-estima. Muitas vezes a gente continua respondendo,
agora mesmo sendo adulto, como se fosse aquela garotinha, ou garotinho
inseguro, sem direito a nada, de falar, de fazer, de sair e brincar com outras
crianças.
Mas tem o que fazer. O que devemos fazer agora é aprender a
reestruturar essa criança que todo mundo tem dentro de si. Todo mundo carrega
sua infância. Se voce rejeitar essa criança, por medo ou por vergonha, voce vai
manter essa criança mal resolvida aprisionada dentro de voce e ela vai te
atormentar para o resto da vida.
A criança que sofreu indignações, humilhações merece ser
redimida. A criança que cresceu percebendo o mundo como um lugar perigoso, era
perigoso se expressar, não tinha vez em casa, estavam sempre gritando com ela,
ou a deixando de lado fazendo de conta que ela não estava ali, ou debochando
dela, essa criança cresceu e virou um adulto que nem sabe como ou porque, mas
está lidando com o mundo que tem agora como se fosse aquele mundo da infância,
e isso não é justo pra ele, porque as conseqüências são muito negativas, pra
ele em primeiro lugar.
Dicas pra obter mais auto-estima:
A primeira grande dica pra vencer a falta de auto estima é ter
consciência . Consciência de quem voce é de verdade, do que voce foi um dia, e
do que você é hoje. Voce precisa saber o que fazer saber que comportamentos
devem mudar, e se perguntar: suas atitudes são resultado de sua intenção, ou
voce continua só reagindo, reagindo ao que tem internamente em sua mente e nem
sabe direito o que é... porque não tem consciência de si mesmo.
Ter consciência significa usar adequadamente sua capacidade de
pensar, é isso que nos torna humanos, nossa capacidade de raciocinar, de nos
conhecermos e agirmos conforme decidimos .
Usar a nossa consciência é sair do automático e passar a
escolher. Temos o poder de escolha, podemos ser mais ou menos consciente,
depende da nossa escolha.
Tem gente que tenta existir sem pensar , sem se auto avaliar,
sem medir conseqüências.
Só existe, levanta da cama de manhã e vai pra vida como se fosse
um robô, sem se perceber, sem se sentir.
Auto estima é resultado do que percebemos em nós mesmos, e a
cada dia fazemos decisões de conduta, mil escolhas até de nível de consciência,
escolhemos entre pensar e não pensar. E com o tempo voce vai estabelecendo que
tipo de pessoa voce é. Dependendo da escolha que voce faz, voce estabelece sua
integridade como ser humano.
Viver conscientemente significa que voce sabe exatamente as
conseqüências de cada ato seu, as boas e as ruins, pra voce e para os outros.
É assumir a responsabilidade pela percepção de cada ato seu.
Ser consciente é estar de corpo e alma em cada coisa que voce
faz, se voce tem um trabalho e se interessa nesse serviço, se interessa em ver
sua empresa crescer, sente curiosidade em aprender... isso demonstra que voce
está consciente do que faz e com certeza sua auto estima é boa. Mas... se voce
vai para o trabalho só olhando no relógio contado os minutos pra voltar pra
casa, voce não está consciente do seu trabalho, e com certeza a auto estima é
muito ruim. A sua auto estima é conseqüência do quanto voce é consciente.
Como identificar a pessoa sem auto estima?
E se voce quer identificar uma pessoa sem auto estima pegue uma
que vive dizendo que tem muito azar na vida, já ouviram alguém dizendo que
nunca consegue um bom emprego? Olhe se essa pessoa é do tipo que nem entra no
escritório e já faz as contas pra ver a hora de sair.
Ou, outro exemplo, é a pessoa que diz que nunca consegue um
namorado decente. Vai olhar de perto e veja que essas mulheres sempre tiveram
dicas de que cada homem com quem se envolveram não era a pessoa certa, mas ela
se deixa enganar e quando vai ver está em outra enrascada. Ou seja, não vive
conscientemente e claro não tem auto-estima.
E as pessoas que vivem levando o cano de todo mundo? Se não é na
escola, é no trabalho, em todo lugar ela encontra alguém que lhe dá uma
rasteira. Essa é aquela que não se dá o trabalho de olhar de frente pra cada
uma das pessoas com quem ela convive, essas pessoas vivem levando o cano do
mundo, e o pior, ainda se assustam quando levam uma rasteira porque não tem
auto-estima.
Na realidade no mundo tem gente legal e gente que não é legal,
porque será que algumas pessoas só se envolvem com as que não são legais? Ela
não tem auto-estima e conseqüentemente não tem consciência do que está
acontecendo a seu redor, e pronto, dali a pouco já estão admiradas porque
levaram mais uma rasteira.
Perceberam que viver conscientemente é o que lhe proporciona
auto-estima. Pode ser mais cansativo pensar, mas vale à pena. Ser mais
racional, raciocinar, observar a vida e aprender com ela. Não ser consciente é
fugir da realidade, e a conseqüência é colocar sua auto-estima lá embaixo.
Auto estima x Depressão
Muita gente marca consulta por causa de uma queixa que desaba a
vida de qualquer um, a falta de vontade, o desanimo na vida.
Desanimo é medo de enfrentar e assumir os riscos adequados, é
fugir para o confortável. Porque tudo na vida envolve algum risco, e quando
voce fica assustado demais com a vida, tudo parece muito difícil, dá medo, e claro
que a sensação vai ser a de desanimo.
Perceberam que ser consciente é ser independente
intelectualmente , é pensar por voce mesmo, e quem pensa por si mesmo, que não
se preocupa com o julgamento dos outros, não se preocupa porque está consciente
do que faz e pensa, essa pessoa gosta de si mesma, tem auto-estima.
A gente pode, e deve, aprender uns com os outros, mas o
importante é o entendimento e não só a repetição do que o outro faz ou pensa.
Quem tem auto-estima, é por conseqüência independente. Já
perceberam que as pessoas que mais sofrem com baixa auto estima são as que mais
se preocupam como que os outros pensam, quando estão sozinhas são de um jeito,
podemos dizer normal, mas na frente dos outros elas travam totalmente, isso é a
prova de que se incomodam demais com que pensam dela ou como a julgam. O medo
do julgamento do outro é a base da falta de auto-estima.
Outra dica pra você construir sua auto-estima: Auto aceitação.
Quando falta a auto estima falta também a auto aceitação. Se
aceitar não significa gostar de tudo o que há em voce, significa ser consciente
do que é. Tem gente que, acha que se aceitar tudo em si mesmo, não vai querer
mudar. Mas não é assim que funciona. Claro que se aceitando como é, voce pode
querer mudar as coisas que não estão funcionado bem. Na realidade voce só muda
se conseguir aceitar como é agora, se conseguir ver-se claramente, senão voce
nem sabe o que deve ser mudado porque não consegue nem se enxergar.
Quer fazer um teste simples? Olhe-se no espelho de corpo inteiro
e fique assim por um tempinho, é possível que voce se sinta desconfortável ao
olhar para certas partes, o seu impulso vai ser tirar o olhar, isso é fugir, é
repudiar a si mesmo, é não se aceitar, e como alguém poderia mudar essa parte
se nem consegue tomar consciência dela? Ou seja, não aceita essa parte.
Aceitar é vivenciar sem negação, você pode querer mudar essa
parte, mas só se aceitar que essa parte existe.
Voce não se sente motivado a mudar uma coisa que nega sua
existência.
E isso vale pra tudo, não só para aceitar seu corpo.
Por exemplo, voce vai ter que fazer uma exposição do seu
trabalho na sala de reunião da empresa, um grupo de pessoas vai estar lá pra te
ouvir. E você começa a suar, sente medo e esse medo te faz ficar com vontade de
fugir, quer mudar a data, quer colocar alguém no seu lugar, qualquer coisa pra
não ter que falar na frente das pessoas. Se voce ficar dizendo pra si mesmo
“não fique com medo” não vai adiantar nada, por quê? Porque voce está negando
sua emoção, está negando o medo.
Aceite esse medo, aceite que ele existe, e converse com ele. O
que ele te diz, o que esse medo diz que pode acontecer? Voce pode se tornar
consciente de onde vem esse medo quando ele começou, e vai acabar se
conscientizando de que esse medo não tem fundamento, aí sim voce vai vencê-lo.
Mas se voce não aceita-lo, fingir que o medo não existe não vai
te levar a lugar nenhum. Quando voce reconhece o medo sua cabeça pára de fazer
dele uma catástrofe e o medo deixa de ser seu dono.
Voce fica livre pra ver as pessoa e as situações como elas são.
A autoconfiança e o auto-respeito aumentam.
Auto aceitação implica em aceitar seus sentimentos, inclusive os
negativos, olhe eles de frente, o que sua insegurança, seu medo, sua raiva
estão lhe dizendo, observe e converse com eles, aceite que eles existem e assim
voce vai perceber que é mais fácil superar.
Quer ver um exemplo? Tem gente que não tem o pai, a mãe que
gostaria de ter, e passa a vida tentando mudar o que não depende dele, é claro
que é uma vida infeliz. É uma vida sem aceitação e sem auto-estima.
Quer uma mão na busca da sua auto-estima?
Como é que se faz pra admirar essa pessoa
que você vê no espelho?
A sua auto estima afeta diretamente tudo o que voce faz, afeta o
seu trabalho, sua vida social, seus estudos.
Com uma boa auto-estima você mudará a forma como lida com seus
colegas de trabalho, por exemplo, pois será mais confiante, saberá se colocar,
não terá medo de fazer um pedido quando precisar. Se não tiver auto-estima e
precisar de um colega para te cobrir no trabalho quando estiver cheio de
serviço, seu tom de voz vai ser titubeante, e será possível que seu colega não
te atenda justamente por você não conseguir se colocar de forma convincente
quanto a sua necessidade.
Conseqüências da auto estima rebaixada
Sem auto-estima voce terá postura de corpo e de voz de uma
pessoa sem valor. A consequência a médio e longo prazo é a instalação de um
processo depressivo .
Em casa será a mesma coisa, o relacionamento com seu marido
(namorado) sem auto estima não permitirá que você mostre o quanto é importante,
por exemplo, fazer aquele programa que voce está querendo, ou deixar de fazer
aquele programa ele está querendo mas que você não está quer. Quem não tem
auto-estima se deixa levar pela vontade dos outros, porque não se gosta e
mostra para os outros uma imagem de quem não merece ser gostado nem respeitado.
As suas reações no dia a dia são determinadas para sua
auto-estima, se alguém lhe passou a frente na fila e voce não tem auto-estima,
voce não conseguirá se posicionar e reclamar.
Se voce não tem auto estima não vai se sentir à vontade na
academia quando for uma das poucas que está gordinha, claro que está gordinha,
pois as outras pessoas estão lá há mais tempo, mas voce não se dá o direito nem
de começar o seu exercício.
Se não tem auto estima não vai conseguir procurar um emprego,
pois sua postura nas entrevistas será a de uma pessoa que não acredita que
merece o tal emprego, e isso voce faz sem perceber, só se alguém te filmar e
mostrar seu comportamento você verá uma pessoa com a postura corporal, facial,
e tom de voz de quem não serve para aquele emprego. Como você quer que alguém
lhe dê um emprego que nem voce acredita que merece?
Se não tem auto-estima voce vai pra aula (se você for
estudante), mas não participa, não faz perguntas, morre de vergonha de ser voce
mesmo.
Vai pra festa e não dança, "imagina... quem vai querer ver
alguém como voce dançando”. Isso é que se passa na sua cabeça.
Ou seja, a auto estima determina o seu fracasso ou sucesso como
pessoa.
Avaliar sua auto estima é a dica pra você se conhecer, e
conhecer o seu relacionamento com as outras pessoas também.
Auto estima x Transtornos
emocionais
Encontramos questões referentes à auto-estima em toda
dificuldade emocional. Se você pensar em cada transtorno emocional, depressão,
ansiedade , síndrome do pânico , você verá em cada um destes transtornos a auto
estima rebaixada. A falta de auto estima está evolvida em todas as dificuldades
emocionais.
O depressivo não gosta de si mesmo, da sua vida, não considera
que há nada de tão bom em si mesmo que lhe dê alegria de viver, ou seja, a auto
estima está rebaixada.
Abuso de álcool , suicídio , violência, em cada um desses
quadros tem auto-estima negativa envolvida.
Uma boa auto estima é extremamente importante pra voce ter uma
vida satisfatória, legal, gostosa de ser vivida.
O que é auto-estima?
É o julgamento que voce faz de voce mesmo. É autoconfiança,
auto-respeito e auto aceitação.
É a auto estima que determina se voce é capaz de dominar os
problemas do dia a dia e sua capacidade de se respeitar e fazer valer os seus
direitos e suas necessidades .
Auto estima é se sentir confiantemente adequado. É se sentir
competente e merecedor .
Não ter auto-estima é se sentir inadequado, se sentir errado
diante das pessoas e da vida. É Achar que não é capaz, não é competente, é se
sentir errado como ser humano.
Auto estima é privilégio de poucos?
Todo mundo merece ter uma boa auto-estima, ser autoconfiante e
ter auto-respeito. Por quê? Porque somos seres pensantes, e a própria
capacidade de pensar é prova de que somos competentes, e só o fato de estarmos
vivos é prova suficiente de que temos o direito de lutar pela felicidade.
O ideal seria que todos tivéssemos excelente auto-estima. Mas
não é a realidade. Muitos se sentem inadequados, sentem medos , insegurança ,
culpa , um sentimento de não ser “suficiente”.
Muita gente nunca chega a ter uma visão positiva de si mesmo,
pois fizeram julgamentos extremistas sobre si, foram severos demais consigo
mesmos. Tem gente que consegue ser seu próprio carrasco, nem precisa de outras
pessoas pra falarem mal dele, ele mesmo faz isso.
Não conheço ninguém que não seja capaz de desenvolver sua
auto-estima, desenvolver a convicção de que é merecedor de viver com felicidade
, e aí ter mais autoconfiança , mas inda assim não utiliza esta capacidade, e
passa a vida com sentimentos de inferioridade.
Auto estima pra quê?
Quanto maior a auto-estima maior será a capacidade em lidar como
os problemas da vida. Quem nunca teve que lidar um rompimento de
relacionamentos , com a solidão , com desemprego, com marido agressivo, com
filhos que dão trabalho? A pessoa com sua auto-estima em alta conseguirá lidar
com isso tudo de forma mais tranqüila.
Quanto mais flexível a pessoa for, mais resistente será à
pressão, ao desespero, à derrota. Quanto mais a pessoa se valorizar mais
conseguirá superar os problemas da vida.
Quanto maior a auto-estima, mais criativo, e quanto mais
criativo mais chance de sucesso. Porque criatividade não serve só pra pintar
quadros, serve pra pensar em alternativas pra vida.
Quanto mais você se aprovar mais gente na sua vida vai gostar de
voce e mais relações saudáveis terá. Já viram aquela pessoa que todo mundo
gosta, parece que atrai gente legal, que a apóia. Ela atrai gente legal porque
está legal consigo mesma, porque tem vitalidade, é comunicativa.
Por outro lado, já notaram aquela pessoa que não trata ninguém
com respeito, vá lá ver e voce encontra auto-estima negativa nesta pessoa.
Quem não gosta de si não sabe lidar com as outras pessoas.
Autoconfiança
Auto estima é o que voce pensa sobre voce mesmo, não o que o
outro pensa sobre voce.
Por isso auto estima é autoconfiança, é ser você a sua
referencia, e não viver sob a referência do outro, do que o outro aprova ou
não. Para quem tem boa auto-estima a aprovação do outro é conseqüência.
Pra voce que percebe que precisa melhorar sua auto-estima, pense
em fazer sua terapia . Fazer psicoterapia com um psicólogo é igual a fazer
regime, ás vezes a pessoa consegue fazer sozinha, mas outras precisam de um
profissional, ou como fazer ginástica, voce pode ter alguém que te mostre a
forma correta de fazer de fazer os exercícios.
A auto estima nasce com a
pessoa?
Não, ela começa a ser construída na infância. Como? Quanto mais
voce foi respeitado, amado, valorizado, encorajado a confiar em voce, melhor
foi construída sua auto-estima.
Você deve estar pensando: "Ahhh entendi porque não tenho
auto-estima, a culpa foi dos meus pais que só me cobraram, me julgaram, não
acreditaram em mim, e por isso eu sou o que sou, é por isso que tudo dá errado
na minha vida, eu não tenho auto-estima porque meus pais não me ajudaram a ter
uma".
Voce pode estar certo em uma parte , só não está certo se pensar
que está condenado a viver assim para o resto da vida. Agora voce é adulto, e
agora é com voce. Voce pode mudar todo esse quadro de sentimentos de
auto-rebaixamento se voce trabalhar consciente e intencionalmente pra isso.
Quando criança sua auto estima podia ser alimentada ou destruída
pelos adultos. Mas voce está se construindo a cada dia, e agora a definição
está em sua mão. Se ninguém pode respirar por voce, também não pode pensar por
voce. Sua cabeça depende dos pensamentos que voce tem hoje, mesmo que idéias de
auto-desvalorização tenham entrado em sua mente voce pode retirar isso. Se não
está conseguindo sozinho, procure uma ajuda.Para isso existe o psicólogo , pra
ser a sua força extra nessa jornada.
Uma vez alguém disse "se voce já leu dois livros de
auto-ajuda e continua igual, então está na hora de procurar um psicólogo".
Auto estima interna
Uma coisa é certa, a auto estima deve ser construída dentro de
voce. Ela não vem de fora. Voce pode ter pessoas que te amam, mas se voce não
se amar não vai nem perceber que existe o amor dessas pessoas. Pode ser
admirada pelos seus colegas, mas se voce não se admirar as palavras parecerão
vazias, ocas. Voce pode ter uma imagem externa de muita segurança, todo mundo
te acha o máximo, mas voce mesmo se achará uma fraude.
Já percebeu que os aplausos dos outros não vão te ajudar na
melhoria da auto-estima? Voce ouvirá esses aplausos e pensará “eu engano bem,
convenci todo mundo que eu sou bom”. Só não convenceu a voce mesmo.
Procurar auto-estima fora de si mesmo será um trabalho perdido.
Estudar para ter um título, um cargo importante, fazer cirurgia plástica,
casar, ter um filho, tudo isso vai te alegar por um tempo se voce não fizer por
você, se dentro de voce não tiver uma valoração sua. Voce perde tempo e
dinheiro procurando autoconfiança em tudo quanto é lugar, menos dentro de voce.
É bobagem considerar que vai melhorar a auto estima ao causar
boa impressão para os outros, por exemplo casando porque a sociedade cobra
casamento, correndo atrás de promoção, comprando um carro maior, fazer tudo
isso para causar boa impressão para os outros. Isso só significa que voce se
deixa levar pelo julgamento dos outros.
Se auto estima é confiança em si mesmo, então ninguém vai gerar
essa confiança a não ser você mesmo.
Falsa auto estima
Quer ver se a auto-estima de alguém é impostora? Sabe aquela
pessoa que parece estar com a auto-estima lá em cima? Quer saber se isso é
auto-estima mesmo? Veja se ela se compara ou compete com os outros. Se ela diz
coisas assim “estou feliz porque fui promovido, e consegui antes do meu irmão”.
Esta fala denuncia que ele está competindo com outro, isso não é auto-estima
verdadeira, é fachada.
Ou, em outro exemplo, a garota que se diz muito feliz com a
plástica que fez no nariz, diz que melhorou muito a sua auto-estima, porque
agora “ficou mais bonita que as outras garotas do colégio”. Veja que ela está
se comparando , isso não é auto-estima, é angustia. Ela está correndo, fugindo
do desespero de se sentir pra trás. Não está procurando a felicidade, está
fugindo da angustia, e a fuga é sempre desesperadora.
Quem diminui os outros pra se sentir maior não está desfrutando
de boa auto-estima.
Tem gente que chama isso de excesso de auto-estima. Eu chamo de
excesso auto-engano. Porque a pessoa não está tranqüila com sua conquista, não
está simplesmente desfrutando da harmonia do momento, está sofrendo pra ser
notado.
Infância
Falamos agora a pouco da influencia da infância na construção,
ou destruição de nossa auto-estima. Muitas vezes a gente continua respondendo,
agora mesmo sendo adulto, como se fosse aquela garotinha, ou garotinho
inseguro, sem direito a nada, de falar, de fazer, de sair e brincar com outras
crianças.
Mas tem o que fazer. O que devemos fazer agora é aprender a
reestruturar essa criança que todo mundo tem dentro de si. Todo mundo carrega
sua infância. Se voce rejeitar essa criança, por medo ou por vergonha, voce vai
manter essa criança mal resolvida aprisionada dentro de voce e ela vai te
atormentar para o resto da vida.
A criança que sofreu indignações, humilhações merece ser
redimida. A criança que cresceu percebendo o mundo como um lugar perigoso, era
perigoso se expressar, não tinha vez em casa, estavam sempre gritando com ela,
ou a deixando de lado fazendo de conta que ela não estava ali, ou debochando
dela, essa criança cresceu e virou um adulto que nem sabe como ou porque, mas
está lidando com o mundo que tem agora como se fosse aquele mundo da infância,
e isso não é justo pra ele, porque as conseqüências são muito negativas, pra
ele em primeiro lugar.
Dicas pra obter mais
auto-estima:
A primeira grande dica pra vencer a falta de auto estima é ter
consciência . Consciência de quem voce é de verdade, do que voce foi um dia, e
do que você é hoje. Voce precisa saber o que fazer saber que comportamentos
devem mudar, e se perguntar: suas atitudes são resultado de sua intenção, ou
voce continua só reagindo, reagindo ao que tem internamente em sua mente e nem
sabe direito o que é... porque não tem consciência de si mesmo.
Ter consciência significa usar adequadamente sua capacidade de
pensar, é isso que nos torna humanos, nossa capacidade de raciocinar, de nos
conhecermos e agirmos conforme decidimos .
Usar a nossa consciência é sair do automático e passar a
escolher. Temos o poder de escolha, podemos ser mais ou menos consciente,
depende da nossa escolha.
Tem gente que tenta existir sem pensar , sem se auto avaliar,
sem medir conseqüências.
Só existe, levanta da cama de manhã e vai pra vida como se fosse
um robô, sem se perceber, sem se sentir.
Auto estima é resultado do que percebemos em nós mesmos, e a
cada dia fazemos decisões de conduta, mil escolhas até de nível de consciência,
escolhemos entre pensar e não pensar. E com o tempo voce vai estabelecendo que
tipo de pessoa voce é. Dependendo da escolha que voce faz, voce estabelece sua
integridade como ser humano.
Viver conscientemente significa que voce sabe exatamente as
conseqüências de cada ato seu, as boas e as ruins, pra voce e para os outros.
É assumir a responsabilidade pela percepção de cada ato seu.
Ser consciente é estar de corpo e alma em cada coisa que voce
faz, se voce tem um trabalho e se interessa nesse serviço, se interessa em ver
sua empresa crescer, sente curiosidade em aprender... isso demonstra que voce
está consciente do que faz e com certeza sua auto estima é boa. Mas... se voce
vai para o trabalho só olhando no relógio contado os minutos pra voltar pra
casa, voce não está consciente do seu trabalho, e com certeza a auto estima é
muito ruim. A sua auto estima é conseqüência do quanto voce é consciente.
Como identificar a pessoa sem auto estima?
E se voce quer identificar uma pessoa sem auto estima pegue uma
que vive dizendo que tem muito azar na vida, já ouviram alguém dizendo que
nunca consegue um bom emprego? Olhe se essa pessoa é do tipo que nem entra no
escritório e já faz as contas pra ver a hora de sair.
Ou, outro exemplo, é a pessoa que diz que nunca consegue um
namorado decente. Vai olhar de perto e veja que essas mulheres sempre tiveram
dicas de que cada homem com quem se envolveram não era a pessoa certa, mas ela
se deixa enganar e quando vai ver está em outra enrascada. Ou seja, não vive
conscientemente e claro não tem auto-estima.
E as pessoas que vivem levando o cano de todo mundo? Se não é na
escola, é no trabalho, em todo lugar ela encontra alguém que lhe dá uma
rasteira. Essa é aquela que não se dá o trabalho de olhar de frente pra cada
uma das pessoas com quem ela convive, essas pessoas vivem levando o cano do
mundo, e o pior, ainda se assustam quando levam uma rasteira porque não tem
auto-estima.
Na realidade no mundo tem gente legal e gente que não é legal,
porque será que algumas pessoas só se envolvem com as que não são legais? Ela
não tem auto-estima e conseqüentemente não tem consciência do que está
acontecendo a seu redor, e pronto, dali a pouco já estão admiradas porque
levaram mais uma rasteira.
Perceberam que viver conscientemente é o que lhe proporciona
auto-estima. Pode ser mais cansativo pensar, mas vale à pena. Ser mais
racional, raciocinar, observar a vida e aprender com ela. Não ser consciente é
fugir da realidade, e a conseqüência é colocar sua auto-estima lá embaixo.
Auto estima x Depressão
Muita gente marca consulta por causa de uma queixa que desaba a
vida de qualquer um, a falta de vontade, o desanimo na vida.
Desanimo é medo de enfrentar e assumir os riscos adequados, é
fugir para o confortável. Porque tudo na vida envolve algum risco, e quando
voce fica assustado demais com a vida, tudo parece muito difícil, dá medo, e
claro que a sensação vai ser a de desanimo.
Perceberam que ser consciente é ser independente
intelectualmente , é pensar por voce mesmo, e quem pensa por si mesmo, que não
se preocupa com o julgamento dos outros, não se preocupa porque está consciente
do que faz e pensa, essa pessoa gosta de si mesma, tem auto-estima.
A gente pode, e deve, aprender uns com os outros, mas o
importante é o entendimento e não só a repetição do que o outro faz ou pensa.
Quem tem auto-estima, é por conseqüência independente. Já
perceberam que as pessoas que mais sofrem com baixa auto estima são as que mais
se preocupam como que os outros pensam, quando estão sozinhas são de um jeito,
podemos dizer normal, mas na frente dos outros elas travam totalmente, isso é a
prova de que se incomodam demais com que pensam dela ou como a julgam. O medo
do julgamento do outro é a base da falta de auto-estima.
Outra dica pra você construir sua auto-estima:
Auto aceitação
Quando falta a auto estima falta também a auto aceitação. Se
aceitar não significa gostar de tudo o que há em voce, significa ser consciente
do que é. Tem gente que, acha que se aceitar tudo em si mesmo, não vai querer
mudar. Mas não é assim que funciona. Claro que se aceitando como é, voce pode querer
mudar as coisas que não estão funcionado bem. Na realidade voce só muda se
conseguir aceitar como é agora, se conseguir ver-se claramente, senão voce nem
sabe o que deve ser mudado porque não consegue nem se enxergar.
Quer fazer um teste simples? Olhe-se no espelho de corpo inteiro
e fique assim por um tempinho, é possível que voce se sinta desconfortável ao
olhar para certas partes, o seu impulso vai ser tirar o olhar, isso é fugir, é
repudiar a si mesmo, é não se aceitar, e como alguém poderia mudar essa parte
se nem consegue tomar consciência dela? Ou seja, não aceita essa parte.
Aceitar é vivenciar sem negação, você pode querer mudar essa
parte, mas só se aceitar que essa parte existe.
Voce não se sente motivado a mudar uma coisa que nega sua existência.
E isso vale pra tudo, não só para aceitar seu corpo.
Por exemplo, voce vai ter que fazer uma exposição do seu
trabalho na sala de reunião da empresa, um grupo de pessoas vai estar lá pra te
ouvir. E você começa a suar, sente medo e esse medo te faz ficar com vontade de
fugir, quer mudar a data, quer colocar alguém no seu lugar, qualquer coisa pra
não ter que falar na frente das pessoas. Se voce ficar dizendo pra si mesmo
“não fique com medo” não vai adiantar nada, por quê? Porque voce está negando
sua emoção, está negando o medo.
Aceite esse medo, aceite que ele existe, e converse com ele. O
que ele te diz, o que esse medo diz que pode acontecer? Voce pode se tornar
consciente de onde vem esse medo quando ele começou, e vai acabar se
conscientizando de que esse medo não tem fundamento, aí sim voce vai vencê-lo.
Mas se voce não aceita-lo, fingir que o medo não existe não vai
te levar a lugar nenhum. Quando voce reconhece o medo sua cabeça pára de fazer
dele uma catástrofe e o medo deixa de ser seu dono.
Voce fica livre pra ver as pessoa e as situações como elas são.
A autoconfiança e o auto-respeito aumentam.
Auto aceitação implica em aceitar seus sentimentos, inclusive os
negativos, olhe eles de frente, o que sua insegurança, seu medo, sua raiva estão
lhe dizendo, observe e converse com eles, aceite que eles existem e assim voce
vai perceber que é mais fácil superar.
Quer ver um exemplo? Tem gente que não tem o pai, a mãe que
gostaria de ter, e passa a vida tentando mudar o que não depende dele, é claro
que é uma vida infeliz. É uma vida sem aceitação e sem auto-estima.
Capítulo 20: Autossabotagem
- Homem abandona família,
mas foi exatamente isso que ele prometeu não fazer, pois seu pai havia feito a
mesma coisa e ele sabia o quanto era dolorido para todos.
- Mulher troca de namorado
pois foi traída muitas vezes, mas cada vez arruma outro igualzinho o anterior,
com os mesmos defeitos.
-Homem tem um chefe
difícil de agradar, mas não é que esse chefe é igualzinho ao seu pai?
Coincidência ou
auto-sabotagem? São comportamentos repetitivos. Auto sabotagem é a tendência a
repetir atitudes destrutivas.
Comportamento repetitivo
Nossa vida é feita de comportamentos repetitivos, por exemplo,
você escova os dentes todos os dias, mas se alguém lhe perguntar quantas vezes
escovou hoje talvez você tenha que pensar se escovou mesmo.
Lembra-se de ter fechado a porta hoje? Não? Porque não lembra?
Porque esse é um comportamento repetitivo. É automático.
Estes comportamentos são inofensivos, mas temos observar os
comportamentos repetitivos que nos destroem pois não os percebemos da mesma
forma que não percebemos se fechamos a porta.
Observe o exemplo da mulher que só arruma namorado que a trai.
Será que 100% dos homens traem, ou 100% dos homens que ela coloca na vida dela
a traem. Porque ela faz isso? Ela QUER ter homens traindo-a? Claro que não,
pois o sofrimento é insuportável. Então porque ela faz isso? Resposta: Auto
sabotagem.
Como nos auto sabotamos?
Nós nos automatizamos. Quando trocamos a marcha do carro não
pensamos: “Agora está na hora de pisar na embreagem e trocar de segunda para
terceira”? Não, nós simplesmente trocamos. Porque? Porque aprendemos a
automatizar comportamentos. O problema é quando automatizamos coisas que nos
fazem mal. O problema é quando explodimos e depois vemos que estamos acabando
com nossos relacionamentos por explodir tanto. “Mas eu não consigo parar de
explodir. Porque faço isso?” Porque você se auto-boicota. Você se auto-sabota.
Destrói a própria vida e não percebe a sua responsabilidade nisso tudo.
Algumas repetições destroem a vida da pessoa e deixam esta
pessoa muito frustrada.
Ex: Você já comeu meio ovo de páscoa, nem está mais gostando de
comer tanto chocolate, mas continua até se empanturrar e se arrepender de ter
comido tanto. Isso é auto-sabotagem.
Veja o exemplo do homem que trai sua esposa com pessoas que nem
são tão importantes assim para ele. Mas ele continua nesses relacionamentos
mesmo sabendo do risco de acabar seu casamento, e acabar por nada, por alguém
que significa muito pouco. Porque ele continua nesse ciclo vicioso? Porque ele
faz coisas que destroem a própria vida?
Porque a mulher que tinha um namorado agressivo, troca de
namorado e arruma outro também é agressivo? Mas que coincidência seu pai era
agressivo? Será coincidência?
Repetimos padrões da infância mesmo que esses padrões estejam
prejudicando nossa vida.
Como mudar?
Conscientizar-se sobre o ciclo da repetição é o primeiro passo
para você superá-lo.
Perceber que você está trocando de mulher, mas toda vez está com
o mesmo tipo de mulher que não te agrada.
Perceber que troca de namorado , mas está sempre com a mesmo
tipo de pessoa sem atitude (que por coincidência é seu pai escrito).
É o comerciante que está sempre arriscando um novo negócio, que
nunca dá certo, mas quando vai ver lá está ele de novo fazendo a mesma coisa.
Sabe aquele amigo que vive te pedindo dinheiro emprestado e
nunca devolve, você continua emprestando? Porque você faz isso? Por pura auto
sabotagem.
Sabe aqueles finais de semana inteiros que você passa no sofá?
No domingo à noite está morto de arrependimento por não ter feito nada que
preste. Promete que no próximo fim de semana vai ser diferente, mas no próximo
faz tudo igual. Porque ? Auto sabotagem!
São vidas infernizadas pela compulsão da repetição. Uma
necessidade inconsciente de repetir um comportamento mesmo que destrua a
felicidade ou a vida de alguém.
A pessoa que não consegue administrar seu tempo, que sabe que
sabe fazer as coisas mas, simplesmente não consegue colocar a vida em ordem.
Olhe bem e você vai ver que essa pessoa teve um pai que cobrava e cobrava, que
queria que ela fosse a mais competente do mundo. Ou seja, essa pessoa continua
brigando com o pai, que talvez esteja até morto hoje. Como esse pai vai
influenciar lá do tumulo? Acredite em mim, ele influencia. Quem influencia não
é o pai, mas a figura internalizada do pai.
Você pode estar se perguntando: Mas é possível que uma hora a
pessoa consiga se dar conta disso e reconhecer esse ciclo de repetições? É
possível romper esse ciclo? A resposta é SIM, mas concordo que não é fácil.
Pois se a pessoa passou uma vida construindo uma percepção equivocada terá medo
de mudar, de contestar o que sempre foi uma "lei".
Tenho como exemplo uma paciente que ficou totalmente
desestruturada depois que assistiu na TV toda a reportagem da queda do avião.
Ela não costuma viajar de avião, não conhecia ninguém daquele avião, e nem as
pessoas de seu convívio costumam viajar de avião. Mas porque então ela ficou tão
chocada, abalada, sem sequer conseguir sair de casa depois daquela noticia? O
entendimento disso veio quando na terapia ela percebeu que esse mesmo
sentimento de terror lhe aparecia quando tinha sido abusada sexualmente na
infância. Era o mesmo desespero, o mesmo desamparo. Não era à toa que a queda
do avião tinha mexido tanto com ela. É o mesmo ciclo de repetição que agora
funciona como auto sabotagem.
As pessoas enterram as situações traumáticas de suas vidas, mas
não significa que elas estejam mortas. Elas continuam como se fosse uma marca
indelével. Essa moça já foi uma criança indefesa se sentindo frágil, mas agora
mesmo adulta continua emocionalmente frágil, carregando dentro de si essa
menina assustada. Ela não sabia por que, não sabia explicar. As crianças não
conseguem controlar suas vidas, e ela se sentia ainda hoje como se não pudesse
controlar sua vida.
É por isso que é muito difícil identificar esse conteúdo
interno, porque a pessoa passa anos tentando ocultar isso tudo, não só dos
outros, mas ocultando de si mesma. Mas se este conteúdo está escondido saiba
que é por uma boa razão, a auto defesa. Por isso é preciso muita
responsabilidade da pessoa que vai desenterrar tudo isso -o psicologo a quem
você confiou sua "cabeça". Veja bem pra quem você está entregando a
sua história de vida, com que você vai fazer terapia e que tipo de psicoterapia
vai fazer.
Identificar quais são os entraves de sua mente é só uma parte do
processo. A parte mais importante e que vai realizar mudanças em seu comportamento
é quando você desenvolve uma nova forma de ver o mundo. E o psicólogo é a
pessoa que o ajuda neste processo. Para lhe ensinar estratégias que promoverão
as mudanças que você quer em sua vida.
Antigamente o psicólogo era daquele tipo que aparece nos filmes
mal feitos e novelas da TV. Ficavam calados só te ouvindo sem dividir com o
paciente o que lhe passa na cabeça. Hoje tanto a Terapia Cognitiva
Comportamental como a psicanálise mudaram a forma de terapia. O psicólogo é
muito mais participativo. Ele vive junto com o paciente as transformações de
cada um, pode até dar exercícios para serem feitos em casa.
O que a pessoa que está se autossabotando precisa e procura é um
novo modo de lidar consigo mesmo e com o mundo.
Por exemplo, o caso da garota que se reprime e não consegue
frequentar academia, por mais que ela queira fazer sua ginástica, emagrecer,
ficar com o corpo bonito, ela pensa que se for para a tal academia as pessoas
vão olhar para as suas roupas, vão cochichar entre elas e dizer que ela está
ridícula, vão rir dela, e no fim ela não vai conseguir fazer nenhum amigo
porque todos já estarão enturmados, e ela se sente um peixe fora d’água.
E você? Você está repetindo um ciclo vicioso? Isso é auto
sabotagem. Você quer e precisa fazer academia, mas não faz? Porque sua cabeça
está ocupada demais preocupada com o que vão pensar de você. Essa preocupação
se torna mais importante do que você cuidar do seu corpo. É justo? Não.
Absolutamente não.
Porque essas pessoas se sabotam tanto?
Talvez elas tenham vivido uma infância inteira se sentindo
inadequadas. Talvez tenha havido pessoas fazendo-as se sentirem sem direitos,
sem direito de se expressar ou de simplesmente fazer parte da vida. E assim
ninguém nunca as viu como pessoas interessantes. E é assim que elas se sentem.
As mosquinhas do cavalo do bandido.
Por conta desse sentimento que recebo muitos pacientes me
contando, por exemplo, do marido agressivo. Ela passa uma vida toda, semana
após semana sendo agredida por ele. Mulheres que tem toda condição financeira
de manter-se sozinhas, mas não tem condição emocional para ficarem sozinhas,
então vivem com o inimigo num processo de total auto sabotagem . Porque ela
repete isso? Com certeza teve em sua vida alguém significativo que a ensinou a
agüentar agressões, a suportar quieta essa pessoa a fez acreditar que ela não é
ninguém, que ela só vai conseguir uma migalha de amor, e pra conseguir essa
migalha de amor, ela precisa suportar o que quer que seja. Então ela passa a
vida suportando agressões, e até procura , inconscientemente claro, pessoas que
a agridam, para manter o esquema. Tudo isso só porque ela acreditou que essa é
a única forma de receber um mínimo de amor.
Como funciona a terapia nos casos de autosabotagem?
O primeiro passo é perceber que a auto sabotagem não precisa
continuar. Você pode mudar esses esquemas e acabar com auto-sabotagem. A
Terapia Cognitiva Comportamental ensina estratégias pra que você supere isso.
Existe até lição de casa pra você praticar um novo modo de funcionar. A psicanálise
lhe ajuda a rever suas vivências de refazer aprendizados.
Porque as pessoas se auto-sabotam desse jeito? As pessoas fazem
isso porque existe uma compulsão a repetição. Internamente acreditam que essa
repetição é a única forma de viver razoavelmente bem. Mas não é . É por isso
que ela precisa de um olhar de um profissional treinado. Alguém que veja sua
estória com clareza.
As pessoas resistem em fazer terapia porque acreditam que não há
chance dela sair dessa. Crêem não haver esperança pra esse sofrimento. Mas há
sim. Deixar de se tratar e continuar nesse sofrimento é ser covarde pra encarar
a mudança.
Pense bem, se você tem a oportunidade de fazer mudanças em sua
vida para que arrumar desculpas como: não tenho tempo... não tenho dinheiro...?
Daqui a pouco está comprando o ultimo modelo de celular, está comprando mais
roupas do que cabe no guarda roupa, está gastando com restaurantes, mas pra se
cuidar não tem dinheiro? Pra mudar seus padrões de pensamento e comportamento
que estão destruindo sua vida você não disponibiliza nenhum recurso.
Para entender como a repetição de comportamentos, ou seja a
auto-sabotagem, começa vamos lembrar daquela menina que usava os sapatos da mãe
- quando cresce é claro que vai ter o mesmo estilo de se vestir da mãe.
O garoto que passou todas as férias da sua infância indo para a
uma certa praia. Quando cresce vai levar sua nova família para a mesma praia
(par o desespero desta família).
Essa pessoa não tem espaço para mudanças, e nem para imaginação.
Porque as pessoas repetem e repetem as mesmas coisas?
Porque elas aprenderam que essa era a coisa certa a fazer.
Talvez sua família tenha zombado das pessoas que faziam as coisas de forma
diferente, e assim a criança aprende que só uma forma de fazer as coisas, que
será da forma que sua família fazia. Os pais são alcoólatras e a casa é uma
bagunça, então a criança acredita que é assim que as casas são.
Só quando a criança cresce e observa outros estilos de vida é
que pode perceber que o estilo da sua não é o único nem o melhor. Mas mesmo
assim muitos não mudam. Por quê? Por que a família já ensinou que ele só vai
receber amor e atenção se ele continuar a repetir o que sua família impôs. É
como se dissessem “só vou gostar de você se você for igual a mim”. Mesmo que
não digam em palavras.
A tragédia acontece quando a pessoa topa e passa a repetir o que
os pais fizeram, sempre tentando alcançar o amor e a aceitação.
Muitas vezes as pessoas vêm para terapia porque estão com
dificuldades em seus casamentos, dificuldades no trabalho, dificuldades em
relacionamentos sociais, e nem percebem qual foi o inicio disso tudo.
O que acontece é uma imensa confusão interior.
Essas são aquelas pessoas que casam com alcoólatras depois de
terem sofrido anos com pais alcoólatras. Não entendem como entram em uma fria
atrás da outra, não entendem como continuam a comprar o que não precisam e não
podem pagar. Tudo isso tem um nome - auto sabotagem. E você só sai dela quando
entende a sua dinâmica interna e mudar essa dinâmica.
- Homem abandona família,
mas foi exatamente isso que ele prometeu não fazer, pois seu pai havia feito a
mesma coisa e ele sabia o quanto era dolorido para todos.
- Mulher troca de namorado pois foi traída muitas vezes, mas
cada vez arruma outro igualzinho o anterior, com os mesmos defeitos.
-Homem tem um chefe difícil de agradar, mas não é que esse chefe
é igualzinho ao seu pai?
Coincidência ou auto-sabotagem? São comportamentos repetitivos.
Auto sabotagem é a tendência a repetir atitudes destrutivas.
Comportamento repetitivo
Nossa vida é feita de comportamentos repetitivos, por exemplo, você escova os dentes todos os dias, mas se alguém lhe perguntar quantas vezes escovou hoje talvez você tenha que pensar se escovou mesmo.
Lembra-se de ter fechado a porta hoje? Não? Porque não lembra? Porque esse é um comportamento repetitivo. É automático.
Estes comportamentos são inofensivos, mas temos observar os comportamentos repetitivos que nos destroem pois não os percebemos da mesma forma que não percebemos se fechamos a porta.
Observe o exemplo da mulher que só arruma namorado que a trai. Será que 100% dos homens traem, ou 100% dos homens que ela coloca na vida dela a traem. Porque ela faz isso? Ela QUER ter homens traindo-a? Claro que não, pois o sofrimento é insuportável. Então porque ela faz isso? Resposta: Auto sabotagem.
Comportamento repetitivo
Nossa vida é feita de comportamentos repetitivos, por exemplo, você escova os dentes todos os dias, mas se alguém lhe perguntar quantas vezes escovou hoje talvez você tenha que pensar se escovou mesmo.
Lembra-se de ter fechado a porta hoje? Não? Porque não lembra? Porque esse é um comportamento repetitivo. É automático.
Estes comportamentos são inofensivos, mas temos observar os comportamentos repetitivos que nos destroem pois não os percebemos da mesma forma que não percebemos se fechamos a porta.
Observe o exemplo da mulher que só arruma namorado que a trai. Será que 100% dos homens traem, ou 100% dos homens que ela coloca na vida dela a traem. Porque ela faz isso? Ela QUER ter homens traindo-a? Claro que não, pois o sofrimento é insuportável. Então porque ela faz isso? Resposta: Auto sabotagem.
Como nos auto sabotamos?
Nós nos automatizamos. Quando trocamos a marcha do carro não pensamos: “Agora está na hora de pisar na embreagem e trocar de segunda para terceira”? Não, nós simplesmente trocamos. Porque? Porque aprendemos a automatizar comportamentos. O problema é quando automatizamos coisas que nos fazem mal. O problema é quando explodimos e depois vemos que estamos acabando com nossos relacionamentos por explodir tanto. “Mas eu não consigo parar de explodir. Porque faço isso?” Porque você se auto-boicota. Você se auto-sabota. Destrói a própria vida e não percebe a sua responsabilidade nisso tudo.
Algumas repetições destroem a vida da pessoa e deixam esta pessoa muito frustrada.
Ex: Você já comeu meio ovo de páscoa, nem está mais gostando de comer tanto chocolate, mas continua até se empanturrar e se arrepender de ter comido tanto. Isso é auto-sabotagem.
Veja o exemplo do homem que trai sua esposa com pessoas que nem são tão importantes assim para ele. Mas ele continua nesses relacionamentos mesmo sabendo do risco de acabar seu casamento, e acabar por nada, por alguém que significa muito pouco. Porque ele continua nesse ciclo vicioso? Porque ele faz coisas que destroem a própria vida?
Porque a mulher que tinha um namorado agressivo, troca de namorado e arruma outro também é agressivo? Mas que coincidência seu pai era agressivo? Será coincidência?
Repetimos padrões da infância mesmo que esses padrões estejam prejudicando nossa vida.
Como mudar?
Conscientizar-se sobre o ciclo da repetição é o primeiro passo para você superá-lo.
Perceber que você está trocando de mulher, mas toda vez está com o mesmo tipo de mulher que não te agrada.
Perceber que troca de namorado , mas está sempre com a mesmo tipo de pessoa sem atitude (que por coincidência é seu pai escrito).
É o comerciante que está sempre arriscando um novo negócio, que nunca dá certo, mas quando vai ver lá está ele de novo fazendo a mesma coisa.
Sabe aquele amigo que vive te pedindo dinheiro emprestado e nunca devolve, você continua emprestando? Porque você faz isso? Por pura auto sabotagem.
Sabe aqueles finais de semana inteiros que você passa no sofá? No domingo à noite está morto de arrependimento por não ter feito nada que preste. Promete que no próximo fim de semana vai ser diferente, mas no próximo faz tudo igual. Porque ? Auto sabotagem!
São vidas infernizadas pela compulsão da repetição. Uma necessidade inconsciente de repetir um comportamento mesmo que destrua a felicidade ou a vida de alguém.
A pessoa que não consegue administrar seu tempo, que sabe que sabe fazer as coisas mas, simplesmente não consegue colocar a vida em ordem. Olhe bem e você vai ver que essa pessoa teve um pai que cobrava e cobrava, que queria que ela fosse a mais competente do mundo. Ou seja, essa pessoa continua brigando com o pai, que talvez esteja até morto hoje. Como esse pai vai influenciar lá do tumulo? Acredite em mim, ele influencia. Quem influencia não é o pai, mas a figura internalizada do pai.
Você pode estar se perguntando: Mas é possível que uma hora a pessoa consiga se dar conta disso e reconhecer esse ciclo de repetições? É possível romper esse ciclo? A resposta é SIM, mas concordo que não é fácil. Pois se a pessoa passou uma vida construindo uma percepção equivocada terá medo de mudar, de contestar o que sempre foi uma "lei".
Tenho como exemplo uma paciente que ficou totalmente desestruturada depois que assistiu na TV toda a reportagem da queda do avião. Ela não costuma viajar de avião, não conhecia ninguém daquele avião, e nem as pessoas de seu convívio costumam viajar de avião. Mas porque então ela ficou tão chocada, abalada, sem sequer conseguir sair de casa depois daquela noticia? O entendimento disso veio quando na terapia ela percebeu que esse mesmo sentimento de terror lhe aparecia quando tinha sido abusada sexualmente na infância. Era o mesmo desespero, o mesmo desamparo. Não era à toa que a queda do avião tinha mexido tanto com ela. É o mesmo ciclo de repetição que agora funciona como auto sabotagem.
As pessoas enterram as situações traumáticas de suas vidas, mas não significa que elas estejam mortas. Elas continuam como se fosse uma marca indelével. Essa moça já foi uma criança indefesa se sentindo frágil, mas agora mesmo adulta continua emocionalmente frágil, carregando dentro de si essa menina assustada. Ela não sabia por que, não sabia explicar. As crianças não conseguem controlar suas vidas, e ela se sentia ainda hoje como se não pudesse controlar sua vida.
É por isso que é muito difícil identificar esse conteúdo interno, porque a pessoa passa anos tentando ocultar isso tudo, não só dos outros, mas ocultando de si mesma. Mas se este conteúdo está escondido saiba que é por uma boa razão, a auto defesa. Por isso é preciso muita responsabilidade da pessoa que vai desenterrar tudo isso -o psicologo a quem você confiou sua "cabeça". Veja bem pra quem você está entregando a sua história de vida, com que você vai fazer terapia e que tipo de psicoterapia vai fazer.
Identificar quais são os entraves de sua mente é só uma parte do processo. A parte mais importante e que vai realizar mudanças em seu comportamento é quando você desenvolve uma nova forma de ver o mundo. E o psicólogo é a pessoa que o ajuda neste processo. Para lhe ensinar estratégias que promoverão as mudanças que você quer em sua vida.
Antigamente o psicólogo era daquele tipo que aparece nos filmes mal feitos e novelas da TV. Ficavam calados só te ouvindo sem dividir com o paciente o que lhe passa na cabeça. Hoje tanto a Terapia Cognitiva Comportamental como a psicanálise mudaram a forma de terapia. O psicólogo é muito mais participativo. Ele vive junto com o paciente as transformações de cada um, pode até dar exercícios para serem feitos em casa.
O que a pessoa que está se autossabotando precisa e procura é um novo modo de lidar consigo mesmo e com o mundo.
Por exemplo, o caso da garota que se reprime e não consegue frequentar academia, por mais que ela queira fazer sua ginástica, emagrecer, ficar com o corpo bonito, ela pensa que se for para a tal academia as pessoas vão olhar para as suas roupas, vão cochichar entre elas e dizer que ela está ridícula, vão rir dela, e no fim ela não vai conseguir fazer nenhum amigo porque todos já estarão enturmados, e ela se sente um peixe fora d’água.
E você? Você está repetindo um ciclo vicioso? Isso é auto sabotagem. Você quer e precisa fazer academia, mas não faz? Porque sua cabeça está ocupada demais preocupada com o que vão pensar de você. Essa preocupação se torna mais importante do que você cuidar do seu corpo. É justo? Não. Absolutamente não.
Porque essas pessoas se sabotam tanto?
Talvez elas tenham vivido uma infância inteira se sentindo inadequadas. Talvez tenha havido pessoas fazendo-as se sentirem sem direitos, sem direito de se expressar ou de simplesmente fazer parte da vida. E assim ninguém nunca as viu como pessoas interessantes. E é assim que elas se sentem. As mosquinhas do cavalo do bandido.
Por conta desse sentimento que recebo muitos pacientes me contando, por exemplo, do marido agressivo. Ela passa uma vida toda, semana após semana sendo agredida por ele. Mulheres que tem toda condição financeira de manter-se sozinhas, mas não tem condição emocional para ficarem sozinhas, então vivem com o inimigo num processo de total auto sabotagem . Porque ela repete isso? Com certeza teve em sua vida alguém significativo que a ensinou a agüentar agressões, a suportar quieta essa pessoa a fez acreditar que ela não é ninguém, que ela só vai conseguir uma migalha de amor, e pra conseguir essa migalha de amor, ela precisa suportar o que quer que seja. Então ela passa a vida suportando agressões, e até procura , inconscientemente claro, pessoas que a agridam, para manter o esquema. Tudo isso só porque ela acreditou que essa é a única forma de receber um mínimo de amor.
Como funciona a terapia nos casos de
autosabotagem?
O primeiro passo é perceber que a auto sabotagem não precisa continuar. Você pode mudar esses esquemas e acabar com auto-sabotagem. A Terapia Cognitiva Comportamental ensina estratégias pra que você supere isso. Existe até lição de casa pra você praticar um novo modo de funcionar. A psicanálise lhe ajuda a rever suas vivências de refazer aprendizados.
Porque as pessoas se auto-sabotam desse jeito? As pessoas fazem isso porque existe uma compulsão a repetição. Internamente acreditam que essa repetição é a única forma de viver razoavelmente bem. Mas não é . É por isso que ela precisa de um olhar de um profissional treinado. Alguém que veja sua estória com clareza.
As pessoas resistem em fazer terapia porque acreditam que não há chance dela sair dessa. Crêem não haver esperança pra esse sofrimento. Mas há sim. Deixar de se tratar e continuar nesse sofrimento é ser covarde pra encarar a mudança.
Pense bem, se você tem a oportunidade de fazer mudanças em sua vida para que arrumar desculpas como: não tenho tempo... não tenho dinheiro...? Daqui a pouco está comprando o ultimo modelo de celular, está comprando mais roupas do que cabe no guarda roupa, está gastando com restaurantes, mas pra se cuidar não tem dinheiro? Pra mudar seus padrões de pensamento e comportamento que estão destruindo sua vida você não disponibiliza nenhum recurso.
Para entender como a repetição de comportamentos, ou seja a auto-sabotagem, começa vamos lembrar daquela menina que usava os sapatos da mãe - quando cresce é claro que vai ter o mesmo estilo de se vestir da mãe.
O garoto que passou todas as férias da sua infância indo para a uma certa praia. Quando cresce vai levar sua nova família para a mesma praia (par o desespero desta família).
Essa pessoa não tem espaço para mudanças, e nem para imaginação.
Porque as pessoas repetem e repetem as mesmas coisas?
Porque elas aprenderam que essa era a coisa certa a fazer. Talvez sua família tenha zombado das pessoas que faziam as coisas de forma diferente, e assim a criança aprende que só uma forma de fazer as coisas, que será da forma que sua família fazia. Os pais são alcoólatras e a casa é uma bagunça, então a criança acredita que é assim que as casas são.
Só quando a criança cresce e observa outros estilos de vida é que pode perceber que o estilo da sua não é o único nem o melhor. Mas mesmo assim muitos não mudam. Por quê? Por que a família já ensinou que ele só vai receber amor e atenção se ele continuar a repetir o que sua família impôs. É como se dissessem “só vou gostar de você se você for igual a mim”. Mesmo que não digam em palavras.
A tragédia acontece quando a pessoa topa e passa a repetir o que os pais fizeram, sempre tentando alcançar o amor e a aceitação.
Muitas vezes as pessoas vêm para terapia porque estão com dificuldades em seus casamentos, dificuldades no trabalho, dificuldades em relacionamentos sociais, e nem percebem qual foi o inicio disso tudo.
O que acontece é uma imensa confusão interior.
Essas são aquelas pessoas que casam com alcoólatras depois de terem sofrido anos com pais alcoólatras. Não entendem como entram em uma fria atrás da outra, não entendem como continuam a comprar o que não precisam e não podem pagar. Tudo isso tem um nome - auto sabotagem. E você só sai dela quando entende a sua dinâmica interna e mudar essa dinâmica.

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