sexta-feira, 12 de setembro de 2014

TERAPIA DA LINHA DO TEMPO (TLT)

Terapia da Linha do Tempo (TLT)clínica e terapia estratégica, Milton Erickson,

A Terapia da Linha do Tempo (TLT) desenvolvida por Tad James PhD, é considerada uma das mais poderosas terapias hipnóticas pós-modernas utilizando as atuais pesquisas sobre a tecnologia mental. Integra a abordagem hipnótica ericksoniana, os conceitos de Linha do Tempo trazidos por William James e por Richard Bandler e John Grinder com a perspectiva temporal das emoções de Leslie Bandler.
 Utiliza a linguagem e o acesso ao inconsciente desenvolvidos pelo criador da moderna hipnose clínica e terapia estratégica, Milton Erickson, MD. Mais recentemente incorporou o modelo  de solução criativa na terapia de Ernest L. Rossi, as interpretações quânticas e a fisiologia das emoções. Distingue-se por utilizar o conceito inédito de Causa-Raiz, o que permite à Terapia da Linha do Tempo o tratamento de grande quantidade de problemas em um curto espaço de tempo. Você irá aprender exatamente o que são e como utilizar cada uma das técnicas particulares da Terapia da Linha do Tempo e como elas podem acelerar um processo psicoterapêutico. Você aprenderá como a Terapia da Linha do Tempo funciona e por que ela funciona de maneira tão eficaz. Irá descobrir uma grande variedade de aplicações que você pode usar imediatamente e tornar seu trabalho terapêutico muito mais eficaz e gratificante.O processo da Terapia da Linha do Tempo permite que você trabalhe no nível inconsciente e reestruture o efeito das experiências negativas do passado, rapidamente mude crenças, decisões e “programações” inadequadas.

O que é a TLT?
É uma psicoterapia pós-moderna para transformar, de forma rápida e profunda, o pensamento, o comportamento e as reações emocionais.
  • Rapidez
  • Eficácia
  • Profundidade
  • Simplicidade teórica

A Terapia da Linha do Tempo® é considerada uma das mais poderosas terapias desenvolvidas dentro da moderna tecnologia mental. A grande vantagem da Terapia da Linha do Tempo® é sua incrível rapidez para produzir resultados. Utilizando a capacidade cerebral de lidar com pontos comuns a diversos problemas pessoais, permite a terapia de grã pessoais, permite a terapia de grande quantidade de problemas em curto espaço de tempo.

História
A Terapia da Linha do Tempo foi desenvolvida, nas suas características atuais por Tad James, PhD em Hipnose, no final dos anos 80 e início dos anos 90. Suas origens remontam, no entanto, ao próprio desenvolvimento da humanidade, acompanhando a evolução da consciência e do pensamento sobre a passagem do tempo e sua vinculação com a experiência humana. Platão (séc. IV-V a.C.) falou da medida do tempo e Aristóleles, no século IV a.C., foi o primeiro a mencionar o “curso do tempo” em Física IV. De pensadores como Santo Agostinho, Bergson, Husserl e Heidegger vieram os fundamentos filosóficos da terapia.
William James, filósofo e psicólogo, escreveu sobre a organização linear e interconectada das memórias em 1890 em seu famoso Principles of Psychology, fortalecendo na psicologia a idéia da linha do tempo. O conceito foi retomado no final dos anos 70 por Richard Bandler, John Grinder e seus colaboradores. Pesquisando a representação mental de variáveis relacionadas com o tempo, eles firmaram a imagem da linha do tempo. Pouco depois, em 1985, Tad James e Wyatt Woodsmall pela primeira vez desenvolveram um processo terapêutico sistemático usando esse sistema interno linear para organizar e guardar as memórias, publicando em 1988 o livro Time Line Therapy and the Basis 

of Personality.
A partir do fim dos anos 80 Tad James fortaleceu a terapia com conceitos novos e técnicas específicas, incorporando a noção de causa-raiz, a perspectiva temporal das emoções de Leslie Cameron Bandler (O Refém Emocional, 1993) e a linguagem e os pressupostos para contato com o inconsciente desenvolvidos por Milton H. Erickson, MD, criador da abordagem indireta e naturalística na hipnose. Na década de 90 John Overdurf e Julie Silverthorn, psicoterapeutas da área do aconselhamento familiar, enriqueceram as possibilidades e a singularidade da TLT com técnicas de hipnose ligadas à Lingüística Quântica.
A Terapia da Linha do Tempo chegou ao Brasil em 1993 através de George Vittorio Szenészi, que em 1994 tornou-se o primeiro instrutor latino americano de TLT convidado e credenciado pessoalmente por Tad James. George Szenészi dedicou-se a desenvolver novas técnicas, a apoiar a pesquisa de novas aplicações e a sistematizar os fundamentos teóricos, procedimentos e protocolos da terapia. Além dos profissionais nos cinco continentes, seu trabalho na formação de terapeutas levou a Terapia da Linha do Tempo® a inúmeros profissionais de vários estados brasileiros e da Argentina, sendo autor do livro Está na Hora!? A Psicologia das Linhas do Tempo.

Características
A Terapia da Linha do Tempo integra o conjunto das terapias breves pós-modernas. É uma terapia hipnótica semi-estruturada de processo, alinhada com a proposta de terapia orientada para a solução de problemas. Desenvolveu-se como uma abordagem que produz transformações profundas e duradouras muito rapidamente, muito mais rápido e abrangente do que é correntemente chamado de terapia breve. Suas características peculiares permitem previsões de resultados das técnicas. Caracteriza-se por: 
  1. Um conjunto de pressupostos e um modelo de processamento mental que fornecem o suporte teórico para a abordagem.
  1. Técnicas e procedimentos que guiam o terapeuta nos passos para o alcance de determinado efeitos ou resultados dentro da estratégia terapêutica para alcançar os objetivos do cliente. 
  1. Uma linguagem arquitetada, na relação terapêutica e em cada técnica, para o envolvimento positivo e atuante do inconsciente do cliente no seu próprio processo de mudança. A linguagem é fundamentada no modelo de comunicação com o inconsciente criado por Milton H. Erickson, MD. (Bandler & Grinder, Patterns of the Hypnotic Techniques of Milton H. Erickson, M.D., Vol.1, 1975).
  1. Uma atitude do terapeuta que suporta forte crença nas possibilidades ilimitadas do cliente de produzir mudanças rápidas e significativas que respeitem sua integridade pessoal. .

Principais Técnicas
Os processos terapêuticos da Terapia da Linha do Tempo® se desenvolvem em torno de sete técnicas e procedimentos principais para:
  1. Identificar a linha do tempo. A linha do tempo é uma representação da organização espacial do tempo de uma pessoa indicando características do modo como ela se organiza e se adapta em relação ao seu meio externo. É ainda uma metáfora sobre como ela vê e sente certos aspectos de sua vida emocional. Na TLT é a via de acesso à representação dos eventos significativos do cliente.
  1. Identificar a causa-raiz de um problema. Um dos pressupostos da TLT é que cada problema pode ser concebido como tendo se originado num evento particular denominado causa-raiz. A causa-raiz é caracterizada como o primeiro e mais antigo de todos os eventos relacionados com o problema e que estabeleceu o ”palco primário” aonde o problema mais tarde veio a se desenrolar. A causa-raiz não é uma experiência traumática, não é consciente e comumente não é lembrada durante a terapia. Os procedimentos da TLT permitem sua identificação.
  1. Dissipar emoções. A reestruturação e limpeza emocional das causas-raizes de emoções como tristeza, raiva, medo, culpa e outras dissipa o acúmulo dessas emoções na estrutura psíquica e orgânica. A limpeza de cada causa-raiz elimina de uma só vez todas as emoções de mesma natureza das memórias do cliente.
  1. Neutralizar crenças e decisões limitantes. Pode-se conceber que as dificuldades pessoais, comportamentos disfuncionais e atitudes limitantes se apóiam em decisões e crenças empobrecedoras e geralmente inconscientes. A técnica permite o acesso direto aos pontos de origem destas crenças e decisões e a sua imediata “desconstrução”.
  1. Mudar a linha do tempo. Inúmeros estados pessoais desconfortáveis, condutas ineficazes e limitações advêm dos “desenhos” das linhas do tempo. Alterações nas linhas do tempo produzem mudanças profundas na maneira de sentir e reagir à própria história e na maneira de lidar com o contexto externo da vida. É uma das principais técnicas para o tratamento de dependência química e fortalecimento da capacidade de administração do tempo pessoal.
  1. Depurar e realinhar valores. A estrutura motivacional de uma pessoa, sua eficácia e sua fluidez na vida, assim como sua capacidade de alcançar sonhos e objetivos, dependem diretamente de sua estrutura de valores. A TLT atua com uma metodologia específica destinada a eliminar bloqueios internos de cada valor e promover o alinhamento do conjunto de valores que rege cada área da vida de um cliente. O resultado é o aumento significativo da harmonia e equilíbrio de vida e a maior capacidade de realizar projetos pessoais.
  1. Instalar eventos no futuro. Técnica que permite que objetivos e metas, sejam terapêuticos sejam de qualquer área da vida do cliente, sejam internalizados diretamente na estrutura inconsciente que gerencia as ações futuras. Em conseqüência e em contraste com métodos tradicionais que requerem contínuas repetições e reforços, esta técnica da TLT é usualmente realizada uma só vez para produzir os mesmos efeitos ou geralmente efeitos mais significativos no alcance de objetivos do cliente.

Resultados Distintivos
Tipicamente a Terapia da Linha do Tempo permite: 
  1. Rápida dissolução de emoções negativas massivas. O tempo médio de tratamento de cada conjunto de memórias de uma mesma emoção ou decisão limitante é de cerca de10 a 15 minutos.  
  1. Tratamento de traumas e experiências dolorosas sem o reencontro ou revivência da memória do evento. Não sendo uma terapia de regressão e lidando com o conceito de causa-raiz, traumas e origens de fobias ou pânicos podem ser tratados de forma suave, uma vez que as causas-raizes não são eventos traumáticos. Os resultados desses tratamentos são usualmente muito rápidos.
  1. Alcance de estados de bem estar em poucas sessões. Geralmente mudanças pessoais são alcançadas com um mínimo de ações, graças à precisão das intervenções terapêuticas. 
  1. Forte suporte e ações efetivas no apoio ao tratamento de doenças físicas de origem psicossomática.
  1. Identificação facilitada dos bloqueios, sua origem e tratamento, no caso de limitações como insucessos em qualquer área da vida, incapacidade de alcançar objetivos, estados emocionais negativos persistentes, memórias obsessivas e outras condições. 
  1. Desbloqueio de processos terapêuticos difíceis. Segundo o relato de inúmeros psicoterapeutas, a introdução da TLT no tratamento de clientes cuja terapia encontrou um patamar de paralisação, deu nova vida à relação terapêutica e ensejou profundas mudanças pessoais com a solução de problemas que não respondiam a intervenções anteriores do terapeuta.
  1. Criação de futuro. A abordagem para orientar a vida futura, onde valores, objetivos, metas e condutas podem ser estruturados, "limpos" e alinhados, maximiza a probabilidade de realização de aspectos da vida ideal do cliente.  
  1. Resultados generativos e alavancadores. Os efeitos positivos da terapia tendem a extrapolar o foco terapêutico e a se espalhar por diversas áreas da vida pessoal.

TLT – utilizando as  ferramentas da PNL
Conhecendo a Hipnose Ericksoniana  (Sem ela, afirma-se  que não existiria a PNL) aprendemos com o Mestre,
Prof. Luiz Lima — Trainer pela NLPU jul/2007, -Notas de aula para o curso de Hipnose Ericksoniana e TLT do Instituto Luz - edição: 2007.
Ttomas
conhecimento para a condução de sessões de cura onde ele ficava frente a frente
com seus pacientes, ambos sentados de forma que seus joelhos se tocassem. Então ele se posicionava de forma a olhar fixamente os olhos do outro enquanto mantinha os polegares deste pressionados em suas mãos. Mesmer também introduziu o movimento de deslizar as mãos dos ombros através dos braços2 de seus pacientes para depois pressionar os dedos na região abaixo do diafragma chegando a ficar com as mãos ali pousadas por horas. Há relatos que pacientes sentiam sensações particulares chegando a apresentar convulsões que eram tomadas como sinais de cura. Em alguns casos ele terminava as sessões com música obtida a partir de uma harmônica de vidro – um instrumento que produz sons muito parecidos aos que hoje, eletrônicamente sintetizados, são utilizados em cd’s de relaxamento e músicas new age.
A questão levantada por Mesmer atingiu tal repercussão que uma comissão foi
estabelecida pelo rei Luis XVI para analisá-la cientificamente. Membros notórios da academia real de ciências como Lavoisier, Guillotin e o então embaixador americano Benjamin Franklin juntaram-se a membros da faculdade de medicina de Eslon. A conclusão do estudo apontou a inexistência de evidências do tal fluído. No entanto o fato do benefício produzido pelo tratamento foi atribuído à imaginação, imitação e o toque, sendo que o principal fator seria a imaginação!
Curiosamente devemos lembrar que hoje existem evidências obtidas em imagens de ressonância magnética e tomografias, sobre cérebros ativos, que indicam que a imaginação ativa áreas do cérebro semelhantes às áreas usualmente ativadas pelos sentidos quando o cérebro está processando impulsos percebidos da realidade.
Outros dois nomes aparecerão depois de Mesmer: (1) O Marquês de Puysegur que se tornou famoso pelo sonambulismo artificial onde ele afirmava que o fenômeno do magnetismo era eliciado por meio de um rapport exclusivo desenvolvido entre o iniciador e o receptor [denominações aqui arbitradas]; e (2) o abade Jose Custodia di Faria que denominou o fenômeno de sono lúcido e dirigiu a atenção dos estudiosos ao afirmar que 16 a 20% da população era altamente responsiva a este fenômeno.
Esta foi a primeira afirmação consistente que a predisposição dos indivíduos a este fenômeno variava.
O termo Hipnose foi cunhado por James Braid, um cirurgião, em seu livro datado de 1843, no qual, seguindo os passos de Puysegur e Faria com suas metáforas de
2 No formato de “passes” segundo o texto original. Os passes aqui referidos são aqueles encontrados em
contextos ritualísticos religiosos.

4
sono, chamou o fenômeno de hipnose, a partir do grego hÿpnos (sono)3. A questão do sono caiu por terra quando nos anos 50 a tecnologia dos eletroencéfalogramas mostrou que o padrão exibido pelo estado de hipnose é igual a estar relaxado, alerta, porém com os olhos fechados. Um eletro do sono, por sua vez, apresenta quatro estágios distintos4 que delineiam ciclos de 90 minutos que se repetem durante a noite em profundida progressivamente menor a cada ciclo.
Durante o século XIX duas escolas de hipnose surgiram na França. Uma associava uma condição pejorativa às pessoas mais suscetíveis à hipnose – elas seriam as mais influenciáveis e mais inocentes, e portanto, talvez, por serem tão
sugestionáveis, seriam mais “fracas”. A outra escola, liderada por Jean-Martin
Charcot – um notado neurologista então – tinha como postulado que a hipnose era
uma condição fisiopatológica aliada à histeria. Foi por esta época que as cortes
legais começaram a receber evidências baseadas em hipnose. O conflito entre estas escolas ganhou destaque e significativas controvérsias então. Foi quando a atenção foi atraída para a abordagem singular apresentada por Sigmund Freud.
O declínio no interesse pela hipnose foi rompido em 1933 com o livro de Clark L. Hull com uma abordagem experimental sobre hipnose e sugestionabilidade. Histórias sobre problemas ligados a conduta ética com alunos do laboratório o levaram a abandonar este campo de studo.
Foi somente com o advento da segunda guerra mundial, em situações precárias nos hospitais de batalha, com falta de condições e medicamentos, que alguns médicos começaram a tratar feridos reduzindo a dor e o sofrimento destes com emprego da hipnose.
Alguns destes profissionais, após a guerra, fundaram a Sociedade de Hipnose
Clínica e Experimental cuja primeira reunião ocorreu em 1949. Desentendimentos
neste grupo levaram parte dele, liderados por Milton Erickson, a formar a Sociedade Americada de Hipnose Clínica em 1957. Desde então houve uma aumento significativo do interesse mundial no estudo da hipnose5 em um contexto de contínuas validações, especulações e refutações por diversas escolas6.
3 Na Mitologia grega existe um deus Hipnos – um deus do sono – irmão gêmeo de Tanatus (tido como a própria morte), filhos de Nix, a noite, e Érebo, as trevas.
4 Beta (alerta/trabalhando) 14-32 Hz; Alfa (relaxado/refletindo) 7-14 Hz; Teta (sonolento) 4-7 Hz; Delta
(dormindo, sonhando, sono profundo) 3-5 Hz.
5 Um contra-ponto interessante é colocado pelo dr. Perry sobre questões que abalaram os EUA sobre memórias falsas (não intencionais) de abusos sexuais induzidas pelo processo de hipnose.
6 Uma fonte de acesso fácilitado para aprofundamento nestes aspectos históricos, conceituais e atuais sobre
hipnose é encontrado na internet na Wikipedia. Entretando deve-se complementar os textos lendo-se o material ali apresentado, em diversas línguas, se possível, já que não são os mesmos “traduzidos”.

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Definições preliminares
Como veremos durante o desenvolvimento deste texto, a intensidade e efetividade
da condição acima descrita irá variar entre indivíduos dependendo de muitos fatores a serem elencados posteriormente. A situação de como o processo acima descrito irá se desenvolver também poderá variar bastante do contexto usualmente esperado, desviando-se sensivelmente dos estereótipos preferidos pela mídia cinematográfica. Não será necessário um hipnotizador com relógio, ou outro objeto, para colocar-se uma pessoa num estado de hipnose.
Quanto ao transe, deve-se estabelecer a sua distinção de hipnose – a hipnose é
algo mais abrangente do que um transe assim como é o Saber diante do Conhecer.
Para efeitos deste estudo vamos definir transe como sendo um estado focalizado de atenção que pode ser dirigida para a perspectiva interna7 ou externa. O transe é um estado especializado de consciência – que adquire uma melhor expressão ao ser colocado assim do que do que ao se afirmar que é um estado alterado de
consciência.
Pode-se afirmar que um transe potencializa o estado em que se encontra uma
pessoa.
􀂃 Para exemplificar podemos recorrer a situação em que se espera pela dor (que
se imagina que irá ocorrer) em uma intervenção feita por um dentista. Esta
expectativa aumenta a sensação de dor que irá ocorrer, quando – e se – esta
ocorrer. Talvez, neste caso, o que não seria notado por alguém “desligado” passa
a constituir fonte de dor e desconforto. É o caso de, numa sala de espera,
começar a se ouvir gemidos desagradáveis vindos da sala fechada onde o
dentista está trabalhando. Também contribui em muito para isso o ruído agudo
das brocas funcionando – um dos mais temidos elementos neste tipo de
contexto.

7 No caso de hipnose, este foco é dirigido para a perspectiva interna
A hipnose, para efeito deste trabalho, é tratada como
sendo um processo privilegiado de comunicação, marcado
por acentuada condição de rapport, onde elementos do
pensamento crítico, usualmente presentes nos estado
habitual de ser do indivíduo (ou conjunto destes), são
contornados e uma condição focada de pensamento e
percepção é estabelecida.

6  Uma outra situação é aquela onde alguém que tem um medo sério de baratas,
ao ver uma mancha no chão em um local onde imagina que devam existir
baratas, possa a tratar emocionalmente a situação como se estivesse realmente
diante de uma barata, aumentando em muito as chances de alucinar ainda mais
sobre a condição.
􀂃 Da mesma forma, a expectativa criada para uma piada que vai ser contada por
um piadista famoso, aumenta a disposição do público à risada.
􀂃 Filmes com expectativas prévias de sentimentos que serão aflorados, como o
lacrimoso Titanic com Leonardo Di Caprio, geram as respostas esperadas,
coletivamente reafirmadas.
􀂃 Olhar para fora de um ambiente aquecido, através de uma janela, e verificar que
externamente existem indícios de frio como céu cinza, vento em árvores etc,
aumenta a expectativa de frio e a percepção deste por parte da pessoa.
􀂃 Repetir continuamente para si próprio que algo o está incomodando, como o frio,
o calor, o chefe chato etc, amplia a percepção destes desconfortos. Neste caso o
trabalho da sugestão é efetuado pelo próprio sujeito em sua dimensão
consciente (em uma condição de auto-hipnose) onde ele reforça as próprias
crenças limitantes.
Já que a atenção é um estado flutuante em que muitos pontos de percepção entram e saem do foco [definindo o inconsciente adjacente] daquilo que chamamos de consciência, onde quer que seja que o sujeito focar a atenção, este ponto tenderá a se tornar a realidade percebida pelo sujeito. Os bons mágicos são insuperáveis neste sentido desviando a atenção da platéia para onde desejam, de forma a criar espaço para realizarem seus truques.
Quanto à sugestão, que completa o transe levando o sujeito à uma condição de
estado de hiponose, teremos muito o que cogitar.
Erickson ouvia muito antes de atuar segundo aqueles que puderam observar sua
forma de agir. Enquanto escutava Erickson estava estudando as particularidades do
Talvez, colocar uma pessoa em transe seja a parte mais fácil de
compreender e dominar do processo de indução hipnótica. O
verdadeiro desafio está no que será colocado como sugestão
para que este realize as mudanças que deseja1.

7
indivíduo e esperando por uma intuição de como agir, sempre buscando elementos fornecidos pelo sujeito. Disto pode-se extrair uma crítica para os cd’s de auto-ajuda pois estes recaem na categoria de sugestões inespecíficas que podem, ou não, fazer sentido no mundo interior da pessoa que o está escutando.
Lembrando sempre que a comunicação que acontece nem sempre é
aquela que o comunicador pretende ou pretendia, mas sim aquilo que é
entendido [decodificado] pelo receptor.
Neste ponto talvez seja necessário a explicitação de alguns aspectos que ligam
Erickson à PNL. Pode-se dizer, sem medo excessivo de exagerar, que sem Erickson não haveria PNL (programação neurolingüística) uma vez que ele foi o principal pilar de modelagem na qual seus criadores8 se basearam. A seguir são apresentados os principais pressupostos que norteiam a PNL cuja propriedade com hipnose  ericksoniana se apresenta de forma direta.

1. O mapa não é o território!
Podemos afirmar, sem o risco de errar, que cada um de nós “carrega”, em
nossos cérebros, uma representação da realidade, ao invés da realidade em si.
Isto acontece da mesma forma como um mapa “carrega” uma representação de um território e não o território em si. Com a planta de uma casa, ou de um apartamento, vai acontecer a mesma coisa. Uma pessoa não “carrega” o seu carro na cabeça. Ela “carrega” uma representação dele – ou seja – uma “impressão” sensorial, cognitiva, e principalmente, emotiva, das características que ela percebe de seu carro – representação esta repleta de memórias únicas e singulares que estão relacionadas, direta ou indiretamente, ao uso daquele carro por aquela pessoa9. Isto pode parecer um conceito óbvio, mas, no entanto, merece uma atenta reflexão para as suas implicações.

2. Os melhores mapas permitem um maior e mais rico número de
escolhas
8 Richard Bandler e John Grinder
9 Gralmente as propagandas do carro em questão, feitas pela montadora que o criou, constróem um “senso”
comum na sociedade a respeito ao uso daquele carro, impondo imensa quantidade de impressões emotivas aos
sujeitos.
8
Criar é combinar elementos que, a princípio, não pareciam ser passíveis de
“darem certo” juntos. O combustível da criação é quantidade de experiências e
estudos que uma pessoa adquiriu ao longo de sua vida. Já o comburente - aquele
que sustenta a combustão - é a flexibilidade que a pessoa possui. A disposição e a permissão internas da pessoa (ou se permite ter) para aprender, definem o
potencial de “ riqueza” que seus mapas terão! E mapas mais ricos significam
maiores possibilidades combinatoriais. Quem enxerga mais combinações pode fazer melhores escolhas, lembrando sempre que: — quem não tem escolhas segue destinos! Quem tem escolhas e sabe escolher, cria o próprio futuro...

3. Comunicação é a reposta que você obtém não importando qual foi
sua intenção
O ato de comunicar pressupõe que pelo menos duas pessoas estejam
envolvidas – um emissor e um receptor - e que uma idéia, depois de transmitida e
reconhecida pelo receptor, seja confirmada através de alguma forma. Podemos
chamar essa resposta de um “feedback”. Usualmente, quando nossos processos
de comunicação falham, tendemos a atribuir ao outro uma incapacidade de
entendimento. Esta estratégia autônoma de se desvencilhar da responsabilidade da comunicação, confere, tacitamente, o poder total da comunicação ao outro - ou pior - a nenhum dos dois! Lembrando sempre que o poder total da comunicação depende da compreensão profunda dos mapas alheios e do exercício consciente da própria flexibilidade.

4. Há uma intenção positiva em todo comportamento
Esta é uma profunda quebra de paradigma na avaliação de comportamentos.
Os julgamentos usuais (preconceituosos) que atribuem dolo, maldade, má índole, e
congêneres, ao primeiro sinal de um comportamento alheio que nos agride, em
verdade limitam profundamente as possibilidades de compreensão e atuação sobre um problema. Isto ocorre pois, além de desfocar da essência, estes julgamentos precipitados acionam estados emocionais tipicamente inconvenientes ao estado criativo. Estes estados são chamados de estados limitantes por reduzirem as possibilidades de ação e pensamento criativo de uma pessoa. A pessoa acaba exibindo raiva, medo ou outro sentimento “paralisante”.

5. Toda pessoa possui os recursos que necessita; todos os recursos

estão no sistema

9
A tese pressupõe que todo indivíduo que espera ou busca alterar de um
comportamento que costuma ter — e a pessoa não gosta de “ser” ou de “fazer”
assim — dispõe de todos os elementos necessários para esta mudança em sua
experiência de vida direta ou indireta. O que habitualmente ocorre é que a pessoa
não consegue isolar ou associar estas experiências satisfatórias que possui e
empregá-las nos contextos em que deseja. Na vida de um “tímido” podemos
encontrar desempenhos de enorme ousadia em alguma atividade mecânica como a da alimentação ou em outras que não são percebidas pela pessoa. Na pior das
hipóteses, o “tímido” conhece, de forma direta ou indireta, mesmo que idealizada,
como é ser ousado e destemido — mesmo que seja através de um ídolo de cinema ou de um parente ou líder que admira. O poder esta dentro dele mas ele não consegue articulá-lo!

6. Não existem fracassos; existem apenas feedbacks
Todos os sistemas possuem mecanismos de comunicação de forma que
possam ser aprimorados ou se regularem de forma autônoma e automática. Estes
processos são formas de comunicação conhecidas como feedbacks! Por motivos
muitos e variados, a nossa educação social moderna distorce este sentido e nos
ensina a avaliar o não atingimento de objetivos como “falhas”! A falha, percebida
como uma derrota, ou como uma incapacidade, ou como qualquer outra nuance que desabilita a pessoa, aciona um estado emocional tipicamente limitante.

7. As pessoas sempre fazem as melhores escolhas possíveis
Qualquer um de nós, quando está decidindo, termina sempre fazendo a
melhor escolha dentre aquilo que sabe e aquilo que pode fazer! Mesmo que esta
decisão seja a de matar um passarinho com um estilingue para provar a habilidade no tiro ao alvo. Se a pessoa não fez de forma diferente, atirando contra um alvo inerte por exemplo, era porque ela necessitava aprender algo novo para que uma nova opção pudesse fazer parte do seu cardápio pessoal de escolhas.

8. A energia flui para onde vai a atenção
Trata-se de um “postulado” simples sobre a capacidade de concentração
versus o foco da atenção. O foco de nossa atenção pode ser externo, no meio
ambiente, ou interno em meio aos nossos pensamentos. Novamente o
“automatismo” de nosso estado consciente nos impede de perceber, com freqüência,
10
quando ocorrem desvios de foco incompatíveis com nosso desejo consciente10 de
atenção. Quantas vezes se faz uma atividade sem estar “presente” nela? No correcorre do dia-a-dia, muitas vezes, vamos à restaurantes ótimos, para encontros comerciais, ou para nos divertir-mos, nos quais nem mesmo nos damos conta do sabor dos pratos que foram escolhidos.

9. Se é possível para alguém no mundo, é possível para mim
Esta é uma premissa básica da PNL e diz respeito a modelagem e
transferência de habilidades de um ser humano para outro. Salvo aspectos limítrofes da genialidade, ou de habilidades ímpares do corpo, ou de perfis etários impondo restrições, a idéia central é de que qualquer comportamento bem sucedido exibido por um ser humano, e desejado por uma outra pessoa, pode ser modelado e incorporado por esta pessoa através de um processo de transferência de habilidade.
É uma idéia com alto grau de liberdade intrínseca (acena para inúmeras
possibilidades pessoais).

10. Se o que esta fazendo não esta funcionando, mude seu
comportamento
Este é outro paradoxo da natureza “automática” do ser humano. As pessoas
tem a interessante habilidade de perceber situações indesejadas e no entanto, não perceber os “vícios” de estratégias que fazem com que executem sempre o
mesmo comportamento — aquele comportamento que não os levou ao que
desejavam. Para se fazer algo novo é preciso aprender algo novo e/ou desaprender algo antigo. Aprendendo algo novo se pode, então, fazer algo diferente.
A psicologia define o estado neurótico como sendo aquele quando se repete sempre o mesmo padrão. Se não se consegue sair deste padrão então não se aprende nada de novo. Para algo mudar deve-se aprender algo novo. Esse aprendizdo pode ser o de rever uma situação sob uma perspectitava de coisas já conhecidas mas não relacionadas até então. Erickson insiste que terapia é reassociar.
10 Seria mais apropriado se falar em semi ou pseudo-consciente assumindo que o incosciente é quem determina,
em última análise, o foco da consciência

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Frases para reflexão e discussão:
“Você não pode resolver um problema com o mesmo pensamento que o causou”
“Saber fazer a pergunta correta é mais importante do que saber a resposta”
Einstein
Hipnose no dia-a-dia
Fonte: The Milton H. Foundation, Inc.
Regressão de idade Quando criticado
Quando cercado por crianças
Quando cercado por pessoas mais altas
Divertindo-se de maneira irresponsável
Na presença dos pais
Vendo um álbum de fotos antigas
Progressão de idade Antecipando um evento (planejando)
Ao visitar pessoas mais velhas
Aniversários
Amnésia Na-ponta-da-língua mas não se lembra
Incapaz de achar as chaves, celular etc
Esquecer nomes logo após apresentação
Ir para algum lugar e esquecer a razão
Receber um retorno sem lembrar que ligou
Hipermnésia Lembra-se nitidamente das circunstâncias de um
encontro, paixão, jogo etc
Efeito “camera lenta” em acidentes e traumas
Analgesia & Anestesia Extremidades do corpo que “adormecem”
Perda de sensação pelo frio
Anestesia do dentista
Deitado numa banheira de água quente
Sono
Escrita automática Datas em cheques no início de um novo ano
Mudanças de endereço ou título
Rabiscos a esmo
Catalepsia Mão persistentemente levantada em sala de aula
“Congelado”
Relaxando a ponto de não conseguir se mover
Segurando um drink em uma festa

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Dissociação Sentindo-se “fora-de-si” em uma emergência
Devaneios
Sensação de déjà vu
Direção automática
Alucinação positiva Miragens (ilusão)
Vendo rostos e objetos em nuvens etc
Privação de sono
Lembranças de locais disparadas por aromas/sabores
Alucinação negativa Perceber algo que estava na frente o tempo todo
Não perceber uma fala
Não sentir um toque
Sugestão pós-hipnótica Propagandas abusam deste efeito
Aviso de que um filme é inadequado para crianças
Apagando luzes apagadas
Distorção do tempo
expansão
Direção de longa duração
Insônia
Esperando (impaciente) por algo cozinhar
Tratamento dentário (durante)
Trabalho entediante ou desmotivante
Dores e estados adoecidos
Esperas de embraque e vôos longos (rotineiros)
Distorção do tempo
condensação
Qualquer situação de boa diversão
Um livro instigante como código da vinci (para muitos)
Viagens prazeirosas
Férias desejadas

Estando Terapia da Linha do Tempo (TLT)

A Terapia da Linha do Tempo (TLT) desenvolvida por Tad James PhD, é considerada uma das mais poderosas terapias hipnóticas pós-modernas utilizando as atuais pesquisas sobre a tecnologia mental. Integra a abordagem hipnótica ericksoniana, os conceitos de Linha do Tempo trazidos por William James e por Richard Bandler e John Grinder com a perspectiva temporal das emoções de Leslie Bandler.
 Utiliza a linguagem e o acesso ao inconsciente desenvolvidos pelo criador da moderna hipnose clínica e terapia estratégica, Milton Erickson, MD. Mais recentemente incorporou o modelo  de solução criativa na terapia de Ernest L. Rossi, as interpretações quânticas e a fisiologia das emoções. Distingue-se por utilizar o conceito inédito de Causa-Raiz, o que permite à Terapia da Linha do Tempo o tratamento de grande quantidade de problemas em um curto espaço de tempo. Você irá aprender exatamente o que são e como utilizar cada uma das técnicas particulares da Terapia da Linha do Tempo e como elas podem acelerar um processo psicoterapêutico. Você aprenderá como a Terapia da Linha do Tempo funciona e por que ela funciona de maneira tão eficaz. Irá descobrir uma grande variedade de aplicações que você pode usar imediatamente e tornar seu trabalho terapêutico muito mais eficaz e gratificante.O processo da Terapia da Linha do Tempo permite que você trabalhe no nível inconsciente e reestruture o efeito das experiências negativas do passado, rapidamente mude crenças, decisões e “programações” inadequadas.

O que é a TLT?
É uma psicoterapia pós-moderna para transformar, de forma rápida e profunda, o pensamento, o comportamento e as reações emocionais.
  • Rapidez
  • Eficácia
  • Profundidade
  • Simplicidade teórica

A Terapia da Linha do Tempo® é considerada uma das mais poderosas terapias desenvolvidas dentro da moderna tecnologia mental. A grande vantagem da Terapia da Linha do Tempo® é sua incrível rapidez para produzir resultados. Utilizando a capacidade cerebral de lidar com pontos comuns a diversos problemas pessoais, permite a terapia de grã pessoais, permite a terapia de grande quantidade de problemas em curto espaço de tempo.


História
A Terapia da Linha do Tempo foi desenvolvida, nas suas características atuais por Tad James, PhD em Hipnose, no final dos anos 80 e início dos anos 90. Suas origens remontam, no entanto, ao próprio desenvolvimento da humanidade, acompanhando a evolução da consciência e do pensamento sobre a passagem do tempo e sua vinculação com a experiência humana. Platão (séc. IV-V a.C.) falou da medida do tempo e Aristóleles, no século IV a.C., foi o primeiro a mencionar o “curso do tempo” em Física IV. De pensadores como Santo Agostinho, Bergson, Husserl e Heidegger vieram os fundamentos filosóficos da terapia.

William James, filósofo e psicólogo, escreveu sobre a organização linear e interconectada das memórias em 1890 em seu famoso Principles of Psychology, fortalecendo na psicologia a idéia da linha do tempo. O conceito foi retomado no final dos anos 70 por Richard Bandler, John Grinder e seus colaboradores. Pesquisando a representação mental de variáveis relacionadas com o tempo, eles firmaram a imagem da linha do tempo. Pouco depois, em 1985, Tad James e Wyatt Woodsmall pela primeira vez desenvolveram um processo terapêutico sistemático usando esse sistema interno linear para organizar e guardar as memórias, publicando em 1988 o livro Time Line Therapy and the Basis 

of Personality.
A partir do fim dos anos 80 Tad James fortaleceu a terapia com conceitos novos e técnicas específicas, incorporando a noção de causa-raiz, a perspectiva temporal das emoções de Leslie Cameron Bandler (O Refém Emocional, 1993) e a linguagem e os pressupostos para contato com o inconsciente desenvolvidos por Milton H. Erickson, MD, criador da abordagem indireta e naturalística na hipnose. Na década de 90 John Overdurf e Julie Silverthorn, psicoterapeutas da área do aconselhamento familiar, enriqueceram as possibilidades e a singularidade da TLT com técnicas de hipnose ligadas à Lingüística Quântica.

A Terapia da Linha do Tempo chegou ao Brasil em 1993 através de George Vittorio Szenészi, que em 1994 tornou-se o primeiro instrutor latino americano de TLT convidado e credenciado pessoalmente por Tad James. George Szenészi dedicou-se a desenvolver novas técnicas, a apoiar a pesquisa de novas aplicações e a sistematizar os fundamentos teóricos, procedimentos e protocolos da terapia. Além dos profissionais nos cinco continentes, seu trabalho na formação de terapeutas levou a Terapia da Linha do Tempo® a inúmeros profissionais de vários estados brasileiros e da Argentina, sendo autor do livro Está na Hora!? A Psicologia das Linhas do Tempo.


Características
A Terapia da Linha do Tempo integra o conjunto das terapias breves pós-modernas. É uma terapia hipnótica semi-estruturada de processo, alinhada com a proposta de terapia orientada para a solução de problemas. Desenvolveu-se como uma abordagem que produz transformações profundas e duradouras muito rapidamente, muito mais rápido e abrangente do que é correntemente chamado de terapia breve. Suas características peculiares permitem previsões de resultados das técnicas. Caracteriza-se por: 
  1. Um conjunto de pressupostos e um modelo de processamento mental que fornecem o suporte teórico para a abordagem.
  1. Técnicas e procedimentos que guiam o terapeuta nos passos para o alcance de determinado efeitos ou resultados dentro da estratégia terapêutica para alcançar os objetivos do cliente. 
  1. Uma linguagem arquitetada, na relação terapêutica e em cada técnica, para o envolvimento positivo e atuante do inconsciente do cliente no seu próprio processo de mudança. A linguagem é fundamentada no modelo de comunicação com o inconsciente criado por Milton H. Erickson, MD. (Bandler & Grinder, Patterns of the Hypnotic Techniques of Milton H. Erickson, M.D., Vol.1, 1975).
  1. Uma atitude do terapeuta que suporta forte crença nas possibilidades ilimitadas do cliente de produzir mudanças rápidas e significativas que respeitem sua integridade pessoal. .

Principais Técnicas
Os processos terapêuticos da Terapia da Linha do Tempo® se desenvolvem em torno de sete técnicas e procedimentos principais para:
  1. Identificar a linha do tempo. A linha do tempo é uma representação da organização espacial do tempo de uma pessoa indicando características do modo como ela se organiza e se adapta em relação ao seu meio externo. É ainda uma metáfora sobre como ela vê e sente certos aspectos de sua vida emocional. Na TLT é a via de acesso à representação dos eventos significativos do cliente.
  1. Identificar a causa-raiz de um problema. Um dos pressupostos da TLT é que cada problema pode ser concebido como tendo se originado num evento particular denominado causa-raiz. A causa-raiz é caracterizada como o primeiro e mais antigo de todos os eventos relacionados com o problema e que estabeleceu o ”palco primário” aonde o problema mais tarde veio a se desenrolar. A causa-raiz não é uma experiência traumática, não é consciente e comumente não é lembrada durante a terapia. Os procedimentos da TLT permitem sua identificação.
  1. Dissipar emoções. A reestruturação e limpeza emocional das causas-raizes de emoções como tristeza, raiva, medo, culpa e outras dissipa o acúmulo dessas emoções na estrutura psíquica e orgânica. A limpeza de cada causa-raiz elimina de uma só vez todas as emoções de mesma natureza das memórias do cliente.
  1. Neutralizar crenças e decisões limitantes. Pode-se conceber que as dificuldades pessoais, comportamentos disfuncionais e atitudes limitantes se apóiam em decisões e crenças empobrecedoras e geralmente inconscientes. A técnica permite o acesso direto aos pontos de origem destas crenças e decisões e a sua imediata “desconstrução”.
  1. Mudar a linha do tempo. Inúmeros estados pessoais desconfortáveis, condutas ineficazes e limitações advêm dos “desenhos” das linhas do tempo. Alterações nas linhas do tempo produzem mudanças profundas na maneira de sentir e reagir à própria história e na maneira de lidar com o contexto externo da vida. É uma das principais técnicas para o tratamento de dependência química e fortalecimento da capacidade de administração do tempo pessoal.
  1. Depurar e realinhar valores. A estrutura motivacional de uma pessoa, sua eficácia e sua fluidez na vida, assim como sua capacidade de alcançar sonhos e objetivos, dependem diretamente de sua estrutura de valores. A TLT atua com uma metodologia específica destinada a eliminar bloqueios internos de cada valor e promover o alinhamento do conjunto de valores que rege cada área da vida de um cliente. O resultado é o aumento significativo da harmonia e equilíbrio de vida e a maior capacidade de realizar projetos pessoais.
  1. Instalar eventos no futuro. Técnica que permite que objetivos e metas, sejam terapêuticos sejam de qualquer área da vida do cliente, sejam internalizados diretamente na estrutura inconsciente que gerencia as ações futuras. Em conseqüência e em contraste com métodos tradicionais que requerem contínuas repetições e reforços, esta técnica da TLT é usualmente realizada uma só vez para produzir os mesmos efeitos ou geralmente efeitos mais significativos no alcance de objetivos do cliente.

Resultados Distintivos
Tipicamente a Terapia da Linha do Tempo permite: 
  1. Rápida dissolução de emoções negativas massivas. O tempo médio de tratamento de cada conjunto de memórias de uma mesma emoção ou decisão limitante é de cerca de10 a 15 minutos.  
  1. Tratamento de traumas e experiências dolorosas sem o reencontro ou revivência da memória do evento. Não sendo uma terapia de regressão e lidando com o conceito de causa-raiz, traumas e origens de fobias ou pânicos podem ser tratados de forma suave, uma vez que as causas-raizes não são eventos traumáticos. Os resultados desses tratamentos são usualmente muito rápidos.
  1. Alcance de estados de bem estar em poucas sessões. Geralmente mudanças pessoais são alcançadas com um mínimo de ações, graças à precisão das intervenções terapêuticas. 
  1. Forte suporte e ações efetivas no apoio ao tratamento de doenças físicas de origem psicossomática.
  1. Identificação facilitada dos bloqueios, sua origem e tratamento, no caso de limitações como insucessos em qualquer área da vida, incapacidade de alcançar objetivos, estados emocionais negativos persistentes, memórias obsessivas e outras condições. 
  1. Desbloqueio de processos terapêuticos difíceis. Segundo o relato de inúmeros psicoterapeutas, a introdução da TLT no tratamento de clientes cuja terapia encontrou um patamar de paralisação, deu nova vida à relação terapêutica e ensejou profundas mudanças pessoais com a solução de problemas que não respondiam a intervenções anteriores do terapeuta.
  1. Criação de futuro. A abordagem para orientar a vida futura, onde valores, objetivos, metas e condutas podem ser estruturados, "limpos" e alinhados, maximiza a probabilidade de realização de aspectos da vida ideal do cliente.  
  1. Resultados generativos e alavancadores. Os efeitos positivos da terapia tendem a extrapolar o foco terapêutico e a se espalhar por diversas áreas da vida pessoal.

TLT – utilizando as  ferramentas da PNL
Conhecendo a Hipnose Ericksoniana  (Sem ela, afirma-se  que não existiria a PNL) aprendemos com o Mestre,
Prof. Luiz Lima — Trainer pela NLPU jul/2007, -Notas de aula para o curso de Hipnose Ericksoniana e TLT do Instituto Luz - edição: 2007.
Ttomas
conhecimento para a condução de sessões de cura onde ele ficava frente a frente
com seus pacientes, ambos sentados de forma que seus joelhos se tocassem. Então ele se posicionava de forma a olhar fixamente os olhos do outro enquanto mantinha os polegares deste pressionados em suas mãos. Mesmer também introduziu o movimento de deslizar as mãos dos ombros através dos braços2 de seus pacientes para depois pressionar os dedos na região abaixo do diafragma chegando a ficar com as mãos ali pousadas por horas. Há relatos que pacientes sentiam sensações particulares chegando a apresentar convulsões que eram tomadas como sinais de cura. Em alguns casos ele terminava as sessões com música obtida a partir de uma harmônica de vidro – um instrumento que produz sons muito parecidos aos que hoje, eletrônicamente sintetizados, são utilizados em cd’s de relaxamento e músicas new age.
A questão levantada por Mesmer atingiu tal repercussão que uma comissão foi
estabelecida pelo rei Luis XVI para analisá-la cientificamente. Membros notórios da academia real de ciências como Lavoisier, Guillotin e o então embaixador americano Benjamin Franklin juntaram-se a membros da faculdade de medicina de Eslon. A conclusão do estudo apontou a inexistência de evidências do tal fluído. No entanto o fato do benefício produzido pelo tratamento foi atribuído à imaginação, imitação e o toque, sendo que o principal fator seria a imaginação!
Curiosamente devemos lembrar que hoje existem evidências obtidas em imagens de ressonância magnética e tomografias, sobre cérebros ativos, que indicam que a imaginação ativa áreas do cérebro semelhantes às áreas usualmente ativadas pelos sentidos quando o cérebro está processando impulsos percebidos da realidade.
Outros dois nomes aparecerão depois de Mesmer: (1) O Marquês de Puysegur que se tornou famoso pelo sonambulismo artificial onde ele afirmava que o fenômeno do magnetismo era eliciado por meio de um rapport exclusivo desenvolvido entre o iniciador e o receptor [denominações aqui arbitradas]; e (2) o abade Jose Custodia di Faria que denominou o fenômeno de sono lúcido e dirigiu a atenção dos estudiosos ao afirmar que 16 a 20% da população era altamente responsiva a este fenômeno.
Esta foi a primeira afirmação consistente que a predisposição dos indivíduos a este fenômeno variava.
O termo Hipnose foi cunhado por James Braid, um cirurgião, em seu livro datado de 1843, no qual, seguindo os passos de Puysegur e Faria com suas metáforas de
2 No formato de “passes” segundo o texto original. Os passes aqui referidos são aqueles encontrados em
contextos ritualísticos religiosos.

4
sono, chamou o fenômeno de hipnose, a partir do grego hÿpnos (sono)3. A questão do sono caiu por terra quando nos anos 50 a tecnologia dos eletroencéfalogramas mostrou que o padrão exibido pelo estado de hipnose é igual a estar relaxado, alerta, porém com os olhos fechados. Um eletro do sono, por sua vez, apresenta quatro estágios distintos4 que delineiam ciclos de 90 minutos que se repetem durante a noite em profundida progressivamente menor a cada ciclo.
Durante o século XIX duas escolas de hipnose surgiram na França. Uma associava uma condição pejorativa às pessoas mais suscetíveis à hipnose – elas seriam as mais influenciáveis e mais inocentes, e portanto, talvez, por serem tão
sugestionáveis, seriam mais “fracas”. A outra escola, liderada por Jean-Martin
Charcot – um notado neurologista então – tinha como postulado que a hipnose era
uma condição fisiopatológica aliada à histeria. Foi por esta época que as cortes
legais começaram a receber evidências baseadas em hipnose. O conflito entre estas escolas ganhou destaque e significativas controvérsias então. Foi quando a atenção foi atraída para a abordagem singular apresentada por Sigmund Freud.
O declínio no interesse pela hipnose foi rompido em 1933 com o livro de Clark L. Hull com uma abordagem experimental sobre hipnose e sugestionabilidade. Histórias sobre problemas ligados a conduta ética com alunos do laboratório o levaram a abandonar este campo de studo.
Foi somente com o advento da segunda guerra mundial, em situações precárias nos hospitais de batalha, com falta de condições e medicamentos, que alguns médicos começaram a tratar feridos reduzindo a dor e o sofrimento destes com emprego da hipnose.
Alguns destes profissionais, após a guerra, fundaram a Sociedade de Hipnose
Clínica e Experimental cuja primeira reunião ocorreu em 1949. Desentendimentos
neste grupo levaram parte dele, liderados por Milton Erickson, a formar a Sociedade Americada de Hipnose Clínica em 1957. Desde então houve uma aumento significativo do interesse mundial no estudo da hipnose5 em um contexto de contínuas validações, especulações e refutações por diversas escolas6.
3 Na Mitologia grega existe um deus Hipnos – um deus do sono – irmão gêmeo de Tanatus (tido como a própria morte), filhos de Nix, a noite, e Érebo, as trevas.

4 Beta (alerta/trabalhando) 14-32 Hz; 
Alfa (relaxado/refletindo) 7-14 Hz; 
Teta (sonolento) 4-7 
Hz; Delta (dormindo, sonhando, sono profundo) 3-5 Hz.

5 Um contra-ponto interessante é colocado pelo dr. Perry sobre questões que abalaram os EUA sobre memórias falsas (não intencionais) de abusos sexuais induzidas pelo processo de hipnose.
6 Uma fonte de acesso fácilitado para aprofundamento nestes aspectos históricos, conceituais e atuais sobre
hipnose é encontrado na internet na Wikipedia. Entretando deve-se complementar os textos lendo-se o material ali apresentado, em diversas línguas, se possível, já que não são os mesmos “traduzidos”.

5
Definições preliminares
Como veremos durante o desenvolvimento deste texto, a intensidade e efetividade
da condição acima descrita irá variar entre indivíduos dependendo de muitos fatores a serem elencados posteriormente. A situação de como o processo acima descrito irá se desenvolver também poderá variar bastante do contexto usualmente esperado, desviando-se sensivelmente dos estereótipos preferidos pela mídia cinematográfica. Não será necessário um hipnotizador com relógio, ou outro objeto, para colocar-se uma pessoa num estado de hipnose.
Quanto ao transe, deve-se estabelecer a sua distinção de hipnose – a hipnose é
algo mais abrangente do que um transe assim como é o Saber diante do Conhecer.
Para efeitos deste estudo vamos definir transe como sendo um estado focalizado de atenção que pode ser dirigida para a perspectiva interna7 ou externa. O transe é um estado especializado de consciência – que adquire uma melhor expressão ao ser colocado assim do que do que ao se afirmar que é um estado alterado de
consciência.
Pode-se afirmar que um transe potencializa o estado em que se encontra uma
pessoa.
􀂃 Para exemplificar podemos recorrer a situação em que se espera pela dor (que
se imagina que irá ocorrer) em uma intervenção feita por um dentista. Esta
expectativa aumenta a sensação de dor que irá ocorrer, quando – e se – esta
ocorrer. Talvez, neste caso, o que não seria notado por alguém “desligado” passa
a constituir fonte de dor e desconforto. É o caso de, numa sala de espera,
começar a se ouvir gemidos desagradáveis vindos da sala fechada onde o
dentista está trabalhando. Também contribui em muito para isso o ruído agudo
das brocas funcionando – um dos mais temidos elementos neste tipo de
contexto.

7 No caso de hipnose, este foco é dirigido para a perspectiva interna
A hipnose, para efeito deste trabalho, é tratada como
sendo um processo privilegiado de comunicação, marcado
por acentuada condição de rapport, onde elementos do
pensamento crítico, usualmente presentes nos estado
habitual de ser do indivíduo (ou conjunto destes), são
contornados e uma condição focada de pensamento e
percepção é estabelecida.

6  Uma outra situação é aquela onde alguém que tem um medo sério de baratas,
ao ver uma mancha no chão em um local onde imagina que devam existir
baratas, possa a tratar emocionalmente a situação como se estivesse realmente
diante de uma barata, aumentando em muito as chances de alucinar ainda mais
sobre a condição.
􀂃 Da mesma forma, a expectativa criada para uma piada que vai ser contada por
um piadista famoso, aumenta a disposição do público à risada.
􀂃 Filmes com expectativas prévias de sentimentos que serão aflorados, como o
lacrimoso Titanic com Leonardo Di Caprio, geram as respostas esperadas,
coletivamente reafirmadas.
􀂃 Olhar para fora de um ambiente aquecido, através de uma janela, e verificar que
externamente existem indícios de frio como céu cinza, vento em árvores etc,
aumenta a expectativa de frio e a percepção deste por parte da pessoa.
􀂃 Repetir continuamente para si próprio que algo o está incomodando, como o frio,
o calor, o chefe chato etc, amplia a percepção destes desconfortos. Neste caso o
trabalho da sugestão é efetuado pelo próprio sujeito em sua dimensão
consciente (em uma condição de auto-hipnose) onde ele reforça as próprias
crenças limitantes.
Já que a atenção é um estado flutuante em que muitos pontos de percepção entram e saem do foco [definindo o inconsciente adjacente] daquilo que chamamos de consciência, onde quer que seja que o sujeito focar a atenção, este ponto tenderá a se tornar a realidade percebida pelo sujeito. Os bons mágicos são insuperáveis neste sentido desviando a atenção da platéia para onde desejam, de forma a criar espaço para realizarem seus truques.
Quanto à sugestão, que completa o transe levando o sujeito à uma condição de
estado de hiponose, teremos muito o que cogitar.
Erickson ouvia muito antes de atuar segundo aqueles que puderam observar sua
forma de agir. Enquanto escutava Erickson estava estudando as particularidades do
Talvez, colocar uma pessoa em transe seja a parte mais fácil de
compreender e dominar do processo de indução hipnótica. O
verdadeiro desafio está no que será colocado como sugestão
para que este realize as mudanças que deseja1.

7
indivíduo e esperando por uma intuição de como agir, sempre buscando elementos fornecidos pelo sujeito. Disto pode-se extrair uma crítica para os cd’s de auto-ajuda pois estes recaem na categoria de sugestões inespecíficas que podem, ou não, fazer sentido no mundo interior da pessoa que o está escutando.
Lembrando sempre que a comunicação que acontece nem sempre é
aquela que o comunicador pretende ou pretendia, mas sim aquilo que é
entendido [decodificado] pelo receptor.
Neste ponto talvez seja necessário a explicitação de alguns aspectos que ligam
Erickson à PNL. Pode-se dizer, sem medo excessivo de exagerar, que sem Erickson não haveria PNL (programação neurolingüística) uma vez que ele foi o principal pilar de modelagem na qual seus criadores8 se basearam. A seguir são apresentados os principais pressupostos que norteiam a PNL cuja propriedade com hipnose  ericksoniana se apresenta de forma direta.
1. O mapa não é o território!
Podemos afirmar, sem o risco de errar, que cada um de nós “carrega”, em
nossos cérebros, uma representação da realidade, ao invés da realidade em si.
Isto acontece da mesma forma como um mapa “carrega” uma representação de um território e não o território em si. Com a planta de uma casa, ou de um apartamento, vai acontecer a mesma coisa. Uma pessoa não “carrega” o seu carro na cabeça. Ela “carrega” uma representação dele – ou seja – uma “impressão” sensorial, cognitiva, e principalmente, emotiva, das características que ela percebe de seu carro – representação esta repleta de memórias únicas e singulares que estão relacionadas, direta ou indiretamente, ao uso daquele carro por aquela pessoa9. Isto pode parecer um conceito óbvio, mas, no entanto, merece uma atenta reflexão para as suas implicações.
2. Os melhores mapas permitem um maior e mais rico número de
escolhas
8 Richard Bandler e John Grinder
9 Gralmente as propagandas do carro em questão, feitas pela montadora que o criou, constróem um “senso”
comum na sociedade a respeito ao uso daquele carro, impondo imensa quantidade de impressões emotivas aos
sujeitos.
8
Criar é combinar elementos que, a princípio, não pareciam ser passíveis de
“darem certo” juntos. O combustível da criação é quantidade de experiências e
estudos que uma pessoa adquiriu ao longo de sua vida. Já o comburente - aquele
que sustenta a combustão - é a flexibilidade que a pessoa possui. A disposição e a permissão internas da pessoa (ou se permite ter) para aprender, definem o
potencial de “ riqueza” que seus mapas terão! E mapas mais ricos significam
maiores possibilidades combinatoriais. Quem enxerga mais combinações pode fazer melhores escolhas, lembrando sempre que: — quem não tem escolhas segue destinos! Quem tem escolhas e sabe escolher, cria o próprio futuro...
3. Comunicação é a reposta que você obtém não importando qual foi
sua intenção
O ato de comunicar pressupõe que pelo menos duas pessoas estejam
envolvidas – um emissor e um receptor - e que uma idéia, depois de transmitida e
reconhecida pelo receptor, seja confirmada através de alguma forma. Podemos
chamar essa resposta de um “feedback”. Usualmente, quando nossos processos
de comunicação falham, tendemos a atribuir ao outro uma incapacidade de
entendimento. Esta estratégia autônoma de se desvencilhar da responsabilidade da comunicação, confere, tacitamente, o poder total da comunicação ao outro - ou pior - a nenhum dos dois! Lembrando sempre que o poder total da comunicação depende da compreensão profunda dos mapas alheios e do exercício consciente da própria flexibilidade.
4. Há uma intenção positiva em todo comportamento
Esta é uma profunda quebra de paradigma na avaliação de comportamentos.
Os julgamentos usuais (preconceituosos) que atribuem dolo, maldade, má índole, e
congêneres, ao primeiro sinal de um comportamento alheio que nos agride, em
verdade limitam profundamente as possibilidades de compreensão e atuação sobre um problema. Isto ocorre pois, além de desfocar da essência, estes julgamentos precipitados acionam estados emocionais tipicamente inconvenientes ao estado criativo. Estes estados são chamados de estados limitantes por reduzirem as possibilidades de ação e pensamento criativo de uma pessoa. A pessoa acaba exibindo raiva, medo ou outro sentimento “paralisante”.
5. Toda pessoa possui os recursos que necessita; todos os recursos
estão no sistema

9
A tese pressupõe que todo indivíduo que espera ou busca alterar de um
comportamento que costuma ter — e a pessoa não gosta de “ser” ou de “fazer”
assim — dispõe de todos os elementos necessários para esta mudança em sua
experiência de vida direta ou indireta. O que habitualmente ocorre é que a pessoa
não consegue isolar ou associar estas experiências satisfatórias que possui e
empregá-las nos contextos em que deseja. Na vida de um “tímido” podemos
encontrar desempenhos de enorme ousadia em alguma atividade mecânica como a da alimentação ou em outras que não são percebidas pela pessoa. Na pior das
hipóteses, o “tímido” conhece, de forma direta ou indireta, mesmo que idealizada,
como é ser ousado e destemido — mesmo que seja através de um ídolo de cinema ou de um parente ou líder que admira. O poder esta dentro dele mas ele não consegue articulá-lo!
6. Não existem fracassos; existem apenas feedbacks
Todos os sistemas possuem mecanismos de comunicação de forma que
possam ser aprimorados ou se regularem de forma autônoma e automática. Estes
processos são formas de comunicação conhecidas como feedbacks! Por motivos
muitos e variados, a nossa educação social moderna distorce este sentido e nos
ensina a avaliar o não atingimento de objetivos como “falhas”! A falha, percebida
como uma derrota, ou como uma incapacidade, ou como qualquer outra nuance que desabilita a pessoa, aciona um estado emocional tipicamente limitante.
7. As pessoas sempre fazem as melhores escolhas possíveis
Qualquer um de nós, quando está decidindo, termina sempre fazendo a
melhor escolha dentre aquilo que sabe e aquilo que pode fazer! Mesmo que esta
decisão seja a de matar um passarinho com um estilingue para provar a habilidade no tiro ao alvo. Se a pessoa não fez de forma diferente, atirando contra um alvo inerte por exemplo, era porque ela necessitava aprender algo novo para que uma nova opção pudesse fazer parte do seu cardápio pessoal de escolhas.
8. A energia flui para onde vai a atenção
Trata-se de um “postulado” simples sobre a capacidade de concentração
versus o foco da atenção. O foco de nossa atenção pode ser externo, no meio
ambiente, ou interno em meio aos nossos pensamentos. Novamente o
“automatismo” de nosso estado consciente nos impede de perceber, com freqüência,
10
quando ocorrem desvios de foco incompatíveis com nosso desejo consciente10 de
atenção. Quantas vezes se faz uma atividade sem estar “presente” nela? No correcorre do dia-a-dia, muitas vezes, vamos à restaurantes ótimos, para encontros comerciais, ou para nos divertir-mos, nos quais nem mesmo nos damos conta do sabor dos pratos que foram escolhidos.
9. Se é possível para alguém no mundo, é possível para mim
Esta é uma premissa básica da PNL e diz respeito a modelagem e
transferência de habilidades de um ser humano para outro. Salvo aspectos limítrofes da genialidade, ou de habilidades ímpares do corpo, ou de perfis etários impondo restrições, a idéia central é de que qualquer comportamento bem sucedido exibido por um ser humano, e desejado por uma outra pessoa, pode ser modelado e incorporado por esta pessoa através de um processo de transferência de habilidade.
É uma idéia com alto grau de liberdade intrínseca (acena para inúmeras
possibilidades pessoais).
10. Se o que esta fazendo não esta funcionando, mude seu
comportamento
Este é outro paradoxo da natureza “automática” do ser humano. As pessoas
tem a interessante habilidade de perceber situações indesejadas e no entanto, não perceber os “vícios” de estratégias que fazem com que executem sempre o
mesmo comportamento — aquele comportamento que não os levou ao que
desejavam. Para se fazer algo novo é preciso aprender algo novo e/ou desaprender algo antigo. Aprendendo algo novo se pode, então, fazer algo diferente.
A psicologia define o estado neurótico como sendo aquele quando se repete sempre o mesmo padrão. Se não se consegue sair deste padrão então não se aprende nada de novo. Para algo mudar deve-se aprender algo novo. Esse aprendizdo pode ser o de rever uma situação sob uma perspectitava de coisas já conhecidas mas não relacionadas até então. Erickson insiste que terapia é reassociar.
10 Seria mais apropriado se falar em semi ou pseudo-consciente assumindo que o incosciente é quem determina,
em última análise, o foco da consciência

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Frases para reflexão e discussão:
“Você não pode resolver um problema com o mesmo pensamento que o causou”
“Saber fazer a pergunta correta é mais importante do que saber a resposta”
Einstein
Hipnose no dia-a-dia
Fonte: The Milton H. Foundation, Inc.
Regressão de idade Quando criticado
Quando cercado por crianças
Quando cercado por pessoas mais altas
Divertindo-se de maneira irresponsável
Na presença dos pais
Vendo um álbum de fotos antigas
Progressão de idade Antecipando um evento (planejando)
Ao visitar pessoas mais velhas
Aniversários
Amnésia Na-ponta-da-língua mas não se lembra
Incapaz de achar as chaves, celular etc
Esquecer nomes logo após apresentação
Ir para algum lugar e esquecer a razão
Receber um retorno sem lembrar que ligou
Hipermnésia Lembra-se nitidamente das circunstâncias de um
encontro, paixão, jogo etc
Efeito “camera lenta” em acidentes e traumas
Analgesia & Anestesia Extremidades do corpo que “adormecem”
Perda de sensação pelo frio
Anestesia do dentista
Deitado numa banheira de água quente
Sono
Escrita automática Datas em cheques no início de um novo ano
Mudanças de endereço ou título
Rabiscos a esmo
Catalepsia Mão persistentemente levantada em sala de aula
“Congelado”
Relaxando a ponto de não conseguir se mover
Segurando um drink em uma festa

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Dissociação Sentindo-se “fora-de-si” em uma emergência
Devaneios
Sensação de déjà vu
Direção automática
Alucinação positiva Miragens (ilusão)
Vendo rostos e objetos em nuvens etc
Privação de sono
Lembranças de locais disparadas por aromas/sabores
Alucinação negativa Perceber algo que estava na frente o tempo todo
Não perceber uma fala
Não sentir um toque
Sugestão pós-hipnótica Propagandas abusam deste efeito
Aviso de que um filme é inadequado para crianças
Apagando luzes apagadas
Distorção do tempo
expansão
Direção de longa duração
Insônia
Esperando (impaciente) por algo cozinhar
Tratamento dentário (durante)
Trabalho entediante ou desmotivante
Dores e estados adoecidos
Esperas de embraque e vôos longos (rotineiros)

Distorção do tempo
condensação
Qualquer situação de boa diversão
Um livro instigante como código da vinci (para muitos)
Viagens prazeirosas
Férias desejadas
Estando em companhia prazeirosa

Geraldo de Souza
Psicanalista, com Abordagem Junguiana - CNT. Nº 11.563/SP
Terapia Alternativa de Cura Reiki (Reconhecido pela (“OMS”) - CNT. Nº 11.563/SP
Ambas com ferramentas  de Hipinoterapia Ericksoniana e PNL
E-mail: Geraldo de Souza11@gmail.com
http://facebook.com/geraldo.souza.37


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