Terapia da Linha do
Tempo (TLT) clínica e terapia estratégica, Milton Erickson,
A Terapia da Linha do
Tempo (TLT) desenvolvida por Tad James PhD, é considerada uma das mais
poderosas terapias hipnóticas pós-modernas utilizando as atuais pesquisas sobre
a tecnologia mental. Integra a abordagem hipnótica ericksoniana, os conceitos
de Linha do Tempo trazidos por William James e por Richard Bandler e John
Grinder com a perspectiva temporal das emoções de Leslie Bandler.Utiliza a linguagem e o acesso ao inconsciente desenvolvidos pelo criador da moderna hipnose clínica e terapia estratégica, Milton Erickson, MD. Mais recentemente incorporou o modelo de solução criativa na terapia de Ernest L. Rossi, as interpretações quânticas e a fisiologia das emoções. Distingue-se por utilizar o conceito inédito de Causa-Raiz, o que permite à Terapia da Linha do Tempo o tratamento de grande quantidade de problemas em um curto espaço de tempo. Você irá aprender exatamente o que são e como utilizar cada uma das técnicas particulares da Terapia da Linha do Tempo e como elas podem acelerar um processo psicoterapêutico. Você aprenderá como a Terapia da Linha do Tempo funciona e por que ela funciona de maneira tão eficaz. Irá descobrir uma grande variedade de aplicações que você pode usar imediatamente e tornar seu trabalho terapêutico muito mais eficaz e gratificante.O processo da Terapia da Linha do Tempo permite que você trabalhe no nível inconsciente e reestruture o efeito das experiências negativas do passado, rapidamente mude crenças, decisões e “programações” inadequadas.
O que é a
TLT?
É uma psicoterapia pós-moderna
para transformar, de forma rápida e profunda, o pensamento, o comportamento e
as reações emocionais.- Rapidez
- Eficácia
- Profundidade
- Simplicidade
teórica
A Terapia da Linha do Tempo® é
considerada uma das mais poderosas terapias desenvolvidas dentro da moderna
tecnologia mental. A grande vantagem da Terapia da Linha do Tempo® é sua
incrível rapidez para produzir resultados. Utilizando a capacidade cerebral de
lidar com pontos comuns a diversos problemas pessoais, permite a terapia de grã
pessoais, permite a terapia de grande quantidade de problemas em curto espaço
de tempo.
História
A Terapia da Linha do Tempo foi desenvolvida, nas
suas características atuais por Tad James, PhD em Hipnose, no final dos anos 80
e início dos anos 90. Suas origens remontam, no entanto, ao próprio
desenvolvimento da humanidade, acompanhando a evolução da consciência e do
pensamento sobre a passagem do tempo e sua vinculação com a experiência humana.
Platão (séc. IV-V a.C.) falou da medida do tempo e Aristóleles, no século IV
a.C., foi o primeiro a mencionar o “curso do tempo” em Física IV. De
pensadores como Santo Agostinho, Bergson, Husserl e Heidegger vieram os
fundamentos filosóficos da terapia.
William James, filósofo e psicólogo, escreveu
sobre a organização linear e interconectada das memórias em 1890 em seu famoso Principles
of Psychology, fortalecendo na psicologia a idéia da linha do tempo. O
conceito foi retomado no final dos anos 70 por Richard Bandler, John Grinder e
seus colaboradores. Pesquisando a representação mental de variáveis
relacionadas com o tempo, eles firmaram a imagem da linha do tempo. Pouco
depois, em 1985, Tad James e Wyatt Woodsmall pela primeira vez desenvolveram um
processo terapêutico sistemático usando esse sistema interno linear para
organizar e guardar as memórias, publicando em 1988 o livro Time Line
Therapy and the Basis of Personality.
A partir do fim dos anos 80 Tad James fortaleceu a terapia com conceitos novos e técnicas específicas, incorporando a noção de causa-raiz, a perspectiva temporal das emoções de Leslie Cameron Bandler (O Refém Emocional, 1993) e a linguagem e os pressupostos para contato com o inconsciente desenvolvidos por Milton H. Erickson, MD, criador da abordagem indireta e naturalística na hipnose. Na década de 90 John Overdurf e Julie Silverthorn, psicoterapeutas da área do aconselhamento familiar, enriqueceram as possibilidades e a singularidade da TLT com técnicas de hipnose ligadas à Lingüística Quântica.
A Terapia da Linha do Tempo chegou ao Brasil em 1993 através de George Vittorio Szenészi, que em 1994 tornou-se o primeiro instrutor latino americano de TLT convidado e credenciado pessoalmente por Tad James. George Szenészi dedicou-se a desenvolver novas técnicas, a apoiar a pesquisa de novas aplicações e a sistematizar os fundamentos teóricos, procedimentos e protocolos da terapia. Além dos profissionais nos cinco continentes, seu trabalho na formação de terapeutas levou a Terapia da Linha do Tempo® a inúmeros profissionais de vários estados brasileiros e da Argentina, sendo autor do livro Está na Hora!? A Psicologia das Linhas do Tempo.
Características
A Terapia da Linha do Tempo integra o conjunto das terapias
breves pós-modernas. É uma terapia hipnótica semi-estruturada de processo,
alinhada com a proposta de terapia orientada para a solução de problemas.
Desenvolveu-se como uma abordagem que produz transformações profundas e
duradouras muito rapidamente, muito mais rápido e abrangente do que é
correntemente chamado de terapia breve. Suas características peculiares
permitem previsões de resultados das técnicas. Caracteriza-se por:
- Um conjunto de
pressupostos e um modelo de processamento mental que fornecem o suporte
teórico para a abordagem.
- Técnicas e
procedimentos que guiam o terapeuta nos passos para o alcance de
determinado efeitos ou resultados dentro da estratégia terapêutica para
alcançar os objetivos do cliente.
- Uma linguagem
arquitetada, na relação terapêutica e em cada técnica, para o envolvimento
positivo e atuante do inconsciente do cliente no seu próprio processo de
mudança. A linguagem é fundamentada no modelo de comunicação com o
inconsciente criado por Milton H. Erickson, MD. (Bandler & Grinder, Patterns of the
Hypnotic Techniques of Milton H. Erickson, M.D., Vol.1, 1975).
- Uma atitude do
terapeuta que suporta forte crença nas possibilidades ilimitadas do
cliente de produzir mudanças rápidas e significativas que respeitem sua
integridade pessoal. .
Principais
Técnicas
Os processos terapêuticos da Terapia da Linha do Tempo® se
desenvolvem em torno de sete técnicas e procedimentos principais para:
- Identificar a
linha do tempo. A linha do tempo é uma representação da
organização espacial do tempo de uma pessoa indicando características do
modo como ela se organiza e se adapta em relação ao seu meio externo. É
ainda uma metáfora sobre como ela vê e sente certos aspectos de sua vida
emocional. Na TLT é a via de acesso à representação dos eventos
significativos do cliente.
- Identificar a
causa-raiz de um problema. Um dos pressupostos da TLT é que cada
problema pode ser concebido como tendo se originado num evento particular
denominado causa-raiz. A causa-raiz é caracterizada como o primeiro e mais
antigo de todos os eventos relacionados com o problema e que estabeleceu o
”palco primário” aonde o problema mais tarde veio a se desenrolar. A
causa-raiz não é uma experiência traumática, não é consciente e comumente
não é lembrada durante a terapia. Os procedimentos da TLT permitem sua
identificação.
- Dissipar emoções.
A reestruturação e limpeza emocional das causas-raizes de emoções como
tristeza, raiva, medo, culpa e outras dissipa o acúmulo dessas emoções na
estrutura psíquica e orgânica. A limpeza de cada causa-raiz elimina de uma
só vez todas as emoções de mesma natureza das memórias do cliente.
- Neutralizar
crenças e decisões limitantes. Pode-se conceber que as
dificuldades pessoais, comportamentos disfuncionais e atitudes limitantes
se apóiam em decisões e crenças empobrecedoras e geralmente inconscientes.
A técnica permite o acesso direto aos pontos de origem destas crenças e
decisões e a sua imediata “desconstrução”.
- Mudar a
linha do tempo. Inúmeros estados pessoais desconfortáveis,
condutas ineficazes e limitações advêm dos “desenhos” das linhas do tempo.
Alterações nas linhas do tempo produzem mudanças profundas na maneira de
sentir e reagir à própria história e na maneira de lidar com o contexto
externo da vida. É uma das principais técnicas para o tratamento de
dependência química e fortalecimento da capacidade de administração do
tempo pessoal.
- Depurar e
realinhar valores. A estrutura motivacional de uma pessoa, sua
eficácia e sua fluidez na vida, assim como sua capacidade de alcançar
sonhos e objetivos, dependem diretamente de sua estrutura de valores. A
TLT atua com uma metodologia específica destinada a eliminar bloqueios
internos de cada valor e promover o alinhamento do conjunto de valores que
rege cada área da vida de um cliente. O resultado é o aumento
significativo da harmonia e equilíbrio de vida e a maior capacidade de
realizar projetos pessoais.
- Instalar
eventos no futuro. Técnica que permite que objetivos e metas,
sejam terapêuticos sejam de qualquer área da vida do cliente, sejam
internalizados diretamente na estrutura inconsciente que gerencia as ações
futuras. Em conseqüência e em contraste com métodos tradicionais que
requerem contínuas repetições e reforços, esta técnica da TLT é usualmente
realizada uma só vez para produzir os mesmos efeitos ou geralmente efeitos
mais significativos no alcance de objetivos do cliente.
Resultados
Distintivos
Tipicamente a
Terapia da Linha do Tempo permite:
- Rápida dissolução de
emoções negativas massivas. O tempo médio de tratamento de cada conjunto
de memórias de uma mesma emoção ou decisão limitante é de cerca de10 a 15
minutos.
- Tratamento de traumas
e experiências dolorosas sem o reencontro ou revivência da memória do
evento. Não sendo uma terapia de regressão e lidando com o conceito de
causa-raiz, traumas e origens de fobias ou pânicos podem ser tratados de
forma suave, uma vez que as causas-raizes não são eventos traumáticos. Os
resultados desses tratamentos são usualmente muito rápidos.
- Alcance de estados de
bem estar em poucas sessões. Geralmente mudanças pessoais são alcançadas
com um mínimo de ações, graças à precisão das intervenções
terapêuticas.
- Forte suporte e
ações efetivas no apoio ao tratamento de doenças físicas de origem
psicossomática.
- Identificação
facilitada dos bloqueios, sua origem e tratamento, no caso de limitações
como insucessos em qualquer área da vida, incapacidade de alcançar
objetivos, estados emocionais negativos persistentes, memórias obsessivas
e outras condições.
- Desbloqueio de
processos terapêuticos difíceis. Segundo o relato de inúmeros
psicoterapeutas, a introdução da TLT no tratamento de clientes cuja
terapia encontrou um patamar de paralisação, deu nova vida à relação
terapêutica e ensejou profundas mudanças pessoais com a solução de
problemas que não respondiam a intervenções anteriores do terapeuta.
- Criação de futuro. A
abordagem para orientar a vida futura, onde valores, objetivos, metas e
condutas podem ser estruturados, "limpos" e alinhados, maximiza
a probabilidade de realização de aspectos da vida ideal do cliente.
- Resultados
generativos e alavancadores. Os efeitos positivos da terapia tendem a
extrapolar o foco terapêutico e a se espalhar por diversas áreas da vida
pessoal.
TLT – utilizando as
ferramentas da PNL
Conhecendo a Hipnose Ericksoniana (Sem ela, afirma-se que não existiria a PNL) aprendemos com o
Mestre,
Prof. Luiz Lima — Trainer pela NLPU
jul/2007, -Notas de aula para o curso de Hipnose Ericksoniana e TLT do
Instituto Luz - edição: 2007.
Ttomas
conhecimento para a
condução de sessões de cura onde ele ficava frente a frente
com seus pacientes, ambos
sentados de forma que seus joelhos se tocassem. Então ele se posicionava de
forma a olhar fixamente os olhos do outro enquanto mantinha os polegares deste
pressionados em suas mãos. Mesmer também introduziu o movimento de deslizar as
mãos dos ombros através dos braços2 de seus pacientes para depois pressionar os
dedos na região abaixo do diafragma chegando a ficar com as mãos ali pousadas
por horas. Há relatos que pacientes sentiam sensações particulares chegando a
apresentar convulsões que eram tomadas como sinais de cura. Em alguns casos ele
terminava as sessões com música obtida a partir de uma harmônica de vidro –
um instrumento que produz sons muito parecidos aos que hoje, eletrônicamente
sintetizados, são utilizados em cd’s de relaxamento e músicas new age.
A questão levantada por
Mesmer atingiu tal repercussão que uma comissão foi
estabelecida pelo rei Luis
XVI para analisá-la cientificamente. Membros notórios da academia real de
ciências como Lavoisier, Guillotin e o então embaixador americano Benjamin
Franklin juntaram-se a membros da faculdade de medicina de Eslon. A conclusão
do estudo apontou a inexistência de evidências do tal fluído. No entanto o fato
do benefício produzido pelo tratamento foi atribuído à imaginação, imitação e o
toque, sendo que o principal fator seria a imaginação!
Curiosamente devemos
lembrar que hoje existem evidências obtidas em imagens de ressonância magnética
e tomografias, sobre cérebros ativos, que indicam que a imaginação ativa áreas
do cérebro semelhantes às áreas usualmente ativadas pelos sentidos quando o
cérebro está processando impulsos percebidos da realidade.
Outros dois nomes
aparecerão depois de Mesmer: (1) O Marquês de Puysegur que se tornou famoso
pelo sonambulismo artificial onde ele afirmava que o fenômeno do
magnetismo era eliciado por meio de um rapport exclusivo desenvolvido
entre o iniciador e o receptor [denominações aqui arbitradas]; e (2) o abade
Jose Custodia di Faria que denominou o fenômeno de sono lúcido e dirigiu
a atenção dos estudiosos ao afirmar que 16 a 20% da população era altamente responsiva
a este fenômeno.
Esta foi a primeira
afirmação consistente que a predisposição dos indivíduos a este fenômeno
variava.
O termo Hipnose foi
cunhado por James Braid, um cirurgião, em seu livro datado de 1843, no qual,
seguindo os passos de Puysegur e Faria com suas metáforas de
2 No formato de “passes” segundo o texto original. Os passes aqui
referidos são aqueles encontrados em
contextos ritualísticos religiosos.
4
sono, chamou o fenômeno de
hipnose, a partir do grego hÿpnos (sono)3.
A questão do sono caiu por terra quando nos anos 50 a tecnologia dos
eletroencéfalogramas mostrou que o padrão exibido pelo estado de hipnose é
igual a estar relaxado, alerta, porém com os olhos fechados. Um eletro do
sono, por sua vez, apresenta quatro estágios distintos4 que delineiam ciclos de 90
minutos que se repetem durante a noite em profundida progressivamente menor a
cada ciclo.
Durante o século XIX duas
escolas de hipnose surgiram na França. Uma associava uma condição pejorativa às
pessoas mais suscetíveis à hipnose – elas seriam as mais influenciáveis e mais
inocentes, e portanto, talvez, por serem tão
sugestionáveis, seriam
mais “fracas”. A outra escola, liderada por Jean-Martin
Charcot – um notado neurologista
então – tinha como postulado que a hipnose era
uma condição
fisiopatológica aliada à histeria. Foi por esta época que as cortes
legais começaram a receber
evidências baseadas em hipnose. O conflito entre estas escolas ganhou destaque
e significativas controvérsias então. Foi quando a atenção foi atraída para a
abordagem singular apresentada por Sigmund Freud.
O declínio no interesse
pela hipnose foi rompido em 1933 com o livro de Clark L. Hull com uma abordagem
experimental sobre hipnose e sugestionabilidade. Histórias sobre problemas
ligados a conduta ética com alunos do laboratório o levaram a abandonar este
campo de studo.
Foi somente com o advento
da segunda guerra mundial, em situações precárias nos hospitais de batalha, com
falta de condições e medicamentos, que alguns médicos começaram a tratar
feridos reduzindo a dor e o sofrimento destes com emprego da hipnose.
Alguns destes
profissionais, após a guerra, fundaram a Sociedade de Hipnose
Clínica e Experimental
cuja primeira reunião ocorreu em 1949. Desentendimentos
neste grupo levaram parte
dele, liderados por Milton Erickson, a formar a Sociedade Americada de Hipnose
Clínica em 1957. Desde então houve uma aumento significativo do interesse
mundial no estudo da hipnose5 em um contexto de contínuas validações, especulações e refutações
por diversas escolas6.
3 Na Mitologia grega existe um deus Hipnos – um deus do sono – irmão
gêmeo de Tanatus (tido como a própria morte), filhos de Nix, a noite, e Érebo,
as trevas.
4 Beta (alerta/trabalhando) 14-32 Hz; Alfa (relaxado/refletindo)
7-14 Hz; Teta (sonolento) 4-7 Hz; Delta
(dormindo, sonhando, sono profundo) 3-5
Hz.
5 Um contra-ponto interessante é colocado pelo dr. Perry sobre
questões que abalaram os EUA sobre memórias falsas (não intencionais) de abusos
sexuais induzidas pelo processo de hipnose.
6 Uma fonte de acesso fácilitado para aprofundamento nestes aspectos
históricos, conceituais e atuais sobre
hipnose é encontrado na internet na
Wikipedia. Entretando deve-se complementar os textos lendo-se o material ali
apresentado, em diversas línguas, se possível, já que não são os mesmos
“traduzidos”.
5
Definições
preliminares
Como veremos durante o
desenvolvimento deste texto, a intensidade e efetividade
da condição acima descrita
irá variar entre indivíduos dependendo de muitos fatores a serem elencados
posteriormente. A situação de como o processo acima descrito irá se desenvolver
também poderá variar bastante do contexto usualmente esperado, desviando-se
sensivelmente dos estereótipos preferidos pela mídia cinematográfica. Não será
necessário um hipnotizador com relógio, ou outro objeto, para colocar-se uma
pessoa num estado de hipnose.
Quanto ao transe, deve-se
estabelecer a sua distinção de hipnose – a hipnose é
algo mais abrangente do
que um transe assim como é o Saber diante do Conhecer.
Para efeitos deste estudo
vamos definir transe como sendo um estado focalizado de atenção que pode ser
dirigida para a perspectiva interna7 ou externa. O transe é um estado
especializado de consciência – que adquire uma melhor expressão ao ser colocado
assim do que do que ao se afirmar que é um estado alterado de
consciência.
Pode-se afirmar que um
transe potencializa o estado em que se encontra uma
pessoa.
Para exemplificar podemos recorrer a situação em que se espera
pela dor (que
se imagina que irá
ocorrer) em uma intervenção feita por um dentista. Esta
expectativa aumenta a
sensação de dor que irá ocorrer, quando – e se – esta
ocorrer. Talvez, neste
caso, o que não seria notado por alguém “desligado” passa
a constituir fonte de dor
e desconforto. É o caso de, numa sala de espera,
começar a se ouvir gemidos
desagradáveis vindos da sala fechada onde o
dentista está trabalhando.
Também contribui em muito para isso o ruído agudo
das brocas funcionando –
um dos mais temidos elementos neste tipo de
contexto.
7 No caso de hipnose, este foco é dirigido para a perspectiva
interna
A hipnose, para efeito
deste trabalho, é tratada como
sendo um processo
privilegiado de comunicação, marcado
por acentuada condição de
rapport, onde elementos do
pensamento crítico,
usualmente presentes nos estado
habitual de ser do
indivíduo (ou conjunto destes), são
contornados e uma condição
focada de pensamento e
percepção é estabelecida.
6 Uma outra situação é aquela onde alguém que tem um medo sério de
baratas,
ao ver uma mancha no chão
em um local onde imagina que devam existir
baratas, possa a tratar
emocionalmente a situação como se estivesse realmente
diante de uma barata,
aumentando em muito as chances de alucinar ainda mais
sobre a condição.
Da mesma forma, a expectativa criada para uma piada que vai ser
contada por
um piadista famoso,
aumenta a disposição do público à risada.
Filmes com expectativas prévias de sentimentos que serão
aflorados, como o
lacrimoso Titanic com
Leonardo Di Caprio, geram as respostas esperadas,
coletivamente reafirmadas.
Olhar para fora de um ambiente aquecido, através de uma janela, e
verificar que
externamente existem
indícios de frio como céu cinza, vento em árvores etc,
aumenta a expectativa de
frio e a percepção deste por parte da pessoa.
Repetir continuamente para si próprio que algo o está incomodando,
como o frio,
o calor, o chefe chato
etc, amplia a percepção destes desconfortos. Neste caso o
trabalho da sugestão é
efetuado pelo próprio sujeito em sua dimensão
consciente (em uma
condição de auto-hipnose) onde ele reforça as próprias
crenças limitantes.
Já que a atenção é um
estado flutuante em que muitos pontos de percepção entram e saem do foco
[definindo o inconsciente adjacente] daquilo que chamamos de consciência, onde
quer que seja que o sujeito focar a atenção, este ponto tenderá a se tornar a
realidade percebida pelo sujeito. Os bons mágicos são insuperáveis neste
sentido desviando a atenção da platéia para onde desejam, de forma a criar espaço
para realizarem seus truques.
Quanto à sugestão, que
completa o transe levando o sujeito à uma condição de
estado de hiponose,
teremos muito o que cogitar.
Erickson ouvia muito antes
de atuar segundo aqueles que puderam observar sua
forma de agir. Enquanto
escutava Erickson estava estudando as particularidades do
Talvez,
colocar uma pessoa em transe seja a parte mais fácil de
compreender
e dominar do processo de indução hipnótica. O
verdadeiro
desafio está no que será colocado como sugestão
para que
este realize as mudanças que deseja1.
7
indivíduo e esperando por
uma intuição de como agir, sempre buscando elementos fornecidos pelo sujeito.
Disto pode-se extrair uma crítica para os cd’s de auto-ajuda pois estes recaem
na categoria de sugestões inespecíficas que podem, ou não, fazer sentido no
mundo interior da pessoa que o está escutando.
Lembrando sempre que a
comunicação que acontece nem sempre é
aquela que o comunicador
pretende ou pretendia, mas sim aquilo que é
entendido [decodificado]
pelo receptor.
Neste ponto talvez seja necessário a explicitação de alguns
aspectos que ligam
Erickson à PNL. Pode-se dizer, sem medo excessivo de exagerar, que
sem Erickson não haveria PNL (programação neurolingüística) uma vez que ele foi
o principal pilar de modelagem na qual seus criadores8 se basearam. A seguir são apresentados os principais pressupostos
que norteiam a PNL cuja propriedade com hipnose
ericksoniana se apresenta de forma direta.
1. O mapa
não é o território!
Podemos afirmar, sem o
risco de errar, que cada um de nós “carrega”, em
nossos cérebros, uma representação
da realidade, ao invés da realidade em si.
Isto acontece da mesma
forma como um mapa “carrega” uma representação de um território e não o
território em si. Com a planta de uma casa, ou de um apartamento, vai acontecer
a mesma coisa. Uma pessoa não “carrega” o seu carro na cabeça. Ela “carrega”
uma representação dele – ou seja – uma “impressão” sensorial, cognitiva, e
principalmente, emotiva, das características que ela percebe de seu carro – representação
esta repleta de memórias únicas e singulares que estão relacionadas, direta ou
indiretamente, ao uso daquele carro por aquela pessoa9. Isto pode parecer um
conceito óbvio, mas, no entanto, merece uma atenta reflexão para as suas implicações.
2. Os
melhores mapas permitem um maior e mais rico número de
escolhas
8 Richard Bandler e John Grinder
9 Gralmente as propagandas do carro em questão, feitas pela
montadora que o criou, constróem um “senso”
comum na sociedade a respeito ao uso
daquele carro, impondo imensa quantidade de impressões emotivas aos
sujeitos.
8
Criar é combinar elementos
que, a princípio, não pareciam ser passíveis de
“darem certo” juntos. O
combustível da criação é quantidade de experiências e
estudos que uma pessoa
adquiriu ao longo de sua vida. Já o comburente - aquele
que sustenta a combustão -
é a flexibilidade que a pessoa possui. A disposição e a permissão internas
da pessoa (ou se permite ter) para aprender, definem o
potencial de “ riqueza”
que seus mapas terão! E mapas mais ricos significam
maiores possibilidades
combinatoriais. Quem enxerga mais combinações pode fazer melhores escolhas,
lembrando sempre que: — quem não tem escolhas segue destinos! Quem tem escolhas
e sabe escolher, cria o próprio futuro...
3.
Comunicação é a reposta que você obtém não importando qual foi
sua
intenção
O ato de comunicar
pressupõe que pelo menos duas pessoas estejam
envolvidas – um emissor e
um receptor - e que uma idéia, depois de transmitida e
reconhecida pelo receptor,
seja confirmada através de alguma forma. Podemos
chamar essa resposta de um
“feedback”. Usualmente, quando nossos processos
de comunicação falham,
tendemos a atribuir ao outro uma incapacidade de
entendimento. Esta
estratégia autônoma de se desvencilhar da responsabilidade da comunicação,
confere, tacitamente, o poder total da comunicação ao outro - ou pior - a
nenhum dos dois! Lembrando sempre que o poder total da comunicação depende da
compreensão profunda dos mapas alheios e do exercício consciente da própria flexibilidade.
4. Há uma
intenção positiva em todo comportamento
Esta é uma profunda quebra
de paradigma na avaliação de comportamentos.
Os julgamentos usuais
(preconceituosos) que atribuem dolo, maldade, má índole, e
congêneres, ao primeiro
sinal de um comportamento alheio que nos agride, em
verdade limitam
profundamente as possibilidades de compreensão e atuação sobre um problema.
Isto ocorre pois, além de desfocar da essência, estes julgamentos precipitados
acionam estados emocionais tipicamente inconvenientes ao estado criativo. Estes
estados são chamados de estados limitantes por reduzirem as possibilidades
de ação e pensamento criativo de uma pessoa. A pessoa acaba exibindo raiva,
medo ou outro sentimento “paralisante”.
5. Toda
pessoa possui os recursos que necessita; todos os recursos
estão no
sistema
9
A tese pressupõe que todo
indivíduo que espera ou busca alterar de um
comportamento que costuma
ter — e a pessoa não gosta de “ser” ou de “fazer”
assim — dispõe de todos os
elementos necessários para esta mudança em sua
experiência de vida direta
ou indireta. O que habitualmente ocorre é que a pessoa
não consegue isolar ou
associar estas experiências satisfatórias que possui e
empregá-las nos contextos
em que deseja. Na vida de um “tímido” podemos
encontrar desempenhos de
enorme ousadia em alguma atividade mecânica como a da alimentação ou em outras
que não são percebidas pela pessoa. Na pior das
hipóteses, o “tímido”
conhece, de forma direta ou indireta, mesmo que idealizada,
como é ser ousado e
destemido — mesmo que seja através de um ídolo de cinema ou de um parente ou
líder que admira. O poder esta dentro dele mas ele não consegue articulá-lo!
6. Não
existem fracassos; existem apenas feedbacks
Todos os sistemas possuem
mecanismos de comunicação de forma que
possam ser aprimorados ou
se regularem de forma autônoma e automática. Estes
processos são formas de
comunicação conhecidas como feedbacks! Por motivos
muitos e variados, a nossa
educação social moderna distorce este sentido e nos
ensina a avaliar o não
atingimento de objetivos como “falhas”! A falha, percebida
como uma derrota, ou como
uma incapacidade, ou como qualquer outra nuance que desabilita a pessoa, aciona
um estado emocional tipicamente limitante.
7. As
pessoas sempre fazem as melhores escolhas possíveis
Qualquer um de nós, quando
está decidindo, termina sempre fazendo a
melhor escolha dentre
aquilo que sabe e aquilo que pode fazer! Mesmo que esta
decisão seja a de matar um
passarinho com um estilingue para provar a habilidade no tiro ao alvo. Se a
pessoa não fez de forma diferente, atirando contra um alvo inerte por exemplo,
era porque ela necessitava aprender algo novo para que uma nova opção
pudesse fazer parte do seu cardápio pessoal de escolhas.
Trata-se de um “postulado”
simples sobre a capacidade de concentração
versus o foco da atenção.
O foco de nossa atenção pode ser externo, no meio
ambiente, ou interno em
meio aos nossos pensamentos. Novamente o
“automatismo” de nosso
estado consciente nos impede de perceber, com freqüência,
10
quando ocorrem desvios de
foco incompatíveis com nosso desejo consciente10 de
atenção. Quantas vezes se
faz uma atividade sem estar “presente” nela? No correcorre do dia-a-dia, muitas
vezes, vamos à restaurantes ótimos, para encontros comerciais, ou para nos
divertir-mos, nos quais nem mesmo nos damos conta do sabor dos pratos que foram
escolhidos.
9. Se é
possível para alguém no mundo, é possível para mim
Esta é uma premissa básica
da PNL e diz respeito a modelagem e
transferência de
habilidades de um ser humano para outro. Salvo aspectos limítrofes da
genialidade, ou de habilidades ímpares do corpo, ou de perfis etários impondo restrições,
a idéia central é de que qualquer comportamento bem sucedido exibido por um ser
humano, e desejado por uma outra pessoa, pode ser modelado e incorporado por
esta pessoa através de um processo de transferência de habilidade.
É uma idéia com alto
grau de liberdade intrínseca (acena para inúmeras
possibilidades pessoais).
10. Se o
que esta fazendo não esta funcionando, mude seu
comportamento
Este é outro paradoxo da
natureza “automática” do ser humano. As pessoas
tem a interessante
habilidade de perceber situações indesejadas e no entanto, não perceber os “vícios”
de estratégias que fazem com que executem sempre o
mesmo comportamento —
aquele comportamento que não os levou ao que
desejavam. Para se fazer
algo novo é preciso aprender algo novo e/ou desaprender algo antigo. Aprendendo
algo novo se pode, então, fazer algo diferente.
A psicologia define o estado
neurótico como sendo aquele quando se repete sempre o mesmo padrão. Se não se
consegue sair deste padrão então não se aprende nada de novo. Para algo mudar
deve-se aprender algo novo. Esse aprendizdo pode ser o de rever uma situação
sob uma perspectitava de coisas já conhecidas mas não relacionadas até então.
Erickson insiste que terapia é reassociar.
10 Seria mais apropriado se falar em semi ou pseudo-consciente
assumindo que o incosciente é quem determina,
em última análise, o foco da consciência
11
Frases
para reflexão e discussão:
“Você não pode resolver um
problema com o mesmo pensamento que o causou”
“Saber fazer a pergunta
correta é mais importante do que saber a resposta”
Einstein
Hipnose
no dia-a-dia
Fonte: The Milton H. Foundation,
Inc.
Regressão de idade Quando
criticado
Quando
cercado por crianças
Quando
cercado por pessoas mais altas
Divertindo-se
de maneira irresponsável
Na
presença dos pais
Vendo um
álbum de fotos antigas
Progressão de idade Antecipando
um evento (planejando)
Ao
visitar pessoas mais velhas
Aniversários
Amnésia Na-ponta-da-língua
mas não se lembra
Incapaz
de achar as chaves, celular etc
Esquecer
nomes logo após apresentação
Ir para
algum lugar e esquecer a razão
Receber
um retorno sem lembrar que ligou
Hipermnésia Lembra-se
nitidamente das circunstâncias de um
encontro,
paixão, jogo etc
Efeito
“camera lenta” em acidentes e traumas
Analgesia & Anestesia Extremidades
do corpo que “adormecem”
Perda de
sensação pelo frio
Anestesia
do dentista
Deitado
numa banheira de água quente
Sono
Escrita automática Datas em
cheques no início de um novo ano
Mudanças
de endereço ou título
Rabiscos
a esmo
Catalepsia Mão
persistentemente levantada em sala de aula
“Congelado”
Relaxando
a ponto de não conseguir se mover
Segurando
um drink em uma festa
12
Dissociação Sentindo-se
“fora-de-si” em uma emergência
Devaneios
Sensação
de déjà vu
Direção
automática
Alucinação positiva Miragens
(ilusão)
Vendo
rostos e objetos em nuvens etc
Privação
de sono
Lembranças
de locais disparadas por aromas/sabores
Alucinação negativa Perceber
algo que estava na frente o tempo todo
Não
perceber uma fala
Não
sentir um toque
Sugestão pós-hipnótica Propagandas
abusam deste efeito
Aviso de
que um filme é inadequado para crianças
Apagando
luzes apagadas
Distorção do tempo
expansão
Direção
de longa duração
Insônia
Esperando
(impaciente) por algo cozinhar
Tratamento
dentário (durante)
Trabalho
entediante ou desmotivante
Dores e
estados adoecidos
Esperas
de embraque e vôos longos (rotineiros)
Distorção do tempo
condensação
Qualquer
situação de boa diversão
Um livro
instigante como código da vinci (para muitos)
Viagens
prazeirosas
Férias
desejadas
Estando Terapia da Linha do
Tempo (TLT)
A Terapia da Linha do
Tempo (TLT) desenvolvida por Tad James PhD, é considerada uma das mais
poderosas terapias hipnóticas pós-modernas utilizando as atuais pesquisas sobre
a tecnologia mental. Integra a abordagem hipnótica ericksoniana, os conceitos
de Linha do Tempo trazidos por William James e por Richard Bandler e John
Grinder com a perspectiva temporal das emoções de Leslie Bandler.Utiliza a linguagem e o acesso ao inconsciente desenvolvidos pelo criador da moderna hipnose clínica e terapia estratégica, Milton Erickson, MD. Mais recentemente incorporou o modelo de solução criativa na terapia de Ernest L. Rossi, as interpretações quânticas e a fisiologia das emoções. Distingue-se por utilizar o conceito inédito de Causa-Raiz, o que permite à Terapia da Linha do Tempo o tratamento de grande quantidade de problemas em um curto espaço de tempo. Você irá aprender exatamente o que são e como utilizar cada uma das técnicas particulares da Terapia da Linha do Tempo e como elas podem acelerar um processo psicoterapêutico. Você aprenderá como a Terapia da Linha do Tempo funciona e por que ela funciona de maneira tão eficaz. Irá descobrir uma grande variedade de aplicações que você pode usar imediatamente e tornar seu trabalho terapêutico muito mais eficaz e gratificante.O processo da Terapia da Linha do Tempo permite que você trabalhe no nível inconsciente e reestruture o efeito das experiências negativas do passado, rapidamente mude crenças, decisões e “programações” inadequadas.
O que é a
TLT?
É uma psicoterapia pós-moderna
para transformar, de forma rápida e profunda, o pensamento, o comportamento e
as reações emocionais.- Rapidez
- Eficácia
- Profundidade
- Simplicidade
teórica
A Terapia da Linha do Tempo® é
considerada uma das mais poderosas terapias desenvolvidas dentro da moderna
tecnologia mental. A grande vantagem da Terapia da Linha do Tempo® é sua
incrível rapidez para produzir resultados. Utilizando a capacidade cerebral de
lidar com pontos comuns a diversos problemas pessoais, permite a terapia de grã
pessoais, permite a terapia de grande quantidade de problemas em curto espaço
de tempo.
História
A Terapia da Linha do Tempo foi desenvolvida, nas
suas características atuais por Tad James, PhD em Hipnose, no final dos anos 80
e início dos anos 90. Suas origens remontam, no entanto, ao próprio
desenvolvimento da humanidade, acompanhando a evolução da consciência e do
pensamento sobre a passagem do tempo e sua vinculação com a experiência humana.
Platão (séc. IV-V a.C.) falou da medida do tempo e Aristóleles, no século IV
a.C., foi o primeiro a mencionar o “curso do tempo” em Física IV. De
pensadores como Santo Agostinho, Bergson, Husserl e Heidegger vieram os
fundamentos filosóficos da terapia.William James, filósofo e psicólogo, escreveu sobre a organização linear e interconectada das memórias em 1890 em seu famoso Principles of Psychology, fortalecendo na psicologia a idéia da linha do tempo. O conceito foi retomado no final dos anos 70 por Richard Bandler, John Grinder e seus colaboradores. Pesquisando a representação mental de variáveis relacionadas com o tempo, eles firmaram a imagem da linha do tempo. Pouco depois, em 1985, Tad James e Wyatt Woodsmall pela primeira vez desenvolveram um processo terapêutico sistemático usando esse sistema interno linear para organizar e guardar as memórias, publicando em 1988 o livro Time Line Therapy and the Basis
of Personality.
A partir do fim dos anos 80 Tad James fortaleceu a terapia com conceitos novos e técnicas específicas, incorporando a noção de causa-raiz, a perspectiva temporal das emoções de Leslie Cameron Bandler (O Refém Emocional, 1993) e a linguagem e os pressupostos para contato com o inconsciente desenvolvidos por Milton H. Erickson, MD, criador da abordagem indireta e naturalística na hipnose. Na década de 90 John Overdurf e Julie Silverthorn, psicoterapeutas da área do aconselhamento familiar, enriqueceram as possibilidades e a singularidade da TLT com técnicas de hipnose ligadas à Lingüística Quântica.
A Terapia da Linha do Tempo chegou ao Brasil em 1993 através de George Vittorio Szenészi, que em 1994 tornou-se o primeiro instrutor latino americano de TLT convidado e credenciado pessoalmente por Tad James. George Szenészi dedicou-se a desenvolver novas técnicas, a apoiar a pesquisa de novas aplicações e a sistematizar os fundamentos teóricos, procedimentos e protocolos da terapia. Além dos profissionais nos cinco continentes, seu trabalho na formação de terapeutas levou a Terapia da Linha do Tempo® a inúmeros profissionais de vários estados brasileiros e da Argentina, sendo autor do livro Está na Hora!? A Psicologia das Linhas do Tempo.
Características
A Terapia da Linha do Tempo integra o conjunto das terapias
breves pós-modernas. É uma terapia hipnótica semi-estruturada de processo,
alinhada com a proposta de terapia orientada para a solução de problemas.
Desenvolveu-se como uma abordagem que produz transformações profundas e
duradouras muito rapidamente, muito mais rápido e abrangente do que é
correntemente chamado de terapia breve. Suas características peculiares
permitem previsões de resultados das técnicas. Caracteriza-se por:
- Um conjunto de
pressupostos e um modelo de processamento mental que fornecem o suporte
teórico para a abordagem.
- Técnicas e
procedimentos que guiam o terapeuta nos passos para o alcance de
determinado efeitos ou resultados dentro da estratégia terapêutica para
alcançar os objetivos do cliente.
- Uma linguagem
arquitetada, na relação terapêutica e em cada técnica, para o envolvimento
positivo e atuante do inconsciente do cliente no seu próprio processo de
mudança. A linguagem é fundamentada no modelo de comunicação com o
inconsciente criado por Milton H. Erickson, MD. (Bandler & Grinder, Patterns of the
Hypnotic Techniques of Milton H. Erickson, M.D., Vol.1, 1975).
- Uma atitude do
terapeuta que suporta forte crença nas possibilidades ilimitadas do
cliente de produzir mudanças rápidas e significativas que respeitem sua
integridade pessoal. .
Principais
Técnicas
Os processos terapêuticos da Terapia da Linha do Tempo® se
desenvolvem em torno de sete técnicas e procedimentos principais para:
- Identificar a
linha do tempo. A linha do tempo é uma representação da
organização espacial do tempo de uma pessoa indicando características do
modo como ela se organiza e se adapta em relação ao seu meio externo. É
ainda uma metáfora sobre como ela vê e sente certos aspectos de sua vida
emocional. Na TLT é a via de acesso à representação dos eventos
significativos do cliente.
- Identificar a
causa-raiz de um problema. Um dos pressupostos da TLT é que cada
problema pode ser concebido como tendo se originado num evento particular
denominado causa-raiz. A causa-raiz é caracterizada como o primeiro e mais
antigo de todos os eventos relacionados com o problema e que estabeleceu o
”palco primário” aonde o problema mais tarde veio a se desenrolar. A
causa-raiz não é uma experiência traumática, não é consciente e comumente
não é lembrada durante a terapia. Os procedimentos da TLT permitem sua
identificação.
- Dissipar
emoções. A reestruturação e limpeza emocional das causas-raizes
de emoções como tristeza, raiva, medo, culpa e outras dissipa o acúmulo
dessas emoções na estrutura psíquica e orgânica. A limpeza de cada
causa-raiz elimina de uma só vez todas as emoções de mesma natureza das
memórias do cliente.
- Neutralizar
crenças e decisões limitantes. Pode-se conceber que as
dificuldades pessoais, comportamentos disfuncionais e atitudes limitantes
se apóiam em decisões e crenças empobrecedoras e geralmente inconscientes.
A técnica permite o acesso direto aos pontos de origem destas crenças e
decisões e a sua imediata “desconstrução”.
- Mudar a linha
do tempo. Inúmeros estados pessoais desconfortáveis, condutas
ineficazes e limitações advêm dos “desenhos” das linhas do tempo.
Alterações nas linhas do tempo produzem mudanças profundas na maneira de
sentir e reagir à própria história e na maneira de lidar com o contexto
externo da vida. É uma das principais técnicas para o tratamento de
dependência química e fortalecimento da capacidade de administração do
tempo pessoal.
- Depurar e
realinhar valores. A estrutura motivacional de uma pessoa, sua
eficácia e sua fluidez na vida, assim como sua capacidade de alcançar
sonhos e objetivos, dependem diretamente de sua estrutura de valores. A
TLT atua com uma metodologia específica destinada a eliminar bloqueios
internos de cada valor e promover o alinhamento do conjunto de valores que
rege cada área da vida de um cliente. O resultado é o aumento
significativo da harmonia e equilíbrio de vida e a maior capacidade de
realizar projetos pessoais.
- Instalar
eventos no futuro. Técnica que permite que objetivos e metas,
sejam terapêuticos sejam de qualquer área da vida do cliente, sejam
internalizados diretamente na estrutura inconsciente que gerencia as ações
futuras. Em conseqüência e em contraste com métodos tradicionais que
requerem contínuas repetições e reforços, esta técnica da TLT é usualmente
realizada uma só vez para produzir os mesmos efeitos ou geralmente efeitos
mais significativos no alcance de objetivos do cliente.
Resultados
Distintivos
Tipicamente a
Terapia da Linha do Tempo permite:
- Rápida dissolução de
emoções negativas massivas. O tempo médio de tratamento de cada conjunto
de memórias de uma mesma emoção ou decisão limitante é de cerca de10 a 15
minutos.
- Tratamento de traumas
e experiências dolorosas sem o reencontro ou revivência da memória do
evento. Não sendo uma terapia de regressão e lidando com o conceito de
causa-raiz, traumas e origens de fobias ou pânicos podem ser tratados de
forma suave, uma vez que as causas-raizes não são eventos traumáticos. Os
resultados desses tratamentos são usualmente muito rápidos.
- Alcance de estados de
bem estar em poucas sessões. Geralmente mudanças pessoais são alcançadas
com um mínimo de ações, graças à precisão das intervenções
terapêuticas.
- Forte suporte e
ações efetivas no apoio ao tratamento de doenças físicas de origem
psicossomática.
- Identificação
facilitada dos bloqueios, sua origem e tratamento, no caso de limitações
como insucessos em qualquer área da vida, incapacidade de alcançar
objetivos, estados emocionais negativos persistentes, memórias obsessivas
e outras condições.
- Desbloqueio de
processos terapêuticos difíceis. Segundo o relato de inúmeros
psicoterapeutas, a introdução da TLT no tratamento de clientes cuja
terapia encontrou um patamar de paralisação, deu nova vida à relação
terapêutica e ensejou profundas mudanças pessoais com a solução de
problemas que não respondiam a intervenções anteriores do terapeuta.
- Criação de futuro. A
abordagem para orientar a vida futura, onde valores, objetivos, metas e
condutas podem ser estruturados, "limpos" e alinhados, maximiza
a probabilidade de realização de aspectos da vida ideal do cliente.
- Resultados
generativos e alavancadores. Os efeitos positivos da terapia tendem a
extrapolar o foco terapêutico e a se espalhar por diversas áreas da vida
pessoal.
TLT – utilizando as
ferramentas da PNL
Conhecendo a Hipnose Ericksoniana (Sem ela, afirma-se que não existiria a PNL) aprendemos com o
Mestre,
Prof. Luiz Lima — Trainer pela NLPU
jul/2007, -Notas de aula para o curso de Hipnose Ericksoniana e TLT do
Instituto Luz - edição: 2007.
Ttomas
conhecimento para a
condução de sessões de cura onde ele ficava frente a frente
com seus pacientes, ambos
sentados de forma que seus joelhos se tocassem. Então ele se posicionava de
forma a olhar fixamente os olhos do outro enquanto mantinha os polegares deste
pressionados em suas mãos. Mesmer também introduziu o movimento de deslizar as
mãos dos ombros através dos braços2 de seus pacientes para depois pressionar os
dedos na região abaixo do diafragma chegando a ficar com as mãos ali pousadas
por horas. Há relatos que pacientes sentiam sensações particulares chegando a
apresentar convulsões que eram tomadas como sinais de cura. Em alguns casos ele
terminava as sessões com música obtida a partir de uma harmônica de vidro –
um instrumento que produz sons muito parecidos aos que hoje, eletrônicamente
sintetizados, são utilizados em cd’s de relaxamento e músicas new age.
A questão levantada por
Mesmer atingiu tal repercussão que uma comissão foi
estabelecida pelo rei Luis
XVI para analisá-la cientificamente. Membros notórios da academia real de
ciências como Lavoisier, Guillotin e o então embaixador americano Benjamin
Franklin juntaram-se a membros da faculdade de medicina de Eslon. A conclusão
do estudo apontou a inexistência de evidências do tal fluído. No entanto o fato
do benefício produzido pelo tratamento foi atribuído à imaginação, imitação e o
toque, sendo que o principal fator seria a imaginação!
Curiosamente devemos
lembrar que hoje existem evidências obtidas em imagens de ressonância magnética
e tomografias, sobre cérebros ativos, que indicam que a imaginação ativa áreas
do cérebro semelhantes às áreas usualmente ativadas pelos sentidos quando o
cérebro está processando impulsos percebidos da realidade.
Outros dois nomes
aparecerão depois de Mesmer: (1) O Marquês de Puysegur que se tornou famoso
pelo sonambulismo artificial onde ele afirmava que o fenômeno do
magnetismo era eliciado por meio de um rapport exclusivo desenvolvido
entre o iniciador e o receptor [denominações aqui arbitradas]; e (2) o abade
Jose Custodia di Faria que denominou o fenômeno de sono lúcido e dirigiu
a atenção dos estudiosos ao afirmar que 16 a 20% da população era altamente responsiva
a este fenômeno.
Esta foi a primeira
afirmação consistente que a predisposição dos indivíduos a este fenômeno
variava.
O termo Hipnose foi
cunhado por James Braid, um cirurgião, em seu livro datado de 1843, no qual,
seguindo os passos de Puysegur e Faria com suas metáforas de
2 No formato de “passes” segundo o texto original. Os passes aqui
referidos são aqueles encontrados em
contextos ritualísticos religiosos.
4
sono, chamou o fenômeno de
hipnose, a partir do grego hÿpnos (sono)3.
A questão do sono caiu por terra quando nos anos 50 a tecnologia dos eletroencéfalogramas
mostrou que o padrão exibido pelo estado de hipnose é igual a estar relaxado,
alerta, porém com os olhos fechados. Um eletro do sono, por sua vez,
apresenta quatro estágios distintos4 que delineiam ciclos de 90 minutos que se
repetem durante a noite em profundida progressivamente menor a cada ciclo.
Durante o século XIX duas
escolas de hipnose surgiram na França. Uma associava uma condição pejorativa às
pessoas mais suscetíveis à hipnose – elas seriam as mais influenciáveis e mais
inocentes, e portanto, talvez, por serem tão
sugestionáveis, seriam
mais “fracas”. A outra escola, liderada por Jean-Martin
Charcot – um notado
neurologista então – tinha como postulado que a hipnose era
uma condição
fisiopatológica aliada à histeria. Foi por esta época que as cortes
legais começaram a receber
evidências baseadas em hipnose. O conflito entre estas escolas ganhou destaque
e significativas controvérsias então. Foi quando a atenção foi atraída para a
abordagem singular apresentada por Sigmund Freud.
O declínio no interesse
pela hipnose foi rompido em 1933 com o livro de Clark L. Hull com uma abordagem
experimental sobre hipnose e sugestionabilidade. Histórias sobre problemas
ligados a conduta ética com alunos do laboratório o levaram a abandonar este
campo de studo.
Foi somente com o advento
da segunda guerra mundial, em situações precárias nos hospitais de batalha, com
falta de condições e medicamentos, que alguns médicos começaram a tratar
feridos reduzindo a dor e o sofrimento destes com emprego da hipnose.
Alguns destes
profissionais, após a guerra, fundaram a Sociedade de Hipnose
Clínica e Experimental
cuja primeira reunião ocorreu em 1949. Desentendimentos
neste grupo levaram parte
dele, liderados por Milton Erickson, a formar a Sociedade Americada de Hipnose
Clínica em 1957. Desde então houve uma aumento significativo do interesse
mundial no estudo da hipnose5 em um contexto de contínuas validações, especulações e refutações
por diversas escolas6.
3 Na Mitologia grega existe um deus Hipnos – um deus do sono – irmão
gêmeo de Tanatus (tido como a própria morte), filhos de Nix, a noite, e Érebo,
as trevas.
4 Beta (alerta/trabalhando) 14-32 Hz;
Alfa (relaxado/refletindo)
7-14 Hz;
Teta (sonolento) 4-7
Hz; Delta (dormindo, sonhando, sono profundo) 3-5
Hz.
5 Um contra-ponto interessante é colocado pelo dr. Perry sobre
questões que abalaram os EUA sobre memórias falsas (não intencionais) de abusos
sexuais induzidas pelo processo de hipnose.
6 Uma fonte de acesso fácilitado para aprofundamento nestes aspectos
históricos, conceituais e atuais sobre
hipnose é encontrado na internet na
Wikipedia. Entretando deve-se complementar os textos lendo-se o material ali
apresentado, em diversas línguas, se possível, já que não são os mesmos
“traduzidos”.
5
Definições
preliminares
Como veremos durante o
desenvolvimento deste texto, a intensidade e efetividade
da condição acima descrita
irá variar entre indivíduos dependendo de muitos fatores a serem elencados
posteriormente. A situação de como o processo acima descrito irá se desenvolver
também poderá variar bastante do contexto usualmente esperado, desviando-se
sensivelmente dos estereótipos preferidos pela mídia cinematográfica. Não será
necessário um hipnotizador com relógio, ou outro objeto, para colocar-se uma
pessoa num estado de hipnose.
Quanto ao transe, deve-se
estabelecer a sua distinção de hipnose – a hipnose é
algo mais abrangente do
que um transe assim como é o Saber diante do Conhecer.
Para efeitos deste estudo
vamos definir transe como sendo um estado focalizado de atenção que pode ser
dirigida para a perspectiva interna7 ou externa. O transe é um estado
especializado de consciência – que adquire uma melhor expressão ao ser colocado
assim do que do que ao se afirmar que é um estado alterado de
consciência.
Pode-se afirmar que um
transe potencializa o estado em que se encontra uma
pessoa.
Para exemplificar podemos recorrer a situação em que se espera
pela dor (que
se imagina que irá
ocorrer) em uma intervenção feita por um dentista. Esta
expectativa aumenta a
sensação de dor que irá ocorrer, quando – e se – esta
ocorrer. Talvez, neste caso,
o que não seria notado por alguém “desligado” passa
a constituir fonte de dor
e desconforto. É o caso de, numa sala de espera,
começar a se ouvir gemidos
desagradáveis vindos da sala fechada onde o
dentista está trabalhando.
Também contribui em muito para isso o ruído agudo
das brocas funcionando –
um dos mais temidos elementos neste tipo de
contexto.
7 No caso de hipnose, este foco é dirigido para a perspectiva
interna
A hipnose, para efeito
deste trabalho, é tratada como
sendo um processo
privilegiado de comunicação, marcado
por acentuada condição de
rapport, onde elementos do
pensamento crítico,
usualmente presentes nos estado
habitual de ser do
indivíduo (ou conjunto destes), são
contornados e uma condição
focada de pensamento e
percepção é estabelecida.
6 Uma outra situação é aquela onde alguém que tem um medo sério de
baratas,
ao ver uma mancha no chão
em um local onde imagina que devam existir
baratas, possa a tratar
emocionalmente a situação como se estivesse realmente
diante de uma barata, aumentando
em muito as chances de alucinar ainda mais
sobre a condição.
Da mesma forma, a expectativa criada para uma piada que vai ser
contada por
um piadista famoso,
aumenta a disposição do público à risada.
Filmes com expectativas prévias de sentimentos que serão
aflorados, como o
lacrimoso Titanic com
Leonardo Di Caprio, geram as respostas esperadas,
coletivamente reafirmadas.
Olhar para fora de um ambiente aquecido, através de uma janela, e
verificar que
externamente existem
indícios de frio como céu cinza, vento em árvores etc,
aumenta a expectativa de
frio e a percepção deste por parte da pessoa.
Repetir continuamente para si próprio que algo o está incomodando,
como o frio,
o calor, o chefe chato
etc, amplia a percepção destes desconfortos. Neste caso o
trabalho da sugestão é
efetuado pelo próprio sujeito em sua dimensão
consciente (em uma
condição de auto-hipnose) onde ele reforça as próprias
crenças limitantes.
Já que a atenção é um
estado flutuante em que muitos pontos de percepção entram e saem do foco
[definindo o inconsciente adjacente] daquilo que chamamos de consciência, onde
quer que seja que o sujeito focar a atenção, este ponto tenderá a se tornar a
realidade percebida pelo sujeito. Os bons mágicos são insuperáveis neste
sentido desviando a atenção da platéia para onde desejam, de forma a criar
espaço para realizarem seus truques.
Quanto à sugestão, que
completa o transe levando o sujeito à uma condição de
estado de hiponose,
teremos muito o que cogitar.
Erickson ouvia muito antes
de atuar segundo aqueles que puderam observar sua
forma de agir. Enquanto
escutava Erickson estava estudando as particularidades do
Talvez,
colocar uma pessoa em transe seja a parte mais fácil de
compreender
e dominar do processo de indução hipnótica. O
verdadeiro
desafio está no que será colocado como sugestão
para que
este realize as mudanças que deseja1.
7
indivíduo e esperando por
uma intuição de como agir, sempre buscando elementos fornecidos pelo sujeito.
Disto pode-se extrair uma crítica para os cd’s de auto-ajuda pois estes recaem
na categoria de sugestões inespecíficas que podem, ou não, fazer sentido no
mundo interior da pessoa que o está escutando.
Lembrando sempre que a
comunicação que acontece nem sempre é
aquela que o comunicador
pretende ou pretendia, mas sim aquilo que é
entendido [decodificado]
pelo receptor.
Neste ponto talvez seja necessário a explicitação de alguns
aspectos que ligam
Erickson à PNL. Pode-se dizer, sem medo excessivo de exagerar, que
sem Erickson não haveria PNL (programação neurolingüística) uma vez que ele foi
o principal pilar de modelagem na qual seus criadores8 se basearam. A seguir são apresentados os principais pressupostos
que norteiam a PNL cuja propriedade com hipnose
ericksoniana se apresenta de forma direta.
1. O mapa
não é o território!
Podemos afirmar, sem o
risco de errar, que cada um de nós “carrega”, em
nossos cérebros, uma representação
da realidade, ao invés da realidade em si.
Isto acontece da mesma
forma como um mapa “carrega” uma representação de um território e não o
território em si. Com a planta de uma casa, ou de um apartamento, vai acontecer
a mesma coisa. Uma pessoa não “carrega” o seu carro na cabeça. Ela “carrega”
uma representação dele – ou seja – uma “impressão” sensorial, cognitiva, e
principalmente, emotiva, das características que ela percebe de seu carro –
representação esta repleta de memórias únicas e singulares que estão
relacionadas, direta ou indiretamente, ao uso daquele carro por aquela pessoa9. Isto pode parecer um
conceito óbvio, mas, no entanto, merece uma atenta reflexão para as suas
implicações.
2. Os
melhores mapas permitem um maior e mais rico número de
escolhas
8 Richard Bandler e John Grinder
9 Gralmente as propagandas do carro em questão, feitas pela
montadora que o criou, constróem um “senso”
comum na sociedade a respeito ao uso
daquele carro, impondo imensa quantidade de impressões emotivas aos
sujeitos.
8
Criar é combinar elementos
que, a princípio, não pareciam ser passíveis de
“darem certo” juntos. O
combustível da criação é quantidade de experiências e
estudos que uma pessoa
adquiriu ao longo de sua vida. Já o comburente - aquele
que sustenta a combustão -
é a flexibilidade que a pessoa possui. A disposição e a permissão internas
da pessoa (ou se permite ter) para aprender, definem o
potencial de “ riqueza”
que seus mapas terão! E mapas mais ricos significam
maiores possibilidades
combinatoriais. Quem enxerga mais combinações pode fazer melhores escolhas,
lembrando sempre que: — quem não tem escolhas segue destinos! Quem tem escolhas
e sabe escolher, cria o próprio futuro...
3.
Comunicação é a reposta que você obtém não importando qual foi
sua
intenção
O ato de comunicar
pressupõe que pelo menos duas pessoas estejam
envolvidas – um emissor e
um receptor - e que uma idéia, depois de transmitida e
reconhecida pelo receptor,
seja confirmada através de alguma forma. Podemos
chamar essa resposta de um
“feedback”. Usualmente, quando nossos processos
de comunicação falham,
tendemos a atribuir ao outro uma incapacidade de
entendimento. Esta
estratégia autônoma de se desvencilhar da responsabilidade da comunicação,
confere, tacitamente, o poder total da comunicação ao outro - ou pior - a
nenhum dos dois! Lembrando sempre que o poder total da comunicação depende da
compreensão profunda dos mapas alheios e do exercício consciente da própria
flexibilidade.
4. Há uma
intenção positiva em todo comportamento
Esta é uma profunda quebra
de paradigma na avaliação de comportamentos.
Os julgamentos usuais
(preconceituosos) que atribuem dolo, maldade, má índole, e
congêneres, ao primeiro
sinal de um comportamento alheio que nos agride, em
verdade limitam
profundamente as possibilidades de compreensão e atuação sobre um problema.
Isto ocorre pois, além de desfocar da essência, estes julgamentos precipitados
acionam estados emocionais tipicamente inconvenientes ao estado criativo. Estes
estados são chamados de estados limitantes por reduzirem as
possibilidades de ação e pensamento criativo de uma pessoa. A pessoa acaba
exibindo raiva, medo ou outro sentimento “paralisante”.
5. Toda
pessoa possui os recursos que necessita; todos os recursos
estão no
sistema
9
A tese pressupõe que todo
indivíduo que espera ou busca alterar de um
comportamento que costuma
ter — e a pessoa não gosta de “ser” ou de “fazer”
assim — dispõe de todos os
elementos necessários para esta mudança em sua
experiência de vida direta
ou indireta. O que habitualmente ocorre é que a pessoa
não consegue isolar ou
associar estas experiências satisfatórias que possui e
empregá-las nos contextos
em que deseja. Na vida de um “tímido” podemos
encontrar desempenhos de
enorme ousadia em alguma atividade mecânica como a da alimentação ou em outras
que não são percebidas pela pessoa. Na pior das
hipóteses, o “tímido”
conhece, de forma direta ou indireta, mesmo que idealizada,
como é ser ousado e
destemido — mesmo que seja através de um ídolo de cinema ou de um parente ou
líder que admira. O poder esta dentro dele mas ele não consegue articulá-lo!
6. Não
existem fracassos; existem apenas feedbacks
Todos os sistemas possuem
mecanismos de comunicação de forma que
possam ser aprimorados ou
se regularem de forma autônoma e automática. Estes
processos são formas de
comunicação conhecidas como feedbacks! Por motivos
muitos e variados, a nossa
educação social moderna distorce este sentido e nos
ensina a avaliar o não
atingimento de objetivos como “falhas”! A falha, percebida
como uma derrota, ou como
uma incapacidade, ou como qualquer outra nuance que desabilita a pessoa, aciona
um estado emocional tipicamente limitante.
7. As
pessoas sempre fazem as melhores escolhas possíveis
Qualquer um de nós, quando
está decidindo, termina sempre fazendo a
melhor escolha dentre
aquilo que sabe e aquilo que pode fazer! Mesmo que esta
decisão seja a de matar um
passarinho com um estilingue para provar a habilidade no tiro ao alvo. Se a
pessoa não fez de forma diferente, atirando contra um alvo inerte por exemplo,
era porque ela necessitava aprender algo novo para que uma nova opção
pudesse fazer parte do seu cardápio pessoal de escolhas.
Trata-se de um “postulado”
simples sobre a capacidade de concentração
versus o foco da atenção.
O foco de nossa atenção pode ser externo, no meio
ambiente, ou interno em
meio aos nossos pensamentos. Novamente o
“automatismo” de nosso
estado consciente nos impede de perceber, com freqüência,
10
quando ocorrem desvios de
foco incompatíveis com nosso desejo consciente10 de
atenção. Quantas vezes se
faz uma atividade sem estar “presente” nela? No correcorre do dia-a-dia, muitas
vezes, vamos à restaurantes ótimos, para encontros comerciais, ou para nos
divertir-mos, nos quais nem mesmo nos damos conta do sabor dos pratos que foram
escolhidos.
9. Se é
possível para alguém no mundo, é possível para mim
Esta é uma premissa básica
da PNL e diz respeito a modelagem e
transferência de
habilidades de um ser humano para outro. Salvo aspectos limítrofes da
genialidade, ou de habilidades ímpares do corpo, ou de perfis etários impondo
restrições, a idéia central é de que qualquer comportamento bem sucedido
exibido por um ser humano, e desejado por uma outra pessoa, pode ser modelado e
incorporado por esta pessoa através de um processo de transferência de
habilidade.
É uma idéia com alto
grau de liberdade intrínseca (acena para inúmeras
possibilidades pessoais).
10. Se o
que esta fazendo não esta funcionando, mude seu
comportamento
Este é outro paradoxo da
natureza “automática” do ser humano. As pessoas
tem a interessante
habilidade de perceber situações indesejadas e no entanto, não perceber os “vícios”
de estratégias que fazem com que executem sempre o
mesmo comportamento —
aquele comportamento que não os levou ao que
desejavam. Para se fazer
algo novo é preciso aprender algo novo e/ou desaprender algo antigo. Aprendendo
algo novo se pode, então, fazer algo diferente.
A psicologia define o
estado neurótico como sendo aquele quando se repete sempre o mesmo padrão. Se
não se consegue sair deste padrão então não se aprende nada de novo. Para algo
mudar deve-se aprender algo novo. Esse aprendizdo pode ser o de rever uma
situação sob uma perspectitava de coisas já conhecidas mas não relacionadas até
então. Erickson insiste que terapia é reassociar.
10 Seria mais apropriado se falar em semi ou pseudo-consciente
assumindo que o incosciente é quem determina,
em última análise, o foco da consciência
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Frases
para reflexão e discussão:
“Você não pode resolver um
problema com o mesmo pensamento que o causou”
“Saber fazer a pergunta
correta é mais importante do que saber a resposta”
Einstein
Hipnose
no dia-a-dia
Fonte: The Milton H. Foundation,
Inc.
Regressão de idade Quando
criticado
Quando
cercado por crianças
Quando
cercado por pessoas mais altas
Divertindo-se
de maneira irresponsável
Na
presença dos pais
Vendo um
álbum de fotos antigas
Progressão de idade Antecipando
um evento (planejando)
Ao
visitar pessoas mais velhas
Aniversários
Amnésia Na-ponta-da-língua
mas não se lembra
Incapaz
de achar as chaves, celular etc
Esquecer
nomes logo após apresentação
Ir para
algum lugar e esquecer a razão
Receber
um retorno sem lembrar que ligou
Hipermnésia Lembra-se
nitidamente das circunstâncias de um
encontro,
paixão, jogo etc
Efeito
“camera lenta” em acidentes e traumas
Analgesia & Anestesia Extremidades
do corpo que “adormecem”
Perda de
sensação pelo frio
Anestesia
do dentista
Deitado
numa banheira de água quente
Sono
Escrita automática Datas em
cheques no início de um novo ano
Mudanças
de endereço ou título
Rabiscos
a esmo
Catalepsia Mão
persistentemente levantada em sala de aula
“Congelado”
Relaxando
a ponto de não conseguir se mover
Segurando
um drink em uma festa
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Dissociação Sentindo-se
“fora-de-si” em uma emergência
Devaneios
Sensação
de déjà vu
Direção
automática
Alucinação positiva Miragens
(ilusão)
Vendo
rostos e objetos em nuvens etc
Privação
de sono
Lembranças
de locais disparadas por aromas/sabores
Alucinação negativa Perceber
algo que estava na frente o tempo todo
Não
perceber uma fala
Não
sentir um toque
Sugestão pós-hipnótica Propagandas
abusam deste efeito
Aviso de
que um filme é inadequado para crianças
Apagando
luzes apagadas
Distorção do tempo
expansão
Direção
de longa duração
Insônia
Esperando
(impaciente) por algo cozinhar
Tratamento
dentário (durante)
Trabalho
entediante ou desmotivante
Dores e
estados adoecidos
Esperas
de embraque e vôos longos (rotineiros)
Distorção do tempo
condensação
Qualquer
situação de boa diversão
Um livro
instigante como código da vinci (para muitos)
Viagens
prazeirosas
Férias
desejadas
Estando
em companhia prazeirosa
Geraldo de Souza
Psicanalista, com Abordagem Junguiana - CNT. Nº 11.563/SP
Terapia Alternativa de Cura Reiki (Reconhecido pela (“OMS”) - CNT. Nº 11.563/SP
Ambas com ferramentas de Hipinoterapia Ericksoniana e PNL
E-mail: Geraldo de Souza11@gmail.com
http://facebook.com/geraldo.souza.37
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