Curso das Leis Universais no
Instituto Luz
Desenvolvimento
de consciência, saúde e prosperidade
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LEIS UNIVERSAIS
Introdução
Toda a
criação é governada por leis. Os princípios que operam no mundo físico
estudados pela ciência, são as leis naturais. Por outro lado, desde sempre que
todas as sabedorias e conhecimentos espirituais, iniciáticos, revelaram leis
subtis que presidem ao plano espiritual e à dimensão da consciência. De acordo
com essa sabedoria, a verdadeira natureza da matéria está contida nestas leis.
Conhecê-las é transcender gradualmente a dualidade da realidade aparente.
Vivê-las, é conquistar a verdadeira liberdade interior. “Conhece a Lei e sê
livre, dizem os mestres”. Ser uno com elas é assumir a nossa condição de seres
espirituais a ter uma experiência humana e fundirmo-nos com o princípio
primordial da Vida: o Amor Universal.
Utilizar
a Lei de forma consciente é uma experiência maravilhosa e uma grande aventura:
é sentir que podemos plantar sementes com as nossas intenções e vê-las
gradualmente tomar forma.”
A Fé
“A ideia
de que a fé só tem a ver com a nossa experiência religiosa é um erro. A Fé é
uma faculdade da mente que tem a sua máxima expressão na atitude religiosa, mas
a pessoa que tem fé na sua própria habilidade, empreende sempre mais coisas que
aquele que não tem confiança em si. Os
que têm grande fé, têm grande poder. A Fé é uma abordagem mental e afirmativa à
Realidade. O que é o medo? Nada mais do que um uso negativo da fé... fé
deslocada.
Ciência da Mente, Ernest Holmes
Lei de causa e Efeito ou do Carma
O ser
humano caminha num longo processo evolutivo. Todas as nossas escolhas passadas
condicionam o nosso presente, pela positiva ou não. A maioria dessas escolhas é
inconsciente. O biólogo Dr. Bruce Lipton afirmou que cerca de 95% do que
criamos na nossa vida, fazemo-lo de forma inconsciente (os nossos hábitos,
automatismos, padrões inconscientes de resposta ao meio). Por isto, atraímos
tantas vezes para a nossa vida circunstâncias de que não gostamos. São as leis
da, da Vibração e do Carma, Atração juntas em ação.
Exercício:
torne-se observador das suas escolhas. Escolha conscientemente e perante uma
dada decisão, medite na escolha que, para além do seu bem pessoal, beneficia
todos os envolvidos. A gratidão e o perdão são as melhores escolhas para um
semear um carma amoroso e abençoado.
“Para
toda a ação há sempre uma reação igual oposta.” Isaac Newton
Lei do Dharma
O dharma
corresponde, fundamentalmente, ao propósito evolutivo da nossa vida. O caminho
que devemos seguir rumo à Verdade. O alinhamento do nosso carma de acordo com
uma dada direção, que é o propósito e o rumo da nossa vida e que por sua vez
está em sintonia com a divina ordem universal. É tornarmo-nos sucessivamente,
na pessoa que nascemos para vir a ser. O dharma é o Plano do Universo para nós.
Quanto mais transcendemos o nosso carma, mais tomamos consciência do nosso
dharma e mais alinhamos a nossa vida com este.
A Lei da Atração
A Lei da Atração e da Analogia
São Leis
fundamentais da manifestação. Integram os princípios:
- O
semelhante atrai o semelhante;
- O que
está em baixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está
em baixo, para que se realize o milagre da coisa una. (Excerto da Tábua
Esmeralda, de Hermes Trimegistus).
O maior
agente unificador do universo é a energia do Amor-Sabedoria e o propósito da
Analogia é conduzir a mente de volta ao sentido da unidade (a iluminação). Os
pensamentos e imagens que retemos nas nossas mentes consciente e inconsciente
manifestar-se-ão espelhados nas nossas circunstâncias externas. O mundo
exterior é um espelho do mundo interior. Quando esta Lei é usada
conscientemente, aumentará a claridade da nossa visão e possibilitará à mente
penetrar gradualmente nos segredos da Vida, iluminando muitos paradoxos e
esclarecendo muitas questões.
A
analogia ou correspondência, estabelece a interligação entre todas as coisas no
universo e mantém todas as coisas em relação entre si.
De acordo
com a Lei Universal da Atração o universo quer para nós, o que nós queremos
para nós próprios. Ou seja, o universo respeita a nossa consciência e o que o
seu nível evolutivo atrai. Recebemos o que damos porque damos a nós mesmos. O
que fazemos, fazemos a nós mesmos, pela Lei do Carma. A Vida trata-nos como nos
tratamos a nós mesmos (consciente e inconscientemente).
Lei da Intenção e da Manifestação
“A
energia segue o pensamento”, axioma esotérico.
Pensamos
e agimos. O pensamento é uma força criadora. A mente humana é uma centelha da
mente infinita de Deus.
Alinhe-se
com a fonte universal (através da meditação ou oração), focalize-se na sua
intenção (mantenha-a na mente) e tome iniciativa no plano físico, de acordo com
essa intenção. Paralelamente, desenvolva o desapego pelos resultados. O
processo da criação na vida não é para focarmos obcecados com um fim em si
mesmo, mas para aprendermos a amar a sacralidade de todo o processo, instante a
instante.
Se quiser viver com mais autenticidade, ponha intenção n o que fizer; respira com a intenção de ter saúde, trabalhe com intenção de se realizar. A intenção ajuda a construir o seu caminho de vida.
Se quiser viver com mais autenticidade, ponha intenção n o que fizer; respira com a intenção de ter saúde, trabalhe com intenção de se realizar. A intenção ajuda a construir o seu caminho de vida.
Lembre-se
de que o universo não funciona pela competição, mas pela cooperação. Devemos
ser co-criadores, não competidores. A evolução não anda para trás, não é
reversível (não é possível a um anfíbio voltar a ser peixe). A excelência é o
impulso silencioso no coração da humanidade e é auto-superação. A
auto-superação não é luta; é evolução, é criatividade.
Quanto
mais tempo um pensamento puro (isento de outro pensamento) é mantido na mente,
mais poderoso o resultado. Esta é a iniciação no processo de manifestação das
nossas intenções. A atenção energisa um desejo; a intenção transforma a
realidade promovendo a manifestação do desejo.
Lei da Vibração ou da ressonância
É a base
da manifestação. Nada está estático: tudo se move e vibra. Esta é a Lei do
progresso, do movimento e da rotação. A Matéria, densa, é energia a vibrar em
baixas frequências; o pensamento, subtil, é energia vibrando em frequências
mais elevadas. Tudo o que existe está em constante vibração e movimento. Nós
somos receptores e emissores de vibrações, em relação ao nosso meio ambiente.
Tudo é energia em vibração.
A Ciencia
diz que ao nivel subatómico, o a matéria aparentemente sólida não existe como
tal: o que existe é um gigantesco, imenso campo quântico de enrgia onde todos
se relacionam com o todo. Logo, a aparente separação do mundo físico, não
existe do ponto de vista cientifico.
Nesse
campo quântico onde todos nos existimos, atraímos a nós as pessoas e as
circunstancias que estão na mesma onde vibratória, que entram em ressonância
com o nível energético em que nós vibramos. As emoções mais densas, como o
rancor e a tristeza, correspondem a frequências mais baixas de vibração e
atraem, frequências de igual valor, ou seja, mais do mesmo: zanga e frustração.
Aquilo que emitimos, ser-nos-á, assim devolvido. O destino, é assim a
consequência directa das enregias de cada um. Nada acontece por acaso.
É a sua
capacidade de aumentar a sua vibração (através da meditação, oração, gratidão,
serviço aos outros, bondade, pacificação interna, desapego, diversas práticas
espirituais) que produz maior abundância na sua vida. Quando se torna mais
luminoso mais luz pode entrar na minha vida sob a forma de sabedoria, amor,
prosperidade, felicidade, paz, bem-aventurança.
A Lei do Não Julgamento
A Mente
Universal não julga. Os julgamentos são invenções humanas, formas de nos
compararmos e de controlarmos, enquanto criamos padrões estandardizados –
muitas vezes irrealistas e artificiais - de perfeição e moralidade. De acordo
com a Lei da Atracção, os julgamentos que fazemos atrairão julgamentos que nos
serão feitos a nós, em igual medida.
A Lei da Oração e da Meditação
A oração
é uma ação consciente que visa a comunhão com Deus. É também um processo de
alinhamento e de abertura do nosso Eu profundo para com a Fonte Universal, onde
manifestamos o nosso desejo de sermos inspirados e iluminados por essa Fonte.
Meditar é
libertarmo-nos, esvaziarmo-nos de obstáculos à ligação com a Fonte Divina, o
que nos permite receber essa Presença Amorosa. Na meditação, sintonizamo-nos
com a Fonte Espiritual e a Força Criativa Divina pode elevar-se ao longo dos
canais físicos e espirituais do nosso corpo e disseminar-se através dos
chacras.
Medite
diariamente nesse encontro com Deus no templo do seu corpo consagrado.
A Lei do Perdão
Vendo
tudo com Amor, desistimos dos “ajustes de contas”. Perdoar, libertar os
ressentimentos permite que a Lei da Graça interfira nas nossas vidas,
libertando-nos de carma individual. A não-violência é o resultado natural das
Leis do Perdão e do Amor. Todo o bem deriva do perdão. O perdão é quietude da
mente.
O Perdão
Para mim,
o perdão é sagrado; é uma virtude espiritual. Como somos espírito todos temos,
naturalmente, acesso a ele.
Perdoar
não significa:
Que eu
aceito e valorizo o comportamento agressivo do outro.
Que eu
passo uma esponja e esqueço automaticamente tudo, como se apagasse nas células
do meu cérebro aquelas que contém a memória da ocorrência. O que acontece, é
que quando me lembro da situação e fiz um trabalho honesto de perdão, a dor
sentida antes vai diminuindo cada vez mais até que um dia, recordo-me da
situação e já não dói! Até que me esqueço da própria situação. O perdão
transforma-se assim, numa extraordinária conquista do amor. Uma conquista que
nos traz gradualmente um crescendo de paz interior que liberta grandes
quantidades de energia psíquica/emocional que passamos a ter disponível para
fazermos outras coisas na nossa vida.
O perdão
depende da minha capacidade de me abrir e de sustentar o amor na minha vida,
não das ações ou reações de quem me causou dano. O perdão depende de quanto eu
aceito e integro na minha vida, a consciência de que sou merecedor de ser amado
e de uma vida abundante em relacionamentos gratificantes, não de quanto mais
desconsiderações, insultos ou perdas estou disposto a suportar. O perdão
verdadeiro (haverá outro?) só nasce de uma postura de abundância, de uma serena
mas poderosa focalização do coração no amor que está para além do julgamento. O
perdão não nasce da ansiedade, dum esforço que drena a vitalidade, do medo, das
ameaças, dum negócio com contrapartidas, da manipulação ou da tentativa de ser
bonzinho para que outros sejam como eu quero. O perdão verdadeiro só nasce da
liberdade. Liberdade de escolha, liberdade de nos amarmos mais, liberdade da
ilusão de que estamos melhor com o ganho secundário da dor e do ressentimento.
Liberdade de aceitarmos a Vida na íntegra, aceitar aprender atentamente nesta
escola, com as experiências que nos elevam aos cumes da gratidão e com as que
nos levam aos abismos da desilusão e do desespero. Perdoar é uma das
experiências mais alquímicas que conheço, capazes de transformar o nosso corpo
físico.
Lei Universal da Unidade
Estamos
todos ligados transportando a semente Divina. Esta é a forma como começamos e
como nos desdobramos até à eternidade. É apenas na terceira dimensão ou na
forma física, devido à separação aparente que vivemos entre o nosso Self (Eu
divino) e a personalidade que experimentamos a ilusão de que estamos sós. O
medo entra no nosso corpo emocional devido a esta ilusão e começa a fechar mais
e mais a nossa ligação à Fonte. Do mesmo modo e porque Somos Todos Um, quando
permitimos o crescimento da alma em nós, de uma forma profunda e maravilhosa,
todos beneficiam.
Quem está
mais próximo de Deus é quem abraça mais de si mesmo, quem é mais uno dentro de
si, quem se aceita mais e assim tem o poder de transformar o seu eu inferior,
de o iluminar, naquela que é a experiência fundamental da encarnação: trazer o
espírito à matéria. Se Deus é a máxima unidade, quanto mais inteiro eu estiver,
quanto mais inclusivo eu for, mais próximo estarei da presença de Deus. Quanto
mais dividido estiver com preconceitos, xenofobias, racismos e falsas
identificações só com o meu lado virtuoso (eu sou melhor que tu) mais longe
estarei da graça divina.
A
espiritualidade é acerca de Ser, não de ser algo. E o ser – o estar consciente,
atento e presente a todo o momento, é a cura para as feridas da nossa criança
interior abandonada, com medo do abandono, vazia de amor. Aprender a cultivar
essa presença interior em todas as circunstâncias da vida é a raiz do
verdadeiro poder. Dessa forma, a criança sofrida dentro de nós vai aprendendo a
confiar na nossa capacidade de tomar boa conta dela, de estar lá para ela
sempre que ela precisa, e tem a oportunidade extraordinária de continuar
connosco pela vida aninhada e segura no nosso coração, crescendo com as nossas
conquistas e reconstruindo a sua natureza de amor.
A Lei Universal da Economia, ou do Mínimo Esforço
Esta é a
Lei que ajusta tudo o que se refere à evolução material e espiritual do cosmos
de acordo com o menor dispêndio de recursos/energia. Esta Lei convida-nos a
usar em tudo o que fizermos de bom senso, discriminação e um verdadeiro sentido
de valores (que ordenará as nossas prioridades) pois, se estes estiverem
presentes, o tempo será economizado, a energia distribuída com sabedoria,
eliminado o zelo excessivo e nós seremos canais cada vez mais apurados para a
obra da evolução.
A Lei dos Ciclos
A
Natureza caracteriza-se pelos seus ciclos – como a sucessão do dia e da noite,
ou das estações. As estações não se empurram umas às outras. Todas as coisas
sucedem no devido tempo. Tudo tem um tempo de ascender e um tempo de cair. O
que se eleva desce e o que desce volta a ascender.
Há um
tempo para tudo na vida e para experimentarmos diversas emoções, diversas
versões de nós próprios, diversos papéis, diversas modalidades de viver a vida
de acordo com a consciência de cada momento.
Quando
nos treinamos a testemunhar tudo isto e percebemos que é a vida que nos
acontece e que baila connosco a dança da Terra, começamos a perceber muitas
coisas, entre as quais:
- Que não
adianta tentarmos defender-nos de algo que afinal, não está fora mas dentro de
nós;
- Que
pôrmo-nos em ordem interna é resolver o mundo inteiro e nisso nos pacificarmos.
- Que o
treino é quase tudo.
- Que o
AMOR somos nós, vem de nós, e que a ele não podemos fugir porque ele é uma Lei,
exatamente como cada Vida: é uma Lei divina que você viva. Que viva a sua vida
na mais luminosa versão de si mesmo.
Para tudo
há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus:
Tempo
para nascer e tempo para morrer; tempo para plantar e tempo para arrancar o que
foi plantado;
Tempo
para matar e tempo para sarar; tempo para demolir e tempo para construir;
Tempo para chorar e tempo para rir; tempo para gemer e tempo para dançar;
Tempo para atirar pedras e tempo para ajuntá-las; tempo para dar abraços e tempo para apartar-se.
Tempo para chorar e tempo para rir; tempo para gemer e tempo para dançar;
Tempo para atirar pedras e tempo para ajuntá-las; tempo para dar abraços e tempo para apartar-se.
Tempo
para procurar e tempo para perder; tempo para guardar e tempo para jogar fora;
Tempo
para rasgar e tempo para costurar; tempo para calar e tempo para falar;
Tempo para amar e tempo para odiar; tempo para a guerra e tempo para a paz.
Tempo para amar e tempo para odiar; tempo para a guerra e tempo para a paz.
Eclesiastes
3, 1-8, Bíblia Sagrada
A Lei do Agora
O tempo
não existe; esta idéia é uma convenção, um acordo social. Passado e futuro só
têm realidade nas nossas construções mentais. Na verdade, só temos o agora.
Quando mantemos um remorso ou mágoa por algo ocorrido no passado, mantemos a
ocorrência viva através de imagens e sentimentos que evocamos. Quando estamos
ansiosos em relação ao futuro, mantemos a ânsia viva através de imagens que
visualizamos na mente. Quando praticamos o recordar que o aqui e agora é tudo o
que temos, o nosso presente melhora. O único momento que temos é o agora. É
onde criamos. As consequências dos atos passados são geridas pelas Leis do
Carma e do Dharma. O futuro é construído a partir dos pensamentos de hoje,
vestidos pela emoção e conduzidos pela ação. Evoluir espiritualmente significa
também aprendermos a perceber o sentido de ordem e a perfeição inerentes ao
momento presente.
O poder
do agora – aprendamos a trazer para o agora os nossos sonhos e o nosso coração.
É preciso pensarmos coisas novas para magnetizarmos coisas novas. O semelhante
atrai o semelhante e nós precisamos desidentificarmo-nos com o negativo, com
aquilo que nos disseram que nós éramos, com as expectativas dos outros sobre nós
e construir a nossa vida de acordo com o nosso merecimento – a perfeição de uma
vida abundante! É preciso desidentificarmo-nos com o passado – não significa
deixarmos de ter uma história. Significa a criação permanente da nossa
história, sabendo que nós somos esse poder amoroso de transformação.
A Lei da Flexibilidade
Esta lei
implica uma aceitação pragmática do momento presente. Aceitamo-nos a nós, aos
outros e às circunstâncias tal como se apresentam em vez de lhes manifestarmos
uma rígida resistência. Isto requer um estado de consciência alerta e expansivo
e a capacidade de abraçar o agora fazendo um uso construtivo do momento. Neste
estado de consciência, as pedras no caminho transformam-se em degraus e os
problemas em
oportunidades. Tudo serve o nosso maior bem se fizermos
um bom uso de tudo.
A maneira
mais rápida de evoluir é dizendo sim à Vida porque estaremos a aplicar a Lei da
Flexibilidade. Fluir com a Vida, não oferecer-lhe resistência produz verdadeira
transformação interior que abre as portas às bênçãos. Todos os dias podemos
escolher resistir ou aceitar aprender com a Vida.
De acordo
com o “Um Curso Em Milagres”, cada escolha que fazemos na vida é uma escolha
entre o milagre ou a dor/ remorso/amargura. Liberte-se da dor, do remorso, da
amargura e escolha o milagre.
A Lei da Polaridade
Tudo é
dual na dimensão em que vivemos. Tudo tem o seu oposto-complementar. Os opostos
são idênticos em natureza, mas diferentes em grau. Todos os
paradoxos são reconciliáveis. Tudo tem a sua polaridade; tudo o que É, tem o
seu duplo: positivo e negativo, luz e trevas, mortalidade, imortalidade,
femininas, masculino, sol e lua, etc.
Ao nível
físico, da matéria, os opostos atraem-se e os semelhantes repelem-se:
- Nos imanes: a atracção entre os pólos norte e sul.
- Na eletricidade: ter carga eléctrica é uma propriedade da matéria. Os átomos têm no seu núcleo os protões cuja carga eléctrica é positiva e em seu redor orbitando, uma nuvem de electrões de carga eléctrica negativa. Em função das polaridades opostas foram atribuídos sinais positivo e negativo às cargas eléctricas. As que possuem o mesmo sinal de polarização repelem-se enquanto que as de sinal diferente se atraem.
- Nos imanes: a atracção entre os pólos norte e sul.
- Na eletricidade: ter carga eléctrica é uma propriedade da matéria. Os átomos têm no seu núcleo os protões cuja carga eléctrica é positiva e em seu redor orbitando, uma nuvem de electrões de carga eléctrica negativa. Em função das polaridades opostas foram atribuídos sinais positivo e negativo às cargas eléctricas. As que possuem o mesmo sinal de polarização repelem-se enquanto que as de sinal diferente se atraem.
Os
conceitos Yin e Yang estão presentes na mito génese chinesa da criação da terra
e humanidade: O princípio do Yin e do Yang - os elementos masculino e feminino
da Natureza - é o princípio básico de todo o Universo. É o princípio de tudo
quanto existe na Criação. Todas as formas de energia possuem estas duas
polaridades, opostas e complementares. Uma contém a outra e quando uma chega a
um limite de manifestação transforma-se na outra, seu oposto complementar
Segundo
os pitagóricos, tudo, no nosso contexto, é regido por dez leis, cada uma
representada por um número respectivo, as quais eles denominavam "Mãe de
Todas as Coisas". O estudo das mesmas permite um melhor entendimento sobre
a natureza das coisas, dos seres, dos eventos que compõem o mundo em que
vivemos. A partir daí, é possível ainda se chegar a inúmeros enunciados,
tomando-se por base a combinação dos significados, conforme veremos mais
adiante.
As leis
são as seguintes:
1 – Lei da Unidade: a
unidade, referente a cada e a todo ente criado. Há um leitor como ele mesmo,
uma tela do computador como ela mesma, e nenhuma outra pode ser igual, ou seria
a própria.
2 – Lei da Oposição: se
refere às oposições que compõem uma unidade. Qualquer unidade finita é fruto da
oposição entre ato determinante e potência determinável. A partir daí
desenvolvem-se as demais, em diferentes categorias, relativas a cada ente.
3 – Lei da Relação: a
relação entre os opostos, necessária para o surgimento de uma unidade - pois,
como exemplo principial, algo só pode ser determinável se houver a ação do
determinante - para sua manutenção, e mesmo, como se verá mais adiante, sua
corrupção.
4 – Lei da Reciprocidade: para
que se estabeleça uma relação, é necessário haver reciprocidade entre os
opostos. Esta está condicionada à natureza de cada um dos opostos, onde se
observa a eficácia do que está atuando, somada à eficácia daquele que é
determinado, tendo-se em conta ainda a natureza da resistência por este
empregada. Esta lei é a simbolizada pelo Yin-Yang (o primeiro predominantemente
passivo-ativo, o segundo predominantemente ativo-passivo).
5 – Lei da Forma: expressa
a disposição das proporções intrínsecas, como resultado da maneira como os
opostos interatuam numa determinada unidade.
6 – Lei da Harmonia:
representa harmonia intrínseca e com o meio (neste caso, formando séries,
sistemas, ou seja, outras categorias de unidade), necessária para a preservação
do ente. As relações harmônicas se dão dentro de uma normal relativa àquela
totalidade, segundo seu interesse.
7 – Lei da Evolução: resulta
da oposição aplicada à lei anterior, ou seja, onde há harmonia, pode haver
desarmonia (externa ou intrínseca). As relações de oposição destes aspectos
podem provocar mutações substanciais, que podem vir a acarretar o rompimento da
harmonia anterior. Neste caso ocorrem mutações, pois o ser integra-se a uma
nova harmonia.
8 – Lei da Superação: é a
assunção, ou seja, quando um ente perde sua natureza anterior por razões
desarmônicas intrínsecas e/ou extrínsecas e assume nova conformação, passando a
compor uma nova unidade. Vale destacar que isto só pode ocorrer (assim como na
lei anterior) dentro dos limites da potência determinável correspondente.
9 – Lei da Integração:
representa idéias como as da salvação e da ressurreição, ou seja, é observada
quando um ser salta para uma nova forma evolutiva, um estágio superior, depois
de retirado do ciclo da evolução. Integra-se então no Todo (universalidade
cósmica), que não se desnatura apesar da dinamicidade de seu conteúdo.
10 – Lei da Unidade
Transcendente: as coisas integradas no Todo seguem então a direção do Bem que
lhes transcende, à Unidade que é origem e fim de todas as coisas, o Ser
Supremo.
A combinação pode se dar com dois algarismos (Leis Diádicas), três
(Leis Triádicas), etc. e pode-se chegar a enunciados como estes:
14 – "Em toda unidade... encontramos uma reciprocidade";
178 – "O cumprimento do ciclo evolutivo de uma forma é simultâneo ao advento de uma nova transformação e ao surgimento de uma nova forma".
14 – "Em toda unidade... encontramos uma reciprocidade";
178 – "O cumprimento do ciclo evolutivo de uma forma é simultâneo ao advento de uma nova transformação e ao surgimento de uma nova forma".
As leis aqui apresentadas constituem o que os pitagóricos
conheciam por "Tétrada Sagrada", também chamada de "Década Sagrada",
tendo em vista o resultado da soma dos quatro primeiros números: 1 + 2 + 3 + 4
= 10.
Aprender
a pensar é aprender a viver. Se não somos mestres do nosso próprio pensamento,
seremos mestres de quê?...
Fonte: Compilação/Estudos
Geraldo de Souza:
- Textos Planeta Editora
- LIvro
"Sabedoria das Leis Eternas",
de Mário Ferreira dos Santos.
- Ciência da Mente, Ernest Holmes.
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